Para a avaliação da AFRS foi realizado a bateria de testes da Proesp (2021) para avaliar alguns componentes como: composição corporal, resistência abdominal, e a flexibilidade. Para a avaliação da aptidão cardiorrespiratória, foi utilizado o 20m shutle run test, da bateria de testes do FITNESSGRAM (WELK; MEREDITH, 2008). E
o questionário utilizado foi a versão brasileira do QASA (ANEXO 10), proposto por Guimarães et al (2013), sendo uma adaptação do questionário desenvolvido por ASAQ (2007) para adolescentes australianos.
Como indicador de adiposidade corporal foi utilizado a Medida do Índice de Massa Corporal (IMC) e a Medida Razão Cintura Estatura (RCE). As medidas foram feitas pelas acadêmicas Caroline Lorenski da Costa, Mariana Mesquita Guimarães e Paloma Thaiona Bonomini.
Para se calcular o IMC, os materiais utilizados foram uma balança, e uma fita métrica (FIGURA 2). O avaliado estava com trajes próprios para de educação física e descalço, subindo na balança, ficando com os braços estendidos e juntos ao corpo.
Seu resultado deve foi colocado em quilogramas. Para medição da altura, a fita métrica foi presa à parede a 100 cm do solo, e o estudante encostou seu corpo na parede a qual está a fita métrica, aguardou as orientações das professoras (sem estufar o peito, levantar a cabeça, levantar os pés, etc.), para que a medição seja mais precisa possível. O resultado foi colocado em centímetros. Para os cálculos do IMC, foram utilizados a medida de massa corporal total em quilogramas (peso), dividido pela estatura (altura) em metros elevado ao quadrado, conforme o protocolo descrito por Gaya (2021). Segue as equações:
CÁLCULO: Kg/m² = IMC Onde,
Kg= Massa corporal total (quilogramas);
/= divisão;
m²= Estatura em metros, elevado ao quadrado;
IMC= Índice de Massa Corporal
Para calcular o RCE utilizou-se a fita métrica flexível (FIGURA 3). Passando a fita ao redor do estudante, "a medida é realizada no ponto médio entre a borda inferior da última costela e a borda superior da crista ilíaca” (PROESP, 2016, p. 9). O resultado foi registrado em centímetros. Para a estatura foi utilizado o mesmo valor realizado para fazer o IMC, porém em centímetros. Para determinar o RCE, divide-se a medida do Perímetro da Cintura (PC), pela altura. Segue a equação:
CÁLCULO: cm1/cm2 = RCE Onde,
cm1= Perímetro da Cintura (centímetros);
/= divisão;
cm2= Estatura (centímetros);
RCE= Razão Cintura Estatura
O valor crítico do RCE se dá a partir de 0,50 para os rapazes e para as moças, quando o valor for maior que 0,50, o estudante se encontra na zona de risco à saúde, quando o valor for menor que 0,50 o estudante se encontra na zona saudável.
Com o objetivo de avaliar a resistência muscular abdominal, utilizou-se o teste de resistência abdominal em 1 minuto. Para sua realização se fez necessário colchonetes e um cronômetro (FIGURA 4). O teste foi realizado em superfície plana de modo a acomodar o avaliado em decúbito dorsal livre de ondulações. Para a administração do teste foram necessários dois avaliadores. Dos quais um posicionou-se à frente do avaliado e com as mãos, posicionou-segurou os tornozelos do estudante fixando-os ao solo, para que não ocorra a movimentação dfixando-os mesmfixando-os durante o teste. O outro posicionou-se em pé, ao lado do avaliado, a fim de marcar o tempo e contar o números de repetições completas feitas em 1 minuto. Na posição inicial, o avaliado deitou em decúbito dorsal com os joelhos flexionados a 45 graus, com os braços cruzados sobre o tórax e com a planta dos pés em total contato com o solo. Após o avaliado assumir a posição, ao sinal do avaliador, o estudante “inicia os movimentos de flexão do tronco até tocar com os cotovelos nas coxas, retornando a posição inicial”
(PROESP, 2021, p.11).
Como indicador da flexibilidade, foi utilizado o teste de sentar e alcançar. Para sua realização se fez necessários uma fita métrica e fita adesiva (FIGURA 5). Após entender a fita métrica ao solo, na marca de 38 cm, colocou-se um pedaço de fita adesiva de 30 cm (em perpendicular), fixando a fita métrica ao solo. Descalço, o aluno tocava os calcanhares na marca dos 38 cm da fita adesiva, e seus pés estavam 30 cm separados, as mãos sobrepostas, e os joelhos estendidos. O aluno inclinou-se lentamente estendendo as mãos para frente o mais distante possível, e permaneceu nesta posição o tempo necessário para a distância ser anotada, sendo realizadas 2 tentativas. O resultado foi medido em centímetros e para a avaliação foi utilizado o melhor resultado.
Para a determinação da aptidão cardiorrespiratória, foi utilizado o teste PACER (Progressive Aerobic Cardiovascular Endurance Run), ou também conhecido como 20m shutle run test segundo o que determina Léger et al (1988), FITNESSGRAM (WELK; MEREDITH,2008). Para realização desse teste se fez necessário uma área plana com espaço suficiente para realizar o teste, sendo esse de 20m (FIGURA 6),
mais 2m no final de cada uma de suas partes usado para recuperação do avaliado durante o teste. Foram demarcadas duas linhas paralelas 20m uma da outra com aproximadamente 1,5m para cada participante. Foram necessários também um aparelho cd player e um compact disc pré-gravado com os estágios do teste que foram emitidos por sinais sonoros. Esse sinal é emitido de forma progressivamente mais rápido, tendo seu início no estágio 1 numa velocidade de 8,5 km/h e encerrando-se no estágio 20 a 18 km/h, assim exigindo do avaliado ritmos de corrida mais rápidos à medida do desenvolvimento do teste. O avaliado deveria ajustar seu ritmo de corrida de maneira a estar com um dos pés sobre ou passando a linha demarcatória dos 20m no momento em que soar cada sinal. Caso o avaliado atinja a linha demarcada antes do sinal, deverá aguardar pelo sinal para seu deslocamento até a linha oposta. Ao início do teste o avaliado se deslocava caminhando e/ou correndo, a uma velocidade de 8,5 km/h. Depois, a cada minuto é apresentado um novo estágio com um aumento progressivo na velocidade de 0,5 km/h até que se atinja o estágio final com velocidade de 18 km/h. A proposta era que o avaliado acompanhe o ritmo emitido pelos sinais sonoros o maior tempo possível. O teste é encerrado quando o avaliado interrompesse voluntariamente seu deslocamento por exaustão ou pela segunda vez consecutivas não atingir a linha demarcatória de 2m ao soar o bip. Para análise dos resultados do teste, foi realizado de duas formas: com o número de estágios completados ou com a distância percorrida até sua interrupção.
O resultado final do teste foi o estágio em que o avaliado interrompeu o seu deslocamento e a velocidade respectiva ao estágio em que foi interrompido. Para o cálculo dos valores de VO2max utilizou-se a equação preditiva proposta por Léger et al (1988) baseado no estágio e velocidade descrita a seguir.
Y= 31,025 + (3,238 x X1) – (3,248 x X2) + (0,1536 x (X1 x X2)) Onde:
Y= Valor predito do VO2max em ml/kg/min;
X1= Velocidade da corrida de acordo com o estágio em km/h;
X2= Idade dos avaliados (ressalta-se que esta equação preditiva é para jovens de 6 a 18 anos).
Para análise quanto aos critérios recomendados para a saúde, utilizou-se as normas para zona saudável da FITNESSGRAM (Institute for Aerobic Research, 2010) conforme tabela 1 e 2 a seguir:
Tabela 1- Resultados Do Teste 20m Shutle Run Test Conforme Estágio E Velocidade (especifica valores de VO²máx por idade e estágio)
Est. Vel. Idade
6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18+
1 8,5 46,9 45,0 43,0 41,1 39,1 37,2 35,2 33,3 31,4 29,4 27,5 25,5 23,6 2 9 49,0 47,1 45,2 43,4 41,5 39,6 37,8 35,9 34,0 32,2 30,3 28,5 26,6 3 9,5 51,1 49,3 47,5 45,7 43,9 42,1 40,3 38,5 36,7 35,0 33,2 31,4 29,6 4 10 53,1 51,4 49,7 48,0 46,3 44,6 42,9 41,1 39,4 37,7 36,0 34,3 32,6 5 10,5 55,2 53,6 51,9 50,3 48,7 47,0 45,4 43,8 42,1 40,5 38,9 37,2 35,6 6 11 57,3 55,7 54,2 52,6 51,1 49,5 47,9 46,4 44,8 43,3 41,7 40,2 38,6 7 11,5 59,4 57,9 56,4 54,9 53,4 52,0 50,5 49,0 47,5 46,0 44,6 43,1 41,6 8 12 61,5 60,0 58,6 57,2 55,8 54,4 53,0 51,6 50,2 48,8 47,4 46,0 44,6 9 12,5 63,5 62,2 60,9 59,5 58,2 56,9 55,6 54,2 52,9 51,6 50,3 48,9 47,6 10 13 65,6 64,4 63,1 61,9 60,6 59,4 58,1 56,9 55,6 54,4 53,1 51,8 50,6 11 13,5 67,7 66,5 65,3 64,2 63,0 61,8 60,6 59,5 58,3 57,1 55,9 54,8 53,6 12 14 69,8 68,7 67,6 66,5 65,4 64,3 63,2 62,1 61,0 59,9 58,8 57,7 56,6 13 14,5 71,9 70,8 69,8 68,8 67,8 66,7 65,7 64,7 63,7 62,7 61,6 60,6 59,6 14 15 73,9 73,0 72,0 71,1 70,2 69,2 68,3 67,3 66,4 65,4 64,5 63,5 62,6 15 15,5 76,0 75,1 74,3 73,4 72,5 71,7 70,8 69,9 69,1 68,2 67,3 66,5 65,6 16 16 78,1 77,3 76,5 75,7 74,9 74,1 73,3 72,6 71,8 71,0 70,2 69,4 68,6 17 16,5 80,2 79,5 78,7 78,0 77,3 76,6 75,9 75,2 74,5 73,7 73,0 72,3 71,6 18 17 82,3 81,6 81,0 80,3 79,7 79,1 78,4 77,8 77,2 76,5 75,9 75,2 74,6 19 17,5 84,3 83,8 83,2 82,7 82,1 81,5 81,0 80,4 79,9 79,3 78,7 78,2 77,6 20 18 86,4 85,9 85,4 85,0 84,5 84,0 83,5 83,0 82,5 82,1 81,6 81,1 80,6
Fonte: Léger e Lambert (1982)
Tabela 2 - Normas para Zona Saudável (HFZ) para o Gênero Masculino
Normas para Zona Saudável - Healthy Fitness Zone (HFZ) e Proesp MENINOS
I D A D E
Capacidade Aeróbica VO²máx (ml/kg/min)
Porcentagem de Gordura
Corporal
Resistênci a Muscular
Flex.
PACER (20m Shutle Run Test)
IMC RCE Teste De Abdominai
s
Sentar Alcançar
Alto Risco
Algum Risco
HFZ Valores Críticos
Valores Críticos
Valores Críticos
Valores Críticos 13 ≤38,6 38,7-41,0 ≥41,1 <22,0 <0,50 <42 <26,5 14 ≤39,6 39,7-42,4 ≥42,5 <22,3 <0,50 <43 <30,5 15 ≤40,6 40,7-43,5 ≥43,6 <23,0 <0,50 <45 <31 16 ≤41,0 41,1-44,0 ≥44,1 <24,0 <0,50 <46 <34,5 17 ≤41,2 41,3-44,1 ≥44,2 <25,4 <0,50 <47 <34
Fonte: FITNESSGRAM (2010) e Proesp (2021)
Tabela 3 - Normas para Zona Saudável (HFZ) para o Gênero Feminino
Normas para Zona Saudável - Healthy Fitness Zone (HFZ) e Proesp MENINAS
I D A D E
Capacid. Aeróbica VO²máx (ml/kg/min)
Porcentagem De Gordura Corporal
Resistência Muscular
Flexibilidade
PACER (20m Shutle Run Test)
IMC RCE
Teste De Abdominais
Sentar Alcançar
Alto Risco
Algum Risco
HFZ Valores Críticos
Valores Críticos
Valores Críticos
Valores Críticos 13 ≤36,6 36,7-39,6 ≥39,7 <22,0 <0,50 <33 <38,5 14 ≤36,3 36,4-39,3 ≥39,4 <22,0 <0,50 <34 <38,5 15 ≤36,0 36,1-39,0 ≥39,1 <22,4 <0,50 <34 <38,5 16 ≤35,8 35,9-38,8 ≥38,9 <24,0 <0,50 <34 <39,5 17 ≤35,7 35,8-38,7 ≥38,8 <24,0 <0,50 <34 <39,5
Fonte: FITNESSGRAM (2010) e o Proesp (2021)
Por fim, para a avaliação do comportamento sedentário como indicador de tempo que os adolescentes passam no computador, televisão e/ou ao telefone, será utilizado a versão brasileira do questionário QASA, proposta por Guimarães et al (2013). Esta versão é composta por treze itens, divididos em cinco aspectos nos quais os escolares revelam o tempo gasto (horas e/ou minutos) em atividades sedentárias durante todos os dias da semana, incluindo fins de semanas típicos QASA (2013) (ANEXO 8). Para fazer a aplicação do questionário foi utilizados alguns procedimentos para evitar possíveis erros, tais como: Verificar o questionário de cada aluno afim de
esclarecer algumas dúvidas, no qual o tempo sedentário não pode passar de 24h por dia, lembrando o tempo de sono e de atividades feitas durante o dia, para que não superestimar o tempo sedentário; Muito tempo em uma única atividade, dobrar o tempo gasto em algumas atividades que podem ser feitas ao mesmo tempo, ou seja, direcionar o tempo gasto para cada atividade; Colocar "0" nas atividades que não são praticadas pelo estudante; Caso o aluno coloque "0" nas atividades que envolvem transporte durante a semana, deve-se verificar se a sua locomoção é através de transporte ativo e descarta o passivo; Verificar se os tempos relatados são viáveis;
Deixando claro aos escolares que devem preencher como uma se fosse uma semana típica da sua vida QASA (2013).