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177 APENDICE II Instrumento de pesquisa

1 DESENVOLVIMENTO DE COMPETÊNCIAS EM JOVENS QUE BUSCAM A INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO

2.3 INSTRUMENTOS E PROCEDIMENTOS PARA A COLETA DE DADOS

Para obtenção dos dados, foi realizada observação indireta por meio de entrevistas semi-estruturadas (uma para os jovens aprendizes e outra para os seus supervisores), questionário e análise documental, além da utilização de equipamentos e materiais, tais como o roteiro de entrevista e gravador. As entrevistas foram previamente agendadas, realizadas individualmente e gravadas conforme consentimento e autorização dos entrevistados. Foi apresentado, lido e entregue o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), exigido pelo Conselho de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Também foi realizado anteriormente à coleta de informações, o

quatro anos que celebra contrato de aprendizagem, nos termos do art. 428 da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT.

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teste de instrumento de pesquisa, com sujeitos de características semelhantes aos participantes do estudo, totalizando quatro sujeitos participantes (dois jovens e dois supervisores). Posteriormente, foram realizadas as alterações necessárias para obter a adequação do instrumento.

O instrumento de pesquisa foi dividido em três etapas:

1) Primeira etapa – roteiro de entrevista, para coletar dados pessoais e profissionais dos participantes;

2) Segunda etapa – foram apresentados cartões conceituais, seguindo procedimento de Kanan (2008) e Silveira (2010), contendo informações e solicitações aos entrevistados, com a definição e exemplos do conceito de competência, conhecimentos, habilidades e atitudes. Logo após a leitura e assimilação do conceito, foi realizada uma solicitação para que os participantes falassem abertamente sobre os conceitos e os conhecimentos, habilidades e atitudes que consideram necessários para aprender em um curso de formação para a primeira oportunidade profissional. As definições dos conceitos foram baseadas em Le Boterf (2003) e Dacoreggio (2006), porém, procurou-se fazer a definição dos mesmos de uma forma simplificada para uma melhor compreensão dos participantes. Esses cartões foram criados para esclarecer ou explicar conceitos desconhecidos (Apêndice II);

3) Terceira etapa – aplicação de questionário, elaborado a partir da matriz curricular do curso de formação para a primeira oportunidade profissional – A empresa e o escritório/técnicas administrativas; análise de documentos e de conversas informais com os educadores do curso. Esta etapa foi criada em virtude de complementar e confirmar dados obtidos anteriormente, contendo perguntas fechadas com opções de resposta em ordem de importância, de acordo com as competências requeridas para aprender em um curso de formação para a primeira oportunidade profissional. Na composição do questionário, a alocação dos itens foi feita por uma análise de maior pertinência, de acordo com as categorias analisadas.

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2.3.1 Contato com os participantes

Foi realizado um contato inicial por telefone para agendar um horário com a responsável pela Coordenação dos Projetos Sociais da Organização realizadora do PIT, com sede no centro da cidade de Florianópolis. No dia agendado, a pesquisadora compareceu ao local com o objetivo de explicitar a pesquisa e seus objetivos e, também, solicitar uma relação com nomes de jovens que participaram do PIT e que, atualmente, estão inseridos no mercado de trabalho, por meio do programa Jovem Aprendiz, no período mínimo de seis meses. Desta forma, também foram identificadas as empresas em que os jovens atuavam, bem como seus supervisores e os respectivos telefones de contato.

Com a relação de nomes e telefones, a pesquisadora realizou contato telefônico com os jovens e seus supervisores, conforme a ordem de nomes organizados na listagem nas respectivas empresas. Neste contato, foi explicitada a pesquisa e seus objetivos, bem como falado sobre a participação do jovem e seu supervisor. Também foi solicitada a autorização no departamento de Recursos Humanos de cada empresa, e após a autorização das empresas e dos seus participantes, foi agendado um horário para realização das entrevistas e aplicação dos questionários, conforme a disponibilidade de cada um. O tempo de duração das entrevistas e aplicação dos questionários levou em torno de uma hora para cada participante (em média 40 minutos para entrevista e 20 minutos para a aplicação do questionário). Primeiramente, os participantes foram esclarecidos sobre a pesquisa e os procedimentos utilizados. Em seguida, foi realizada a entrevista para coletar dados pessoais e profissionais e, a partir de então, foram apresentados os cartões conceituais, em que os participantes puderam falar abertamente sobre os conceitos e os conhecimentos, habilidades e atitudes que consideram importantes no aprendizado, em um curso de formação para a primeira oportunidade profissional. Por fim, foi aplicado o questionário para a complementação dos dados obtidos com os cartões conceituais. A devolução do questionário foi realizada no mesmo dia da entrevista.

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2.3.2 Situação e ambiente

Os participantes responderam a pesquisa, de acordo com a disponibilidade de tempo de cada um. O local de realização das entrevistas e aplicação dos questionários foi na organização, onde o jovem aprendiz trabalha, bem como o seu supervisor, em uma sala isolada, sem interrupções, como ruídos ou circulação de outras pessoas.

2.3.3 Tratamento e interpretação das informações obtidas

Em uma primeira fase foi realizada a coleta e estruturação de conteúdos verbais, transcrição das verbalizações e leitura das mesmas para a elaboração de análise do conteúdo, que consiste em um conjunto de técnicas de análise das verbalizações e utiliza procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens (BARDIN, 2002). Esta técnica também possibilita a redução de um volume amplo de informações recebidas a algumas características particulares ou categorias conceituais, que permitam passar dos elementos descritivos à interpretação (CHIZZOTI, 2008). Em uma segunda fase, foram analisados os questionários e realizadas as combinações entre categorias de respostas para responder ao objetivo da pesquisa. As categorias foram apresentadas em tabelas para facilitar a interpretação dos dados, baseadas em Le Boterf (2003), com adaptações de Dacoreggio (2006), que se referem aos conhecimentos (saberes teóricos, saberes do meio, saberes procedimentais); habilidades (saber- fazer formalizados, saber-fazer experiencial, saber-fazer social ou relacional e saber-fazer cognitivo); e atitudes (capacidades pessoais e recursos emocionais), conforme o Quadro 1.

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QUADRO 1 – Categorias e subcategorias de competências conforme Le

Boterf (2003)

CATEGORIAS SUBCATEGORIAS DEFINIÇÕES