Mediante o diagnóstico efectuado e a consequente definição de Metas e Objectivos, importa salientar que a efectiva implementação deste Projecto Educativo decorrerá do contributo de todos os agentes educativos, assentando nas seguintes linhas orientadoras:
5.1. PROJECTO CURRICULAR DE ESCOLA
O Projecto Curricular da Escola (P.C.E.) é um documento de natureza pedagógica onde se formalizam as instruções/orientações do Conselho Pedagógico, em matéria curricular. O seu conteúdo é desenvolvido cumprindo as orientações estabelecidas no Projecto Educativo de Escola (P.E.E.), e prevê a avaliação dos objectivos aí delineados, através da concretização do P.C.E, sendo dirigido aos vários elementos da comunidade escolar.
As metas definidas para o P.E.E. desenvolvem-se em objectivos que se concretizam no P.C.E. Deste modo, se entendermos o P.E.E. como o documento portador da ideologia de escola, sem dúvida que o P.C.E. se transforma num instrumento de trabalho que corporiza esses valores.
Na elaboração deste documento procurou-se ressaltar a diversidade na oferta do Agrupamento e que lhe confere riqueza, pois que este inclui o pré-escolar, o 1º e o 2º e 3º ciclos.
Este documento consiste, na prática, num plano curricular para a escola, tendo em conta que nele se encontram traçadas as linhas de força do processo de ensino – desde a apresentação do currículo nacional, até à forma como este se desenvolve em cada disciplina (critérios de avaliação e planificações), na comunidade educativa (Plano Anual de Actividades – P.A.A.) ou nas turmas.
No entanto, ao falar de um projecto curricular não podemos esquecer que, uma vez que este documento não pode alterar de forma substancial o currículo, que é nacional, a sua função será apresentar a organização interna do Agrupamento, em diferentes níveis, nomeadamente os critérios de constituição de turmas, a distribuição do serviço docente, a par da oferta curricular desenvolvida na escola, a par das ferramentas de trabalho que
poderão ser úteis a cada professor, conselho de Docentes, conselho de turma ou departamento curricular, conforme os casos, de modo a permitir a definição de experiências ao nível da sala de aula.
É este o tipo de documento que apresentamos: um documento pedagógico destinado a juntar tudo o que se produz na escola em termos de regulamentação didáctico-pedagógica, de forma a torná-la acessível a todos e onde o sucesso ou insucesso escolar deve funcionar como indicador para as práticas docentes levando a alterá-las ou mantê-las, sempre que seja necessário.
Pretende-se finalmente que este documento seja visto, não como um produto acabado, mas como um processo em desenvolvimento, dando contributos e partilhando experiências, de modo a que o próximo P.C.E. desta escola possa ainda vir a ser mais útil a todos.
Deste modo, o Projecto Curricular da Escola, tal como o Projecto Educativo, foi elaborado para o mesmo horizonte temporal (quadriénio 2009-2013). Anualmente poderá sofrer uma revisão, se a dinâmica do Projecto o aconselhar.
5.2. PROJECTO CURRICULAR DE TURMA
De acordo com os princípios gerais do currículo estabelecidos no Decreto – Lei n.º 6/2001, de 18 de Janeiro e no quadro de desenvolvimento da autonomia das escolas, estabelece-se que as estratégias de desenvolvimento do currículo nacional, visando adequá- lo ao contexto de cada escola, deverão ser objecto de um projecto curricular de escola, concebido, aprovado e avaliado pelos respectivos órgãos de administração e gestão, o qual deverá ser desenvolvido, em função do contexto de cada turma, num projecto curricular de turma, concebido, aprovado e avaliado pelo conselho de turma.
Num modelo de escola inclusiva, como o que é preconizado nesta reforma curricular, os alunos devem ser considerados individualmente, pretendendo-se minimizar as suas carências e dificuldades, promovendo a diferenciação pedagógica, a diversidade e a adequação das estratégias a cada situação para que ocorram aprendizagens realmente significativas.
O empenho e esforço conjunto dos professores da turma em trabalho de equipa é fundamental como garantia da interdisciplinaridade pretendida, bem como a articulação entre os programas das diversas disciplinas e os interesses e necessidades dos alunos, diminui a
fragmentação e o isolamento de saberes. Na nova flexibilização curricular, a avaliação assume também um papel relevante como elemento regulador do ensino e da aprendizagem, permitindo e sustentando os reajustes necessários ao projecto curricular de turma.
A educação para a cidadania, o domínio da língua portuguesa e a valorização da dimensão humana do trabalho (carácter pedagógico), bem como a utilização das tecnologias da informação e comunicação (carácter instrumental) são áreas de formação transdisciplinares que visam favorecer o desenvolvimento de competências numa perspectiva de formação ao longo da vida.
No início do ano lectivo, os Conselhos de Turma reúnem para elaborar o Projecto Curricular de Turma (PCT). Este implica caracterizar a turma com base nos processos dos alunos e/ou projecto curricular de Turma do ano anterior e da avaliação diagnóstica realizada por cada docente na sua área curricular e no caso do pré-escolar e do 1º ciclo, pelo educador/professor titular de turma.
A organização do Projecto Curricular de Turma foi elaborada e adequada, tendo em conta as especificidades dos diferentes níveis de ensino.
Assim, as estruturas dos diferentes Projectos Curriculares de grupo/Turma são as seguintes:
• No pré-escolar:
1. Diagnóstico
a. Caracterização do grupo
b. Identificação de interesses e necessidades c. Levantamento de recursos
2. Fundamentação das opções educativas 3. Metodologia
4. Organização do ambiente educativo 5. Intenções de trabalho para o ano lectivo 6. Previsão de procedimentos de avaliação
7. Relação com a família e outros parceiros educativos
8. Comunicação dos resultados e divulgação da informação produzida 9. Planificação das actividades
• No 1º ciclo:
1. Intervenientes no Processo Educativo 2. Caracterização Da Turma
2.1. Lista Nominal dos Alunos
2.2.Síntese do Aproveitamento/comportamento Global da Turma no Ano Anterior.
Nota: A Realizar nas Turmas do 2º, 3º e 4º Ano (Cópia da Apreciação Global do 3º Período do Ano Transacto)
2.3. Aluno / Agregado Familiar 2.4. Vida Escolar
2.5. Deslocação Casa – Escola 2.6. Saúde
2.7. Alunos com Necessidades Educativas Especiais
2.7.1. Caracterização dos Alunos com Necessidades Educativas Especiais (Decreto – Lei 3/2008 De 7 De Janeiro).
2.7.2. Síntese de Avaliação Individual de Alunos
2.8. Alunos com Dificuldades de Aprendizagem / Comportamentais / Emocionais (Não Abrangidos Pelo Decreto – Lei 3/2008 De 7 De Janeiro e com Plano de Acompanhamento ou Desenvolvimento)
3.Identificação dos Problemas Globais da Turma
3.1 Relatório da Avaliação de Diagnóstico (Aprendizagem/Comportamentais) 4. Finalidades a Atingir com o Projecto
5. Articulação entre Competências Gerais, Competências Essenciais /Específicas e Aprendizagens e Indicadores de Aprendizagem.
6. Avaliação Formativa
6.1. Operacionalização dos Indicadores de Aprendizagem em Níveis de Desempenho 7. Avaliação Sumativa Interna
7.1. Critérios de Classificação dos Alunos 8.Articulação de Conteúdos
8.1. Programação das Áreas Curriculares Disciplinares 8.2. Programação das Áreas Curriculares Não Disciplinares 8.3. Aulas Previstas/Dadas
8.4. Plano de Actividades (Referir as Actividades Cumpridas/Não Cumpridas e a Justificação)
9.1. Critérios de Avaliação/Progressão
9.2. Conteúdos Programáticos Não Abordados 9.3. Avaliação Global
9.4. Auto-Avaliação dos Alunos dos 3os e 4 Os Anos 10. Actividades de Enriquecimento Curricular/CAF
10.1 Programação das Actividades de Enriquecimento Curricular/Relatórios (ver em anexo)
10.2. Planificações/Relatórios Mensais Do CAF 11. Avaliação do Projecto Curricular de Turma 12. Anexos
• No 2º e 3º ciclo:
1. Caracterização da Turma
1.1. Tratamento de dados recolhidos no inquérito sócio-cultural 1.2. Menção dos alunos com Necessidades Educativas Especiais
1.3. Menção de alunos que foram retidos neste ano de escolaridade / ciclo 2. Problemas reais da Turma
2.1. Tratamento de dados recolhidos na avaliação diagnostica 2.2. Dificuldades / Problemas detectados na Turma
2.3. Dificuldades / Problemas detectados nos alunos da Turma 3. Objectivos a atingir
4. Estratégias globais para a turma
4.1. Regras comuns de actuação e linhas orientadoras a seguir pelo Conselho de Turma 4.2. Critérios de avaliação e transição (disciplina, ano, ciclo)
4.3. Estratégias no ensino-aprendizagem
4.4. Alunos com Necessidades Educativas Especiais (medidas propostas e adoptadas) 4.5. Relação Escola Família
5. Planificação das actividades lectivas
5.1. Competências essenciais – operacionalização 5.2. Competências transversais
5.3. Articulação de conteúdos
5.4 Planificação das Áreas Curriculares Não Disciplinares
7. Actas de reuniões do Conselho de Turma
8. Modos de trabalho em equipa (Conselho de Turma) e Intervenientes 9. Avaliação do Projecto Curricular de Turma
5.3. REGULAMENTO INTERNO
O Regulamento Interno permite a aplicação da lei e de normas internas decorrentes da Autonomia. Assegura direitos, enuncia obrigações e define funções dos intervenientes.
5.4. PLANO ANUAL DE ACTIVIDADES
O Plano Anual de Actividades (PAA) é também um instrumento de execução do Projecto Educativo do Agrupamento e está vinculado a este. É elaborado anualmente e de acordo com as orientações enumeradas.
Do PAA constam as actividades e planos de intervenção a implementar nas Escolas. Fazem parte do PAA todos os projectos pedagógicos desenvolvidos pela Escola/Agrupamento (nomeadamente os projectos dos Centros de Recursos, os clubes, etc., …) e/ou outros propostos por entidades exteriores à Escola (Câmara Municipal de Góis, Centro de Saúde, organizações ambientalistas…).
As várias estruturas pedagógicas deverão propor actividades a integrar o PAA e estas deverão ser preparadas com rigor, definindo objectivos e indicando a calendarização, orçamento (quando possível) e formas de divulgação e avaliação. Estas actividades deverão reflectir as prioridades e preocupações plasmadas neste Projecto Educativo, a saber: indisciplina, relação Escola / Família e combate ao insucesso e abandono escolar, em detrimento de actividades que não reflictam este cariz. No que concerne aos alunos do final de cada ciclo, em especial os do 9º ano de escolaridade, as actividades lectivas não deverão ser penalizadas em função de outras de carácter mais lúdico.
O Plano Anual de Actividades, sendo um instrumento de trabalho dinâmico, deverá ser actualizado e/ou reformulado todos os períodos, de acordo com as prioridades, necessidades e ofertas.
5.5. PLANOS ESPECÍFICOS (DE ÂMBITO NACIONAL E DE ESCOLA)
Sem esquecer que uma escola deve proporcionar uma formação abrangente que percorra todas as áreas do saber, fez-se uma clara aposta em termos de política educativa do Agrupamento nos domínios da Língua Portuguesa, da Matemática e das Novas Tecnologias, através da formação contínua dos docentes, da disponibilização de horas e de projectos específicos.
Projectos Medidas/Objectivos 1. Plano da Acção de Matemática (PAM) • Continuidade pedagógica;
• Modelo adaptado de avaliação (equipa de Maria Augusta Ferreira Neves); • Criação da hora “Plano de Acção da Matemática”;
• Cooperação com equipa de Apoio à Sala de Estudo da Residência de Estudantes;
• Promoção de uma Pedagogia Diferenciada, em situações específicas, com o
recurso a Par Pedagógico.
2.
Plano Nacional de Ensino do Português (PNEP)
• Oficinas temáticas e espaços de discussão sobre vários temas;
• Planificação e avaliação de estratégias e actividades pedagógicas monitorizada por
um formador residente;
• Acompanhamento individual dos docentes, na sala de aula, em sessões de apoio
tutorial e nas sessões plenárias regionais.
3.
Plano das Novas Tecnologias (PNT)
• Acções de formação no âmbito da Plataforma Moodle; • Acções de formação sobre Quadros Interactivos.
4.
Plano
Aprendizagem Ao Longo da Vida (PROALV)
• Cooperação entre professores e alunos de várias escolas parceiras; • Promoção da interdisciplinaridade. 5. Projecto Educação para a Saúde (PES) • Estabelecimento de parcerias;
• Promoção de hábitos de alimentação saudável; • Semana da Saúde;
• Comemoração “Dia Mundial da Alimentação”;
• Dinamização do GIPS 6. Projecto “Biblioteca Escolar/Centro de Recursos
• Adesão a todas as iniciativas promovidas pelo “PNL”;
• Dinamização da “Hora do Conto”;
• Elaboração de materiais de Apoio ao Estudo; • Criação de Dossiers Temáticos.
7. Projecto do Desporto Escolar • Corta-mato escolar; • Jogos Tradicionais; • Prova de ciclismo;
• Formação de árbitros de futsal, voleibol, e basquetebol; • Torneiros inter-escolas;
• Torneios de futsal, basquetebol, andebol, voleibol, atletismo;
• Troféu “Natur".
8.
Projecto “Escolhas de Futuro”
• Aumentar o nível de inclusão social e comunitária dos jovens;
• Promover a qualificação pessoal e profissional e aumento das condições de
empregabilidade dos jovens;
• Aumentar e intensificar a participação cívica dos jovens na vida da comunidade local;
• Promover e intensificar a utilização dos conhecimentos das TIC.
9. Projecto
“Progride”
• Promover a inclusão social no concelho em áreas marginalizadas e degradadas; • Intervir junto de grupos em situação de exclusão e marginalidade;
5.6. PLANO DE FORMAÇÃO
É nossa preocupação criar condições para a execução de um plano de formação do pessoal docente, não docente, discentes e Pais/Encarregados de Educação e implementar mecanismos de autoformação e de hetero-formação contínuas, centradas na identificação de necessidades de formação, ancoradas nos novos desafios trazidos à prática pedagógica e educativa.
O Plano de Formação é elaborado anualmente e de acordo com as necessidades identificadas, dando prioridade às relacionadas com os problemas definidos neste Projecto: indisciplina, relação Escola/Família; práticas pedagógicas promotoras de sucesso e novas tecnologias.