• Nenhum resultado encontrado

M inha perg u n ta final será: QUE NOS DIZ NOSSA FÉ NESTE MOMENTO?

No documento Um Ministério Ideal - Charles Spurgeon (páginas 32-38)

Em prim eiro lugar, ela afirma estar bem fundamentada.

D esejo p erg u n tar-lh es em palavras m u ito sim ples: seria o D eus vivo digno de confiança? Seria a onipotência digna de sua dependência dela? Seria justo que creiam na onisciência? Seria correto confiar na im utabilidade? Se eu trouxesse aqui o m elhor dos hom ens, cujo nom e fosse para vocês sinônim o da virtude, e se tivesse de aconselhar-lhes que lhe confiassem suas vidas, teria de falar com alento entrecortado, pois quem confiaria no ser hum ano? Ainda mais, se aqui estivesse Gabriel, o angélico m ensageiro de D eus, e nos dissesse que nos iria defender zelosam ente, é possível que eu vacilasse antes de

Fé afirm ar: “Filhos dos hom ens, repousem na força dos anjos e confiem no zelo dos serafin s!” M as quan d o m e refiro ao Pai, ao F ilh o encarnado e ao etern am en te ben d ito E spírito, quem se aventuraria a sugerir um lim ite à nossa confiança em D eus? Q ue arrazo ad o r nos acusará de in sen satez p o r confiar na Trindade D ivina?

Com o passar dos anos, sinto-m e m ais e m ais seguro das coisas que creio, não m eram ente - como alguns in sin u ariam - porque m e acostum o a dizê-las e p o rtan to penso que as creio, mas p o rq u e concordam com as m elhores experiências da m in h a alma. As vezes leio algum as das produções do gênio relacionadas com a frívola religião do pensam ento m oderno; no entanto, quando m eu corpo está enferm o ou o espírito se acha abatido, nada me satisfaz senão o evangelho do Senhor Jesus C risto, que para nossos pais foi a própria verdade de D eus; e creio que a d o u trin a que a experiência m ais ín tim a de um hom em confirm a no dia da provação, e do m om ento em que m ais se aproxim a de D eus, é para ele, sem qualquer dúvida, realm ente a verdade de D eus, totalm ente digna de sua confiança.

Q uando m e encontro com intelectuais, que m e reputam m ero pregador de palavras ocas, n u nca ten h o a im pressão de que ten h am d ireito a fazê-lo. N ão lhes concedo m in h a subm issão nem po r um a hora. Tenho de rep rim ir a propensão de olhá-los com su p erio rid ad e em vez de se n tir qu alq u er complexo de inferioridade. Para nós, as verdades do evangelho são certezas absolutas para as quais não desejamos tolerância, mas que exigim os subm issão.

Q uando lhes disserem que um sábio fez um a descoberta que contradiz as E scrituras, não se alarm em . Não pensem que se trata realm ente de um grande hom em , porém creiam que é apenas um idiota educado ou um néscio presunçoso. Se vocês d isp u serem de tem po p ara ler as obras dos céticos e ru d ito s , logo d e sc o b rirã o q ue suas afirm açõ es não são

UM M INISTÉRIO IDEAL, Vol. 2

fidedignas, suas deduções não são lógicas, suas inferências são m o n stru o sas e suas especulações loucas. Se alguém julga q u e m e e x p re sso de m o d o d e m a s ia d a m e n te e n é rg ic o , responderei que deve ser assim , pois creio que digo o que D eus m esm o avaliaria. Ele não aplicava term os suaves aos incrédulos jactanciosos. Q uando os considera, é para taxá-los de néscios. A expressão que sem pre usou, tan to no Velho Testam ento como no Novo, com referência aos ím pios, é: “D izendo-se sábios, tom aram -se loucos” . E quando ouço ao Pai celestial afirm ar que u m hom em é insensato, não me atrevo a p e n sa r que ele seja p ru d e n te . N ão pensem os de m aneira diferente da de Deus.

M esmo que possamos ser confundidos em argum entações, não podem os ser contestados na experiência, nem nos afastar daquilo que tem os provado e confirm ado da boa Palavra de Deus. Tampouco somos confundidos em nossa fé. Sabemos que está bem fundam entada, e portan to ouvim os o que ela nos diz: “N ão m e trate como se eu fosse um sonho. Não proclam e su a m e n sa g e m co m a le n to e n tr e c o r ta d o . A p re s e n te -a audazm ente, pois o que a contradiz é um em busteiro!” Se é de D eus, deve ser verdadeira. Não somos adeptos de um a igreja infalível que funde sua fé em sua p rópria autoridade, ou de um papa infalível que se reputa a im agem da verdade; se nos gloriássem os nisso, o m un d o teria razão em rir-se de nós; mas havendo aprendido a verdade de D eus po r revelação d iv in a , desafiam os o desprezo do m u n d o , e nem seq u er dizem os: “Com sua perm issão, cavalheiros?” Não, mas com sua perm issão ou sem ela, anunciam os o que D eus revelou.

E m se g u n d o lu g a r, n o ssa fé n o s d ir ig e a s e g u in te p e rg u n ta : “Já enganei algum a v e z a u m de vo cês?” Vou estender a interrogação. D eus apresentou a seu antigo povo a questão: “Tenho sido solidão para Israel?” Perm itam -m e que lhes interrogue: “O S enhor já lhes tem falhado? Tem-lhe dado as costas no dia da calam idade? Q uando se apoiaram

Fé no Seu braço, Ele tem Se revelado insuficiente?” Se D eus tem falh ad o , se Sua v erd a d e se to m o u em m e n tira p ara q u a lq u er u m de vocês, te stifiq u e -o , diga o qu e sucedeu. Mas se vocês não podem acusar ao Senhor de infidelidade p o rq u e d etestam tal p en sam en to , devido sua ex p eriên cia n eg ar isso, e n tão , irm ão s, sig am c re n d o , e c re iam m ais firm em ente; descansem m ais im p licitam en te no seu Deus sem pre fiel.

Em terceiro lugar, a fé tam b ém afirm a: “D á-m e maior margem. Confiem muito mais em seu D eus”. Até agora apenas e n tra m o s n a su p erfíc ie da fé; a água só nos ch eg o u aos tornozelos. Julgávam os que estava m u ito fria quan d o nos aventuram os a e n trar tem erosam ente; mas havendo chegado até ali, a acham os boa e agradável. Avancemos até que nos chegue ao peito, e ainda mais profundam ente. Bem -aventurado o hom em que chega até o fundo, nadando na corrente onde não existe o u tra esperança senão o seu D eus, e n em um a outra confiança nem ajudador senão o Invisível que sustenta todas as coisas. A fé clama: “P o n h a em m im sua confiança, filho m eu, p ara que eu lhe faça pregar m elhor. Seja m ais e m p re e n d e d o r e m a is o u sad o . N ão p e le je su a p ró p r ia b a ta lh a nas re u n iõ e s de ig re ja ; deix e-o com seu D eu s; d eposite confiança n E le em todas as coisas. N ão tem a ir fa la r à q u e le h o m e m in s o le n te ; eu lh e d a re i a p a la v ra oportuna para dizer-lhe. Confie em m im e aja com prudência, com o, tam b ém com zelo, e vá aos a n tro s dc vícios m ais tenebrosos. B usque os piores hom ens e pro cu re levá-los à salvação. Não há nada que você não possa fazer se tão-som ente confiar em D eu s”. Se fracassar, teu fracasso se origina em sua fé. O ar diz à águia: “P o n h a sua confiança em m im ; estenda as longas asas; eu lhe sustentarei até chegar ao sol; so m e n te p o n h a sua c o n fia n ç a em m im . R e tire o pé da rocha que está tocando debaixo de você. D istancie-se dela, e d e ix e-se s u s -te n ta r p elo e le m e n to in v is ív e l” . Irm ão s,

UM M INISTÉRIO IDEAL, Vol. 2

e rg a m -s e ta m b é m às a ltu r a s , p o is D e u s lh e s c o n v id a . Subam ! N ão têm n ad a a fazer senão c o n fiar n E le. U m a glória desconhecida descansa sobre Ele, e Seu, resplendor re p o u sa rá sobre os que a p re n d e m a c o n fia r p le n a m e n te nEle.

E a fé acrescenta (e com isto term ino): “Alimentem-me!

alim entem -m e!” A fé tem sido tudo para vocês; alim entem -se com o pão do céu. E la se a lim e n ta de C risto . C erto dia observei um grupo de preciosos fetos n u m a gruta, do teto da q u al c o n tin u a m e n te d e stila v a u m a ch u v a c ris ta lin a , fresca e clara; aqueles fetos estavam sem pre viçosos e belos, p o rq u e as suas fo lh a s e sta v a m s e m p re b a n h a d a s pelas g otas re fre s c a n te s. M esm o e sta n d o n a época em que o verde era escasso, aqueles fetos perm aneciam com um a cor d e b e le z a a d m irá v e l. C o m e n te i com o a m ig o q u e m e acom panhava que eu desejava viver sob o gotejar incessante da graça, p e rp e tu am e n te b an h ad o e regado na com unhão tran sb o rd an te de D eus. Isso faz com que u m hom em esteja ch eio de fé. N in g u é m in d a g a se M oisés p o ssu ía fé, pois p erm an eceu q u a re n ta dias no m o n te com D eus; e se nós m anterm os com unhão com Ele, jam ais duvidarem os; pelo c o n trá rio , crerem o s. A lim e n te m a fé com a v e rd a d e de D eus, mas especialm ente com Aquele que é a Verdade.

R ogo ao S e n h o r q ue e n c h a o C olégio dos P a sto re s dessa fé. Q ue sejamos confirm ados e estabelecidos; consoli­ dados com as bênçãos do pacto da graça, e estabelecidos na rocha. L em brem -se que dependem os agora inteiram ente da nossa fé; é dem asiado tard e p ara desistirm os. Estam os na situação do p ereg rin o de B unyan - temos que avançar.

H á m uitos perigos diante de nós; aproxim am o-nos do vale da so m b ra da m o rte ; as flech as dos in im ig o s p assarão em ab u n d ân cia p e rto de nós ao atravessarm os os lugares escuros. E penoso prosseguir, po rém não podem os re tro ­ ceder, pois não tem os proteção para as costas. Suponham os

Fé que recorrêssem os ao raciocínio hum ano, ren u n cian d o aos fundam entos da nossa fé; que nos restaria? D e m in h a parte, não teria outra alternativa senão tom ar a corda de Judas e p ô r fim à vida desgraçada, pois só m in h a fé a tom a digna de ser v iv id a. Se não tiv esse fé, p e d iria p e rm issã o p ara m o rrer; perecer seria m e lh o r do que viver se todas estas coisas, afinal, fossem um a ilusão enganosa. U rge avançar, p o rq u a n to o m ais arriscad o p ara os irm ãos deste Colégio seria pen sar em to m ar atrás. A lguns se separaram de nós; não posso ju lg a r seus corações, m as receio que tam b ém se afastaram de D eus. N ão vou d izer m ais do que isso - p o ré m n ã o d u v id o q u e s e ria m as ú ltim a s p e sso a s qu e in v e ja ría m o s, se c o n h ecêssem o s to d a a sua h is tó ria . Se

ex istem h om en s qu e p o ssu em, m e sm o nesta vida, o evidente sinal da reprovação divina, têm que ser os que conhecem a verdade e a defendem , e depois, p o r am bição de lucro ou vantagem , a abandonam . Tudo que eu pod eria dizer a seu respeito é: “D eus ten h a m isericórdia deles!”

B em , irm ã o s , e sta m o s c o m p ro m e tid o s a c o n tin u a r avançando sem cessar; não podem os retroceder, nem jamais nos desviarm os para a direita ou para a esquerda. Q ue faremos, pois? C airem os ou nos desesperarem os? N unca! No nom e do Senhor levantem os novam ente o estandarte real de Jesus, o crucificado. Toquem os alegrem ente as trom betas, e p ro s­ sigam os a m archa, não com o an d ar vacilante dos que sabem que p articip am de um a em presa m aligna, mas com o passo galhardo de hom ens cuja causa é divina, cuja guerra é um a cruzada. Coragem, irm ãos, eis que os anjos de Deus cam inham à nossa frente, e o D eus eterno em pessoa conduz a caravana. “O S enhor dos Exércitos está conosco; o D eus de Jacó é o nosso refúgio.” P ortanto, “não tem erem os, ainda que a terra seja rem ovida, ou se tra n sp o rte m os m ontes para o fundo do m a r” . O fé b e m -a v e n tu ra d a ! Q ue D eu s n os co n ced a mais dela, p o r am or a Cristo. Am ém .

2

A INDIVIDUALIDADE E O

No documento Um Ministério Ideal - Charles Spurgeon (páginas 32-38)