CAPÍTULO 1- QUALIDADE DE VIDA DE PESSOAS IDOSAS NO MOMENTO DE INTERNAMENTO HOSPITALAR
Q.4.5. Tem alguém que o possa ajudar em caso de doença ou urgência? [χ 2 (8) =0,100, p=0,951]
7. IMPLICAÇÕES, LIMITES E PERSPECTIVAS DE PESQUISA
Os resultados permitem um conhecimento do impacto da hospitalização nas pessoas idosas, possibilitando delinear acções e estratégias na organização dos serviços para proporcionar uma melhor da qualidade de vida às pessoas idosas. Estes resultados reforçam que a prevenção e adoção de estilos de vida saudáveis ao longo da vida, como a prática de exercício físico, bem como a necessidade de informação deve ser clara e acessível a todos (como a existência de subsídios a que os idosos possam recorrer para melhorar as condições de vida). Os resultados sugerem que o aspecto arquitectónico
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influencia a qualidade de vida dos idosos, e é importante reestruturar e tornar acessíveis os serviços públicos, bem como fazer algumas alterações nas habitações dos idosos mais carenciados para melhorar a sua mobilidade e consequentemente a sua qualidade de vida. Como perspectivas de investigação seria relevante perceber as relações familiares, bem como a história de vida de cada utente e o seu impacto na qualidade de vida. Como limitação do estudo, é importante referir a amostra. O EASYcare é um instrumento de percepção de cada individuo sobre a sua qualidade de vida, e neste estudo a população alvo foram os idosos que conseguissem responder autonomamente ao questionário, limitando a amostra. Num próximo estudo seria interessante incluir utentes mais dependentes e menos autónomos. Este estudo é quantitativo, num próximo estudo dever-se-ia complementar o questionário com dados qualitativos para perceber melhor o significado da qualidade de vida dos participantes.
8. CONCLUSÕES
Este estudo focou a influência da hospitalização na qualidade de vida das pessoas idosas. O estudo revelou que os participantes apresentam uma boa perceção da sua qualidade de vida. O grupo dos independentes, revela que estes são casados, tem menos apoio social e conseguem realizar atividades importantes para si, contudo tem hábitos menos saudáveis: fumam mais e ingerem mais bebidas alcoólicas. Em relação ao grupo dos dependentes, estes são mais velhos e com menor escolaridade, apresentam-se mais deprimidos e revelam ter mais falta de ar na realização das atividades diárias, bem como encontrarem-se mais institucionalizados e serem viúvos.
Os resultados reforçam a ideia que os estilos de vida adotados, as condições sociodemográficas e as características individuais são fatores preponderantes na perceção da qualidade de vida, bem como a vivência do internamento hospitalar. Assim, é relevante que os profissionais de saúde valorizem todas as dimensões da qualidade de vida.
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