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INNOVATION IN EDUCATION A NEW PERSPECTIVE (OECD, 2014)

A inovação educacional é foco do estudo Educational research and innovation:

measuring innovation in education - a new perspective publicado em 2014 pela OECD. O estudo

traz o conceito de inovação educacional seguindo as definições de inovação do Manual de Oslo, cujo documento é também elaborado pela OECD. É dedicado à mensuração e interpretação de dados sobre inovação; descreve as dimensões da inovação educacional; sugere indicadores para medir a inovação na educação; e, ainda, apresenta o resultado de pesquisa realizada sobre as principais inovações identificadas em países que fazem parte da OECD, tais como Austrália,

Inglaterra, Hong Kong, Hungria, Indonésia, Israel, Itália, Noruega, Japão, Coreia, Holanda, Nova Zelândia, Ontário, Quebec, Rússia, Singapura, Eslovênia, Suécia e Estados Unidos.

As inovações apresentadas no ER&I são agrupadas em duas categorias: inovação em sala de aula e inovação em escola. Na primeira, são examinadas três dimensões: práticas de instrução; uso de recursos educacionais; e disponibilidade de recursos para o ensino. Na segunda, são investigadas três variáveis: programas especiais; práticas organizacionais e de recursos humanos; e relacionamento com os pais. Todos os indicadores são utilizados para mensurar a inovação na educação no nível do ensino fundamental, entretanto, o que chama a atenção são as dimensões sugeridas para a classificação da inovação no contexto da educação.

A inovação em sala de aula (ensino e aprendizagem) é geralmente a prática de educação mais difícil de mudar. A literatura sobre pesquisa e inovação mostra que, mudanças em sala de aula, muitas vezes não são afetadas pela reforma educacional. É importante medir a mudança nas práticas de sala de aula para verificar se os efeitos pretendidos por qualquer reforma e se esforços de desenvolvimento profissional, legislação ou pesquisa educacional se materializam nas práticas alteradas.

Já a inovação na escola é mais facilmente influenciada pela política educacional e pelos tomadores de decisão e, portanto, mais fácil de medir. Ela aborda práticas que afetam diretamente os alunos, por exemplo, por meio da provisão de programas especiais, ou indiretamente, a partir de novas práticas organizacionais e de gestão de recursos humanos e novas formas de se relacionar com os pais dos discentes.

A Figura 3 representa de maneira sucinta as dimensões da inovação educacional e as tendências para a inovação no ES, conforme proposta do estudo de OECD (2014), relacionados à inovação educacional.

Dimensões Tendências

Práticas de Instrução

Estilo do Ensino; Práticas de Instrução;

Organização em Sala de Aula; Métodos de Avaliação;

Uso de Recursos Uso de Livros Didáticos;

Uso de Computadores em Sala de Aula. Disponibilidade de Recursos para o

Ensino

Computadores; Internet.

Gestão Organizacional e RH

Avaliação comparativa;

Monitoramento de resultados acadêmicos;

Feedback de Resultados;

Avaliação e Contratação de Funcionários; Recrutamento e Retenção.

Colaboração entre Professores; Mecanismos de Feedback. Relacionamento Externo Relações com os Pais;

Promoção da Instituição. Figura 3 - Dimensões e tendências para a inovação no ES

Fonte: Elaborado pela autora com base em OECD, 2014.

3.3 A CONCEPTUAL MODEL FOR SERVICE INNOVATION EXCELLENCE FOR NON-GOVERNMENTAL HIGHER EDUCATION (NORUZY ET AL., 2017)

O estudo de Noruzy et al. (2017) desenvolve um modelo e identifica os fatores de excelência em inovação de serviços em IES não governamentais. Os autores destacam que as instituições não governamentais de ES estão menos inclinadas a inovar na prestação de serviços educacionais; as inovações feitas por essas instituições resultam de processos aleatórios, em vez de processos estratégicos e sistemáticos. Claramente, muitas dessas instituições de ensino carecem de uma estrutura sistemática, que lhes permita gerenciar as mudanças de forma eficaz, incentivar a inovação e alcançar resultados positivos (Noruzy et al., 2017).

Diante do aumento da concorrência entre IES as instituições devem rever seus processos tradicionais de prestação de serviços e usar ideias, processos e técnicas inovadoras para sobreviver no mercado educacional (Noruzy et al., 2017). Noruzy et al. (2017) entendem que a vantagem competitiva nesse mercado pode ser alcançada através de um modelo para a excelência em inovação de serviços, que eles desenvolvem levando em consideração as IES não governamentais.

O modelo foi identificado por meio de questões chave, embasadas na teoria de inovação de serviços, respondidas por especialistas da área. As cinco questões propostas foram: 1) Quais são as características e habilidades do gerente ou líder para lançar e fornecer serviços inovadores em instituições educacionais não governamentais? 2) Quais são as estratégias utilizadas pelas instituições não-governamentais de ES para atingir a excelência em inovação? 3) Quais são as características e competências dos funcionários (docentes e especialistas) no lançamento e fornecimento de serviços inovadores em instituições educacionais não governamentais? 4) Quais

são os processos ou etapas usados para realizar a inovação de serviços em uma organização não governamental? 5) Quais são os recursos usados para realizar a inovação de serviços em instituições educacionais não governamentais?

As questões identificaram as competências e características da liderança para a realização da excelência em inovação (visão de inovação, competência profissional, cultura de inovação, motivação, compromisso com a inovação e orientação para o mercado), as estratégias de inovação (criação de inovação, benchmarking, recrutamento de especialistas, joint venture e absorção de inovação), os temas para competências e características dos empregados (competência de tarefa, capacidade de aprendizagem, habilidades de pesquisa, intenção de inovação, conhecimento de informática, pensamento criativo e habilidades de trabalho em equipe), os temas para processos de excelência em inovação de serviços (avaliação do mercado, exploração de ideias, seleção de ideias, planejamento inovador, implementação piloto, comercialização e feedback) e os recursos para a realização da excelência em inovação de serviços (recursos financeiros, tecnologia, recursos humanos, infraestrutura e recursos informacionais).

O modelo proposto por Noruzy et al. (2017), representado pela Figura 4, possui cinco dimensões para a excelência na inovação em serviços no ES: competências para inovação, competências de liderança para inovação, estratégias para inovação, recursos para inovação e processos para inovação.

Dimensões Tendências

Competências para inovação

Competência de tarefa; Capacidade de aprendizagem; Habilidades de pesquisa; Intenção de inovação; Conhecimento de informática; Pensamento criativo; Habilidades de trabalho em equipe.

Competências de liderança para inovação

Visão de inovação; Competência Profissional;

Cultura de inovação; Motivação;

Compromisso com a inovação; Orientação para o mercado.

Estratégias para inovação

Criação de inovação; Benchmarking; Recrutamento de especialistas;

Absorção de inovação.

Recursos para inovação

Recursos Financeiros; Tecnologia; Recursos Humanos;

Infraestrutura; Recursos informacionais.

Processos para inovação

Avaliação do mercado; Exploração de ideias; Seleção de ideias; Planejamento inovador; Implementação piloto; Comercialização; Feedback

Figura 4 - Representação do modelo proposto para a excelência na inovação em serviços no ES Fonte: Elaborado pela autora com base em Noruzy et al (2017).

3.4 PRÁTICAS INOVADORAS DE GESTÃO NO CONTEXTO DAS

UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS: VALIDAÇÃO DA ESCALA PARA