SECÇÃO V – COMISSÕES ESPECIALIZADAS
NOTA INTRODUTÓRIA
40. INSTRUMENTOS FINANCEIROS
Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, os instrumentos financeiros são conforme segue:
O Grupo Media Capital encontra-se exposto essencialmente aos seguintes riscos: (a) Risco de mercado
2010 2009 Activos financeiros:
Activos disponíveis para venda 7.632 7.638 Contas a receber de terceiros 91.731.668 116.034.998 Caixa e seus equivalentes 23.578.879 20.556.456 115.318.179 136.599.092 Passivos financeiros:
Derivados por resultados 2.083.497 2.330.220
Empréstimos 111.645.872 126.386.336
Contas a pagar a terceiros 154.474.896 165.880.963 268.204.265 294.597.519
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Os riscos de mercado estão relacionados com alterações nas taxas de juro e nas taxas de câmbio. (i) Taxa de juro
Os riscos da taxa de juro estão essencialmente relacionados com os juros suportados com a contratação de um programa de papel comercial a uma taxa de juro variável. No sentido de reduzir o nível de risco a que o Grupo está exposto, a Media Capital contratou um instrumento de cobertura de risco onde fixa uma banda de variação da taxa de juro Euribor a 1 mês, com um cap de 4,99% e um floor de 3,25% (Nota 33).
Em 31 de Dezembro de 2010, uma parcela de 50.000.000 Euros dos empréstimos contratados encontra-se coberta pelo produto acima referido. Os restantes 71.500.000 Euros encontram-se expostos a alterações nas taxas de juro de mercado.
Caso as taxas de juro de mercado tivessem sido superiores ou inferiores em 0.5% durante os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, o resultado líquido daqueles exercícios teria aumentado ou diminuído em 200.000 Euros, respectivamente.
A sensibilidade da Empresa a variações na taxa de juro, encontra-se parcialmente limitada pela contratação de instrumento de cobertura de risco conforme referido acima, o qual é registado pelo seu valor de mercado apurado por referência a avaliações externas efectuadas por entidades independentes.
(ii) Taxa de câmbio
Os riscos de taxa de câmbio estão essencialmente relacionados com o investimento na Plural Entertainment (empresa participada da PLURAL España) bem como a dívida denominada em moeda diferente da moeda funcional do Grupo.
Em 31 de Dezembro de 2010, a exposição na Plural Entertainment ascende a passivos líquidos de 2.067.541 USD (1.556.884 Euros à taxa de câmbio Euro/USD de 31 de Dezembro de 2010).
Adicionalmente, em 31 de Dezembro de 2010, os riscos de taxa de câmbio estão relacionados com:
- Contratos de direitos de transmissão de programas de televisão contratados a diversas produtoras estrangeiras; - Contratos de direitos de transmissão cinematográfica e videográfica contratados à Twentieth Century Fox. O risco da taxa de câmbio associada a estes contratos é diminuto fase ao reduzido prazo de pagamento dos mesmos.
Os saldos em moeda estrangeira da Empresa expressos em Euros ao câmbio de 31 de Dezembro de 2010 e 2009, são conforme segue:
Activos / (Passivos) 2010 2009 Dólar Americano (USD) (6.596.688) (6.398.468) Libra Esterlina (GBP) (34.262) (39.869) Franco Suiço (CHF) (10.290) (12.643) (6.641.240) (6.450.980)
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O risco a que a Empresa está sujeita inclui a exposição ao risco de taxa de câmbio em futuros contratos de direitos de transmissão que venham a ser celebrados, para o qual não se encontram contratados instrumentos de cobertura.
(b) Risco de crédito
O risco de crédito está essencialmente relacionado com as contas a receber resultantes das operações das diversas empresas do Grupo (Nota 22), o qual procura ser minorado pela política de descontos concedidos por antecipação ou pronto pagamento instituída. Este risco é monitorizado numa base regular por cada um dos negócios do Grupo com o objectivo de:
- limitar o crédito concedido a clientes, considerando o respectivo perfil e antiguidade da conta a receber; - acompanhar a evolução do nível de crédito concedido;
- analisar a recuperabilidade dos valores a receber numa base regular.
As perdas de imparidade para as contas a receber são calculadas considerando: - a análise da antiguidade das contas a receber;
- o perfil de risco do cliente;
- as condições financeiras dos clientes.
O movimento nas perdas de imparidade de contas a receber encontra-se divulgado na Nota 28.
Em 31 de Dezembro de 2010, é convicção do Conselho de Administração que as perdas por imparidade estimadas em contas a receber se encontram adequadamente relevadas nas demonstrações financeiras consolidadas. A Empresa acredita que não existe necessidade de reforçar os ajustamentos de contas a receber para além do montante incluído na Nota 28. Adicionalmente, são de relevar os descontos concedidos por antecipação ou pronto pagamento, como medida de redução de risco de crédito dos diversos negócios do Grupo.
Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, as contas a receber de terceiros incluem saldos vencidos conforme segue, para os quais não foram registadas perdas por imparidade por o Conselho de Administração considerar que as mesmas são realizáveis:
(c) Risco de liquidez
Estes riscos podem ocorrer se as fontes de financiamento, como sejam os fluxos de caixa operacionais, de desinvestimento, de linhas de crédito e os fluxos de caixa obtidos de operações de financiamento, não satisfizerem as necessidades de financiamento, como sejam as saídas de caixa para actividades operacionais e de financiamento, investimentos, remuneração dos accionistas e reembolso de dívida.
Saldos vencidos 2010 2009
Até 90 dias 4.597.322 5.451.591
De 90 a 180 dias 144.369 2.425.835
Mais de 180 dias 2.591.942 4.826.712
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Como forma de mitigar este risco, o Grupo procura manter uma posição líquida e uma maturidade média da dívida que lhe permita a amortização da sua dívida em prazos adequados. Em 31 de Dezembro de 2010 e 2009, o valor de disponibilidades de caixa e o valor não utilizado do programa de papel comercial e linhas de crédito ascendia a 49.633.420 Euros e 48.056.456 Euros. A maturidade dos passivos financeiros em 31 de Dezembro de 2010 e 2009 é conforme segue:
Em virtude do passivo corrente remunerado em 31 de Dezembro de 2010 exceder os fluxos de caixa operacionais que se estima que venham a ocorrer em 2011, acrescidos das disponibilidades de caixa e de linhas de crédito aprovadas e não utilizadas naquela data, o Grupo encontra-se em negociação com diversas instituições financeiras por forma a reestruturar a sua dívida, tendo obtido ou estando em vias de obter propostas de renovação do Programa de Papel Comercial que lhe permitirão liquidar os passivos exigíveis no curto prazo, perspectivando-se, no entanto, atentas as actuais condições de mercado, um agravamento futuro do custo do endividamento.