18.1.1 Tributação da Sociedade no Luxemburgo
Em conformidade com a legislação e prática actuais no Luxemburgo, a Sociedade não está sujeita ao imposto sobre o rendimento no Luxemburgo e os dividendos pagos pela Sociedade não estão sujeitos à retenção na fonte. Em conformidade com a legislação e prática actuais no Luxemburgo, as mais-valias realizadas do património da Sociedade não estão sujeitas ao imposto sobre ganhos de capital. A Sociedade está, no entanto, sujeita no Luxemburgo a um imposto anual à taxa de 0,05% do Valor Líquido Global de todos os seus Subfundos. A taxa do imposto é de 0,01% relativamente às classes de participações reservadas aos investidores institucionais. Este imposto é devido trimestralmente com base no Valor Líquido Global dos Subfundos, calculado no final do trimestre ao qual se refere o imposto. Estão isentos deste imposto anual desde 1 de Janeiro de 2011 os Subfundo, (i) cujas participações estejam cotadas em pelo menos uma bolsa de valores ou sejam negociadas num mercado regulamentado e reconhecido, aberto ao público e cujo modo de funcionamento seja regular, e (ii) cujo único objectivo seja a reprodução da valorização de um ou vários índices. Em caso de várias classes de participação de um Subfundo, a isenção aplica-se apenas às classes que obedeçam à condição acima mencionada (i). Sem prejuízo de critérios adicionais ou alternativos que possam ser especificados através de regulamentações, é necessário que o índice tomado como referência na condição (ii) represente uma base de referência para o Mercado ao qual ele se destina, e que seja publicado de forma conveniente. No Luxemburgo não são devidos quaisquer impostos sobre as operações de bolsa ou quaisquer outros impostos relativamente à emissão das participações da Sociedade, à excepção de uma taxa única no valor de 1.250,00 euros, paga aquando da constituição.
18.1.2 Tributação dos participantes no Luxemburgo
Em conformidade com a legislação e prática actuais no Luxemburgo, os participantes de participações de uma SICAV no Luxemburgo não estão sujeitos a quaisquer impostos sobre ganhos de capital, impostos sobre o rendimento, impostos sobre operações com valores mobiliários ou a qualquer retenção na fonte pela detenção, venda, compra ou resgate das suas participações. As derrogações aplicam-se essencialmente aos participantes com domicílio, domicílio fiscal, estabelecimento estável, representação permanente ou estabelecimento permanente no Luxemburgo, a determinados participantes ex-residentes no Luxemburgo, a participantes que detenham uma participação significativa, isto é, que detenham juntamente com familiares uma participação directa ou indirecta de, pelo menos, 10% numa SICAV e que obtenham mais-valias sobre as participações da SICAV, no prazo de seis meses a contar da sua aquisição, ou ainda a participantes sujeitos às disposições da directiva 2003/48/CE do Conselho da União Europeia ("Directiva da Poupança da UE").
A Directiva da Poupança da UE encontra-se em vigor desde 1 de Julho de 2005. Nos termos desta directiva, qualquer Estado-Membro é obrigado a prestar informações às autoridades fiscais de outro Estado-Membro sobre o pagamento de juros e quaisquer rendimentos similares, que tenham sido pagos na sua jurisdição a
qualquer outra pessoa singular ou a organismos domiciliados nesse outro Estado- Membro, na acepção da Directiva da Poupança da UE.
Durante um período transitório, a Áustria, Bélgica e o Luxemburgo poderão utilizar um sistema de informação opcional. Este sistema prevê que o Estado- Membro aplique uma retenção na fonte sobre os pagamentos a um proprietário económico, caso este não satisfaça as condições de um de dois processos de informação. O sistema de retenção na fonte aplica-se durante um período transitório: a taxa do imposto é de 20% de 1 de Julho de 2008 a 30 de Junho de 2011 e de 35% a partir de 1 de Julho de 2011. O período transitório teve início a 1 de Julho de 2005 e termina no final do primeiro ano fiscal concluído subsequente à data em que determinados países não pertencentes à UE consintam na troca de informações sobre tais pagamentos. A Bélgica terminou antecipadamente o período de transição acima mencionado e participa desde 1 de Janeiro de 2010 no intercâmbio de informações.
A retenção na fonte pode ser aplicada nos termos da Directiva da Poupança da UE, caso sejam efectuados “pagamentos de juros” pelo agente pagador na acepção da Directiva da Poupança da UE a uma pessoa singular ou a organismos domiciliados noutro Estado-Membro na acepção da mesma directiva. O conceito de “pagamentos de juros” na acepção da Directiva da Poupança da UE é bastante amplo e abrange, em determinadas condições, igualmente as distribuições e mais- valias dos fundos de investimento.
A Directiva da Poupança da UE não é, todavia, aplicável ao resgate de participações, desde que o investimento directo ou indirecto de cada Subfundo em títulos de dívida, na acepção da mesma directiva seja, no máximo, de 40%.
A Directiva da Poupança da UE também não é aplicável a distribuições, desde que o investimento directo ou indirecto de cada Subfundo em títulos de dívida, na acepção da mesma directiva seja, no máximo, de 15%.
As considerações supramencionadas baseiam-se nas leis actualmente em vigor e na prática administrativa, podendo sofrer alterações em qualquer altura.
Os potenciais participantes deviam esclarecer e, se necessário obter aconselhamento, relativamente às leis e disposições (por exemplo, em matéria de tributação e controlos de divisas) aplicáveis no país da sua nacionalidade, do seu domicílio fiscal ou do seu domicílio para a subscrição, compra, detenção e resgate de participações, bem como em relação aos efeitos da Directiva da Poupança da UE sobre o seu investimento.
18.2 Custos suportados pela Sociedade 18.2.1 Taxa global
Cada Subfundo paga uma taxa global mencionada no respectivo Anexo, a qual poderá divergir para as diferentes classes de participações de um Subfundo. Esta taxa global é dividida pela sociedade gestora e imediatamente paga pela mesma ao banco depositário e/ou aos respectivos prestadores de serviços. A taxa global é calculada com base na média do Valor Líquido Global diário da classe de participações do respectivo Subfundo e é paga mensal ou trimestralmente, com referência ao mês/trimestre anterior.
A taxa global engloba igualmente outros custos, taxas e encargos (à excepção das despesas mencionadas em "Outros custos e despesas não incluídos na taxa global de um Subfundo" que ficam excluídos da taxa global), incorridos no âmbito das actividades normais do Subfundo (“custos regulares do Subfundo”). Assim sendo, os custos regulares do Subfundo incluídos na taxa global abrangem, por exemplo: despesas com serviços jurídicos e de auditoria normais para questões quotidianas; a elaboração e impressão dos relatórios destinados aos participantes, das informações essenciais aos investidores e do Prospecto (incluindo todas as adaptações e aditamentos), dos relatórios de gestão e brochuras informativas, incluindo todas as despesas com traduções; todas as remunerações e despesas razoáveis dos administradores; as taxas de registo correntes e demais despesas das autoridades de supervisão nas diferentes jurisdições; seguros e custos com a publicação do Valor Líquido Global indicativo por participação durante um dia de mercado e do Valor Líquido Global diário por participação, bem como os encargos e despesas em numerário incorridos pelos prestadores de serviços.
A taxa global inclui ainda os seguintes custos e taxas: as despesas de constituição que não tenham sido amortizadas, as comissões correntes de sublicenças (“Comissões correntes dos índices”) que a Sociedade é obrigada a pagar à sociedade gestora, todos os impostos e outras despesas de natureza fiscal que podem vencer a cargo da Sociedade, por exemplo e caso aplicável, o imposto anual no Luxemburgo (a “taxe d’abonnement”) e/ou os custos e comissões necessários à manutenção da cotação das participações de um Subfundo numa bolsa de cotação ou em qualquer outra cotação (“Custos correntes de cotação”). 18.2.2 Outros custos e despesas não incluídos na taxa global
A Sociedade incorre ainda em outros custos que não estão incluídos na taxa global e que a Sociedade terá, eventualmente, de pagar dos activos da respectiva classe de participações ou do respectivo Subfundo (“Outros Custos”). A taxa global não inclui, por exemplo:
• o imposto sobre o valor acrescentado eventualmente aplicável ou contribuições semelhantes sobre vendas e prestações de serviços a cargo da Sociedade (“IVA”) (impostos semelhantes ou contribuições fiscais, “Outros impostos e contribuições de natureza fiscal”),
• quaisquer custos e despesas resultantes da compra e venda de valores mobiliários ou de outros investimentos de um Subfundo, por exemplo, comissões de corretagem e comissões de correspondentes a título da transmissão de valores mobiliários ou de outros activos (“Custos de transmissão”),
• quaisquer custos e comissões incorridos fora das actividades normais de um Subfundo (por exemplo, custos com consultoria jurídica incorridos sempre que um Subfundo reclama um crédito ou que se defenda contra a reclamação de um crédito) (“Custos extraordinários”).
O montante total desses outros custos (denominados “outros custos limitados”), imputados a uma classe de participações ou um Subfundo, não poderá exceder 0,05% (ou seja, 5 pontos de base) do Valor Líquido Global do respectivo Subfundo. Caso os outros custos limitados excedam o montante máximo, a sociedade gestora suportará os custos adicionais.
Os custos e despesas a suportar pela Sociedade são repartidos pelas diferentes classes de participações e Subfundos nos termos do Artigo 10º dos estatutos. Caso seja aplicável o IVA sobre a taxa global ou sobre outras taxas a pagar pela Sociedade, o mesmo será suportado pela Sociedade, acrescido dos outros custos limitados.
18.2.3 Pagamentos da taxa global
O agente distribuidor pode comprometer-se contratualmente a reembolsar um participante autorizado, um subagente distribuidor ou eventualmente um agente de vendas dos pagamentos da sua percentagem na taxa global ou a providenciar o envio para os mesmos de uma parte de tais pagamentos. A selecção das pessoas com as quais esses contratos podem ser celebrados e as condições desses contratos ficam ao critério das partes, à excepção da condição aplicável a todos os contratos segundo a qual não podem resultar desta forma quaisquer obrigações ou responsabilidades de qualquer natureza para a Sociedade.
18.2.4 Reembolsos, Soft Commissions
A Sociedade não recebe quaisquer reembolsos das taxas globais dos Subfundos repartidas pela sociedade gestora e pagas ao banco depositário e/ou aos respectivos prestadores de serviços. Além disso, a Sociedade não recebe quaisquer comissões em espécie (soft commissions).
18.2.5 Rácio de despesas totais (“Total Expense Ratio”)
No relatório anual serão divulgados os custos incorridos pela Sociedade (taxa global e outros custos) a nível dos Subfundos, sendo afectados ao rácio do volume médio do Subfundo (“Total Expense Ratio” – TER). Este rácio de despesas totais é determinado respectivamente para o exercício fiscal transacto. Os custos de transacção são considerados no rácio de despesas totais.
19. INFORMAÇÕES PARA OS PARTICIPANTES
19.1 Relatórios e publicações periódicos
Os relatórios para os participantes relativamente ao exercício fiscal transacto, auditados de acordo com os princípios contabilísticos aplicáveis no Luxemburgo, encontram-se disponíveis na sede da Sociedade e no agente gestor, o mais tardar quatro meses a contar do fecho do exercício fiscal da Sociedade e poderão ser consultados pelos participantes, o mais tardar oito dias antes da assembleia geral. Além disso, estarão disponíveis na sede da sociedade os relatórios de contas semestrais não auditados, no prazo de dois meses após o fecho do semestre fiscal. A Sociedade pode igualmente colocar à disposição dos participantes e potenciais investidores uma versão resumida dos relatórios acima mencionados, a qual não incluirá uma lista exaustiva dos valores mobiliários detidos pelos diferentes Subfundos. Nesses relatórios anuais resumidos e relatórios semestrais não auditados é sugerido o envio, a pedido das pessoas interessadas, de um exemplar gratuito da versão integral destes documentos.
19.2 Documentos disponíveis para consulta
Poderão ser consultadas gratuitamente fotocópias dos documentos abaixo mencionados nos dias úteis na sede da Sociedade, onde estão igualmente disponíveis para consulta fotocópias do presente Prospecto, das informações essenciais aos investidores e dos Relatórios de Contas:
(i) os estatutos da Sociedade,
(ii) os estatutos da Sociedade Gestora,
(iii) o contrato com o Banco Depositário,
(iv) o contrato com o Agente Gestor e
(v) o contrato ou os contratos celebrados entre a Sociedade, a Sociedade Gestora e o(s) Gestor(es) Financeiro(s).