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A Compaq implementou um sistema de Enterprise Resource Plan� ning (ERP) [Planejamento de Recursos Empresariais], usando software

SAP como base. Na manufatura, um bom sistema ERP rastreia o funcio­

namento diário da empresa e dá aos administradores a capacidade de controlar o modo como o sistema de manufatura responde. Na Com­ paq, o sistema aumenta sua capacidade de programar com precisão a produção, utilizar plenamente a capacidade, reduzir o estoque e cum� prir datas de entrega.

Tendo iniciado os projetos de ERP há vários anos, quando funcio­ nava com sistemas financeiro e de planejamento pequenos, dispersos pelas fábricas internacionais, a empresa agora tem ligadas em SAP to­ das as suas unidades, inclusive a fábrica que veio com a aquisição da Tandem, e 39 das suas 46 subsidiárias de vendas em todo o mundo. Paralelamente, a Compaq implementou um sistema de planejamento para produção que consolida fornecimento, demanda e capacidade de manufatura em um poderoso banco de dados concebido pela SAP.

Essa consolidação dá à empresa a consistência mundial de todos os dados necessários para planejar as vendas e a fabricação. Com ela, o ciclo de planejamento encolheu de

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dias para uma semana. Em geral, são necessárias informações de vendas de uma semana para obter uma real fotografia do mercado para planejamento de vendas a longo prazo. Contudo, a Compaq continua a diminuir seu ciclo de fabricação e agora está em via de implantar o recurso de "pull" para

programar entregas diárias de materiais pelos fornecedores. Em breve, reduzirá o recurso de abastecimento "pull" para turnos de oito horas, e, finalmente, para uma programação de quatro horas.

Ao mesmo tempo em que encurta seu ciclo de planejamento regular, a Compaq está implementando também sistemas de tempo real para possibilitar reações a mudanças na demanda não planejadas. Usando as mesmas fontes de dados, a empresa quer ter uma visão ins� tantânea, três vezes por noite, com diferença de oito horas- à meia� noite de Estados Unidos, Europa e Ásia, respectivamente -, das informações sobre sua capacidade de fornecimento e sobre a posição de pedidos com os quais já está comprometida. Com dados em tempo real, em vez de semanais ou diários, a Compaq quer poder ver e res� ponder a demandas inesperadas. Se, por exemplo, a empresa receber um pedido inesperado de 7 mil desktops, seus planejadores querem poder trabalhar com os fornecedores para determinar em tempo real se ela pode obter todos os componentes críticos e atender o pedido.

Para desenvolver esse tipo de reflexo empresarial, a Compaq está mudando seus sistemas Electronic Data Interchange

(EDI)

[Intercâmbio Eletrônico de Dados] existentes para a Internet, usando protocolos e padrões da Internet. Onde a complexidade do sistema

EDI

limita a res� posta a um intervalo semanal, uma solução de comércio eletrônico baseada na Internet oferece à empresa a capacidade de desenvolver uma resposta em tempo real, baseada no evento. Quando chega um pedido, o fornecedor pode ver a nova demanda na extranet ao mesmo tempo que o planejador da Compaq.

John White, que foi diretor executivo da Compaq por mais de quatro anos, até 1998, compara a instalação de seu sistema ERP à troca das asas e motores de um jato em pleno vôo.

É

preciso manter a empresa funcionando enquanto o novo sistema é instalado. Enquan� to a Compaq estava fazendo a transição, a receita da empresa aumen� tava de 7 para 35 bilhões de dólares, e ela absorvia a Digital Equip� ment Corporation, que acabara de começar sua conversão para o sistema SAP com uma abordagem ligeiramente diferente.

White recomenda que uma empresa manufatureira ponha todo o pacote do ERP em uma área que poderia ser definida por região, subsi� diária de vendas ou fábrica, em vez de perturbar a organização várias

vezes para instalar individualmente compras, financiamento, manufa� tura e planejamento.

Uma empresa tem duas alternativas diante do ERP. Uma é com� prar todos os módulos do software de um único fornecedor, obtendo a vantagem da integração. Outra é comprar cada módulo do fornecedor que oferecer o melhor produto. Na atual onda de adoções, a facili� dade de integração levou muitas empresas a ficar com um único for� necedor de ERP.

À

medida que mais padrões se desenvolvam para re� presentar as informações empresariais de um modo formal, o uso de diferentes pacotes se tornará mais factível.

Outra consideração a ser feita é sobre o quanto de personalização se põe no ERP. Alguns pacotes permitem isso de tal maneira que, mesmo com a chegada de novas atualizações, seu trabalho personali� zado ainda vai funcionar. Em outros casos, você terá de retrabalhar constantemente seu código para se adaptar a novas versões. Faz parte da revolução em software de componentes, discutida no apêndice, separar e manter seus módulos customizados sem gastar muito cada vez que sai nova versão do sistema ERP.

Ambas essas áreas - um fácil intercâmbio de dados entre paco� tes e a preservação de personalizações por meio das várias versões - representam o estado da arte no trabalho entre desenvolvedores de aplicativos e a Microsoft. Juntos, estamos propondo padrões em cada tipo de indústria para que as empresas possam extrair o máximo de seus grandes investimentos em ERP.

MAIOR POTÊNCIA RESULTA EM MENOR TEMPO

Uma maior potência de computação é necessária para que as empresas possam cumprir seus objetivos de execução em tempo real. Nos antigos sistemas de microcomputadores, eram necessárias de oito a dez horas para rodar um ciclo de planejamento. Usando seu próprio sistema de PCs de topo de linha, a Compaq já conseguiu diminuir esse tempo para 25 minutos. Mas para obter resposta instantânea a deman� das inesperadas, a empresa precisa de bancos de dados residentes na memória processando em tempo real. Novos produtos de software de

servidor de PC com 64 bits oferecem essa capacidade, permitindo que a Compaq represente em memória o maior problema possível de negócios que possa calcular mediante qualquer combinação de 8 mil números de peças, 46 geografias de vendas, seis instalações fabris importantes e doze centros de distribuição.

Essas novas capacidades são bons exemplos do entrelaçamento entre tecnologia e negócios, e dos novos processos que a tecnologia possibilita. Sem processadores potentes e fluxo de informação digital, simplesmente não seria possível para a Compaq encurtar seus ciclos. Se demoram de oito a dez horas para processar os números e canse, guem atualizar ou acessar o banco de dados durante esse tempo, como seus sistemas de informação podem dar respostas na velocidade neces, sária, numa época de entregas just,in,time?

A tecnologia

publish,and,subscribe

[divulgar e assinar] é outro componente crítico do futuro da Compaq.

É

a ponte entre o ERP e os sistemas de planejamento. Permite que a empresa extraia dados de um modo confiável e próximo do tempo real. Assim que se confirmam as mudanças nas posições de pedido ou estoque, o sistema de dados lança as mudanças num servidor de rede, que então envia a informação automaticamente para os PCs do pessoal de negócios que se inscreveu para ser notificado. A tecnologia dá à Compaq a capacidade de repro, duzir informações para as pessoas que precisam delas, ao mesmo tempo em que evita grandes cargas no banco de dados central.

Mais ainda, a tecnologia publish,and,subscribe pode gerar eventos nas estações de trabalho de todos os envolvidos numa área de negó, cios, inclusive fornecedores na extranet. O comprador e o fornecedor da Compaq não terão de monitorar constantemente o si te da extranet para ficar de olho em mudanças. Se aquele pedido de 7 mil compu, tadores entrar, tanto os compradores como os fornecedores receberão um alerta em tempo real em seus PCs.

ENCOLHA AINDA MAIS O TEMPO DE COMERCIALIZAÇÃO

Os processos digitais tornam possível para qualquer empresa diminuir tremendamente seu tempo de chegada ao mercado, embora

alguma quantidade de tempo e energia sempre seja necessária para entregar bens físicos. Nicholas Negroponte, do MIT, descreve que a

diferença entre transportar bens físicos e transportar informação equi­ vale à diferença entre transportar átomos (produtos físicos como car­ ros e computadores) e bits (produtos eletrônicos como análises finan­ ceiras e transmissão de notícias). Os produtores de bits podem usar a Internet para reduzir seu tempo de entrega a praticamente zero. Os produtores de átomos ainda não podem teletransportar seus objetos físicos pelo espaço, mas podem usar a velocidade do bit - coordena­ ção digital de todos os tipos - para diminuir enormemente o tempo de reação. Quase todo o tempo de produção de alguma coisa está na coordenação do trabalho, não na produção em si. O governo britâni­ co fez um estudo e descobriu que é preciso quase um ano para tirar o minério de alumínio do solo e entregá-lo como lata numa prateleira de supermercado - quase todo esse tempo é gasto na espera entre as etapas dos processos baseados em papel.

Bons sistemas de informação podem acabar com boa parte desse tempo de espera. E os fabricantes de produtos físicos vão descobrir que os serviços online -outro esforço baseado em bits, em vez de átomos

-farão parte do "produto" e da experiência do cliente tanto quanto os bens físicos que entregam. A velocidade da entrega e a interação com o cliente possibilitadas pela Internet transformam efetivamente os produtos em serviços. As empresas de produtos de hoje precisam se comparar não ao melhor de seus concorrentes, mas à melhor de todas as empresas prestadoras de serviços. As empresas de produtos precisam que suas culturas empresariais e suas infra-estruturas sustentem pes­ quisa, análise, colaboração e execução rápidas, e têm de tratar seus sites na Web não como elegantes acessórios, mas como parte integran­ te do desenvolvimento e do refinamento dos produtos.

Em última análise, o que mais afeta as empresas na questão de "velocidade" é seu aspecto cultural.

É

a mudança das percepções inter­ nas na empresa sobre a rapidez com que todos devem mover-se. Todos precisam perceber que, se não atenderem à demanda do cliente com rapidez suficiente, sem sacrificar a qualidade, um concorrente o fará. Uma vez adaptado o quadro mental à necessidade de ação, a tecnolo­

PARA AS EMPRESAS

• O tempo até o mercado está diminuindo para todas as empre,

sas, vendam elas produtos físicos ou informação. Utilizar a informação digital para chegar primeiro ao mercado pode melhorar radicalmente sua posição competitiva.

• Com freqüência, "velocidade" é uma questão mais cultural do

que técnica.

É

convencer a todos de que a sobrevivência da empresa depende de que todos andem o mais rápido possível.

• A utilização de um pacote de Planejamento de Recursos

Empresariais (ERP) o ajudará a instilar o rigor e a padronização de que precisa em seus dados financeiros.

DIAGNÓSTICO DO SEU SISTEMA NERVOSO DIGITAL

• Você usa um fluxo de dados digital para garantir giro mais rápido, melhor qualidade e preços mais baixos?

• Você tem links eletrônicos entre produção, fornecedores, ven,

das e outras atividades que garantam urna compressão de seus ciclos de planejamento?

• Você tem sistemas digitais que lhe permitam reagir a mudan,

III

ADMINISTRE O CONHECIMENTO PARA