O Estado do Paraná é um dos estados pioneiros na certificação pública de orgânicos através do O Instituto de Tecnologia do Paraná (TECPAR). Empresa pública de direito privado, com sede e foro na cidade de Curitiba, Estado do Paraná, Brasil, foi fundado em 1940 e vem, ao longo dos anos, desenvolvendo ações no sentido de proporcionar melhores condições ao desenvolvimento e à capacitação empresarial e institucional.
Com posição consolidada como pioneiro no apoio ao desenvolvimento tecnológico e industrial, o TECPAR atua em pesquisa, desenvolvimento e inovação, prestação de serviços tecnológicos às organizações e também no desenvolvimento e produção de imunobiológicos.
A credibilidade e o reconhecimento que conquistou junto ao meio empresarial, fez com que o TECPAR ampliasse sua área de atuação estruturando o serviço de avaliação da conformidade para atender à demanda das organizações interessadas, operacionalizado pelo TECPARCERT e que abrangem os seguintes programas acreditados pelo INMETRO:
− Certificação da produção integrada de frutas – PIF (maçã, pêssego, citrus, banana, mamão uva);
− Certificação de sistemas orgânicos de produção e processamento; − Certificação de unidades armazenadoras.
Toda a equipe que participa direta ou indiretamente do processo de certificação, firma com o TECPAR um termo de compromisso, intitulado “Código de Ética”, o qual contém questões de confidencialidade, conflito de interesses e regras de conduta.
Os valores praticados pelo TECPAR para a realização de certificação variam de R$ 4.500, 00 a R$ 5.500,00 por unidade de produção para o período de três anos.
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6 - Conclusão
A institucionalização da Agricultura Orgânica no mundo fez crescer o número de certificadoras que avaliam a conformidade orgânica dos produtos. A adoção dessa prática pelos pequenos produtores e agricultores familiares fica deficitada pelo custo dos serviços e pelo foco nos registros em vista a rentabilidade de atividade agrícola de pequena escala. Vimos que a certificação pública da agricultura orgânica no mundo acontece só na Dinamarca e é subsidiada na Alemanha, Itália e Reino Unido.
No Brasil, vimos que existem subsídios à certificação orgânica, e, certificadoras públicas isentam os agricultores familiares de algumas taxas. Entretanto, a parceria entre certificadoras públicas e organizações públicas de ATER, somado a formação de técnicos e produtores promove o desenvolvimento rural sustentável dos territórios. Atenção especial deve ser dada a simplificação dos processos e a divulgação das possibilidades junto ao público alvo.
A não divulgação dos preços dos serviços nos portais das organizações não contribui para a transparência necessária. A equivalência entre a regulamentação brasileira e outros países desafio para o comercio exterior dos produtos orgânicos brasileiros.
Contudo, ainda será necessário, no âmbito doméstico, grande investimento em divulgação desses mecanismos e em fomento à adesão, para que se amplie o número de produtores e organizações que atuam sob o amparo da regulamentação (ATER + formação de técnicos). Além disso, esforço significativo deverá ser feito para se observar sua implantação e ajustar procedimentos que possam ser simplificados. Outro desafio será a obtenção de equivalência entre a regulamentação brasileira e de parceiros comerciais de outros países, de forma a facilitar o comércio internacional desses produtos.
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