• Nenhum resultado encontrado

INFORMAÇõES GERAIS

No documento RELATÓRIO E CONTAS 2010 (páginas 46-48)

E CONTA DE GANHOS E PERDAS

1. INFORMAÇõES GERAIS

1.1 DOMICÍLIO E FORMA JURÍDICA DA EMPRESA DE SEGUROS, O SEU PAÍS DE REGISTO

E O ENDEREÇO DA SEDE REGISTADA.

A Zurich – Companhia de Seguros Vida, S.A. (adiante designada por Zurich Vida ou Companhia) é uma empresa do Grupo Segurador Multinacional Zurich Financial Services, tendo resultado da redenominação da Companhia de Seguros Eagle Star Vida, S.A., a qual se fundiu legalmente com a DB Vida-Companhia de Seguros de Vida, S.A., por referência a 1 de Janeiro de 2003.

Paralelamente à fusão, foi também concentrada a actividade desenvolvida pela Sucursal do Grupo Zurich Financial Services, denominada Zurich Life Insurance Company LTD Agência Geral em Portugal. Esta operação foi efectuada através de aumento de capital efectuado pela Companhia de Seguros Eagle Star Vida, S.A., por entrada de activos e passivos realizada pela Zurich Life Insurance Company, mediante a transferência da totalidade do património afecto à Sucursal, por referência a 1 de Junho de 2003.

A Zurich – Companhia de Seguros Vida, S.A. resulta assim de um processo de integração do Grupo Zurich Financial Services, no qual se unificaram as estruturas societárias existentes em Portugal, com o objectivo de obter sinergias e de dotar de maior eficácia a penetração no mercado segurador.

A Companhia encontra-se registada em Portugal, tendo a sua sede na Rua Barata Salgueiro, n.º 41 – 1269-058 Lisboa.

1.2 DESCRIÇÃO DA NATUREZA DO NEGÓCIO DA EMPRESA DE SEGUROS

E DO AMBIENTE EXTERNO EM QUE OPERA.

A Companhia dedica-se ao exercício da actividade de seguros para o ramo Vida para o qual obteve a devida autorização do Instituto de Seguros de Portugal.

Anexos

45 A envolvente económica global, desde o início da crise financeira internacional que se iniciou em Agosto de 2007, com o seu período mais crítico entre Setembro de 2008 e Março de 2009, degradou-se rapidamente com forte impacto negativo na economia real que se estendeu ao corrente ano, nomeadamente na Europa cuja recuperação se tem demonstrado mais lenta.

Embora os mercados financeiros permaneçam voláteis, a economia real deu sinais de melhoria em alguns sectores, tendo sido impulsionada pelas exportações, na sequência da retoma do comércio mundial. Não obstante, as incertezas mantêm-se. Os períodos de confiança renovada no retorno ao crescimento têm alternado com reveses, nomeadamente devido aos riscos associados ao mercado das dívidas soberanas. As economias europeias

confrontam-se com a necessidade de proceder a importantes ajustamentos. No início de 2010, temores com relação a uma crise da dívida soberana de vários países da Área do Euro, como Grécia, Espanha, Irlanda, Portugal e Itália, levaram a uma crise de confiança e ao consequente aumento dos títulos e do seguro para cobertura de risco dos

swaps de credit default para esses países.

O Conselho do Banco Central Europeu decidiu manter inalteradas, durante o ano de 2010, a taxa de juro oficial aplicável às operações principais de refinanciamento, em 1,0%. Existe alguma evidência de uma pressão ascendente sobre o nível de preços no curto prazo sobretudo devido à componente energética, mas o crescimento dos preços deverá manter-se em linha com a estabilidade de preços no horizonte relevante para a condução de política monetária.

No mercado monetário do euro, as taxas de juro Euribor permaneceram estáveis durante a primeira metade do ano de 2010 e registaram uma tendência crescente durante a segunda metade do ano. A média anual foi de 0,57%, 0,81%, 1,08% e 1,35% para os prazos de 1, 3, 6 e 12 meses respectivamente. A média de Dezembro de 2010 do prazo de 12 meses, à qual se indexa a taxa garantida das soluções financeiras da Zurich Vida em comercialização, para o ano de 2011 é de 1,22%

O sector financeiro ainda não regressou às condições normais e há que sublinhar as situações de vulnerabilidade e dependência do apoio estatal. As condições de crédito ainda não voltaram à normalidade e em alguns Estados-Membros as dívidas das famílias e das empresas continuam a ser excessivas. Em 2010, o PIB da Área do Euro (AE) deverá apresentar um aumento em termos homólogos real de 1,7% (em 2009 tinha apresentado uma quebra de 4,5%). Em Dezembro de 2010, a taxa de desemprego da AE deverá situar-se nos 10% e a taxa de variação homóloga do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) na AE foi de 2,2% (1,9% em Novembro). Em termos médios anuais, a inflação na AE aumentou de 0,3% em 2009 para 1,6% em 2010. A variação média anual do IHPC excluindo bens energéticos situou-se a um nível abaixo do ano anterior (1,0% face a 1,2% em 2009).

Os dados provisórios publicados pelo Instituto de Seguros de Portugal (ISP) para o ano de 2010 revelam que o volume de produção de seguro directo em Portugal ascendeu a 16.342 milhões de euros, que representa um acréscimo de 12,5% relativamente ao verificado em 2009 e o equivalente a 9,5% do PIB Português. Este rácio, que exprime a penetração do seguro na economia, foi superior ao registado em 2009 (8,6%).

u.m: milhões euros Vida 9.369 6,9% 11.016 17,6% 10.384 -5,7% 12.173 17,2% Não Vida 4.381 0,5% 4.318 -1,4% 4.140 -4,1% 4.168 0,7% ToTal 13.750 4,8% 15.334 11,5% 14.524 -5,3% 16.342 12,5% PIB* 168.737 172.022 168.046** 172.615** Penetração 8,1% 8,9% 8,6% 9,5%

*Valores a preços corrente (base 2006) | **Estimativa Banco de Portugal Fonte: ISP

PRODUÇÃO DE SEGURO DIRECTO ACTIVIDADE

EM PORTUGAL 2007 07/06 2008 08/07 2009 09/08 2010 10/09

A evolução positiva dos prémios deveu-se ao comportamento do ramo Vida que registou um forte crescimento (+17,2%), enquanto os prémios do ramo Não Vida registaram um volume ligeiramente superior (+0,7%) ao registado no ano de 2009.

O crescimento no ramo Vida foi impulsionado pela procura de contratos com capital e taxa garantida, que registaram +33,3% do que no ano anterior. Por outro lado, registou-se uma forte diminuição nos seguros ligados a fundos de investimento (-26,2%)

Relativamente aos ramos Não Vida, os que mais contribuíram para o aumento, contrariando a tendência dos últimos anos, foram o Automóvel, que representa 40%, o Doença e o Incêndio que conjuntamente representam 31%. A Zurich Vida apresentou em 2010 um crescimento inferior ao total do mercado (4,1%) pelo que diminuiu ligeiramente, relativo a 2009, a sua quota de mercado no ramo Vida – produção de seguro directo em Portugal - de 0,73% para 0,65%. Contudo, saliente-se o excelente crescimento da Zurich Vida nos seguros de risco puro de +8,9% que compara com o crescimento do mercado neste tipo de produtos de +1,3% (base: Estatísticas da APS: Associação Portuguesa de Seguradores). Nos contratos de seguro e de investimento de capitalização não Ligados o mercado registou um aumento muito significativo de 60% contudo concentrado em três entidades

de Bankassurance. Aliás, o crescimento total do mercado foi fortemente condicionado por estas três entidades, que sem estas, teria sido inclusive negativo (-1,5%).

No documento RELATÓRIO E CONTAS 2010 (páginas 46-48)