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Financeiras Consolidadas

1 331 612 814 93 254 022 (237 860 507) 3 463 152 75 320 118 1 265 789 599 Impostos diferidos passivos

60. INSTRUMENTOS FINANCEIROS DERIVADOS E GESTÃO DE RISCO

Em 31 de Dezembro de 2004, encontrava-se contratado um conjunto de instrumentos financeiros derivados, essencial- mente com o objectivo de minimizar os riscos de exposição a variações de taxa de juro e de taxa de câmbio.

A contratação deste tipo de instrumentos financeiros é efec- tuada após análise cuidada dos riscos e benefícios inerentes a este tipo de operações e consulta a diversas instituições inter- venientes no mercado. Estas operações são sujeitas à aprova- ção prévia da Comissão Executiva e implicam o acompanhamento permanente da evolução dos mercados financeiros e das posi- ções detidas pelo Grupo. O valor de mercado (Fair Value) des- tes instrumentos é apurado regular e periodicamente ao longo do ano, no sentido de permitir uma avaliação contínua destes instrumentos e das respectivas implicações financeiras.

Derivativos de cobertura de risco de taxa de juro

Durante o exercício de 2004, venceram-se diversos instrumentos financeiros derivados de taxa de juro, o que, juntamente com o cancelamento antecipado de alguns outros instrumentos, levou à redução significativa no notional dos instrumentos financeiros derivados de taxa de juro associados à dívida. Em 31 de Dezembro de 2004, o notional destes instrumentos era de 472 milhões de euros, com uma maturidade média de 6,8 anos.

Durante o exercício de 2004, as empresas integradas na Vivo contrataram swaps de taxa de juro em reais brasileiros, os quais em 31 de Dezembro de 2004 ascendiam a BRL 1 601 milhões, com uma maturidade média de 3 dias.

De modo a atingir os objectivos acima referidos, quer no caso do risco de taxa de juro, quer no que respeita ao risco de taxa de câmbio, existiam em 31 de Dezembro de 2004 cross cur- rency swaps com componente cambial e de taxa de juro. Naquela data, o total da dívida sujeita a contratos desta natureza era de 74 milhões de euros de swaps de dólares americanos para euros, com uma maturidade média de 6,8 anos.

Na sequência do cancelamento da componente de taxa de juro de cross currency swaps, a Portugal Telecom mantém con- tratadas opções cambiais e contratos forward de euros para dólares americanos. Em 31 de Dezembro de 2004, o montante líquido dos contratos desta natureza era de 200 milhões de euros, com uma maturidade média de 4,3 anos.

Foram ainda contratados forwards de euros para dólares ame- ricanos, associados a pagamentos futuros a efectuar nesta divisa. Em 31 de Dezembro de 2004, o notional destes contratos era de 12 milhões de euros, com uma maturidade média de 6 meses. As empresas integradas na Vivo dispõem de instrumentos financeiros derivados com o objectivo de cobrir o risco de taxa de câmbio inerente a dívida em dólares americanos e ienes. Neste sentido, em 31 de Dezembro de 2004, estas empresas possuíam: cross currency swaps de dólares americanos para reais brasileiros no montante de 878 milhões de dólares ame- ricanos, com uma maturidade média de 1,2 anos; e cross cur- rency swaps de ienes para reais brasileiros no montante de 6 827 milhões de ienes, com uma maturidade média de 8 meses. Em 31 de Dezembro de 2004, as empresas que compõem a Vivo possuíam ainda outros cross currency swaps de dólares americanos para reais brasileiros, no montante de 418 milhões de dólares americanos, com uma maturidade média de 1,4 anos, e cross currency swaps de euros para reais brasilei- ros, no montante de 25 milhões de euros, com uma maturidade de 2 meses.

tratado os seguintes derivativos com acções: a. Acções Próprias

Para fazer face ao programa de share buyback, a Portugal Tele- com tinha contratado equity swaps junto do ABN Amro e do Citibank sobre 21 551 006 acções próprias representativas de, 1,72% do valor do capital social antes do cancelamento de acções próprias ocorrido em Dezembro de 2004. Atendendo à cotação das acções da Portugal Telecom em 31 de Dezembro de 2004 e aos preços de exercício destes derivados (que variam entre 7,14 e 8,99 euros por acção), não foi constituída qualquer provisão para perdas. Estes contratos têm maturidades entre 2 e 12 meses. b. Acções PT Multimedia

Para incrementar a sua exposição à PT Multimedia, a Portu- gal Telecom tinha contratado junto do Grupo Santander equity swaps sobre 15 287 545 acções PT Multimedia, representativas de 9,7% do seu capital, conforme segue:

(i) 9 187 545 acções, com um preço de exercício de 17,74 euros e maturidade de 17 meses e

(ii) 6 100 000 acções, com um preço de exercício de 14,10 euros e maturidade de 5 meses.

Adicionalmente, em 2004 a Portugal Telecom celebrou com o Grupo BES contratos de derivativos com acções que se tradu- zem num conjunto de opções que permitem à Empresa obter um encaixe financeiro de 16,657 milhões de euros, bem como a possibilidade de adquirir acções da PT Multimedia repre- sentativas de cerca de 5% do seu capital. As opções incorpo- radas nesta operação são as seguintes:

(i) A Portugal Telecom comprou ao Banco Espírito Santo de Investimento, S.A. (“BESI”) uma opção de compra sobre 6,063 milhões de acções da PT Multimedia a um strike de 26,513 euros na data de maturidade (31 de Dezembro de 2005), com liquidação física ou financeira à escolha do BESI (a liquidação financeira tem um desconto de 15% no strike), e possibilidade de exercício a qualquer momento pela Portugal Telecom. Em simultâneo, o BESI comprou à Portugal Telecom uma opção de compra sobre o mesmo número de acções da PT Multimedia, a um strike de 16 euros, apenas com liquidação financeira. Esta opção apenas pode ser exercida no caso da cotação das acções da PT Multimedia se encontrar acima do strike da opção de compra adquirida pela Portugal Telecom acima referida, sendo no entanto o respectivo exercício automático, caso a Portugal Telecom exerça a sua opção de compra.

2005. A Portugal Telecom pode exercer esta opção a qualquer momento, que tem liquidação física ou finan- ceira à escolha do Banco Espírito Santo (a liquidação financeira tem desconto de 20% no strike).

O Grupo BES irá pagar à Portugal Telecom um montante de 16,657 milhões de euros, correspondente à diferença entre o preço de aquisição das opções acima referidas, que deverá ser liquidado em duas tran- ches de igual montante, a primeira em 30 de Dezembro de 2004 e a segunda na data de exercício da opção adquirida pelo BESI ou, não sendo esta exercida, em 31 de Dezembro de 2005. O valor correspondente à primeira tranche de 8 328 285 euros foi registado como um proveito diferido no balanço consolidado da Portugal Telecom em 31 de Dezembro de 2004 (Nota 53.f)).

Fair Value dos derivativos

Em 31 de Dezembro de 2004 e 2003, o Fair Value dos derivativos e o correspondente valor contabilístico são os seguintes:

valores expressos em milhões de euros 2004 2003 2002

Valor Fair Valor Fair Valor Fair contabilístico value contabilístico value contabilístico value

Derivativos de cobertura de risco de

Taxa de juro 1,3 (22,0) (8,5) (61,9) 1,1 (66,2)

Taxa de juro e taxa de câmbio (67,7) (63,5) 80,5 99,5 162,0 75,5

Total (66,4) (85,5) 72,0 37,6 163,1 9,3

Derivativos com acções

Acções próprias (0,6) 6,0 (24,4) 3,4 (42,6) (40,2)

PT Multimedia (1,4) 43,8(3,9) 15,5 (68,5) (69,1)

Total (2,0) 49,8 (28,3) 18,9 (111,1) (109,3)