Entender a razão de existência de uma instituição é tão importante como conhecer-se a si mesmo. Neste sentido, as incubadoras requerem também um olhar mais minucioso para os aspectos organizacionais. A sua forma de ser e de se reconhecer pode auxiliar em sua atuação. Segundo Dagnino (2010, p.20):
As incubadoras tornam-se assim, além de entes da Economia solidária nos territórios, atores legítimos de políticas públicas, agentes de desenvolvimento local e promotores de mudanças. [...]. Para isso, devem ser instrumentos de facilitação de troca de conhecimentos, formação de novos quadros, mobilização
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de atores, difusão e interiorização de ações, ampliando a escala e repassando a outros, os instrumentos desenvolvidos.
Estas considerações fazem parte do papel das incubadoras, de sua importância e daquilo que podem realizar, proporcionando melhores condições de vida aos que são atendidos. Portanto, as incubadoras produzem e reproduzem um movimento sociocultural, que é a Economia Solidária, e para que isto aconteça é importante o conhecimento em relação aos vários temas que estão imbricados em sua proposta, como solidariedade, trabalho em grupo, subjetividade e identidade.
O conhecimento é o caminho para que as incubadoras possam superar suas dificuldades cotidianas, pois construir novas relações de trabalho, novos formatos para a vida em comunidade se contrapõe à absolutização do indivíduo, que é característica dominante em nosso tempo.
O questionamento sobre: Qual o meu papel? Como sou visto? Como me vejo? Podem proporcionar rupturas e trazer mudanças importantes aos envolvidos, o que irá requerer novas identidades e outras formas de ser e ver o trabalho que está sendo desenvolvido.
É conveniente lembrar que o estudo da identidade é dinâmico e complexo o que originou ora transposição direta de conceitos, ora conceitos distintos. Um destes conceitos é de Scott (2000, p.8): ¨identidade organizacional compreende o processo, atividade e acontecimento por meio dos quais a organização se torna específica na mente de seus integrantes¨. Percebe-se que esta é construída dia após dia, e que portanto os indivíduos vão internalizando o modo como cada organização funciona, e distinguindo o que seus membros pensam a respeito dela, pela sua posição frente a outras organizações e também a sua evolução (passado e presente).
A identidade organizacional tem uma relação direta com o autoconceito individual, com o autoconceito de identificação organizacional.
Segundo Caldas (1997, p.15):
A identidade não é mais vista exclusivamente como uma entidade autônoma, estática e duradoura, mas como um processo de construção, uma atividade humana, mediada pelo uso da linguagem e ligada a socialização do indivíduo por meio da interação simbólica com seu meio. Nessa perspectiva, a origem da
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identidade individual está na comunidade, nos artefatos culturais e instituições que a comunidade propicia.
Assim, as organizações e instituições que surgem auxiliam no processo de identidade individual. As condições de trabalho diferenciadas, as terceirizações, contratações de mão de obra temporária, parceria com fornecedores e clientes, concorrência, irão influenciar na forma e atividade humana. Como cada indivíduo irá se adaptar a realidade institucional, que atualmente possui uma grande variabilidade. As organizações estão deixando de ser sistemas relativamente fechados para tornarem-se sistemas cada vez mais abertos. Suas fronteiras estão se tornando mais permeáveis e em muitos casos difíceis de identificar.
E o que isto tem a ver com as Incubadoras? As incubadoras possuem um formato diferenciado: sua organização do trabalho está voltada para o respeito dos envolvidos e em uma liderança mais participativa, o que irá interferir em seus aspectos identitários. Sua proposta alternativa está voltada para a coletividade e para a solidariedade de seus membros, o que repercute na forma como esta irá desempenhar suas funções. Na Economia Solidária existe espaço para a intercomunicação e para os relacionamentos interpessoais entre os trabalhadores. Com isso elabora-se uma identidade grupal baseada numa formação de identidade não defensiva, isto é, mais aberta e participativa, com espaços de diálogo e tomadas de decisões conjuntas, muito diferente de modelos vivenciados e aprendidos em trabalhos formais e ou organizações anteriores com as quais alguns participantes da Economia Solidária tiveram experiência.
A equipe de trabalho que está à frente de uma incubadora irá experimentar um modelo que compartilhe experiências coletivas, discutindo valores muitas vezes de difícil implementação. A identidade é um processo social, mas que é experimentado subjetivamente, o que faz supor que cada membro da incubadora irá visualizá-la diferentemente e assim sofrer modificações à medida que as experiências são vividas.
Para os indivíduos envolvidos nas incubadoras, existe um crescente conflito entre as identidades previamente construídas e as identidades em construção do grupo: a prática e o diálogo entre incubadora e trabalhadores é solidária, mas sua relação com
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o mundo fora da assessoria é marcado pela competitividade. Este impasse marca divergências na concepção e na organização do trabalho.
São as ambiguidades que demarcam o trabalho dos envolvidos, seus discursos e práticas, o contato com os trabalhadores, as instâncias de representação jurídica e política, pois em muitos momentos há necessidade de concorrer e de se parecer com a empresa capitalista.
Num modelo de organização tão diferente, a identidade passa a ser analisada sob o olhar dos recursos que possui, do entendimento de sua ação e de como os envolvidos interpretam e se mobilizam diante das oportunidades que surgem.
Segundo Caldas (1997, p.17):
Provavelmente as organizações, tais como os indivíduos, necessitem de algo como a identidade, não por ser-lhes esta uma característica inerente ou natural, mas porque o mercado exige a expressão de uma. Portanto, tanto no plano organizacional como no individual, a questão talvez seja mais de imagem, estilo e retórica, do que de valores e princípios e características centrais.
Sua imagem está diretamente relacionada à instituição/projeto dentro da Universidade/e ou no espaço em que se originaram. Seu trabalho envolve, coordenadores, técnicos e os grupos de trabalhadores da Economia Solidária, por isso a importância do entendimento da identidade grupal. Não se pode pensar em modelos de gestão cooperativa e estratégias de intervenção sem considerar que cada uma destas categorias tem sua dinâmica, sua história, sua subjetividade. São esses aspectos que irão determinar a coesão e a forma de funcionamento das incubadoras.
Segundo Capitão e Heloani (2007) os estudo de grupos é fundamental para entender o desejo de afiliação, de existirem laços afetivos em ambientes muitas vezes divergentes e fora do espaço familiar. Para que um grupo se forme, se faz necessário a identificação entre as pessoas (modelos), possibilitada por um certo ideal comum existente entre elas.
Os mesmos autores afirmam:
Algumas pessoas tem muito próximo da sua realidade, das suas condições, o que não exige quase nada delas mesmas. Um estado pouco crítico, no qual
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quase nada delas mesmas. Um estado pouco crítico, no qual quase nada pode ser exigido. Já em outros indivíduos, esse ideal é muito elevado, exigente, crítico em relação às conquistas, às coisas das suas vidas. Nesse último caso, podemos dizer que, se as exigências não forem paralisantes, teremos a possibilidade das buscas ininterruptas de crescimento e de conquista. Aplicando tais formulações à formação de grupos, perceberemos que uma pessoa inserida num grupo sente-se forte, resolve todas as coisas, pode enfrentar o mundo. De certa forma, substitui o seu ideal de ego por um outro objeto, o líder, por exemplo, e identifica-se com os outros membros, por terem eles também substituído o seu ideal de ego pelo mesmo objeto. Assim, os ideais de grupo passam a ser os ideais do sujeito e o sujeito não mede esforços para cumprir com as exigências do grupo, que passaram, também, a ser suas. (CAPITÃO e HELOANI, 2007, p.53).
Essas características citadas acima, são muito importantes para o desempenho das atividades grupais, um outro autor complementa, segundo Bleger (1989, p.22), ¨o ser humano, antes de ser indivíduo, é sempre um grupo, mas não no sentido de que pertence a um grupo e sim no de que a personalidade é um grupo¨. Essas explicações fornecem um entendimento do homem e da forma como se relaciona com os outros. Consegue-se perceber que os grupos podem propiciar alterações na identidade das pessoas, poderá ocorrer uma correspondência maior ou menor de acordo com o grau de identidade grupal.
Assim torna-se impensável conceber qualquer instituição/projeto organizacional sem considerar os afetos dos indivíduos que as constituem. No caso das incubadoras de empreendimentos solidários, ao vincular-se com este tipo de trabalho, ocorre uma identificação com a proposta central: a Economia Solidária, sem esquecer que ocorrerá um continuo movimento relacional de ¨ganhos¨ e ¨perdas¨ identitárias.
Segundo Habermas (1983), a unidade da pessoa é construída, apoiada e delimitada na participação simbólica de um grupo. Ao definir o conceito de identidade coletiva, ressalta a importância dos grupos de referência: isto é, os grupos de referência são essenciais para a identidade de seus membros; são ¨atribuídos e não ¨escolhidos¨, e têm uma continuidade. Para entender o autor estabelece três características (HABERMAS, 1983, p.25-26):
A identidade coletiva de um grupo ou de uma sociedade assegura continuidade e reconhecibilidade. A identidade coletiva continua a estabelecer de que modo uma sociedade se delimita em face de seu ambiente natural e social. [...]. A identidade coletiva regula a participação dos indivíduos na sociedade (ou a exclusão deles da mesma). Sob este aspecto, subsiste uma relação
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complementar entre identidade do Eu e de grupo, já que a unidade da pessoa se forma através das relações com as pessoas do mesmo grupo; e o desenvolvimento da identidade se caracteriza pelo fato de que é dissolvida a identificação inicialmente realizada com grupos concretos e menos complexos (família), identidade que é depois subordinada à que se processa com unidades mais amplas e mais abstratas (cidade, Estado).
É nesta relação com o outro que pode-se entender o desenvolvimento das capacidades interativas. Habermas (1983) manifesta duas formas básicas de agir no mundo moderno: o agir instrumental e o agir comunicativo. O agir instrumental está presente na reprodução da realidade, promovida pelas políticas de identidade instituídas (reprodução material, racionalização, naturalização das relações sociais); já o agir comunicativo é próprio do mundo vivido, representado pela possibilidade de reflexão, diálogo, autonomização e transformação, características muito importantes no trabalho das incubadoras com os seus grupos de assessorados, bem como com sua equipe.
A busca do agir comunicativo, o trabalho de consolidação de grupos e a interação social podem ser papéis de uma incubadora; discutir, analisar os espaços da vida do trabalho, tentando entender o lugar que ocupa e o espaço na sociedade. Entende-se que estas discussões apontam tendências e possibilidades de autotransformações emancipatórias.
Assinalo aqui que as incubadoras, podem reconhecer este aspecto identitário em seu trabalho Pode-se dizer que há uma relação entre a identidade pessoal e a identidade social, em que um conjunto de atributos estruturais determina que o indivíduo seja considerado membro de uma categoria. Os trabalhadores da Economia Solidária se reconhecem e se diferenciam pelos atributos do seu trabalho em um modelo muito diferente ao modelo capitalista e já explicitado nos capítulos anteriores deste estudo.
Este reconhecimento está diretamente ligado ao desejo de pertencimento e de afiliação, ou seja, para que o os membros dos grupos se sintam parte e participantes a Incubadora, deve-se chegar a um nível de aderência capaz de promover a união grupal. Esclarece Enriquez, (1997, p.31):
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A idealização promove a elevação à perfeição da qualidade e do valor do projeto, lhe dá uma aura que transborda e contagia os integrantes, fazendo-os dignos de algo tão excepcional. A ilusão permite a canalização dos desejos ao esgotar a interrogação crítica acerca do valor do projeto. Os dispositivos simbólicos criados operam esta dupla função porque mobilizam o desejo, tanto mais quanto mais o projeto apresenta como algo intocável. A crença é a autonomização da ilusão, quando se esvazia as interrogações sobre a verdade. De modo que os dispositivos simbólicos acabam recobrindo toda a dúvida e todo o trabalho de indagação, convertendo-se num sistema de crença.
Á vontade, o desejo e a idealização de que ¨tudo dê certo¨ fazem dos dispositivos simbólicos dos que fazem parte deste tipo de projeto, pois promovem o encontro de dois grupos: de um lado os educadores/equipe técnica e, do outro, os trabalhadores que muitas vezes não conseguem dar conta do que ficou combinado no processo de assessoria. O alerta vem de Enriquez (1997, p.74): ¨talvez seja possível afirmar que os trabalhadores funcionam como objeto de desejo dos intelectuais – educadores – militantes¨.
O projeto incubadoras caracteriza-se em pensar como uma alternativa ao status
quo35, o que implica em construir uma identidade por contraposição à realidade atual,
isto é, contrapor-se àquilo que se entende estar posto como realidade positiva a ser combatida. Pensar na potencialidade de tal modo que as mútuas identificações apaguem as diferenças entre as pessoas e elevem o grau de adesão interna a este tipo de trabalho. Enriquez (1997, p.94) continua esclarecendo:
O projeto alternativo manifesta uma aspiração: a minoria deseja tornar-se maioria. Porém, antes de alcançar seus fins, deve chegar a um grau de aderência que permita às pessoas se sentirem, ante de tudo e contra todos, membros do grupo. Para tanto somente um caminho se abre: o complô contra os valores instituídos, visando a transgressão da ordem estabelecida.
O autor chama a atenção ainda em relação ao funcionamento grupal, que normalmente está aliado a base de idealizações, ilusões e crenças (ENRIQUEZ, 1997) e que isto contagia os integrantes, isto é, a idealização promove uma elevação à perfeição das qualidade e do valor do projeto e contagia os integrantes do grupo; a ilusão canaliza os desejos, impedindo muitas vezes de realizar críticas ao projeto; e por fim a crença que esvazia a indagação sobre a verdade, de modo que os dispositivos
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simbólicos36 acabam recobrindo toda a dúvida e todo o trabalho de indagação,
apresentando o projeto como algo inatacável.
Neste sentido está o cuidado de não passar aspectos identitários que só tem relação com a equipe técnica ou dirigente. Insisto nos aspectos participativos que colaborem com a consolidação do projeto e com um trabalho de transformação grupal.
Attie, (2007, p.77) adverte sobre este aspecto e sobre a relação incubadora e trabalhadores da Economia Solidária:
O fato é que a concepção daquilo que tanto se popularizou como Economia Solidária, por mais que se busque negar, nasceu nos muros da Universidade, igreja e outras associações, isto é a partir das elites intelectuais. Agora o que se vê é a persistente tentativa desses grupos em colocar a sua teoria em prática. As características dos empreendimentos da Economia Solidária não são frutos da construção empírica dos trabalhadores, as sim da construção teórica das elites. O que a práxis cotidiana desses empreendimentos tem demonstrado é que tais características são impostas aos trabalhadores a partir da entidade de apoio que criou as condições para a constituição do empreendimento. Assim, os trabalhadores fazem cursos de cooperativismo e autogestão promovidos por tais entidades com o propósito de prepará-los para a Economia Solidária. Aos trabalhadores cabe acatar tais princípios, na medida em que o apoio e a viabilização desses empreendimentos está condicionada a esta aceitação.
Este alerta mostra a responsabilidade dos órgãos de apoio no sentido de respeitar a formação dos grupos de Economia Solidária, e de considerar os afetos das pessoas que fazem parte deste tipo de organização. Aspectos como: vínculo grupal, afetividade e interações devem ter o entendimento teórico e prático das incubadoras. A opção pela vivência em um coletivo pautado por relações com características autogestionárias e solidárias, nem sempre é opção construída pelos próprios trabalhadores. Isto, muitas vezes, é apresentado como algo pronto e acabado, ou seja, não parte do grupo, não parte de uma construção coletiva.
Assim é importante conhecer o mundo social em que ocorre as diferentes formas de interação. Bourdieu (1992, p.137-138) esclarece:
O mundo social pode ser dito e construído de diferentes modos: ele pode ser praticamente percebido, dito, construído, segundo diferentes princípios de visão e divisão - por exemplo as divisões étnicas – dando-se por entendido os reagrupamentos na estrutura do espaço construído na base da distribuição do
36 No caso da Economia Solidária, estes dispositivos fazem parte de seus princípios, ou seja,
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capital apresenta maiores probabilidades de serem estáveis e duradouros e que as outras formas de reagrupamento estão ameaçadas pelas cisões, oposições ligadas as distâncias do espaço social. Falar de um espaço social, é dizer que se não pode juntar uma pessoa qualquer com outra pessoa qualquer, descuidando das diferenças fundamentais sobretudo econômicas e culturais.
Para que um grupo se concretize é necessário que acreditem de forma plena no tipo de trabalho que realizam e que possuam desejo de sua concretização, somente desta forma que os vínculos se estabelecem. As incubadoras enfrentam portanto, o antagonismo em seu cotidiano de trabalho. A compreensão por parte de intelectuais, educadores e ativistas é o ponto central, reconhecendo que deve haver uma reflexividade e construir uma relação entre o pensamento e ação, que propicie o desenvolvimento de grupos estáveis.
Na citação de Santos (2005, p.249) observa-se um modo de entender as dificuldades deste processo, isto é;
[...] o poder se enreda nos modos de trabalhar da Economia Solidária, se transpusermos as fronteiras da definição [...] o que é mais característico das nossas sociedades é o fato de a desigualdade material estar profundamente entrelaçada com a desigualdade não material, sobretudo com a educação desigual, a desigualdade das capacidades representacionais/comunicativas e expressivas e ainda a desigualdade de oportunidades e de capacidades para organizar interesses e para participar autonomamente em processos de tomada de decisão significativa.
Portanto, faria sentido explicar através dessas assimetrias, as dificuldades que os sujeitos na Economia Solidária encontram para apropriar-se de novos modos de trabalhar e de se relacionar. Isto passa por todos os atores envolvidos, mas ao estudar o processo identitário das incubadoras e dos dispositivos simbólicos ligados a sua estrutura, considero que o ¨desejo¨, a ¨vontade de fazer parte¨ deste tipo de alternativa é fundamental e pode assim evitar os discursos ideológicos e realmente evidenciar o sucesso ou não deste tipo de trabalho. A seguir aponto algumas contradições na relação identitária entre incubadoras e trabalhadores e que podem influenciar diretamente o processo de assessoria.
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4.3 Contradições na Relação Identitária entre Incubadoras e Trabalhadores da