GROUPAMA SEGUROS DE VIDA, SA.
NOTAS AO BALANÇO E CONTA DE GANHOS E PERDAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010
(Valores expressos em euros)
As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no Plano de Contas para as empresas de seguros, aprovado pela Norma Regulamentar nº 4/2007-R, de 27 de Abril, com as alterações introduzidas pela Norma Regulamentar nº 20/2007-R, de 31 de Dezembro. As notas cuja numeração se encontra ausente não são aplicáveis ou a sua apresentação não é relevante para a leitura das demonstrações financeiras anexas.
NOTA 1. Informações gerais
A GROUPAMA SEGUROS DE VIDA, SA, (doravante Groupama Vida ou Companhia) foi constituída em 1991 sob a forma jurídica de sociedade anónima, com o objectivo de desenvolver a actividade do ramo Vida em Portugal. A Companhia encontra-se registada em Portugal sob o NIF 502661313 e matriculada na Conservatória do Registo Comercial. A sua sede é na Avenida de Berna, 24-D, Lisboa.
A Groupama Vida dedica-se ao exercício da actividade de seguros do ramo Vida, para o qual obteve a devida autorização junto do Instituto de Seguros de Portugal (ISP). A sua actividade é exercida em Portugal.
A Groupama Vida enquadra-se concorrencialmente no mercado segurador português de produtos Vida, cuja produção atingiu os 12,1 mil milhões de euros, valor este que apresentou, em 2010, uma evolução positiva face ao ano anterior, em 17,2%. Os produtos financeiros foram os que mais contribuíram para o crescimento do ramo vida, apresentando uma variação positiva de 27% face ao ano anterior.
NOTA 2. Informação por segmentos
A Companhia considera como segmento principal o segmento de negócio, dividindo entre produtos de poupança, previdência e reforma. Para esta divisão foram consideradas as seguintes noções:
• Produtos de poupança - Produtos que preenchem as necessidades de investimento dos tomadores de seguro;
• Produtos de previdência - Protegem o tomador de seguro contra os riscos de morte, invalidez, doença grave e outros. Todos os contratos aqui incluídos garantem benefícios ao tomador de seguro;
• Produtos de reforma - Destinam-se aos clientes que pretendam assegurar um complemento de reforma individual.
No que concerne ao segmento geográfico, todos os contratos são celebrados em Portugal, pelo que a Companhia apenas efectuará a decomposição por segmento de negócio, como se segue:
Os activos e passivos da Groupama Vida distribuem-se da seguinte forma:
No sentido de uma melhor apresentação das responsabilidades da Companhia, no ano de 2010, foi efectuada uma desagregação dos passivos financeiros.
NOTA 3. Base de preparação das demonstrações financeiras e das políticas contabilísticas
3.1. Descrição da(s) base(s) de mensuração usada(s) na preparação das demonstrações financeiras e das políticas contabilísticas, aplicáveis aos diversos activos, passivos e rubricas de capital próprio, relevantes para uma compreensão das demonstrações financeiras.
Até 31 de Dezembro de 2007, inclusive, as demonstrações financeiras da Companhia foram preparadas com base nos livros e registos contabilísticos da Companhia, mantidos de acordo com os princípios definidos no Plano de Contas para as Empresas de Seguros, publicado no Diário da República n.º 127/94, IIº Suplemento, 3ª Série, de 1 de Junho de 1994, e com base na Norma n.º 14/95-R e outras normas específicas emanadas pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP).
No âmbito do disposto no Plano de Contas para as Empresas de Seguros, aprovado pela Norma Regulamentar n.º 4/2007-R, de 27 de Abril, com as alterações introduzidas pela Norma n.º 20/2007-R, de 31 de Dezembro, a Companhia adoptou na preparação das demonstrações financeiras, a partir de 2008, as Normas Internacionais de Contabilidade (NIC, ou IFRS), nos termos do Artigo 3.º do Regulamento (CE) n.º 1606/2002, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 19 de Julho, com excepção da IFRS 4 em que apenas são adoptados os princípios de classificação do tipo de contratos celebrados pelas empresas de seguros.
Bases de mensuração:
• Demonstrações Financeiras expressas em euros;
• Demonstrações Financeiras preparadas de acordo com o princípio do custo histórico, com excepção dos activos e passivos registados ao justo valor, nomeadamente activos financeiros ao justo valor através de resultados, de negociação e disponíveis para venda;
• A preparação de demonstrações financeiras requer que a Companhia efectue julgamentos e estimativas e utilize pressupostos que afectam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes de proveitos, custos, activos e passivos. Alterações em tais pressupostos ou diferenças destes face à realidade poderão ter impactos sobre as actuais estimativas e julgamentos. As áreas que envolvem um maior nível de julgamento ou complexidade ou onde são utilizados pressupostos e estimativas significativos na preparação das demonstrações financeiras consolidadas encontram-se analisadas na Nota 3.3.
Políticas contabilísticas:
As principais políticas contabilísticas utilizadas na preparação das demonstrações financeiras são as seguintes:
a) Princípio da especialização de exercícios
Os custos e os proveitos são contabilizados no exercício a que dizem respeito, independentemente da data do seu pagamento ou recebimento.
Uma vez que os prémios de seguro directo são reconhecidos como proveitos na data do processamento ou renovação da respectiva apólice e os sinistros são registados aquando da participação, a Companhia realiza no final de cada exercício determinadas especializações contabilísticas de custos e proveitos, como se segue:
i) Provisão matemática
As provisões matemáticas do Ramo Vida têm como objectivo registar o valor actual das responsabilidades futuras da Companhia, relativamente às apólices emitidas, e são calculadas mediante tabelas e fórmulas plenamente enquadradas no normativo do ISP. As provisões matemáticas são zillmerizadas e o respectivo efeito é abatido às mesmas. Em 31 de Dezembro de 2010 o montante da zillmerização ascendia a 326.768 euros (2009: 360.694 euros).
ii) Provisão para sinistros
A provisão para sinistros corresponde ao valor previsível dos encargos com sinistros ainda não regularizados ou já regularizados mas ainda não liquidados no final do exercício. Esta provisão foi determinada como segue:
• A partir da análise dos sinistros pendentes no final do exercício e da consequente estimativa da responsabilidade existente nessa data; e
• Pela provisão fundamentada em bases estatísticas sobre o valor dos custos com sinistros do exercício, exceptuando vencimentos e resgates, por forma a fazer face à responsabilidade com sinistros declarados após o fecho do exercício (IBNR).
iii) Provisão para participação nos resultados
Provisão para participação nos resultados a atribuir:
A provisão para participação nos resultados a atribuir corresponde ao valor líquido dos ajustamentos de justo valor relativos aos investimentos afectos a seguros de vida com participação nos resultados, na parte estimada dos tomadores de seguro, tendo por base a expectativa de que estes irão participar nesses ganhos e perdas não realizadas, quando se realizarem, de acordo com as condições contratuais e regulamentares aplicáveis.
A provisão para participação nos resultados atribuída corresponde aos montantes atribuídos aos tomadores de seguro ou aos beneficiários dos contratos, a título de participação nos resultados, que ainda não tenham sido distribuídos mas que já lhes foram atribuídos.
iv) Provisões técnicas de resseguro cedido
As provisões técnicas de resseguro cedido são determinadas através da aplicação dos critérios acima descritos para o seguro directo, tendo em atenção as percentagens de cessão, bem como outras cláusulas existentes nos tratados em vigor.
v) Comissões de mediação
As comissões de mediação são representadas pela remuneração contratualmente atribuída aos mediadores pela angariação de contratos de seguro e de investimento. As comissões contratadas são registadas como custos no momento de emissão dos respectivos prémios ou renovação das respectivas apólices.
b) Ajustamentos de recibos por cobrar e para créditos de cobrança duvidosa
Os ajustamentos de recibos por cobrar têm por objectivo reduzir o montante dos prémios em cobrança ao seu valor estimado de realização. O cálculo destes ajustamentos é efectuado com base nos valores dos prémios por cobrar, aplicando os critérios definidos pelo ISP.
Os ajustamentos para créditos de cobrança duvidosa destinam-se a reduzir o montante dos saldos a receber resultantes de operações de seguro directo, de resseguro ou outras, à excepção dos recibos por cobrar, ao seu valor provável de realização, sendo calculada em função da antiguidade dos referidos saldos, de acordo com o normativo definido pelo ISP.
c) Investimentos em filiais
São classificadas como filiais as empresas sobre as quais a Companhia exerce controlo. Controlo normalmente é presumido quando a Companhia detém o poder de exercer a maioria dos direitos de voto. Poderá ainda existir controlo quando a Companhia detém o poder, directa ou indirectamente, de gerir a política financeira e operacional de determinada empresa de forma a obter benefícios da sua actividade, mesmo que a percentagem que detém sobre os seus capitais próprios seja inferior a 50%.
Nas demonstrações financeiras individuais da Companhia, os investimentos em filiais, estão registados ao custo de aquisição deduzidos de perdas por imparidade quando determinadas.
d) Instrumentos financeiros derivados
Os instrumentos financeiros derivados são reconhecidos na data da sua negociação (trade date) pelo seu justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.
O justo valor dos instrumentos financeiros derivados corresponde ao seu valor de mercado.
Os instrumentos financeiros com derivados embutidos são reconhecidos inicialmente ao justo valor. Subsequentemente, o justo valor dos instrumentos financeiros derivados é reavaliado numa base regular, sendo os ganhos ou perdas resultantes dessa reavaliação registados directamente em resultados do período.
O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis, e na ausência de cotação (inexistência de mercado activo) é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação disponibilizadas por entidades especializadas, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados, considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade.
e) Outros activos financeiros
i) Classificação
A Companhia classifica os seus activos financeiros no momento da sua aquisição considerando a intenção que lhes está subjacente, de acordo com as seguintes categorias:
• Activos financeiros detidos para negociação - Activos adquiridos com o objectivo principal de gerarem valias no curto prazo.
• Activos financeiros ao justo valor através de ganhos e perdas - Esta categoria inclui os derivados embutidos, designados no momento do seu reconhecimento inicial ao justo valor, com as variações subsequentes reconhecidas em resultados.
• Activos financeiros disponíveis para venda - Os activos disponíveis para venda são activos financeiros não derivados que (i) a Companhia tem intenção de manter por tempo indeterminado, (ii) que são designados como disponíveis para venda no momento do seu reconhecimento inicial ou (iii) que não se enquadrem nas categorias anteriormente referidas. • Investimentos a deter até à maturidade - São os activos financeiros sobre os quais exista a
de caixa fixos ou determináveis. Em caso de venda antecipada, a classe considera-se contaminada e todos os activos da classe têm de ser reclassificados para a classe disponíveis para venda. A Companhia não dispõe de activos classificados nesta categoria.
ii) Reconhecimento, mensuração inicial e desreconhecimento
Aquisições e alienações: (i) activos financeiros ao justo valor através dos resultados, (ii) activos financeiros detidos para negociação, (iii) activos financeiros disponíveis para venda e (iv) investimentos a deter até à maturidade, são reconhecidos na data da negociação (“trade date”), ou seja, na data em que a Companhia se compromete a adquirir ou a alienar o activo. Os activos financeiros referidos acima são inicialmente reconhecidos ao seu justo valor adicionado dos custos de transacção, excepto nos casos de activos financeiros ao justo valor através de resultados e de negociação, caso em que estes custos de transacção são directamente registados em resultados.
Os activos financeiros são desreconhecidos quando (i) expiram os direitos contratuais da Companhia quando do recebimento dos seus fluxos de caixa, (ii) a Companhia tenha transferido substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção ou (iii) não obstante retenha parte, mas não substancialmente todos os riscos e benefícios associados à sua detenção, a Companhia tenha transferido o controlo sobre os activos.
iii) Mensuração subsequente
Após o seu reconhecimento inicial, os activos financeiros ao justo valor com reconhecimento em ganhos e perdas e os activos financeiros detidos para negociação são valorizados ao justo valor, sendo as suas variações reconhecidas em ganhos e perdas.
Os investimentos detidos para venda são igualmente registados ao justo valor sendo, no entanto, as respectivas variações reconhecidas em reservas, na parte que pertence ao accionista, até que os investimentos sejam desreconhecidos, ou seja, identificada uma perda por imparidade, momento em que o valor acumulado dos ganhos e perdas potenciais registados em reservas é transferido para resultados. No caso dos produtos com participação nos resultados, as variações do justo valor são reconhecidas inicialmente em reservas (capital próprio) e posteriormente transferidas para a conta de participação nos resultados a atribuir, na proporção da percentagem da participação a atribuir ao tomador de seguro.
Ainda relativamente aos activos monetários disponíveis para venda, o ajustamento ao valor de balanço compreende a separação entre (i) as amortizações segundo a taxa efectiva, (ii) as variações cambiais (no caso de denominação em moeda estrangeira) – ambas por contrapartida de resultados e (iii) as variações no justo valor (excepto risco cambial) – conforme descrito acima.
Os investimentos a deter até à maturidade são mensurados em balanço ao custo amortizado, de acordo com o método da taxa efectiva, com as amortizações (juros, valores incrementais e prémios e descontos) a serem registados na conta de ganhos e perdas.
O justo valor dos activos financeiros cotados é o seu preço de compra corrente (“bid-price”). Na ausência de cotação, a Companhia estima o justo valor utilizando (i) metodologias de avaliação, tais como a utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado, técnicas de fluxos de caixa descontados e modelos de avaliação de opções parametrizados de modo a reflectir as particularidades e circunstâncias do instrumento, e (ii) pressupostos de avaliação baseados em informações de mercado.
Os instrumentos financeiros para os quais não é possível mensurar com fiabilidade o justo valor, bem como as acções não cotadas, são registados ao custo de aquisição.
iv) Imparidade
A Companhia avalia regularmente se existe evidência objectiva de que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, apresenta sinais de imparidade. Para os activos financeiros que apresentam sinais de imparidade, é determinado o respectivo valor recuperável, sendo as perdas por imparidade registadas por contrapartida da conta de ganhos e perdas.
A Companhia considera que um activo financeiro, ou grupo de activos financeiros, se encontra em imparidade, após o reconhecimento inicial, de acordo com regras estabelecidas pelo Grupo Groupama.
O activo financeiro é objecto de imparidade, se:
a) Já tiver sido objecto de imparidade em exercícios anteriores;
b) A cotação de bolsa esteve em permanência, nos últimos 36 meses, inferior ao valor de custo (declínio prolongado);
c) A cotação na data de fecho é inferior a 50% do valor de custo, variando esta percentagem em função da volatilidade média dos Mercados (declínio significativo de 50%).
O montante da imparidade apurado é reconhecido em custos e resulta da diferença entre o Valor de Custo e o Valor de Cotação à data de fecho, deduzida de qualquer perda de imparidade, no activo, anteriormente reconhecida em resultados.
f) Passivos financeiros
Um instrumento é classificado como passivo financeiro quando existe uma obrigação contratual da sua liquidação ser efectuada mediante a entrega de dinheiro ou de outro activo financeiro, independentemente da sua forma legal.
A Companhia tem registado como passivos financeiros os passivos resultantes de contratos de investimento (operações de capitalização com taxa garantida e sem participação nos resultados) e os passivos referentes à componente de depósito dos contratos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro.
Estes passivos financeiros são registados (i) inicialmente pelo seu justo valor deduzido dos custos de transacção incorridos e (ii) subsequentemente ao custo amortizado, com a excepção dos passivos por contratos em que o risco de investimento é suportado pelo tomador de seguro, os quais são registados ao justo valor por contrapartida da conta de ganhos e perdas.
Adicionalmente a Companhia tem registado nesta rubrica os passivos financeiros relativos à: exposição a derivados de negociação (ver nota 3.1 a))
g) Activos fixos tangíveis e intangíveis
i) Activos fixos tangíveis
Os activos tangíveis da Companhia estão contabilizados ao custo histórico de aquisição, sendo as depreciações calculadas por duodécimos, de forma a que os bens estejam totalmente reintegrados no fim da vida útil estimada, tendo em conta as seguintes taxas anuais de depreciação:
Os custos subsequentes com os activos tangíveis são reconhecidos apenas se for provável que deles resultarão benefícios económicos futuros para a Companhia. Todas as despesas com manutenção e reparação são reconhecidas como custo, de acordo com o princípio da especialização dos exercícios.
ii) Activos intangíveis
Estes bens intangíveis estão contabilizados ao respectivo custo histórico de aquisição e as suas amortizações são calculadas tendo por base o período em que se estima que tais bens vão produzir benefícios económicos para a Companhia, por duodécimos, com base nas seguinte taxas anuais que reflectem, de forma razoável, a vida útil estimadas dos bens:
iii) Imparidade de activos não financeiros
Quando existe indicação de que um activo possa estar em imparidade, de acordo com a IAS 36, é estimado o seu valor recuperável, sendo reconhecida uma perda por imparidade sempre que o valor líquido de um activo exceda o seu valor recuperável. As perdas por imparidade são reconhecidas na conta de ganhos e perdas para os activos registados ao custo.
h) Imposto sobre o rendimento
Os impostos sobre lucros compreendem os impostos correntes e os impostos diferidos. Os impostos sobre lucros são reconhecidos em resultados, excepto quando estão relacionados com items que são reconhecidos directamente nos capitais próprios, caso em que são também registados por contrapartida dos capitais próprios. Os impostos diferidos reconhecidos nos capitais próprios decorrentes da reavaliação de investimentos disponíveis para venda são posteriormente reconhecidos em resultados no momento em que forem reconhecidos em resultados os ganhos e perdas que lhes deram origem.
Os impostos correntes são os que se esperam que sejam pagos com base no resultado tributável apurado de acordo com as regras fiscais em vigor e utilizando a taxa de imposto aprovada ou substancialmente aprovada em cada jurisdição.
Os impostos diferidos são calculados sobre as diferenças temporárias entre os valores contabilísticos dos activos e passivos e a sua base fiscal, utilizando as taxas de imposto aprovadas, ou substancialmente aprovadas, à data de balanço em cada jurisdição, e que se espera virem a ser aplicadas quando as diferenças temporárias se reverterem.
Os impostos diferidos passivos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias tributáveis, com excepção das diferenças resultantes do reconhecimento inicial de activos e passivos que não afectem, quer o lucro contabilístico, quer o fiscal, e de diferenças relacionadas com investimentos em subsidiárias, na medida em que provavelmente não serão revertidas no futuro.
Os impostos diferidos activos são reconhecidos para todas as diferenças temporárias dedutíveis, apenas na medida em que seja expectável que existam lucros tributáveis no futuro capazes de absorver as referidas diferenças.
i) Responsabilidades por férias e subsídios de férias
Este passivo corresponde a cerca de dois meses de remunerações e respectivos encargos, baseados nos valores do exercício, e destinam-se a reconhecer as responsabilidades legais existentes no final de cada período perante os empregados, pelos serviços prestados até aquela data, a pagar posteriormente.
j) Benefícios aos empregados
Nos termos do estabelecido no Contrato Colectivo dos Trabalhadores de Seguros, a Companhia assumiu a responsabilidade de pagar aos seus empregados pensões de reforma por velhice e por invalidez, encontrando-se essa responsabilidade coberta e financiada a 96%, em 31 de Dezembro de 2010, pelo respectivo Fundo de Pensões.
O plano de pensões existente na Companhia corresponde a um plano de benefícios definidos, uma vez que define os critérios de determinação do valor da pensão que um empregado receberá durante a reforma, usualmente dependente de um ou mais factores como sejam a idade, anos de serviço e retribuição.
A Companhia contabiliza os ganhos e perdas actuariais de acordo com o método do SORIE, ou seja, os ganhos e perdas actuariais de cada ano são reconhecidos em rubrica específica do capital próprio.
k) Provisões
São reconhecidas provisões quando (i) a Companhia tem uma obrigação presente, legal ou construtiva, (ii) seja provável que o seu pagamento venha a ser exigido e (iii) quando possa ser feita uma estimativa fiável do valor dessa obrigação.
l) Reconhecimento de juros e dividendos
Os resultados referentes a juros de instrumentos financeiros classificados como disponíveis para venda são reconhecidos nas rubricas de juros e proveitos similares utilizando o método da taxa efectiva. Os juros dos activos financeiros ao justo valor através dos resultados são também incluídos na rubrica de juros e proveitos similares.
A taxa de juro efectiva é a taxa que desconta os pagamentos ou recebimentos futuros estimados durante a vida esperada do instrumento financeiro ou, quando apropriado, um período mais curto, para o valor líquido actual de balanço do activo ou passivo financeiro.
Relativamente aos rendimentos de instrumentos de capital (dividendos) são reconhecidos quando recebidos.
m) Reporte por segmentos
Ver Nota 2.
n) Caixa e equivalentes de caixa
Para efeitos da demonstração dos fluxos de caixa, caixa e seus equivalentes englobam os valores registados no balanço com maturidade inferior a três meses a contar da data de balanço, prontamente convertíveis em dinheiro e com risco reduzido de alteração de valor onde se incluem a caixa e as disponibilidades em instituições de crédito.
o) Terrenos e edifícios
Ver Nota 9.
p) Classificação de Contratos de seguro e Contratos de investimento
A Companhia, em conformidade com o previsto na IFRS 4, tem os seus contratos classificados como:
i) Contratos de seguro: Contratos segundo o qual a seguradora aceita um risco de seguro significativo do segurado, aceitando compensar este no caso de um acontecimento futuro incerto especificado o afectar de forma adversa. Este tipo de contrato cai no âmbito da IFRS 4 (seguros de vida puros);
ii) Contratos de investimento: Contratos que envolvem exclusivamente risco financeiro. Estes contratos podem ainda ser diferenciados entre contratos puramente financeiros e aqueles que possuem uma característica de participação discricionária. Se os contratos de investimento forem puros caem no âmbito da IAS 39 (é o caso das operações de capitalização comercializadas pela Companhia), enquanto os contratos com a característica de participação discricionária se inserem na IFRS 4 (Produtos de capitalização com participação nos resultados).
q) Transacções em moeda estrangeira
As conversões para euros das transacções em moeda estrangeira são efectuadas ao câmbio em vigor na data em que ocorrem.
Os valores dos activos expressos em moeda de países não participantes na União Económica Europeia (UEM) são convertidos para euros utilizando o último câmbio de referência indicado pelo Banco de Portugal.
As diferenças de câmbio entre as taxas em vigor na data da contratação e as vigentes na data de balanço são contabilizadas na conta de ganhos e perdas do exercício.
r) Activos Contingentes, Passivos Contingentes e Provisões
São reconhecidas provisões apenas quando a Companhia tem uma obrigação presente (legal ou implícita) resultante dum acontecimento passado, é provável que para a liquidação dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação possa ser razoavelmente estimado.
O montante reconhecido das provisões consiste no valor presente da melhor estimativa na data de relato dos recursos necessários para liquidar a obrigação. Tal estimativa é determinada tendo em consideração os riscos e incertezas associados à obrigação.
As provisões são revistas na data de relato e são ajustadas de modo a reflectirem a melhor estimativa a essa data.
Os passivos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo divulgados sempre que a possibilidade de existir uma saída de recursos englobando benefícios económicos não seja remota.
Os activos contingentes não são reconhecidos nas demonstrações financeiras, sendo divulgados quando for provável a existência de um influxo económico futuro de recursos.
s) Locações
A Companhia classifica as operações de locação como locações financeiras ou locações operacionais, em função da sua substância e não da sua forma legal cumprindo os critérios definidos no IAS 17 – Locações.
São classificadas como locações financeiras as operações em que os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um activo são transferidas para o locatário. Todas as restantes operações de locação são classificadas como locações operacionais.
Locações operacionais
Os pagamentos efectuados pela Companhia à luz dos contratos de locação operacional são registados em custos nos períodos a que dizem respeito.
Locações financeiras
Os contratos de locação financeira são registados na data do seu início, no activo e no passivo, pelo custo de aquisição da propriedade locada, que é equivalente ao valor actual das rendas de locação vincendas. As rendas são constituídas (i) pelo encargo financeiro que é debitado em resultados e (ii) pela amortização financeira do capital que é deduzida ao passivo. Os encargos financeiros são reconhecidos como custos ao
longo do período da locação, a fim de produzirem uma taxa de juro periódica constante sobre o saldo remanescente do passivo em cada período.
3.3. Descrição das principais estimativas contabilísticas e julgamentos relevantes utilizados na elaboração das demonstrações financeiras, com indicação dos principais pressupostos relativos aos exercícios seguintes, e outras principais fontes de incerteza das estimativas à data do balanço, que apresentem um risco significativo de provocar um ajustamento material nas quantias escrituradas de activos e passivos durante os próximos exercícios financeiros.
As principais estimativas contabilísticas e julgamentos utilizados na aplicação dos princípios contabilísticos, são analisadas como segue:
a) Imparidade dos activos financeiros disponíveis para venda
A Companhia determina que existe imparidade nos seus activos disponíveis para venda quando existe uma desvalorização prolongada ou de valor significativo no seu justo valor. A determinação de uma desvalorização prolongada ou de valor significativo requer julgamento. No julgamento efectuado, a Companhia avalia entre outros factores, a volatilidade normal dos preços dos activos. Adicionalmente, as avaliações são obtidas através de preços de mercado ou de modelos de avaliação, os quais requerem a utilização de determinados pressupostos ou julgamento no estabelecimento de estimativas de justo valor.
Metodologias alternativas e a utilização de diferentes pressupostos e estimativas, poderá resultar num nível diferente de perdas por imparidade reconhecidas, com o consequente impacto nos resultados da Companhia.
No exercício de 2010, a Companhia procedeu à alteração dos indicadores de imparidade dos seus activos financeiros ou grupos de activos financeiros no que respeita ao reconhecimento do declínio prolongado ou significativo no seu justo valor, redefinindo os indicadores objectivos para determinação da imparidade, nos termos indicados na IAS 39 e nas interpretações emitidas pelo International Financial Reporting Interpretation Committe (“IFRIC”). A revisão dos indicadores seguiu as instruções do Grupo onde a Companhia está inserida.
Em 2009 a Groupama Vida determinou a existência da imparidade nos seus activos financeiros de acordo com os seguintes critérios, no caso dos instrumentos de capital: a) a cotação na data de fecho é inferior a 60% do valor de custo (declínio significativo de 40%); b) a cotação de bolsa esteve em permanência, nos últimos 24 meses, inferior ao custo de aquisição.
Para o exercício de 2010, com a redefinição dos pressupostos de imparidade dos seus activos financeiros, a Companhia determina a existência de imparidade se cumpridos os seguintes pressupostos no caso dos instrumentos de capital: sempre que exista declínio significativo, isto é, ocorra uma desvalorização superior a 50% face ao custo de aquisição de um instrumento de capital ou se verifique o declínio prolongado, isto é, ocorra uma desvalorização do justo valor abaixo do custo de aquisição no período de 36 meses.
O impacto da alteração dos indicadores de imparidade encontra-se mencionado na nota 6.17 c).
b) Pensões e outros benefícios a empregados
A determinação das responsabilidades por pensões de reforma requer a utilização de pressupostos e estimativas, incluindo a utilização de projecções actuariais, rentabilidade estimada dos investimentos e outros factores que podem ter impacto nos custos e nas responsabilidades do plano de pensões.
Alterações a estes pressupostos poderiam ter um impacto significativo nos valores determinados.
c) Provisões técnicas e passivos financeiros relativos a contratos de seguro e de investimento, respectivamente.
Ver Nota 4.1.b).
3.4. Alterações relevantes relativamente ao exercício anterior, designadamente na fase de transição para o novo regime contabilístico.
Ver alteração dos indicadores de imparidade na Nota 3.3.a) e respectivo impacto na Nota 6.17 c).
Em 2010 foi realizada uma reclassificação dos swaps de activos detidos para negociação para passivos financeiros, em virtude do valor dos mesmos serem negativos, e pelo facto da Companhia entender que esta reclassificação é mais apropriada. O impacto desta alteração é de 1.026.835 euros (2009: 917.511 euros).
NOTA 4. Natureza e extensão das rubricas e dos riscos resultantes de contratos de seguro e activos de resseguro
4.1. Prestação de informação que permita identificar e explicar as quantias indicadas nas demonstrações financeiras resultantes de contratos de seguro, incluindo, nomeadamente:
a) Informação acerca das políticas contabilísticas adoptadas relativamente a contratos de seguro e a activos, passivos, rendimentos e custos ou gastos relacionados;
Ver Nota 3.1.
b) Processo usado para determinar os pressupostos que têm maior efeito na mensuração dessas quantias, incluindo um resumo das principais hipóteses consideradas no cálculo da provisão matemática relativa ao seguro de vida (quantificação de todos os pressupostos quando praticável);
PROVISÕES MATEMÁTICAS
Provisões Matemáticas Aniversárias:
As Provisões Matemáticas Aniversárias são calculadas contrato a contrato e de acordo com o método actuarial prospectivo, correspondendo este ao valor actual das responsabilidades da Companhia de Seguros, deduzido do valor actual dos prémios futuros.
Considerando o princípio da suficiência da provisão para encargos futuros, os encargos de gestão continuam a estar previstos nas Provisões Matemáticas calculadas a prémio de inventário.
Cálculo das Provisões Matemáticas:
• Produtos Clássicos (Vida Inteira; Rendas; Temporários; Mistos; etc.): O cálculo é efectuado por interpolação linear das provisões matemáticas aniversárias, considerando que os contratos, em média, são efectuados a meio do ano, deduzidas do valor correspondente ao fraccionamento do prémio de inventário não recebido no exercício e dos custos de aquisição não amortizados, para as apólices emitidas a partir de 01.01.1984. Numa parte dos Contratos de Rendas Grupo, o cálculo é feito considerando a data de adesão das pessoas seguras (pro-rata temporis).
• Produtos de Capitalização, Reforma e Operações de Capitalização: O cálculo é efectuado considerando o tempo decorrido no exercício em relação a cada contrato (pro-rata temporis).
• Produtos Ligados a Fundos de Investimento: O cálculo é efectuado considerando o número e o valor da unidade de participação, à data do cálculo, pelos “Fundos” que constituem a apólice, e por apólice.
• Coberturas Complementares: O cálculo é efectuado considerando que os contratos em média são efectuados a meio do ano.
A Provisão Matemática de Inventário dos contratos de produtos financeiros, corresponde à conta poupança adquirida à data de 31.12.n, calculada depois da incorporação da participação nos resultados e acrescida da provisão para encargos futuros de gestão.
No produto Unit Link, corresponde ao total dos valores de cada Fundo que compõem a apólice, acrescida da provisão para encargos futuros de gestão.
A informação sobre as tábuas de mortalidade e as taxas utilizadas para o cálculo das provisões matemáticas encontram-se descritas na nota 4.1.c).
PROVISÃO PARA PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS Ver nota 3.1 c).
PROVISÃO PARA SINISTROS
A provisão para sinistros corresponde aos custos com sinistros ocorridos e ainda por liquidar, à responsabilidade estimada para os sinistros ocorridos e ainda não participados (“IBNR”) e aos custos directos e indirectos associados à sua regularização.
c) Informação acerca das metodologias de cálculo das estimativas dos montantes a atribuir aos tomadores de seguros ou beneficiários e dos montantes efectivamente atribuídos como participação nos resultados (quantificação de todos os pressupostos quando praticável);
PROVISÃO PARA PARTICIPAÇÃO NOS RESULTADOS
Os critérios utilizados no cálculo da Participação nos Resultados das modalidades que a prevêem, assim como o método de atribuição e distribuição, estão de conformidade com o estabelecido no plano de participação nos resultados das respectivas modalidades em vigor na Companhia, não se tendo verificado alterações, nem em relação ao aprovado pelo Instituto de Seguros de Portugal aquando da sua autorização ou comunicação, nem aos cálculos efectuados em 2009.
A Companhia continua a dar cumprimento ao previsto no seu Plano de Participação nos Resultados.
O montante da Provisão para Participação nos Resultados corresponde à soma das provisões para participação nos resultados dos vários “Fundos Autónomos” constituídos à data de 31.12.2010.
Ver nota 4.1. e) relativamente aos montantes a atribuir aos tomadores de seguros ou beneficiários e os montantes efectivamente atribuídos como participação nos resultados.
d) Efeito de alterações nos pressupostos usados para mensurar activos e passivos por contrato de seguro, mostrando separadamente o efeito de cada alteração que tenha um efeito material nas demonstrações financeiras;
As taxas técnicas de juro utilizadas no cálculo das Provisões Matemáticas foram as que ao longo dos anos se adoptaram no cálculo dos respectivos prémios e foram fixadas de acordo com a regulamentação em vigor na época, com excepção das carteiras de rendas, em que se tem vindo a recomendar uma atenção especial, quer à tábua de mortalidade, quer à taxa técnica de juro garantida.
Relativamente à Carteira de Rendas, a Companhia continua a fazer o cálculo das suas Provisões Matemáticas com uma tábua de mortalidade mais recente que a utilizada na tarifa, para fazer face ao risco de longevidade. Também por prudência, considera no cálculo uma taxa técnica mais baixa que a inicialmente utilizada aquando do lançamento do produto.
Desta forma, à data de 31-12-2010, a Groupama Vida tem 74% das Provisões Matemáticas da Carteira de Rendas calculadas com uma taxa de 2,5% e o restante calculado a uma taxa de 3%. Relativamente às tábuas de mortalidade, 7,2% das Provisões Matemáticas desta carteira foi calculado com a tábua TV 73/77 e 89,9% com a tábua TV 88/90
Tábuas de Mortalidade e Taxas Técnicas:
I – Seguros em caso de morte e mistos II – Seguros em caso de vida
III – Seguros de rendas
IV – Seguros em caso de morte
SEGUROS MISTOS
e) Reconciliações de alterações nos passivos resultantes de contratos de seguro, nos activos resultantes de contratos de resseguro e nos custos de aquisição diferidos relacionados, incluindo:
i) Com relação à provisão para sinistros: explicitação dos reajustamentos (correcções apresentados que se assumam relevantes (Anexo 2);
ii) Descrição, com relação à provisão para participação nos resultados, dos movimentos efectuados:
iii) Componente de depósito dos contratos em que o risco de investimento é do tomador de seguro:
Em 31 de Dezembro de 2010, a Companhia tinha registado no seu Passivo os seguintes montantes relativos a contratos em que o risco de investimento é do tomador de seguro (Unit link).
a) Quantia escriturada no início e fim do período;
b) Montantes pagos
c) Rendimentos e gastos incluídos na conta de ganhos e perdas;
4.2. Prestação de informação que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos específicos de seguros, nomeadamente:
a) Objectivos, políticas e processos de gestão dos riscos resultantes de contratos de seguro e os métodos usados para gerir esses riscos, incluindo uma descrição do processo de aceitação, avaliação, monitorização e controlo desses riscos;
As empresas de seguros assumem riscos através dos contratos de seguros, os quais classificamos na categoria do Risco Específico de Seguros.
Os riscos específicos de seguros são os riscos inerentes à comercialização de contratos de seguro, associados ao desenho de produtos e respectiva tarifação, ao processo de subscrição e de provisionamento das responsabilidades e à gestão dos sinistros e do resseguro. São aplicáveis a todos os ramos de actividade e podem subdividir-se em diferentes sub-riscos:
• Risco de Desenho dos Produtos: risco de a empresa de seguros assumir exposições de risco decorrentes de características dos produtos não antecipadas na fase de desenho e de definição do preço do contrato.
• Risco de Prémios: relacionado com sinistros a ocorrer no futuro, em apólices actualmente em vigor, e cujos prémios já foram cobrados ou estão fixados. O risco é o de os prémios cobrados ou já fixados poderem vir a revelar-se insuficientes para a cobertura de todas as obrigações futuras resultantes desses contratos (subtarifação).
• Risco de Subscrição: risco de exposição a perdas financeiras relacionadas com a selecção e aprovação dos riscos a segurar.
• Risco de Provisionamento: é o risco de as provisões para sinistros constituídas se venham a revelar insuficientes para fazer face aos custos com sinistros já ocorridos.
• Risco de Sinistralidade: é o risco de que possam ocorrer mais sinistros do que o esperado, ou de que alguns sinistros tenham custos muito superiores ao esperado, resultando em perdas inesperadas.
• Risco de Retenção: é o risco de uma maior retenção de riscos (menor protecção de resseguro) poder gerar perdas devido à ocorrência de eventos catastróficos ou a uma sinistralidade mais elevada.
O Risco Específico de Seguros tem origem na definição da estratégia da Empresa.
A estratégia da filial é definida na Sede em conjunto com a Administração local da Companhia, é de referir que esta está em consonância com a estratégia do grupo.
No capítulo da definição dos objectivos anuais para a Companhia, a Groupama Vida orçamenta o volume de prémios, provisões de sinistros, gastos gerais e outros, por forma a obter o Resultado do Exercício.
Para formalizar o Risco Específico de Seguros a abordagem adoptada pela Companhia foi processual, no sentido em que, para avaliar qualitativamente a nossa exposição a este risco, foram mapeados os processos de negócio seguintes:
• Processo de desenho de produtos e tarifação - Os produtos antes de serem lançados são discutidos entre a Administração e as várias Direcções. Os preços são testados antes do lançamento de produtos financeiros através de profit tests. No que concerne aos novos produtos de risco, pela experiência obtida dos produtos já existentes e pela análise dos vários indicadores tais como a taxa de sinistralidade em relação aos prémios, a tarifa é idêntica aos antigos;
• Processo de revisão actuarial de produtos - A revisão actuarial é efectuada anualmente e formalizada no relatório do actuário responsável, o qual certifica a adequacidade do cálculo das Provisões Técnicas e a metodologia utilizada;
• Processo de aceitação e avaliação do risco - Para mitigar o risco de subscrição seguimos as regras de subscrição definidas;
• Processo de gestão de sinistros - No que concerne ao provisionamento, calculamos a Provisão Matemática considerando uma tábua de mortalidade e taxa técnica prudentes. É de referir que para as rendas, calculamos uma provisão matemática adicional (ver nota 4.1.d); • Processo de cedência ao ressegurador - A Groupama Vida transfere parte do risco para
os resseguradores, por forma a limitar a sua exposição ao risco.
A Direcção Técnica é responsável por avaliar e gerir este risco, bem como partilhar com a Direcção Financeira a responsabilidade da avaliação e gestão do Risco ALM (Asset Liability Management).
Importa referir que o risco de longevidade na Groupama Vida não é considerado crítico, pois as Provisões Matemáticas das Rendas representam apenas 4% do total das Provisões.
b) Sobre o risco específico de seguros (antes e após resseguro), incluindo informações acerca das análises de sensibilidade efectuadas, concentrações de risco e sinistros efectivos comparados com estimativas anteriores.
Os riscos específicos dos seguros de vida contemplam, entre outros, os riscos biométricos (longevidade e invalidez).
1. Risco de longevidade
Tal como em anos anteriores, a Companhia realizou vários estudos de sensibilidade às Carteiras de Rendas, efectuando o cálculo das provisões matemáticas com tábuas de mortalidade e taxas técnicas de juro mais prudentes que as das bases técnicas aquando da criação dos produtos.
A 1ª análise comparativa teve como objectivo quantificar a alteração somente nas tábuas de
mortalidade (cenário A) e a mudança nas tábuas e taxas técnicas (cenário B), sendo este último cenário o já adoptado pela Companhia há alguns anos.
Provisões Matemáticas 31-12-2010
Cenário A Cenário Central Cenário B
15.708.341 +10,8% 14.180.639 17.820.029 +25,7%
Cenário Central - tábuas de mortalidade e taxas técnicas originais (Anexo II (1))
Cenário A - impacto na alteração das tábuas de mortalidade (para TV73/77 e TV88/90) e mantendo as taxas técnicas originais (Anexo II (1)) Cenário B - impacto na alteração das tábuas de mortalidade (para TV73/77 e
TV88/90) e taxas técnicas (Anexo II (2))
A 2ª análise comparativa teve por base a provisão matemática prudencial que a Companhia já constitui, e realizaram-se 2 estudos, com taxas e tábuas ainda mais prudentes.
Provisões Matemáticas 31-12-2010
Cenário C Cenário B Cenário D
18.166.700 +1,9% 17.820.029 20.999.712 +17,8%
Cenário B - impacto na alteração das tábuas de mortalidade (para TV73/77 e TV88/90) e taxas técnicas (Anexo II (2))
Cenário C - impacto na alteração das tábuas de mortalidade (para TV88/90) e taxas técnicas (para 2,5%)
Cenário D - impacto na alteração das tábuas de mortalidade (para TPRV/93) e taxas técnicas (para 2,5%)
A particularidade entre os cenários B e C é que no 1º toda a carteira Grupo já é calculada com essa tábua e taxa, e no cenário C considerou-se o similar para a carteira Individual.
Após a avaliação do impacto da utilização de tábuas de mortalidade mais recentes e taxas técnicas mais baixas, a Companhia decide que provisão matemática constituir.
Desta forma, à data de 31-12-2010, 74% das Provisões Matemáticas da Carteira de Rendas são calculadas com uma taxa de 2,5% e o restante calculado a uma taxa de 3%.
Relativamente às tábuas de mortalidade, 7% das Provisões Matemáticas desta carteira foi calculado com a tábua TV 73/77 e 90% com a tábua TV 88/90. Os restantes 3% referem-se a produtos criados já com a tábua TPRV93 e taxa técnica de 2,5%.
2. Risco de mortalidade
Foi efectuada uma análise comparativa, mortalidade real vs mortalidade esperada (considerando a tábua de mortalidade utilizada na provisão matemática). Como resultado deste estudo verificou-se que, em 2010, a mortalidade real nos seguros em caso de morte foi de 71 óbitos, enquanto que a mortalidade prevista era de 329.
3. Risco de concentração de capitais seguros
A Companhia tem os seus riscos protegidos por Tratados de Resseguro e continua a adoptar uma política de prudência, que se manteve na renovação destes Tratados para o exercício de 2010.
A Companhia continua a estar atenta, quer às condições, quer aos tipos de Tratados que negoceia, de forma que estejam de acordo com as responsabilidades assumidas para com os seus clientes, à especificidade dos riscos seguros, bem como à idoneidade dos Resseguradores.
Para riscos específicos e/ou capitais elevados os Tratados em vigor são de Quota-parte.
Os riscos catastróficos estão cobertos por Tratados específicos para o efeito, prevenindo assim a acumulação dos riscos em caso de acontecimento catastrófico
)
Stress test
Em 2010 a companhia participou no exercício de Estudo de Impacto Quantitativo (futuramente designado por, QIS5), o que lhe permitiu avaliar os seus níveis de solvência.
O QIS5 enquadra-se no âmbito do projecto Solvência II, e tem como objectivo fazer uma avaliação quantitativa do impacto que a introdução de novos métodos para o calculo dos requisitos de capital irá ter nas companhias de seguros.
O QIS5 assenta num regime de avaliação dos activos e das responsabilidades baseado em princípios económicos, de modo a determinar os requisitos de capital, sendo estes obtidos após a agregação dos vários riscos individuais (Nota 4.3) e posteriormente ajustado pela componente de mitigação de risco.
De acordo com o exercício efectuado, a Companhia apresenta um grau de cobertura da margem de solvência de 129%.
4.3. Prestação de informação quantitativa e qualitativa acerca do risco de mercado, risco de crédito, risco de liquidez e risco operacional. A informação qualitativa deve incluir, nomeadamente, a exposição ao risco e a origem dos riscos, objectivos, políticas e procedimentos de gestão de riscos e os métodos utilizados para mensurar os riscos, assim como, alterações face ao período anterior.
A generalidade dos riscos a que uma Companhia se encontra exposta resultam em perdas económicas e produzem um impacto negativo nos níveis de solvência, pelo que podemos classificá-los como sendo riscos financeiros. No entanto, existe um conjunto de riscos directamente relacionados com a gestão financeira da Companhia, abrangendo as funções investimento, financiamento e a gestão integrada dos activos e passivos financeiros, e não directamente relacionados com a gestão dos contratos de seguro ou dos sinistros, e incluem, entre outros, os riscos de mercado, de crédito e de liquidez.
Risco de Mercado
O Risco de Mercado está estritamente relacionado com a volatilidade dos mercados financeiros e resulta de movimentos adversos nas taxas de juro, taxas de câmbio, no valor do imobiliário, no preço das acções ou no preço das commodities. É ainda necessário incluir o risco inerente aos produtos derivados e consequente exposição às variações do preço do activo subjacente. Deste modo, podemos decompor o risco de mercado no risco de taxa de juro, risco de spread, risco de acções, risco cambial, risco imobiliário e risco de concentração.
O risco de Mercado apresenta uma forte relação com o mismatching entre os activos e os passivos. Dado o horizonte temporal de grande parte dos seguros do ramo vida, é de extrema importância que os activos afectos às responsabilidades se assemelhem a estas o mais possível, quer em termos de valor, quer em termos de responsabilidade. De forma a minimizar os riscos e optimizar a adequação entre os activos e os passivos, é realizado anualmente um estudo ALM (Asset Liability Management), em colaboração com as equipas da casa-mãe em Paris.
No final de Dezembro de 2010, a carteira de investimentos apresentava a seguinte composição (incluindo os juros decorridos):
(unidade: milhares de euros)
* Inclui imóveis classificados na rubrica de “Activos não correntes detidos para venda” no montante de 6.572 milhares de euros.
1. Risco de Taxa de Juro
O Risco de Taxa de Juro está presente nos activos de rendimento fixo e nos passivos, na medida em que existe um desfasamento no seu valor e maturidade. Reflecte o risco associado às perdas resultantes de movimentos adversos na curva de taxa de juro.
O controlo e monitorização deste risco são efectuados pela Direcção Financeira e pelo Departamento Actuarial.
No final de 2010, o montante investido no mercado obrigacionista representava 82,4% dos activos da Companhia, ou seja, 431.531 milhares de euros e a duração média da carteira (sensibilidade de McCaulay)
era de 4,65. A sensibilidade da carteira de activos às variações da curva de taxa de juro encontra-se no quadro abaixo.
(unidade: milhares de euros)
2. Risco de Spread
O Risco de Spread resulta de uma variação desfavorável no valor de uma obrigação devido ao alargamento do spread de crédito face à curva de taxa de juro sem risco.
Esta situação é mais proeminente nas obrigações emitidas por emissores privados. A exposição a este tipo de obrigações representa cerca de 48% da carteira obrigacionista, mas cujo rating mínimo aceite é BBB. A política de investimentos definida tem como objectivo minimizar o efeito deste risco na carteira obrigacionista, através do estabelecimento de apertados critérios de selecção relativamente aos investimentos a efectuar.
No quadro seguinte encontra-se a análise de sensibilidade efectuada.
(unidade: milhares de euros)
3. Risco de Acções
O Risco de Acções decorre da possibilidade de se verificarem perdas mediante movimentos desfavoráveis no preço de mercado das acções.
No final de 2010, o montante investido no mercado accionista representava 6,6% dos activos da Companhia, o que equivale a 34.899 milhares de euros. A exposição ao mercado accionista inclui não apenas o investimento directo, mas também a exposição através fundos de investimento compostos maioritariamente por acções.
No quadro seguinte encontra-se a análise de sensibilidade efectuada.
(unidade: milhares de euros)
4. Risco Cambial
5. Risco Imobiliário
O Risco Imobiliário reflecte as variações adversas dos preços no mercado imobiliário. Encontram-se expostos a este risco os imóveis e os fundos de investimento detidos, que representam 3,1% da totalidade de carteira de activos (16.661 milhares de euros)
Foi efectuada a seguinte análise de sensibilidade:
(unidade:milhares de euros)
Mais informamos que os imóveis da Groupama Vida foram avaliados no decorrer do ano de 2009, por avaliador independente e em 2010 por modelos internos (ver Nota1).
6. Risco de Concentração
O Risco de Concentração representa o risco adicional de uma carteira devido à elevada exposição a um emissor, sobre o qual existe um risco de incumprimento. A exposição aos diversos sectores de actividade encontra-se distribuída do seguinte modo:
(unidade: milhares de euros)
Foi efectuada a seguinte análise de sensibilidade:
(unidade: milhares de euros)
7. Risco de Crédito
O Risco de Crédito corresponde à possibilidade de ocorrência de perdas financeiras decorrentes do incumprimento do cliente, ou contraparte, relativamente às obrigações contratuais. O Risco de Crédito encontra-se essencialmente presente na carteira de investimentos. No entanto, as dívidas a receber resultantes de cobranças e resseguro também estão expostas a este tipo de risco.
A política de investimentos estabelece critérios de rating de elevada qualidade, de modo a mitigar este risco. Por outro lado, é efectuada uma gestão permanente das carteiras de títulos, existindo uma grande interacção entre a Direcção Financeira e os gestores dos activos financeiros. De modo a intensificar o controlo e monitorização deste risco, tem-se verificado uma melhoria contínua ao nível de desenvolvimento e utilização de ferramentas de avaliação e também ao nível dos procedimentos e circuitos de decisão.
(unidade: milhares de euros)
8. Risco de Liquidez
O Risco de Liquidez resulta na possibilidade de ocorrência de custos adicionais, motivadas quer pela falta de liquidez para fazer às responsabilidades para com os tomadores de seguros e outras contrapartes, quer pela dificuldade de alienação de investimentos ou outros activos.
A gestão de liquidez efectuada tem como objectivo manter um nível satisfatório de disponibilidades para fazer face às suas necessidades financeiras no curto, médio e longo prazo.
O gráfico seguinte demonstra que o valor dos prémios futuros (incluindo produção nova), adicionado dos cupões e reembolsos das obrigações é suficiente para fazer face aos custos e prestações sem existir necessidade de vender activos.
(unidade: milhares de euros)
Os riscos de mercado, em 2010, foram apurados com base no QIS5, enquanto que em 2009 foram feitos testes de sensibilidade isolados por cada classe de activos, pelo que os valores das analises de sensibilidade obtidos não são comparáveis.
9. Risco Operacional
O Risco Operacional traduz-se, genericamente, na eventualidade de perdas resultantes da inadequação ou falha nos procedimentos internos, pessoas, sistemas ou eventos externos. Está associado a eventos como
fraudes, falhas de sistemas, e ao não cumprimento de normas e regras estabelecidas. Inclui ainda o risco resultante de falhas no governo da sociedade, nos sistemas, nos contratos de prestação de serviços em outsourcing e no plano de continuidade do negócio.
A Groupama Vida, por questões práticas, decidiu abordar este risco por sub-riscos. Apresentamos de seguida os que para nós são mais relevantes:
Risco de fraude interna; Risco de fraude externa;
Risco de branqueamento de capitais;
Risco de má conduta profissional perante o cliente; Risco de falha dos sistemas.
Quando os procedimentos falham, os riscos operacionais podem resultar em risco legal (não cumprimento das obrigações legais), risco financeiro, ou até mesmo risco de reputação.
Para gerir o Risco Operacional, a Groupama Vida definiu os processos operacionais significativos sugerindo melhorias, tais como a eliminação de actividades redundantes, segregação de funções, controlo de acessos, responsabilização e motivação dos colaboradores, entre outros, com o objectivo de tornar os processos mais eficazes através do aumento de confiança pelo sistema de controlo interno e consequente mitigação do risco operacional.
Como actualmente não dispomos de meios apropriados para registar quantitativamente os eventos que resultam em perdas financeiras, a nossa quantificação para o risco operacional será o resultado obtido no QIS 5.
Usando a fórmula do CEIOPS para o QIS 5, no final de 2009 o risco inerente ao negócio vida representava 10,8 % do total dos riscos.
4.4. Indicação da quantia de perdas por imparidade reconhecida e a quantia de perdas por imparidade revertida durante o período relativamente a activos de resseguro e das razões que suportam essa imparidade.
4.5. Prestação de informação qualitativa relativamente à adequação dos prémios e à adequação das provisões.
Adequação e suficiência dos prémios
As tarifas comercializadas pela Companhia nos Seguros de Vida ligados, ou não ligados, a Fundos de Investimento, são calculadas de acordo com os formulários apresentados nas respectivas “Notas Técnicas” e de acordo com as Tábuas de Mortalidade e Taxas Técnicas de Juro, indicadas no Relatório do Actuário Responsável.
Adequação e suficiência das provisões técnicas
Ver Nota 4.1. d)
4.6. Informação qualitativa e quantitativa acerca dos rácios de sinistralidade, rácios de despesas, rácios combinados de sinistros e despesas e rácio operacional (resultante da consideração dos rendimentos obtidos com investimentos afectos aos vários segmentos), calculados sem dedução do resseguro cedido.
O rácio de sinistralidade é obtido dividindo os custos com sinistros pelos prémios brutos emitidos.
O rácio de sinistralidade reduziu no exercício 6 pontos percentuais, atingindo o valor de 56% (2009: 62%), devido essencialmente ao aumento dos prémios brutos emitidos.
Sinistros por tipo / Total de sinistros:
(unidade: euros)
O rácio de sinistralidade do resseguro cedido é obtido dividindo os custos com sinistros de resseguro pelos prémios cedidos, tendo atingido em 2010 o valor de 19,60% (2009: 23,64%).
Outros rácios:
NOTA 5. Passivos Financeiros
Indicação, por modalidade e tipo de contratos de seguro e operações classificados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento, de:
Em 31 de Dezembro de 2010, a Companhia tinha registado no seu Passivo Financeiro os seguintes montantes relativos a produtos de capitalização com taxa fixa garantida, e sem participação nos resultados, os quais, segundo a IFRS4, são contabilizados como contratos de investimento:
a) Quantia escriturada no início e fim do período;
(unidade: euros)
d) Rendimentos e gastos incluídos na conta de ganhos e perdas;
Na rubrica de “Passivos financeiros da componente de depósito de contratos de seguros e de contratos de seguro e operações considerados para efeitos contabilísticos como contratos de investimento” a Companhia tem registado o montante de 1.601.958 euros (2009: 1.577.461 euros) referente à componente de depósito de contratos unit linked com risco de seguro (ver nota 4.1 d) iii).
Além dos valores acima mencionados, faziam também parte dos passivos financeiros da empresa os seguintes contratos de derivados:
(unidade: euros)
Em 2010 a Companhia procedeu à reclassificação dos contratos de derivados no montante de -1.026.835 euros para a rubrica de passivo financeiro. No ano de 2009 este instrumento financeiro encontrava-se classificado como activo financeiro e apresentava um valor de -917.511 euros.
NOTA 6. Instrumentos financeiros (que não sejam contratos de investimento)
Rubricas de balanço
6.1. Inventário de participações e instrumentos financeiros, de acordo com o modelo apresentado no Anexo 1.
6.4. Prestação de informação acerca de reclassificações, incluindo o impacto e a razão da reclassificação.
De acordo com o especificado na nota explicativa sobre as políticas contabilísticas seguidas pela Companhia, procedemos à reclassificação dos swaps de activos detidos para negociação para passivos financeiros.
6.7. Prestação de informação relativa à utilização de produtos derivados e à utilização de operações de reporte e de empréstimo de valores, tal como definido no normativo aplicável.
À data de 31 de Dezembro de 2010, a Companhia tinha em vigor três contratos de swaps de taxa de juro, em duas carteiras, de acordo com o mapa seguinte:
O Justo Valor dos swaps, à data de 31 de Dezembro de 2010 era o seguinte:
(unidade: euros)
Em 2010 foi realizada uma reclassificação dos swaps de activos detidos para negociação para passivos financeiros, em virtude do valor dos mesmos ser negativo, e pelo facto da Companhia entender que esta reclassificação é mais apropriada.
Justo Valor
6.11. Descrição relativa ao apuramento do justo valor, designadamente:
a) Dos métodos e, quando for usado um método de avaliação, dos pressupostos aplicados na determinação do justo valor de cada classe de activos financeiros e de passivos financeiros;
Activos financeiros
O justo valor é baseado em preços de cotação em mercado, quando disponíveis e, quando na ausência de cotação (inexistência de mercado activo), é determinado com base na utilização de preços de transacções recentes, semelhantes e realizadas em condições de mercado ou com base em metodologias de avaliação disponibilizadas por entidades especializadas, baseadas em técnicas de fluxos de caixa futuros descontados considerando as condições de mercado, o efeito do tempo, a curva de rentabilidade e factores de volatilidade.
Passivos financeiros
Os passivos financeiros que se encontram apresentados nas demonstrações financeiras da Companhia dizem respeito a operações de capitalização (valorizadas ao custo amortizado), à componente de depósito do produto unit linked comercializado pela Companhia (valorizado ao justo valor por ganhos e perdas) e por passivos financeiros relativos a produtos derivados. O método de determinação do justo valor encontra-se já acima descrito (Activos Financeiros).
6.12. Para as classes de activos financeiros e de passivos financeiros não valorizados a justo valor:
a) Nos casos em que não podem ser mensurados com fiabilidade, indicação da sua não divulgação, referindo a causa;
A Companhia tem na sua carteira de activos o título “Sociedade Franco-Portuguesa Comunicação”, o qual se encontra valorizado, de acordo com a IAS 39, ao valor de aquisição (50 euros), atendendo a que o mesmo não se encontra cotado no mercado de capitais.
A participação que a Groupama Vida tem na Groupama Seguros, de 24,6 milhões de euros, encontra-se também valorizada ao custo de aquisição, com base em avaliação efectuada na altura da aquisição dessa participação financeira.
Os capitais próprios da Groupama Seguros não registaram alterações significativas a 31 de Dezembro de 2010, quando comparados com o ano anterior, pelo que não existe indícios que esta participação tenha imparidade.
b) Descrição dos instrumentos financeiros e das quantias escrituradas, bem como uma explicação da razão pela qual o seu justo valor não pôde ser mensurado com fiabilidade;
Ver alínea a).
c) Informação sobre o mercado existente para esses instrumentos e indicação sobre se e como a empresa de seguros pretende alienar os instrumentos financeiros;
A Companhia não pretende alienar os instrumentos financeiros referidos na alínea a) a curto prazo.
Natureza e extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros
6.16. Prestação de informação qualitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros, nomeadamente:
a) Exposição ao risco e a origem dos riscos e quaisquer alterações referentes ao período;
Ver Nota 4.3.
b) Objectivos, políticas e procedimentos de gestão de risco, os métodos usados para gerir esses riscos e quaisquer alterações referentes ao período.
Ver Nota 4.3.
6.17. Prestação de informação quantitativa que permita avaliar a natureza e a extensão dos riscos resultantes de instrumentos financeiros por cada tipo de risco.
a) A exposição ao risco e a origem dos riscos e quaisquer alterações referentes ao período;
Ver Nota 4.3.
b) A quantia que melhor representa a exposição máxima ao risco de crédito à data de relato sem ter em consideração quaisquer garantias detidas ou outras melhorias da qualidade de crédito, assim como, descrição das garantias colaterais detidas a título de caução e outras melhorias da qualidade de crédito, informação acerca da qualidade de crédito de activos financeiros que não estejam vencidos nem em imparidade e a quantia escriturada de activos financeiros cujos termos foram renegociados e que, caso contrário, estariam vencidos ou em imparidade;
c) Análise da maturidade dos activos financeiros vencidos à data de relato mas não em imparidade, assim como, dos activos financeiros individualmente considerados em imparidade à data de relato, descrevendo designadamente os factores que a entidade tomou em linha de conta na determinação dessa imparidade e descrição das garantias colaterais detidas pela entidade a título de caução e outras melhorias da qualidade de crédito e, salvo se impraticável, uma estimativa do seu justo valor;
Os factores que a Companhia tomou em linha de conta na determinação da imparidade encontram-se definidos na Nota 3.1.e) iv.
Os activos em imparidade à data de relato, decompõem-se da seguinte forma:
Caso os critérios de imparidade não tivessem sido alterados, verificar-se-ia uma imparidade adicional de 3.220.550 euros.
e) Análise da maturidade dos passivos financeiros que indique as maturidades contratuais restantes e uma descrição da forma como a empresa gere o correspondente risco de liquidez;
A política de investimentos das Operações de Capitalização tem por objectivo mitigar os riscos inerentes a este tipo de produtos, optimizando a adequação entre a estrutura do activo e a estrutura do passivo. Deste modo, no final de 2010, a carteira de investimentos dos produtos de capitalização tinha um valor de 7.336 milhares de euros, apresentando o mesmo horizonte temporal que as responsabilidades, avaliadas em 6.503 milhares de euros.