24.1. Os principais componentes de gasto (rendimento) de impostos devem ser divulgados separadamente, devendo incluir nomeadamente:
a) Gastos (rendimento) por impostos correntes;
Em 31 de Dezembro de 2010, estima-se um imposto corrente sobre o rendimento do exercício no montante de 474.048 euros (2009: 68.138 euros). A carga total de imposto do ano (corrente + diferido) foi de 96.634 euros (2009: 96.634 euros), a que corresponde uma taxa efectiva de imposto estimada de 7,16% (2009: 27,31%).
b) Quaisquer ajustamentos reconhecidos no período de impostos correntes de períodos anteriores;
No exercício de 2010 não foi efectuado qualquer ajustamento relativo a impostos correntes de anos anteriores.
Não são esperados ajustamentos significativos às declarações de rendimentos respeitantes ao exercício.
c) Quantia de gasto (rendimento) por impostos diferidos relacionada com a origem e reversão de diferenças temporárias;
No exercício de 2010 foram reconhecidos os seguintes gastos/rendimentos relacionados com a origem e reversão de diferenças temporárias:
No exercício de 2009 foi reconhecido um gasto por impostos diferidos de 942.584 euros, relacionado essencialmente com a reversão de prejuízos fiscais.
g) Gasto por impostos diferidos provenientes de uma redução, ou reversão de uma diminuição de um activo por impostos diferidos;
Ver Nota 24.1.c)
24.2. Indicação separada do imposto diferido e corrente agregado relacionado com itens que sejam debitados ou creditados ao capital próprio.
O imposto diferido e corrente relacionado com itens do capital próprio (5.461.332 euros) tem a seguinte descrição: $%!$%!&$%$ '%!%&!&$%$ #!""!#!"$ $!""! ! , ! $ !"!- 3)670)2// 4)306)340 415)040 !! !,#" ! ! $!- 75)051 031)272 34)110
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O valor de imposto diferido relacionado com o ajustamento do justo valor de investimentos financeiros ascende a 306.341 euros (2009: 456.426 euros).
24.3. Explicitação do relacionamento entre gasto (rendimento) de impostos e lucro contabilístico.
O quadro seguinte evidencia a reconciliação entre a taxa nominal de imposto e a taxa efectiva, no exercício de 2010.
(unidade: euros)
* Esta rubrica inclui o montante de 2.141.715 euros (2009: 1.646.141 euros) de impostos diferidos por prejuízos fiscais, que resultam da variação negativa das carteiras afectas a contratos de seguros com participação nos resultados.
24.7. Indicação para cada tipo de diferença temporária e com respeito a cada tipo de perdas por impostos não usadas e créditos por impostos não usados da:
a) Quantia de activos e passivos por impostos diferidos reconhecidos no balanço para cada período apresentado;
b) Quantia de rendimentos ou gastos por impostos diferidos reconhecidos na conta de ganhos e perdas.
NOTA 25. Capital
25.1. Indicação dos objectivos, políticas da gestão do capital da empresa de seguros, descrevendo os respectivos processos implementados.
A Groupama Vida fechou o exercício de 2010 com um montante de capitais próprios de 49.918.017 euros, valor inferior ao registado em 2009, de 52.675.297. Esta evolução negativa é explicada essencialmente pela variação da Reserva de Reavaliação de -1.991.153 euros, bem como pelo resultado líquido do exercício de 2010 (inferior ao obtido no ano anterior)
A margem de solvência da Groupama Vida, de acordo com os cálculos efectuados para o QIS5, apresenta um rácio de cobertura das responsabilidades de 129%, de acordo com os critérios actuais da Solvência I, o rácio de cobertura das responsabilidades é de 246%.
25.2. Indicação para cada classe de capital em acções:
a) Quantidade de acções autorizadas;
Em 31 de Dezembro de 2010 a totalidade do capital da Companhia está representado por 3.000.000 de acções nominativas de valor nominal de 5 euros.
b) Quantidade de acções emitidas e inteiramente pagas, e emitidas mas não inteiramente pagas
Como descrito em a) acima, o capital social da Companhia em 31 de Dezembro de 2010, era de 15.000.000 euros, integralmente realizado e representado por 3.000.000 de acções nominativas com o valor nominal de 5 euros cada. Todas as acções emitidas estão inteiramente pagas.
c) Valor ao par por acção, ou que as acções não têm valor ao par
Em 31 de Dezembro de 2010, o valor nominal de cada acção é de 5 euros.
d) Reconciliação da quantidade de acções em circulação no início e no fim do período
25.3. Identificação das quantias transaccionadas com os detentores de capital próprio, com divulgação separada das distribuições a esses detentores de capital próprio.
A legislação portuguesa aplicável ao sector segurador exige que a Reserva Legal, que não é passível de distribuição, seja reforçada em pelo menos 10% do lucro liquido anual, até à concorrência do capital social.
O resultado líquido do exercício de 2009 foi de 2.690.865 euros, desse montante foram distribuídos dividendos que ascenderam ao valor de 2.421.778 euros, tendo o remanescente sido incorporado na reserva legal.
NOTA 26. Reservas
26.1. Descrição da natureza e da finalidade de cada reserva dentro do capital próprio.
Reservas de reavaliação
As reservas de reavaliação por ajustamentos no justo valor de activos financeiros representam as mais e menos valias potenciais relativas à carteira de investimentos disponíveis para venda, líquidas da imparidade reconhecida em resultados no exercício e/ou em exercícios anteriores.
Reservas por impostos diferidos
Os impostos diferidos, calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com itens que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios, nesta rubrica. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de investimentos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.
Adicionalmente, esta rubrica engloba ainda os impostos correntes resultantes do reconhecimento de 40% do imposto calculado, à data da transição para o novo plano de contas, sobre as valias não realizadas das carteiras afectas com participação nos resultados, bem como o imposto sobre a variação do ano das referidas valias das mesmas carteiras.
Outras Reservas
Incluída na rubrica “Outras Reservas” temos a Reserva Legal que só pode ser utilizada para cobrir prejuízos acumulados ou para aumentar o capital. De acordo com a legislação Portuguesa, a reserva legal deve ser anualmente creditada com pelo menos 10% do lucro líquido anual, até à concorrência do capital emitido.
Finalmente temos a Reserva SORIE onde estão contabilizados os ganhos e perdas actuariais relativos ao Plano de Pensões da Companhia, em conformidade com a IAS 19.
Esta rubrica inclui ainda os prémios de emissão, de 10,6 milhões de euros, resultantes do aumento de capital efectuado em 2009.
26.2. Descrição dos movimentos de cada reserva dentro do capital próprio de acordo com o modelo de Demonstração de variações no capital próprio.
Ver mapa de demonstração de variações no capital próprio.