• Nenhum resultado encontrado

Instrumentos financeiros e gerenciamento de risco

No documento Relatório da Administração 2015 (páginas 40-46)

Notas explicativas às demonstrações financeiras

24 Instrumentos financeiros e gerenciamento de risco

A Companhia mantém operações com instrumentos financeiros. A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais e controles internos visando assegurar liquidez, rentabilidade e segurança. A política de controle consiste em acompanhamento permanente das condições contratadas versus condições vigentes no mercado. A Companhia não efetua aplicações de caráter especulativo, em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco. Os resultados obtidos com estas operações estão condizentes com as diretrizes e estratégias definidas pela Administração da Companhia.

Valor justo versus valor contábil

A Administração da Companhia revisou os principais instrumentos financeiros ativos e passivos em 31 de dezembro de 2015 e 2014, bem como os critérios para a sua valorização, avaliação, classificação e os riscos a eles relacionados. Os valores justos dos ativos e passivos financeiros, juntamente com os valores contábeis apresentados no balanço patrimonial, são os seguintes:

31/12/2015 31/12/2014

Ativo Mensuração Contábil Valor justo Contábil Valor justo

Financiamentos e recebíveis

Caixa e equivalentes de caixa Valor justo por meio de resultado 6.773 6.773 3.849 3.849 Contas a receber Custo amortizado 28.786 28.786 153.787 153.787 Depósitos vinculados - contas

reserva Valor justo por meio de resultado 31.407 31.407 17.868 17.868

Passivos financeiros

Fornecedores Custo amortizado 63.857 63.857 11.404 11.404 Partes relacionadas Custo amortizado 25.421 25.421 58.149 58.149 Empréstimos e financiamentos Custo amortizado 76.623 79.147 168.001 170.527 Debêntures Custo amortizado 325.549 573.360 314.416 433.736 Para todas as operações apresentadas no quadro acima, exceto financiamentos e debêntures, a administração da Companhia considera que o valor justo equipara-se ao valor contábil, uma vez que para essas operações, o valor contábil reflete o valor de liquidação naquela data.

Termelétrica Pernambuco III S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2015

29

Hierarquia de valor justo

A tabela abaixo apresenta instrumentos financeiros registrados pelo valor justo, utilizando um, método de avaliação.

Os diferentes níveis foram definidos como a seguir:

Nível 1 - Preços cotados (não ajustados) em mercados ativos para ativos e passivos e idênticos Nível 2 - Inputs, exceto preços cotados, incluídas no Nível 1 que são observáveis para o ativo ou

passivo, diretamente (preços) ou indiretamente (derivado de preços)

Nível 3 - Premissas, para o ativo ou passivo, que não são baseadas em dados observáveis de mercado (inputs não observáveis).

Contábil Valor Justo

Nível 31/12/2015 31/12/2014 31/12/2015 31/12/2014

Ativo

Caixa e equivalentes de caixa Nível 1 6.773 3.849 6.773 3.849 Depósitos vinculados - contas reserva Nível 2 31.407 17.868 31.407 17.868

Passivo

Empréstimos e financiamentos Nível 2 76.623 168.001 79.147 170.527 Debêntures Nível 2 325.549 314.416 573.360 433.736

Classificação e mensuração dos instrumentos financeiros

No que tange ao cálculo do valor de mercado e classificação, seguem as seguintes considerações:

Caixa e equivalentes de caixa: os equivalentes de caixa são mantidos com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento ou outros fins. A Companhia considera equivalentes de caixa as aplicações financeiras de conversibilidade imediata em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um risco insignificante de mudança de valor. Por conseguinte, um investimento, normalmente, se qualifica como equivalente de caixa quando tem vencimento de curto prazo, a contar da data da contratação. As aplicações financeiras estão mensuradas ao valor justo por meio do resultado.

Fornecedores: Estão mensurados pelo custo amortizado, sendo classificados como passivo financeiro.

Empréstimos e financiamentos: Estão mensurados pelo custo amortizado, sendo classificados como passivo financeiro.

Contratos de mútuo: Estão mensurados pelo custo amortizado, sendo classificados como passivo financeiro.

Termelétrica Pernambuco III S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2015

30

Administração financeira de risco

A Administração da Companhia monitora diariamente os principais indicadores macroeconômicos, e seus impactos nos resultados, visando definir suas estratégias de gerenciamento de risco.

A companhia apresenta os seguintes riscos: • Risco de liquidez;

• Risco de crédito; • Riscos de mercado.

a. Risco de liquidez

A diretriz de gerenciamento de risco de liquidez implica em manter um nível seguro de disponibilidade de caixa e acessos a recursos imediatos.

A seguir estão as maturidades contratuais dos passivos financeiros, considerando as demonstrações financeiras, e os juros a vencer até o final do contrato.

31 de dezembro de 2015 Valor contábil Fluxo contratado Até meses 12 2 anos 3 anos 4 - 5 anos Mais de 5 anos

Fornecedores 63.857 63.857 63.857 - - - -

Empréstimos e financiamentos 76.623 89.919 85.857 1.069 1.132 1.861 - Debêntures 325.549 1.301.953 30.349 44.943 58.473 165.245 1.002.943

b. Risco de crédito

Quanto ao risco de crédito associado às aplicações financeiras, a Companhia somente realiza operações em instituições avaliadas e/ou aprovadas pela Administração.

31/12/2015 31/12/2014

Ativos

Caixa e equivalentes de caixa 6.773 3.849 Depósitos vinculados - contas reserva 31.407 17.868

c. Risco de mercado

Risco de taxa de juros

A Companhia monitora continuamente as taxas de juros de mercado com objetivo de avaliar a eventual necessidade de contratação de operações para se proteger contra o risco de volatilidade dessas taxas e adota diretriz conservadora de captação e aplicação de seus recursos financeiros.

31/12/2015 31/12/2014

Ativos

Caixa e equivalentes de caixa 6.773 3849

Depósitos vinculados - contas reserva 31.407 17.868

Passivos Fornecedores 63.857 11.404 Empréstimos e financiamentos 76.623 168.001 Partes relacionadas 25.421 58.149 Debêntures 325.549 314.416

Termelétrica Pernambuco III S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2015

31

Análise de sensibilidade de valor justo para instrumentos de taxa variável em 31 de dezembro de 2015

A Administração considerou como metodologia mais correta para a estimativa de um “cenário provável” se basear nas taxas praticadas no mercado, para o período de um ano, do CDI em 31 de dezembro de 2015. O cenário I considera uma diminuição/aumento de 25% e o cenário II considera uma diminuição/aumento de 50%, da taxa provável apuradas nas respectivas datas de análise.

Instrumentos financeiros passivos

Debêntures

-50% -25% Provável 25% 50%

Exposição líquida IPCA 10.517 15.775 21.034 26.292 31.551 Impacto da variação (10.517) (5.258) - 5.258 10.517

Empréstimos e financiamentos

-50% -25% Provável 25% 50%

Exposição líquida CDI 3.900 5.850 7.799 9.749 11.699 Impacto da variação (3.900) (1.950) - 1.950 3.900

-50% -25% Provável 25% 50%

Exposição líquida TJLP 104 156 207 259 311

Impacto da variação (104) (52) - 52 104

O cenário provável foi determinado com base nos vencimentos contratuais de cada dívida e a avaliação de mercado foi determinada conforme descrito na definição do valor justo abaixo.

Definição de valor justo

Para o cálculo do valor justo, utilizamos a taxa média de DI e IGP-M divulgada pela CETIP, tanto para o cálculo da taxa de desconto quanto para as projeções dos fluxos de pagamentos das dívidas. Calculamos a taxa de desconto utilizando a DI e o IGP-M do período acrescido do spread dos juros dos títulos.

A Administração entende que a melhor estimativa de avaliação do spread de risco de crédito está relacionada aos movimentos de mercado com o uso das taxas observadas para reavaliação do risco.

Gestão de risco de estrutura de capital

Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de terceiros que a Companhia faz para financiar suas operações. Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado do capital, a Companhia monitora permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado.

Termelétrica Pernambuco III S.A.

Demonstrações financeiras em 31 de dezembro de 2015

32

Principais ativos e passivos financeiros

Os principais ativos e passivos financeiros utilizados pela Companhia, de que surgem os riscos de instrumentos financeiros, são os seguintes:

• Aplicações financeiras; • Clientes; • Conta reserva; • Empréstimos e financiamentos; • Debêntures; e • Fornecedores.

25 Eventos subsequentes

Até a data da emissão das Demonstrações Financeiras do exercício findo em 31 de dezembro de 2015, ocorreu o seguinte pagamento aos detentores das debêntures:

11/02/2016

Pagamento de debêntures (principal) 6.807

Pagamento de debêntures (juros) 7.854

Pagamento de debêntures (Waiver fee) 2.874

Total 17.535

Durante o início do exercício de 2016, ocorreu o cancelamento do parcelamento de curto prazo do ICMS e, com isso, a Companhia optou por alongar seu fluxo de pagamento em 60 (sessenta) meses, período máximo autorizado por lei.

Relatório dos auditores independentes sobre as

demonstrações financeiras

Aos Conselheiros e Diretores da Termelétrica Pernambuco III S.A Porto Alegre - RS

Examinamos as demonstrações financeiras da Termelétrica Pernambuco III S.A (“Companhia”), que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2015 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.

Responsabilidade da administração sobre as demonstrações financeiras

A administração da Companhia é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB, assim como pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.

Responsabilidade dos auditores independentes

Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante.

Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor, incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Companhia para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Companhia. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião.

Opinião

Em nossa opinião, as demonstrações financeiras, acima referidas, apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Termelétrica Pernambuco

2

III S.A em 31 de dezembro de 2015, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB.

Ênfase

Continuidade operacional

Chamamos a atenção para a nota explicativa 1 às demonstrações financeiras, que descreve que a Companhia tem apurado prejuízos repetitivos em suas operações, tendo acumulado em 31 de dezembro de 2015 prejuízo de R$ 173.376 mil e apresentou excesso de passivo circulante sobre ativo circulante, no montante de R$ 438.227 mil, e que está em desacordo com determinadas cláusulas restritivas (“covenants”) constantes em contratos com instituições financeiras, que poderiam exigir o vencimento antecipado dos passivos vinculados a esses contratos. Essas situações, indicam a existência de incerteza significativa que poderia levantar dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade operacional da Companhia. As demonstrações financeiras não incluem quaisquer ajustes em virtude dessa incerteza. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto.

Outros assuntos

Demonstrações do valor adicionado

Examinamos, também, a demonstração do valor adicionado (DVA), referente ao exercício findo em 31 de dezembro de 2015, elaborada sob a responsabilidade da administração da Companhia, cuja apresentação é requerida pela legislação societária brasileira para companhias abertas, e como informação suplementar pelas IFRS que não requerem a apresentação da DVA. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em nossa opinião, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

Auditoria das demonstrações financeiras do exercício anterior

Os balanços patrimoniais, em 31 de dezembro de 2014 e as demonstrações, do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos de caixa e respectivas notas explicativas para o exercício findo em 31 de dezembro de 2014 foram por nós auditados, e emitimos relatório, datado em 15 de maio de 2015, que continha ressalva referente a saldos de adiantamentos realizados a fornecedores de imobilizado que se encontravam, em processo de revisão, conciliação e análise pela Companhia. Tal processo foi concluído no exercício findo em 31 de dezembro de 2014 sem apurar distorções. Dessa forma, nossa opinião sobre os valores correspondentes a 31 de dezembro de 2014 não mais contêm modificação.

Porto Alegre, 30 de março de 2016 KPMG Auditores Independentes CRC SP014428/F-7

Cristiano Jardim Seguecio

No documento Relatório da Administração 2015 (páginas 40-46)

Documentos relacionados