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HSS HDS HNSR HSS HDS HNSR HSS HDS HNSR

Produtos Farmacêuticos 3.314 5.431 6.114 4.228 6.235 7.067 4.892 7.720 7.828 Material de Consumo Clínico 1.972 1.904 1.772 2.254 2.727 1.735 2.766 3.077 1.685

Produtos Alimentares 5 4 6 5 4 5 5 4 4

Material de Consumo Hoteleiro 276 288 107 192 331 67 229 348 59 Material de Consumo Administrativo 194 208 134 169 241 140 207 225 154 Material de Manutenção e Conservação 118 387 374 115 410 446 189 425 467

Outro Material de Consumo --- --- 1 2 6 11 --- --- ---

Total 5.879 8.224 8.508 6.965 9.955 9.470 8.289 11.798 10.197

Enquanto que os custos com “Produtos Farmacêuticos” sofreram, ao longo dos três anos, aumentos significativos, já os custos com “Material de Consumo Clínico” registaram oscilações pouco acentuadas, verificando-se, no HNSR, uma diminuição desta rubrica ao longo do triénio.

Quanto à causa directa do aumento da rubrica “Produtos Farmacêuticos”, esta deve-se aos medicamentos, que representaram, nos três hospitais, um peso de cerca de 80% do total dos produtos.

No HSS, os aumentos verificados nos medicamentos são consequência do crescimento da actividade do hospital, nomeadamente na cirurgia (mais intervenções) e no internamento (dias de internamento), já o mesmo não se poderá dizer do HDS e do HNSR em que o número de cirurgias se manteve ao longo do triénio assim como os dias de internamento.

6.5.2 – Controlo de Consumos de Produtos Farmacêuticos e de Material de Consumo Clínico

Considerando o crescimento dos custos totais com “Produtos Farmacêuticos” e com “Material de Consumo Clínico” e o seu peso significativo face ao total dos “Custos com

Mercadorias Vendidas e Consumidas”, efectuou-se uma avaliação ao controlo exercido pelos

Serviços de Aprovisionamento e Farmácia, relativamente ao consumo e à distribuição daqueles produtos, tendo-se concluído o seguinte:

8No HSS, as formas de distribuição dos medicamentos existentes estão definidas consoante as áreas (Internamento, Urgência e Consulta e Ambulatório). O hospital adquire, na sua maior parte, os medicamentos em doses individuais e, quando tal não é possível, a Farmácia procede à reembalagem dos medicamentos em unidose. Existe na Urgência um stock mínimo de medicamentos, denominado “farmácia da urgência”.

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O Armazém funciona em Inventário Permanente, com stocks muito pequenos, isto porque, a reposição de stocks pelos fornecedores é rápida e a preocupação de racionalização leva a que os produtos sejam reembalados em quantidades menores.

Da avaliação feita, conclui-se que o método de controlo de consumos utilizado mostrou-se eficaz traduzindo-se numa gestão racional e num controlo efectivo do material de consumo clínico.

8No HDS, a distribuição de medicamentos é feita por quatro sistemas diferentes (dose unitária, stock fixo, distribuição personalizada e distribuição tradicional). A Farmácia é responsável pelas entradas e saídas dos medicamentos, não existindo, contudo, um ponto de encomenda nem uma informação actualizada de todos os movimentos (cerca de 4000/mensais). O controlo de consumos é deficitário, tendo cabido, em parte, esse trabalho à Comissão de Farmácia e Terapêutica.

Quanto ao material de consumo clínico, a distribuição aos diversos serviços é feita de harmonia com o calendário de distribuição, sendo a reposição feita por níveis em conformidade com os plafond previamente definidos nas requisições tipo. As contagens físicas são apenas efectuadas no final do ano. Nos testes efectuados detectaram-se algumas situações de ruptura de stocks.

Em conclusão, diríamos que as deficiências encontradas não favorecem um controlo efectivo e eficaz dos consumos, quer dos medicamentos quer de material de consumo clínico.

8No HNSR, os medicamentos são distribuídos no Internamento (com excepção da Psiquiatria) pelo método unidose e no SO o fornecimento é feito bissemanalmente através do método tradicional66, existindo neste serviço apenas um stock mínimo, sendo o controlo feito pelos responsáveis da Farmácia. No que diz respeito ao material de consumo clínico, a distribuição, assim como a reposição de níveis, encontra-se programada, sendo da responsabilidade do Armazém a elaboração do planeamento (calendário).

Não são efectuadas conferências aos stocks existentes, nem pelo Aprovisionamento nem pela Farmácia, situação que compromete o controlo efectivo dos consumos.

6.5.3 – Medicamentos Cedidos Gratuitamente

Em cumprimento da legislação em vigor, são cedidos gratuitamente, pelos hospitais, medicamentos a doentes com determinadas patologias67. Os encargos suportados com essa distribuição têm vindo a aumentar significativamente.

66 Através de requisições de material elaboradas pelo Serviço.

67Esclerose, H.I.V., Hepatologia, Insuficiência Renal, Oncologia, Urologia, Ginecologia, Obstetrícia, Doenças Espásticas

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No quadro seguinte, é evidente o peso que este tipo de fármacos tem no custo total dos medicamentos, no HDS e no HNSR.

Quadro XVI– Custos com Medicamentos

1999 2000 2001 1999 2000 2001 1999 2000 2001

Custos totais com

medicamentos 503.371 684.944 789.938 818.553 994.919 1.216.924 972.137 1.169.408 1.281.566 Medic. cedidos

gratuitamente 1 11.928 14.730 49.902 165.528 226.519 322.764 293.760 397.276 471.528

Medic. cedidos gratuit./

custos totais medica.(%) 2,4 2,2 6,3 20,2 22,8 26,5 30,2 34,0 36,8

1

Em ambulatório

HSS HNSR

Unid. milh. esc.

HDS

A diferença acentuada que se regista no HSS, face aos outros dois hospitais, deve-se ao facto de este hospital não acompanhar, na Consulta Externa e no Ambulatório, os doentes do HIV, desviando-os para os hospitais de infecto-contagiosos, Hospital Central de Gaia ou Hospital Joaquim Urbano, no Porto.

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7.–OS SISTEMAS DE FINANCIAMENTO DOS CUIDADOS DE SAÚDE

► Financiamento dos Hospitais do Serviço Nacional de Saúde68

O financiamento do SNS caracteriza-se por ser suportado, essencialmente, pelo OE e por a distribuição dos meios financeiros pelas instituições ser definida, na sua quase totalidade, centralmente pelo Ministério da Saúde, por via do IGIF. Este sistema de financiamento baseia-se essencialmente no imposto, pois compete ao Estado, constitucionalmente, garantir os recursos necessários à prossecução dos fins que ele próprio se propôs realizar em matéria de saúde, para permitir o acesso e a prestação de cuidados de saúde às populações.

Entre 1986 e 1996 os hospitais foram financiados com base em dados históricos, com atribuição de subsídios de extraordinários em função da despesa e só excepcionalmente com base na produção.

A partir de 1997, o modelo retrospectivo com base na despesa foi substituído por um modelo prospectivo, tendo como base a produção, passando o financiamento a ser:

• de base capitacional e histórico para as ARS, com base na população beneficiária do SNS em cada região, ajustada pela estrutura etária e pela carga de doença;

• assente, progressivamente, na produção para os Hospitais, utilizando-se os GDH como medida do produto final hospitalar. Em 2001 o peso do financiamento histórico é, todavia, ainda de 60%.

O quadro seguinte apresenta de forma sintética a evolução dos critérios de financiamento aos Hospitais e ARS, entre 1998 e 2002.

68 Vide Relatório do Consultor Externo “Os Sistemas Nacionais de Saúde de União Europeia, Principais Modelos de Gestão Hospitalar e Eficiência no Sistema Hospitalar Português”. – Apenso ao presente relatório.

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T C 1999. 001 Quadro XVII