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INSTRUMENTOS FINANCEIROS

No documento Destaques do 1º trimestre de 2008 (páginas 46-51)

a) Considerações gerais - a Gerdau S.A. e suas controladas mantêm operações com instrumentos financeiros, cujos riscos são administrados através de estratégias de posições financeiras e sistemas de controles de limites de exposição aos mesmos. Todas as operações estão integralmente reconhecidas na contabilidade e restritas aos instrumentos a seguir relacionados:

- caixa e equivalentes de caixa - estão comentados e apresentados na nota explicativa nº 4; - contas a receber de clientes - estão comentados e apresentados na nota explicativa nº 5;

- aplicações financeiras - estão reconhecidas pelo seu valor de resgate na data de encerramento das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas;

- saldos e transações com partes relacionadas - estão comentados e apresentados na nota explicativa nº 18; - empréstimos e financiamentos - estão comentados e apresentados na nota explicativa nº 13; e

- debêntures – estão comentadas e apresentadas na nota explicativa nº 14.

b) Valor justo – o valor justo dos instrumentos financeiros anteriormente citados, apurado conforme metodologias mencionadas na nota explicativa n° 2.19, está demonstrado a seguir:

Valor Valor de Valor Valor de

contábil mercado contábil mercado

Caixa e equivalentes de caixa 2.079.378 2.079.378 2.026.096 2.026.096

Aplicações financeiras 2.004.437 2.004.437 3.113.277 3.113.277

Contas a receber de clientes 3.678.196 3.678.196 3.172.316 3.172.316

Financiamentos importação 1.574.295 1.574.295 1.541.315 1.541.315

Financiamentos pré-pagamento 433.688 433.688 460.074 460.074

Financiamentos de notas bancárias (Senior Notes ) 722.912 754.275 716.792 757.850

Ações em tesouraria 126.451 260.674 106.667 268.696

Notas perpétuas 1.051.530 1.114.589 1.064.876 1.107.534

Financiamentos outros 10.649.804 10.649.804 11.179.056 11.179.056

Debêntures 996.869 996.869 941.276 941.276

Partes relacionadas (ativo) 10.905 10.905 17.100 17.100

Partes relacionadas (passivo) 2.089 2.089 563 563

Ganhos não realizados com derivativos 49.783 49.783 1.567 1.567 Perdas não realizadas com derivativos 52.475 52.475 18.070 18.070

Dividendos a pagar 70.847 70.847 392 392

Outras contas a receber 529.036 529.036 511.285 511.285

Outras contas a pagar 788.415 788.415 857.665 857.665

Plano de incentivo de longo prazo (nota 24) - 42.218 - 33.445

Opções por compra de ações (nota 15.f) 1.072.866 635.501 889.440 471.477

31/03/2008 31/12/2007

A Companhia e suas controladas acreditam que os demais instrumentos financeiros, que estão reconhecidos nas Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas pelo seu valor contábil, são substancialmente similares aos que seriam obtidos se fossem negociados no mercado. No entanto, por não possuírem um mercado ativo, poderiam ocorrer variações caso a Companhia e suas controladas resolvessem liquidá-los antecipadamente.

c) Fatores de risco que podem afetar os negócios da Companhia e de suas controladas:

Risco de preço das mercadorias: esse risco está relacionado à possibilidade de oscilação no preço dos produtos que as controladas da Companhia vendem/ou no preço das matérias-primas e demais insumos utilizados no processo de produção. Em função de operar num mercado de commodities, as controladas da Companhia poderão ter sua receita de vendas e seu custo dos produtos vendidos afetados por alterações nos preços internacionais de seus produtos ou materiais. Para minimizar esse risco, as controladas da Companhia monitoram permanentemente as oscilações de preços nos mercados nacional e internacional.

Risco de taxas de juros : esse risco é proveniente das flutuações das taxas de juros nos diversos países onde a Companhia atua. Esses movimentos nas taxas de juros podem gerar ganhos ou perdas nos passivos e ativos (aplicações financeiras) que a Companhia possui. Para minimizar possíveis impactos advindos dessas oscilações, a Companhia visa equilibrar suas exposições entre taxas fixas e flutuantes, adotando uma política corporativa que visa respeitar a proporção máxima/mínima de 65% e 35% entre as modalidades de taxa. Para atender esse equilíbrio, a Companhia poderá contratar no mercado financeiro operações de derivativos de taxa de juros, visando a aderência à essas políticas corporativas.

Risco de taxa de câmbio:esse risco é proveniente das oscilações das taxas de câmbio nos países onde a Companhia atua. Esse risco pode ser facilmente observado em países onde a receita está na moeda local e os custos estão em moeda estrangeira, gerando assim um descasamento dos fluxos financeiros. Para mensurar a exposição cambial, a Companhia considera os ativos e passivos que possui em dólar, chegando a uma exposição cambial líquida, denominada de Net Exposure, que é a exposição real. Caso seja necessário, a Companhia poderá contratar operações de derivativos de câmbio, para se proteger dessa exposição. Além disso, como política corporativa, as unidades não devem gerar dívidas em moedas diferentes da sua geração de caixa. Caso isso aconteça, a unidade deverá contratar um Hedge para se proteger dessa exposição.

Risco de crédito: advém da possibilidade de as controladas da Companhia não receberem valores decorrentes de operações de vendas ou de créditos detidos junto a instituições financeiras gerados por operações de investimento financeiro. Para atenuar esse risco, as controladas da Companhia adotam como prática a análise detalhada da situação

patrimonial e financeira de seus clientes, estabelecimento de um limite de crédito e acompanhamento permanente do seu saldo devedor. Com relação às aplicações financeiras, a Companhia e suas controladas somente realizam aplicações em instituições com baixo risco de crédito avaliado por agências de rating. Além disso, cada instituição possui um limite máximo de saldo de aplicação, determinado pelo Comitê de Crédito.

Risco de gerenciamento de capital: advém da escolha da Companhia em adotar uma estrutura de financiamentos para suas operações. A Companhia administra sua estrutura de capital, a qual consiste em uma relação entre as dívidas financeiras e o capital próprio (patrimônio líquido, lucros acumulados e reservas de lucros), baseada em políticas internas e

benchmarks. Nos últimos 5 anos, a metodologia BSC (Balance Scorecard) foi utilizada para a elaboração de mapas

estratégicos com objetivos e indicadores dos principais processos. Os indicadores-chave (KPI – Key Perfomance

Indicators) relacionados ao objetivo “Gestão da Estrutura de Capital” são: WACC (Custo Médio Ponderado do Capital),

Dívida Total/EBITDA, Índice de Cobertura de Juros e Relação Dívida/Patrimônio Líquido. A Dívida Total é formada pelos Empréstimos e financiamentos (nota 13) e pelas Debêntures (nota 14). A Companhia pode alterar sua estrutura de capital, conforme condições econômico-financeiras, visando otimizar sua alavancagem financeira e sua gestão de dívida. Ao mesmo tempo, a Companhia procura melhorar seu ROCE (Retorno sobre Capital Empregado) através da implementação de uma gestão de capital de giro e de um programa eficiente de investimentos em imobilizado. Nos últimos anos, os indicadores chave do processo de gestão da estrutura de capital foram os seguintes:

WACC entre 10%-13% a.a.

Dívida bruta/EBITDA entre 2x e 3x

Índice de cobertura de juros maior que 7x

Relação dívida/patrimônio líquido entre 25%-75% e 50%-50%

Análise sensitiva de variações na moeda estrangeira (Foreign currency sensitivity analysis):

A Companhia possui exposição de variações em moeda estrangeira, principalmente nos empréstimos e financiamentos. A análise de sensibilidade efetuada pela Companhia considera os efeitos de um aumento ou de uma redução de 0,10% entre o Real e as moedas estrangeiras sobre estes empréstimos e financiamentos em aberto na data das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas. O impacto calculado considerando esta variação na taxa de câmbio monta, em 31/03/2008, a R$ 12.145 (R$ 12.165 em 31/12/2007).

Os valores líquidos de contas a receber e contas a pagar em moedas estrangeiras não apresentam riscos relevantes de impactos em virtude da oscilação na taxa de câmbio.

Análise sensitiva de variações na taxa de juros (Interest rate sensitivity analysis):

A Companhia possui exposição a riscos de taxas de juros em seus empréstimos, financiamentos e debêntures. A análise de sensibilidade de variações nas taxas de juros considera os efeitos de um aumento ou de uma redução de 0,10% sobre estes empréstimos, financiamentos e debêntures em aberto na data das Demonstrações Financeiras Interinas Consolidadas. O impacto calculado considerando esta variação na taxa de juros monta, em 31/03/2008, R$ 60.436 (R$ 59.419 em 31/12/2007).

d) Instrumentos financeiros por categoria Síntese dos instrumentos financeiros por categoria:

31/03/2008 Ativos Empréstimos e recebíveis Ativos a valor de mercado com ganhos e perdas reconhecidos no resultado Instrumentos financeiros utilizados para hedging Disponíveis para venda Total Aplicações financeiras - 1.765.214 - 239.223 2.004.437

Instrumentos financeiros derivativos - 49.783 - - 49.783

Contas a receber e

outros ativos recebíveis 4.218.137 - - - 4.218.137

Caixa e equivalentes de caixa 2.079.378 - - - 2.079.378

Total 6.297.515 1.814.997 - 239.223 8.351.735 Passivos Passivos a valor de mercado com ganhos e perdas reconhecidos no resultado Instrumentos financeiros utilizados para hedging Outros passivos financeiros Total Financiamentos - - 17.489.766 17.489.766

Instrumentos financeiros derivativos 35.979 16.496 - 52.475

Total 35.979 16.496 17.489.766 17.542.241 31/12/2007 Ativos Empréstimos e recebíveis Ativos a valor de mercado com ganhos e perdas reconhecidos no resultado Disponíveis para venda Total Aplicações financeiras - 2.836.903 276.374 3.113.277 Instrumentos financeiros derivativos - 1.567 - 1.567 Contas a receber e

outros ativos recebíveis 3.700.701 - - 3.700.701 Caixa e equivalentes de caixa 2.026.096 - - 2.026.096

Total 5.726.797 2.838.470 276.374 8.841.641 Passivos Passivos a valor de mercado com ganhos e perdas reconhecidos no resultado Outros passivos financeiros Total Financiamentos - 16.868.676 16.868.676

Instrumentos financeiros derivativos 18.070 - 18.070

Total 18.070 16.868.676 16.886.746

Com exceção de um instrumento classificado como hedge de fluxo de caixa (cash flow hedge), o qual tem sua perda não realizada classificada diretamente no patrimônio líquido, todos os instrumentos financeiros derivativos são swaps de taxas de juros e foram registrados a valor justo, sendo as perdas realizadas e não realizadas apresentadas como “Ganhos (perdas) com derivativos, líquido” na demonstração consolidada de resultados.

e) Operações com instrumentos financeiros derivativos

As operações de derivativos incluem: swaps de taxas de juros fixas pra flutuantes (ou vice e versa) , tanto em Libor como em CDI ; swaps de taxas de juros de Libor japonesa pra taxas de juros em dólar; e também uma troca de exposição cambial (swap) de ienes japoneses para dólar.

A Gerdau Açominas S.A. contratou swaps de taxas de juros nos quais ela recebe uma taxa de juros variável baseada na

Libor e paga uma taxa de juros fixa em dólares norte-americanos. Estes contratos têm um valor nominal de R$ 481.221 e

data de vencimento entre 15/06/2010 e 30/11/2011. O valor justo destes contratos, que representa o montante que seria recebido se os contratos fossem finalizados em 31/03/2008, é uma perda líquida de R$ 16.393 (ganho líquido de R$ 7.466 em 31/03/2007).

A Gerdau Açominas S.A. também contratou um reverse swap na qual ela recebe uma taxa de juros fixa em dólares norte- americanos e paga uma taxa de juros variável baseada na Libor japonesa em ienes japoneses, com um valor nominal de R$ 467.010. A data de vencimento deste swap é 24/03/2016. O valor justo deste contrato, que representa o montante que seria recebido se o contrato fosse finalizado em 31/03/2008, é um ganho líquido de R$ 39.220 (ganho líquido de R$ 6.578 em 31/03/2007).

A Gerdau Açominas S.A. também contratou um swap na qual recebe uma taxa de juros variável baseada na Libor japonesa em ienes japoneses e paga uma taxa de juros fixa em dólares norte-americanos, com um valor nominal de R$ 392.737. A data de vencimento deste swap é 31/03/2015. O valor justo deste contrato, que representa o montante que seria recebido se o contrato fosse terminado em 31/03/2008, é um ganho líquido de R$ 1.712 (perda líquida de R$ 337 em 31/03/2007). Na Gerdau Aços Longos S.A., não havia nenhum swap em aberto em 31/03/2008. O valor nominal destes contratos era de R$ 194.999 em 31/03/2007. Não existem ganhos ou perdas não realizados em 31/03/2008 e os ganhos líquidos não realizados eram de R$ 685 em 31/03/2007.

Na GTL Equity Investments Corp., não havia nenhum swap ou put option de troca de moedas em aberto em 31/03/2008. O valor nominal destes contratos era de R$ 66.853 em 31/03/2007. Não existem ganhos ou perdas não realizados em 31/03/2008 e os ganhos líquidos não realizados eram de R$ 4.700 em 31/03/2007.

A Companhia possuía um compromisso de adquirir uma participação adicional na Diaco S.A. Esta opção foi exercida pela contraparte durante o 1º trimestre de 2008, resultando em um pagamento feito pela Companhia no montante de US$ 107,2 milhões em 10/01/2008 e representou um acréscimo de 40,2% na participação da Diaco S.A..

A Empresa Siderúrgica del Peru S.A.A. - Siderperu contratou swap de taxas de juros nos quais ela recebe uma taxa de juros variável baseada na Libor e paga uma taxa de juros fixa em dólares norte-americanos. Este contrato tem um valor nominal de R$ 131.183 e data de vencimento em 30/04/2014. O valor justo deste contrato, que representa o montante de liquidação se o contrato fosse finalizado em 31/03/2008, é uma perda líquida de R$ 7.202.

Durante março de 2008, a Gerdau Ameristeel contratou swaps de taxas de juros, qualificados como hedge de fluxo de caixa (cash flow hedge), visando reduzir sua exposição à variação da Libor do Term Loan Facility (nota 13.b). Os contratos têm um valor nominal de R$ 1.749.100, as taxas de juros fixadas para estes swaps estão entre 3,3005% e 3,7070% e têm vencimentos entre março/2012 e setembro/2013. Se adicionado ao spread sobre a Libor relativo à tranche B do Term Loan Facility, a taxa de juros nestes swaps estariam entre 4,5505% e 4,9570%. O valor de mercado (valor justo) destes swaps, que representam o montante a pagar se o contrato fosse encerrado em 31/03/2008, é uma perda líquida de R$ 16.496, a qual está registrada em conta específica do patrimônio líquido.

Visando reduzir sua exposição a variações no valor de mercado de suas Senior Notes, a Gerdau Ameristeel contratou

swaps de taxas de juros, que são qualificados como hedges de valor justo, subseqüentes ao refinanciamento de sua dívida.

Os contratos têm valor nominal de R$ 349.820 e vencimento em 15/07/2011. A Gerdau Ameristeel recebe uma taxa fixa de juros e paga uma taxa de juros variável baseada na Libor. O valor de mercado (valor justo) do contrato de taxas de juros, que representa o montante a pagar se o contrato fosse encerrado em 31/03/2008, é um ganho líquido de R$ 8.958 (perda líquida de R$ 5.374 em 31/03/2007).

Adicionalmente, a Gerdau Ameristeel possui opção de taxa de juros (conhecido como de caps and floor ou collars), relacionado ao hedge de valor justo citado acima, para limitar a sua exposição à variação das taxas de juros denominadas na Libor. O valor de mercado (valor justo), que representa o montante a pagar se os contratos fossem encerrados em 31/03/2008, é uma perda líquida de R$ 12.503.

f) Obrigações por compra de ações

Em 10/01/2006, a Companhia concluiu a aquisição de 40% da Corporación Sidenor S.A. (“Sidenor”), uma produtora de aços espanhola com operações na Espanha e no Brasil. O Grupo Santander, conglomerado financeiro espanhol, e uma entidade pertencente a executivos da Sidenor compraram, simultaneamente, 40% e 20% da Sidenor, respectivamente. O preço de aquisição de 100% da Sidenor consiste de uma parcela fixa de € 443.820 mil mais uma parcela variável contingente, a ser paga apenas pela Companhia. O preço fixo pago pela Companhia em 10/01/2006 por sua participação de

40% na Sidenor foi de € 165.828 mil (R$ 432.577). O Grupo Santander possui uma opção de vender a sua participação na Sidenor para a Companhia após 5 anos da compra, a um preço fixo com juros calculados utilizando uma taxa fixa de juros, tendo a Sidenor o direito de preferência de adquirir estas ações, podendo ainda, a qualquer momento durante o prazo de vigência da opção de venda, requerer que o Grupo Santander exerça esta opção de forma antecipada. Ademais, a Companhia consentiu em garantir ao Grupo Santander um montante acordado (igual ao preço fixo da opção de venda mencionada acima mais juros incorridos utilizando a mesma taxa fixa de juros), a qualquer momento, por 6 anos após o exercício da opção, caso o Grupo Santander não tenha vendido as ações até essa data. Neste caso, se requerido pelo Grupo Santander o pagamento da garantia, a Companhia passa a ter o direito de adquirir as ações da Sidenor ou indicar um terceiro para a aquisição e o valor recebido pela venda das ações e dividendos pagos pela Sidenor ao Grupo Santander deverão ser reembolsados à Companhia. A obrigação potencial da Companhia de comprar do Grupo Santander a participação de 40% na Sidenor foi registrada como um passivo não circulante na conta Obrigações por compra de ações. Como resultado do reconhecimento desta obrigação potencial, a Companhia reconhece desde a data de aquisição 80% da Sidenor como seu investimento. Em 31/03/2008, esta obrigação potencial totaliza R$ 503.964 (R$ 471.477 em 31/12/2007).

Durante o exercício de 2007, a subsidiária Gerdau Aços Especiais S.A. celebrou um contrato com o BNDES Participações S.A. (“BNDESPAR”), o maior acionista minoritário da controlada indireta (em conjunto com terceiros) Aços Villares S.A. (“Villares”). Este contrato concede à BNDESPAR opção de vender para a Companhia sua participação de 28,8% na Villares, por um preço determinado. Tal preço foi determinado pelo maior entre: (a) o preço da oferta incluído na oferta pública que a Companhia fez pela aquisição da Sidenor que foi completada no ano passado, mais juros de TJLP + 4% a.a., menos algum dividendo pago pela Villares capitalizado pelo mesmo juro, ou (b) o preço por ação da oferta pública dividido por 130% do preço das ações da Gerdau S.A., o qual resulta em uma quantidade total de opções para o BNDESPAR. No final do quinto ano do contrato, o BNDESPAR tem a maior entre as opções (a) ou (b) acima. Entre o quinto e o sétimo ano, a opção está ainda em aberto, mas o preço é apenas o descrito na letra (a) acima. Em 31/12/2007, o valor de mercado desta opção de venda tem o seu valor a zero em decorrência do valor das ações detidas pelo banco ser superior ao valor da opção. Conforme estabelecido pela norma IAS 32 (apresentação dos instrumentos financeiros), a Companhia efetuou a reclassificação do valor de exercício da put option (opção de venda) da conta participações dos acionistas minoritários para o passivo não circulante, na conta Obrigações por compra de ações, ainda que as ações detidas pelo banco tenham um valor superior a opção e resulte desta maneira em uma probabilidade remota de exercício desta opção de venda pelo BNDESPAR. Ao término do prazo estabelecido na opção de venda e não ocorrendo o exercício desta pelo BNDESPAR, a reclassificação será revertida e o montante da participação detida pelo BNDESPAR, na data das Demonstrações Financeiras, passará a ser novamente reconhecida como participações dos acionistas minoritários. Em 31/03/2008 o valor reconhecido como obrigação potencial monta R$ 437.365 (R$ 417.963 em 31/12/2007).

A Gerdau Ameristeel possui a opção de compra dos 45% de participação remanescente da PCS, a qual pode ser exercida após 5 anos da data da aquisição. Adicionalmente, os acionistas minoritários também tem a opção de vender os 45% de participação remanescente da PCS para a Gerdau Ameristeel, pelo preço estabelecido e também após 5 anos da data da transação. O preço estabelecido foi definido como sendo a média de EBITDAs dos 5 últimos exercícios encerrados antes do exercício da opção, multiplicados por 5. Se a Gerdau Ameristeel não executar a opção de compra, então os acionistas minoritários possuem o direito de executar a opção de venda de sua participação remanescente para a Gerdau Ameristeel. Sendo dada a execução da opção de compra/venda, a outra parte tem a obrigação de vender/comprar a participação remanescente. Conforme estabelecido pela norma IAS 32 (apresentação dos instrumentos financeiros), a Companhia efetuou a reclassificação do valor de exercício da put option (opção de venda) da conta participações dos acionistas minoritários para o passivo não circulante, na conta Obrigações por compra de ações. Ao término do prazo estabelecido na opção de venda e compra e não ocorrendo o exercício desta por nenhuma das partes envolvidas, a reclassificação será revertida e o montante da participação detida pelos minoritários da PCS, na data das Demonstrações Financeiras, passará a ser novamente reconhecida como participações dos acionistas minoritários. Em 31/03/2008 o valor reconhecido como obrigação potencial monta R$ 131.537.

No documento Destaques do 1º trimestre de 2008 (páginas 46-51)

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