3. A IMPORTÂNCIA DO CAPITAL INTELECTUAL NA PERFORMANCE
5.2. IMPORTÂNCIA DADA PELAS INSTITUIÇÕES AO CAPITAL INTELECTUAL
INTELECTUAL
A presença do capital intelectual tem vindo a implementar-se com maior frequência e impacto.
Segundo as organizações estudadas a importância é sentida e encarada como fator necessário
para um bom desempenho. Através de gráficos desenvolvidos com o programa SPSS, é visível
a notoriedade do capital intelectual no seio das organizações. Pontos como a definição do
modelo empresarial, tentativas de valorização e divulgação de CI (Capital Intelectual),
existência de políticas direcionadas ao investimento em CI, detenção de medidas de avaliação
de desempenho não financeiras e informações sobre recursos humanos, são aspetos a referir
para tentar especificar a presença de capital intelectual nas organizações.
GRÁFICO 1:IMPORTÂNCIA ELEMENTOS CI GRÁFICO 2:TENTATIVAS DE VALORIZAÇÃO
E DIVULGAÇÃO DE CI
A maioria das organizações (77,88%. Gráfico 1) diz ter em atenção os elementos do CI na
definição de modelos empresariais. Certo é que não se sabe se esses elementos são tidos em
conta verdadeiramente ou se são meramente considerados importantes para o
desenvolvimento de um plano de gestão empresarial. Seja como for, as respostas permitem
perceber que a maioria das PME e grandes empresas vêm nos elementos do CI,
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procedimentos importantes para construir um futuro. 50% (Gráfico 2) das organizações
procuram realizar tentativas de valorização e divulgação do CI. As medidas impulsionadoras
do CI devem corresponder com as expetativas esperadas. Somente 9,62% (Gráfico 2) das
organizações confirmam que no meio empresarial se realizam tentativas de valorização e
divulgação do CI. Podem ser exemplo de tentativas, investimento em novas práticas de
sistemas de informação, incentivos à satisfação individual e coletiva, divulgação do
conhecimento gerado.
GRÁFICO 3:POLÍTICAS DE INVESTIMENTO GRÁFICO 4:MEDIDAS NÃO FINANCEIRAS
EM CI
Falar em investimento é verificar que a percentagem de indecisão entre as organizações foi
mais significativa (26,92%. Gráfico 3). Cerca de 15,38% dos inquiridos são PME e grandes
empresas que não apresentam políticas de investimento em CI. No entanto, numa soma entre
a existência parcial e total de medidas direcionadas ao investimento do CI, as organizações que
o fazem representam pouco mais de 50% (55,77%, a soma de 48,08% e 7,69%. Gráfico 3).
Quanto a este ponto de presença de capital intelectual, as atuais e sublimes organizações de
Portugal devem repensar nas estratégias delineadas. A importância de medidas não financeiras
segue as crenças do capital intelectual e tornam-se fundamentais para um bom desempenho.
De acordo com as organizações inquiridas, existe uma parte considerável que não detém nos
seus processos de avaliação medidas não financeiras (Gráfico 4). Este tipo de fator
caraterizador da presença de capital intelectual, na vida das organizações, diz-nos que apenas
47,12% (Gráfico 4) das empresas utilizam medidas de avaliação de desempenho
não-financeiras.
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GRÁFICO 5:INFORMAÇÕES SOBRE OS RECURSOS HUMANOS
Sobre a questão dos recursos humanos aqui não existe sombras para dúvidas. A maior parte
das organizações revelam que os investidores podem beneficiar de informação sobre os seus
recursos humanos. Até ao momento, os resultados denotam uma possível e apreciável
presença de capital intelectual nas maiores organizações de Portugal. Os números espelham a
convicção de que o capital intelectual tem merecido destaque a nível empresarial. A busca por
um melhor desempenho alimenta a necessidade de se ter presente o investimento em capital
intelectual. A opinião dos profissionais aponta para um consentimento acerca do capital
intelectual como bom recurso. Falta compreender se atualmente e efetivamente o capital
intelectual é encarado como fator de êxito organizacional.
GRÁFICO 6:FATORES DE ÊXITO GRÁFICO 7:RECONHECIMENTO CI
À pergunta sobre os recursos intangíveis como fonte de êxito organizacional, as organizações
responderam em conformidade. 67,31% (Gráfico 6) das organizações concordam que os
ativos intangíveis correspondem a fatores determinantes de sucesso. Para 15,38% (Gráfico 6)
estes elementos são, sem dúvida alguma, fatores estratégicos a merecerem extrema confiança.
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Diga-se de forma simples que ativos intangíveis englobam elementos não apalpáveis capazes
de criarem valor. Parte substancial desses ativos correspondem a indicadores precisos do
capital intelectual. Ao simples fato de existir ou não uma conduta de reconhecimento do
capital intelectual nas organizações (gráfico 7), a maioria (76,92%) considera indispensável a
existência de um conjunto de normas internas e externas apelativas para o reconhecimento do
capital intelectual. As restantes organizações não concordam com tal facto, ou não têm uma
opinião assente sobre a falta que as normas reconhecedoras de CI fazem ao desempenho
organizacional (representam cerca de 23,08% (Gráfico 7)). Em modo geral as questões sobre a
importância do capital intelectual na vida das organizações são de concordância total ou quase
total.
GRÁFICO 8:INFORMAÇÕES CI GRÁFICO 9:ELEMENTOS DA CRIAÇÃO DE
VALOR
Relativamente a saber se as organizações de Portugal vêm como vantajoso gerar informações
sobre o capital intelectual, parte esmagadora considera que sim (65,38% das organizações
dizem que sim, 18,27% dizem que sim totalmente (Gráfico 8)).
A competitividade e a mudança tecnológica faz com que as organizações não possam parar no
tempo. É necessário seguir ou até mesmo criar tendências, ideias, produtos e serviços. A
abordagem ao capital intelectual também tem sido assunto crescente e não tem parado no
tempo, pelo menos em termos de estudos investigatórios. As organizações parecem
reconhecer a relevância cada vez mais significativa do capital intelectual. Para as inquiridas, a
concordância relativa à crescente valorização dos elementos geradores de valor foi unanime,
mas, no entanto, 21,15% (Gráfico 9) das organizações não concordam nem discordam. Talvez
esta percentagem indique uma estagnação, ou seja, os elementos geradores de valor não tem
vindo a alterar-se, o que era é, e a importância não mudou. Ainda assim, uma percentagem
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considerável (77,88% (Gráfico 9)) afirma que na definição de um modelo empresarial, a
organização tem em consideração os elementos do capital intelectual.
Ao avaliar as respostas obtidas, o capital intelectual revê-se conhecido e encarado no seio das
organizações. Trata-se de meio caminho andado para se conseguir tirar partido e proveito dos
benefícios futuros que causará. Primeiro conhecer, depois usá-lo e valorizá-lo para no final
colher frutos.
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C
APÍTULO
VI: ANÁLISE DOS DADOS E
No documento
“O CAPITAL INTELECTUAL NA VIDA DAS ORGANIZAÇÕES: O IMPACTO NA PERFORMANCE“
(páginas 71-77)