A IdeologIA Alemã

No documento Moren Hsu / Unsplash. Volume 1 (páginas 31-35)

O fato é, portanto, o seguinte: indivíduos determinados, que são ativos na produção de determinada maneira, contraem entre si estas relações sociais e políticas determinadas. A observação empírica tem de provar, em cada caso particular, empiricamente e sem nenhum tipo de mistificação ou especulação, a conexão entre a estrutura social e política e a produção. A estrutura social e o Estado provêm constantemente do processo de vida de indivíduos determinados, mas desses indivíduos não como podem aparecer na imaginação própria ou alheia, mas sim tal como realmente são, quer dizer, tal como atuam, como produzem materialmente e, portanto, tal como desenvolvem suas atividades sob determinados limites, pressupostos e condições materiais, independentes de seu arbítrio.

A produção de ideias, de representações, da consciência está, em princípio, imediatamente entrelaçada com a atividade material e com o intercâmbio material dos homens, com a linguagem da vida real. O representar, o pensar, o intercâmbio espiritual dos homens ainda aparecem, aqui, como emanação direta de seu comportamento material. [...] A consciência [bewusstsein] não pode jamais ser outra coisa do que o ser consciente [bewusstsein], e o ser dos homens é o seu processo de vida real. Se, em toda ideologia, os homens e suas relações aparecem de cabeça para baixo como numa câmara escura, este fenômeno resulta do seu processo histórico de vida, da mesma forma como a inversão dos objetos na retina resulta de seu processo de vida imediatamente físico.

Totalmente ao contrário da filosofia alemã, que desce do céu à terra, aqui se eleva da terra ao céu. Quer dizer, não se parte daquilo que os homens dizem, imaginam ou representam, tampouco dos homens pensados, imaginados e representados para, a partir daí, chegar aos homens de carne e osso; parte-se dos homens realmente ativos e, a partir de seu processo de vida real, expõe-se também o desenvolvimento dos reflexos ideológicos e dos ecos desse processo de vida. Também as formações nebulosas na cabeça dos homens são sublimações necessárias de seu processo de vida material, processo empiricamente constatável e ligado a pressupostos materiais. A moral, a religião, a metafísica e qualquer outra ideologia, bem como as formas de consciência a elas correspondentes, são privadas, aqui, da aparência de autonomia que até então possuíam. Não têm história, nem desenvolvimento; mas os homens, ao desenvolverem sua produção e seu intercâmbio materiais, transformam também, com esta sua realidade, seu pensar e os produtos de seu pensar.

Não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência. No primeiro modo de considerar as coisas, parte-se da consciência como do indivíduo vivo; no segundo, que corres-ponde à vida real, parte-se dos próprios indivíduos reais, vivos, e se considera a consciência apenas como sua consciência.

MARX, K; ENGELS, F. A ideologia alemã: crítica da mais recente filosofia alemã em seus representantes Feuerbach, B. Bauer e Stirner, e do socialismo alemão em seus diferentes profetas (1845-1846). Tradução de Rubens Enderle, Nélio Schneider e Luciano Cavini Martorano. São Paulo: Boitempo, 2007. p. 93-94.

o tRAbAlho AlIenAdo

Consideramos até aqui a alienação, a espoliação do operário, só sob um aspecto, o de sua relação com os produtos de seu trabalho. Ora, a alienação não aparece somente no resultado, mas também no ato da produção, no interior da própria atividade produtora. Como o operário não seria estranho ao produto de sua atividade se, no próprio ato de produção, não se tornasse estranho a si mesmo? Com efeito, o produto é só o resumo da atividade de produção. Se o produto do trabalho é espoliação, a própria produção deve ser espoliação em ato, espoliação da atividade, atividade que espolia. A alienação do objeto do trabalho é só o resumo da alienação, da espoliação, na própria atividade do trabalho.

Ora, em que consiste a espoliação do trabalho? Primeiro, no fato de que o trabalho é exterior ao operário, isto é, que não pertence ao seu ser; que, no seu trabalho, o operário não se afirma, mas se nega; que ele não se sente satisfeito aí, mas infeliz; que ele não desdobra aí uma livre energia física e intelectual, mas mortifica seu corpo e arruína seu espírito. É por isso que o operário não tem o sentimento de estar em si senão fora do trabalho; no trabalho, sente-se exterior a si mesmo. É ele quando não trabalha, e, quando trabalha, não é ele. Seu trabalho não é voluntário, mas imposto. Trabalho forçado, não é a satisfação de uma necessidade, mas somente um meio de satisfazer necessidades fora do trabalho. A natureza alienada do trabalho aparece nitidamente no fato de que, desde que não exista imposição física ou outra, foge-se do trabalho como da peste. O trabalho alienado, o trabalho no qual o homem se espolia, é sacrifício de si, mortificação. Enfim, o operário ressente a natureza exterior do trabalho pelo fato de que não é seu bem próprio, mas o de outro, que não lhe pertence; que no trabalho o operário não pertence a si mesmo, mas a outro. [...]

Chega-se então a esse resultado, que o homem (o operário) só tem espontaneidade nas suas funções animais: o comer, o beber e a procriação, talvez ainda na habitação, o adorno, etc.; e que, nas suas funções humanas, só sente a animalidade: o que é animal torna-se humano e o que é humano torna-se animal. Sem dúvida, comer, beber, procriar, etc., são também funções autenticamente humanas. Contudo, separadas do conjunto das atividades humanas, erigidas em fins últimos e exclusivos, não são mais que funções animais.

MARX, Karl. Ébauche d’une critique de l’économie politique. Tome II. Gallimard, Bibliothèque de la Pléiade, p. 60-61 apud VV. AA.

Os filósofos através dos textos: de Platão a Sartre. São Paulo: Paulus, 1997. p. 250-251.

eXeRcícIos

PRoPostos

01.

(Unesp–2016) A condição essencial da existência e da supremacia da classe burguesa é a acumulação da riqueza nas mãos dos particulares, a formação e o crescimento do capital; a condição de existência do capital é o trabalho assalariado. [...] O desenvolvimento da grande indústria socava o terreno em que a burguesia assentou o seu regime de produção e de apropriação dos produtos. A burguesia produz, sobretudo, seus próprios coveiros. Sua queda e a vitória do proletariado são igualmente inevitáveis.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto Comunista: obras escolhidas, v. 1, s/d.

Entre as características do pensamento marxista, é correto citar

A) o temor perante a ascensão da burguesia e o apoio à internacionalização do modelo soviético.

B) o princípio de que a história é movida pela luta de classes e a defesa da revolução proletária.

C) a caracterização da sociedade capitalista como jurídica e socialmente igualitária.

D) o reconhecimento da importância do trabalho da burguesia na construção de uma ordem socialmente justa. E) a celebração do triunfo da revolução proletária europeia

e o desconsolo perante o avanço imperialista.

02.

(UEL-PR–2016) A ópera-balé Os Sete Pecados Capitais da Pequena Burguesia, de Kurt Weill e Bertold Brecht, composta em 1933, retrata as condições dessa classe social na derrocada da ordem democrática com a ascensão do nazismo na Alemanha, por meio da personagem Anna, que em sete anos vê todos os seus sonhos de ascensão social ruírem. A obra expressa a visão marxista na chamada doutrina das classes.

Em relação à doutrina social marxista, assinale a alternativa correta.

A) A alta burguesia é uma classe considerada revolucionária, pois foi capaz de resistir à ideologia totalitária através do controle dos meios de comunicação.

B) A classe média, integrante da camada burguesa, foi identificada com os ideais do nacional-socialismo por defender a socialização dos meios de produção. C) A pequena burguesia ou camada lúmpen é

revolucio-nária, identificando a alta burguesia como sua inimiga natural a ser destruída pela revolução.

D) A pequena burguesia ou classe média é uma classe antirrevolucionária, pois, embora esteja mais próxima das condições materiais do proletariado, apoia a alta burguesia.

E) O proletariado e a classe média formam as classes revolucionárias, cuja missão é a derrubada da aristocracia e a instauração do comunismo.

MRNW

03.

(UPE–2018) Na Europa ocidental, a burguesia surge entre os séculos X e XI, sob a forma mercantil, isto é, composta por comerciantes, cambistas e emprestadores de dinheiro, sendo aumentada logo em seguida com a participação dos artesãos urbanos. Durante muito tempo, o poder político esteve nas mãos da nobreza, dos grandes senhores de terras, o que não impediu o crescimento e enriquecimento da burguesia. Com a formação das monarquias absolutistas, unificando territórios, mercados, leis, moedas e tributos, o poder político se concentrou nos reis. Bastante enriquecida, uma parte da burguesia começou a comprar terras, conquistar títulos de nobreza e, inclusive, a assumir cargos nos governos.

MIGLIOLI, Jorge. Dominação burguesa nas sociedades modernas. Disponível em: <https://www.ifch.unicamp.br/

criticamarxista/arquivos_biblioteca/artigo 205Artigo1.pdf/> (Adaptação).

Para conquistar o domínio sobre os demais membros da sociedade, o grupo descrito no texto se utiliza de diversos instrumentos, tendo-se como principal

A) a divisão de riquezas. B) a utilização dos militares. C) a abertura do mercado nacional. D) o controle dos meios de produção.

E) o fechamento do comércio ao mercado externo.

04.

(UECE–2014) O século XIX foi marcado pelo surgimento de correntes de pensamento que contestavam o modelo capitalista de produção e propunham novas formas de organizar os meios de produção e a distribuição de bens e riquezas, buscando uma sociedade que se caracterizasse pela igualdade de oportunidades. No que diz respeito a essas correntes, assinale a afirmação verdadeira. A) O socialismo cristão buscava aplicar os ensinamentos

de Cristo sobre amor e respeito ao próximo aos problemas sociais gerados pela industrialização, mas, apesar de vários teóricos importantes o defenderem, a Igreja o rejeitou através da Encíclica Rerum Novarum, lançada pelo Papa Leão XIII.

B) No socialismo utópico, a doutrina defendida por Robert Owen e Charles Fourier, prevaleciam as ideias de transformar a realidade por meio da luta de classes, da superação da mais-valia e da revolução socialista. C) O socialismo científico proposto por Karl Marx e

Friedrich Engels, através do manifesto Comunista de 1848, defendia uma interpretação socioeconômica da história dos povos, denominada materialismo histórico. D) O anarquismo do russo Mikhail Bakunin defendia

a formação de cooperativas, mas não negava a importância e a necessidade do Estado para a eliminação das desigualdades.

05.

(UFU-MG) Para Marx, o materialismo histórico é a aplicação do materialismo dialético ao campo da História. Conforme Aranha e Arruda (2000), “Marx inverte o processo do senso comum que pretende explicar a história pela ação dos ‘grandes homens’ ou, às vezes, até pela intervenção divina. Para o marxismo, no lugar das ideias, estão os fatos materiais; no lugar dos heróis, a luta de classes”.

WL4K

Em relação às concepções de sociedade de cada um deles, é correto afirmar, exceto

A) A sociedade, na visão de Durkheim, deve ser compreendida a partir das instituições sociais que a compõem, por exemplo, o Estado, a Igreja, a Família, etc.; bem como os diversos grupos sociais. B) Para Weber, a ação – ou a atividade social – deve ser

compreendida pelo sentido que lhe atribuem os indivídu-os, o que torna a Sociologia uma disciplina interpretativa. C) Na ótica de análise de Marx, não há como compreender a

sociedade se não se compreender as relações das classes sociais que a compõem e seus modos de produção. D) Os três autores clássicos da Sociologia perderam

importância na atualidade das ciências sociais, pois deixaram de ser referência de estudo com a reestruturação do sistema capitalista mundial.

08.

(UNISC-RS) Karl Marx se notabilizou como o cientista social que fundou as bases epistemológicas do materialismo histórico a partir das categorias capital e trabalho e do método dialético. Segundo o pensador, a história da humanidade se desenvolve a partir da tensão entre essas duas categorias, e todas as formas históricas de sociedade, a partir do comunismo primitivo, expressam em si mesmas uma organização específica do trabalho com vistas à produção de bens e acúmulo de riquezas. Nesse sentido, o capitalismo seria uma das formas sociais que se caracteriza pela organização da produção a partir da relação entre capital e trabalho, de tal modo que os donos dos meios de produção (a burguesia) exploram o trabalho objetivando a obtenção do lucro. A categoria econômica que denota o lucro obtido a partir desse processo de exploração do trabalho é denominada por Karl Marx de

A) expropriação. B) exploração. C) capitalismo.

D) mais-valia. E) comunismo.

09.

(UFU-MG–2017) Conforme Marx e Engels:

O modo pelo qual os homens produzem seus meios de vida depende, antes de tudo, da própria constituição dos meios de vida já encontrados e que eles têm de reproduzir. Esse modo de produção não deve ser considerado meramente sob o aspecto de ser a reprodução da existência física dos indivíduos. Ele é, muito mais, uma forma determinada de sua atividade, uma forma determinada de exteriorizar sua vida, um determinado modo de vida desses indivíduos.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Huitec, 1999. p. 27.

Da leitura do trecho, conclui-se que:

A) As ideologias políticas possuem autonomia em relação ao desenvolvimento das forças produtivas.

B) A base da estrutura social reside no seu modo de produção material.

C) O modo de produção é determinado pela ideologia dominante.

D) Toda atividade produtiva é uma forma de desumanização.

EMAL

Assim, para compreender o homem, é necessário analisar as formas pelas quais ele reproduz suas condições de existência, pois são estas que determinam a linguagem, a religião e a consciência.

ARANHA, M. L. de A.; MARTINS, M. H. P.

Filosofando: introdução à Filosofia.

São Paulo: Moderna, 2000. p. 241.

A partir da explicação anterior e dos seus conhecimentos sobre o pensamento de Karl Marx, assinale a alternativa que indica, corretamente, os dois níveis de “condições de existência” para Marx.

A) Infraestrutura (ou estrutura), caracterizada pelas relações dos homens entre si e com a natureza; e superestrutura, caracterizada pelas estruturas jurídico-políticas e ideológicas.

B) Infraestrutura (ou estrutura), caracterizada pelas relações dos homens entre si e com a natureza; e materialismo dialético, que é na verdade a forma pela qual o homem produz os meios de sobrevivência. C) Modos de produção, caracterizados pelo pensamento

filosófico dos socialistas utópicos; e o imperialismo, característica máxima do capitalismo industrial. D) Imperialismo, característica do capitalismo industrial;

e infraestrutura (ou estrutura), caracterizada pelas relações dos homens entre si e com a natureza.

06.

(UEG-GO–2015) Para Marx, diante da tentativa humana de explicar a realidade e dar regras de ação, é preciso considerar as formas de conhecimento ilusório que mascaram os conflitos sociais. Nesse sentido, a ideologia adquire um caráter negativo, torna-se um instrumento de dominação na medida em que naturaliza o que deveria ser explicado como resultado da ação histórico-social dos homens e universaliza os interesses de uma classe como interesse de todos. A partir de tal concepção de ideologia, constata-se que

A) a sociedade capitalista transforma todas as formas de consciência em representações ilusórias da realidade conforme os interesses da classe dominante. B) ao mesmo tempo que Marx critica a ideologia ele a

considera um elemento fundamental no processo de emancipação da classe trabalhadora.

C) a superação da cegueira coletiva imposta pela ideolo-gia é um produto do esforço individual principalmente dos indivíduos da classe dominante.

D) a frase “o trabalho dignifica o homem” parte de uma noção genérica e abstrata de trabalho, mascarando as reais condições do trabalho alienado no modo de produção capitalista.

07.

(Unimontes-MG–2016) A Sociologia Clássica tem, entre os seus principais pilares teóricos, as formulações de Karl Marx (1818-1883), Émile Durkheim (1858-1917) e Max Weber (1864-1920). Esses três grandes pensa-dores europeus estudaram o avanço do capitalismo, com perspectivas distintas.

10.

(UEL-PR–2018) Leia o texto a seguir:

Assim como Darwin descobriu a lei do desenvolvimento da natureza orgânica, Marx descobriu a lei do desenvolvimento da história humana. A produção dos meios imediatos de vida, materiais e, por conseguinte, a correspondente fase de desenvolvimento econômico de um povo ou de uma época é a base a partir da qual tem se desenvolvido as instituições políticas, as concepções jurídicas, as ideias artísticas. A descoberta da mais-valia clareou estes problemas.

ENGELS, F. Discurso diante do túmulo de Marx. 1883. Disponível em:

<http://www.marxists.org/espanol/m-e/1880s/83-tumba.htm>. Acesso em: 11 set. 2017.

Com base no texto e nos conhecimentos sobre a concepção materialista da história, assinale a alternativa correta.

A) Existem leis gerais e invariáveis na história, que fazem a vida social retornar continuamente ao ponto de partida, isto é, a uma forma idêntica de exploração do homem sobre o homem.

B) A mais-valia, ou seja, uma maneira mais efi caz de os proprietários lucrarem por meio da venda dos produtos acima de seus preços, é uma manifestação típica da sociedade capitalista e do mundo moderno. C) O darwinismo social é a base da concepção

materialista da história na medida em que esta teoria demonstra cientifi camente que somente os mais aptos podem sobreviver e dominar, sendo os capitalistas um exemplo.

D) A partir de intercâmbios na infraestrutura da vida social, desenvolve-se um conjunto de relações que passam a integrar o campo da superestrutura, com uma interdependência necessária entre elas. E) A sociedade burguesa, por intensifi car a exploração

dos homens através do trabalho assalariado, constitui-se em forma de organização social menos desenvolvida que as anteriores.

seção enem

01.

(Enem–2017) A cidade não é apenas reprodução da força de trabalho. Ela é um produto ou, em outras palavras, também um grande negócio, especialmente para os capitais que embolsam, com sua produção e exploração, lucros, juros e rendas. Há uma disputa básica, como um pano de fundo, entre aqueles que querem dela melhores condições de vida e aqueles que visam apenas extrair ganhos.

MARICATO, E. É a questão urbana, estúpido! In: MARICATO, E. et al. Cidades rebeldes: passe livre e as

manifestações que tomaram as ruas do Brasil. São Paulo: Boitempo; Carta Maior, 2013.

O texto problematiza o seguinte aspecto referente ao ordenamento das cidades:

A) A instituição do planejamento participativo. B) A valorização dos interesses coletivos. C) O fortalecimento da esfera estatal. D) A expansão dos serviços públicos. E) O domínio da perspectiva mercadológica.

02.

(Enem–2016)

Texto I

Cidadão Tá vendo aquele edifício, moço? Ajudei a levantar

Foi um tempo de aflição Eram quatro condução Duas pra ir, duas pra voltar Hoje depois dele pronto Olho pra cima e fico tonto Mas me vem um cidadão E me diz desconfiado “Tu tá aí admirado Ou tá querendo roubar?” Meu domingo tá perdido Vou pra casa entristecido Dá vontade de beber E pra aumentar meu tédio Eu nem posso olhar pro prédio Que eu ajudei a fazer.

BARBOSA, L. In: ZÉ RAMALHO. 20 Super Sucessos. Rio de Janeiro: Sony Music, 1999. [Fragmento]

Texto II

O trabalhador fica mais pobre à medida que produz mais riqueza e sua produção cresce em força e extensão. O trabalhador torna-se uma mercadoria ainda mais barata à medida que cria mais bens. Esse fato simplesmente subentende que o objeto produzido pelo trabalho, o seu produto, agora se lhe opõe como um ser estranho, como uma força independente do produtor.

MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos: Primeiro manuscrito. São Paulo: Boitempo Editorial, 2004 (Adaptação).

Com base nos textos, a relação entre trabalho e modo de produção capitalista é

A) baseada na desvalorização do trabalho especializado e no aumento da demanda social por novos postos de emprego.

B) fundada no crescimento proporcional entre o número de trabalhadores e o aumento da produção de bens e serviços.

C) estruturada na distribuição equânime de renda e no declínio do capitalismo industrial e tecnocrata. D) instaurada a partir do fortalecimento da luta de classes

e da criação da economia solidária.

E) derivada do aumento da riqueza e da ampliação da exploração do trabalhador.

gAbARIto

Propostos

Acertei ______ errei ______

01. B 02. D 03. D 04. C 05. A 06. D 07. D 08. D 09. B 10. D

seção enem

Acertei ______ errei ______

01. E 02. E

meu aproveitamento

total dos meus acertos: _____ de _____ . ______ %

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