5.RESULTADOS E DISCUSSÃO
5.2 INTENSIDADE DE AMOSTRAGEM
Nota-se a semelhança entre a média de m3/ciclo quando comparado
à média de volumes obtida e a média apresentada por Zagonel (2005) na Tabela 3. Ainda que os dados para o presente trabalho não sejam suficientes de acordo com a intensidade de amostragem.
TABELA 3 – PRODUTIVIDADE MÉDIA DO SKIDDER POR CICLO (Vméd) – Zagonel, 2005.
5.2 INTENSIDADE DE AMOSTRAGEM
A coleta de dados foi realizada segundo a intensidade de amostragem ideal (n) para o erro requerido. A intensidade amostral necessária calculada para o estudo foi de 26 amostras de ciclo operacional de extração conforme estudo realizado. Para o presente trabalho coletou-se um número de 40 amostras de ciclo operacional, dessa maneira, obteve-se uma confiabilidade nos resultados devido a quantidade muito superior a de amostras necessárias (Tabela 4).
Para os resultados apresentados por Zagonel (2005), os tempos médios por ciclo variam em função do volume de extração, distância e tempo na formação das cargas devido ao método de corte (Tabela 5).
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TABELA 4 – ANÁLISE ESTATÍSTICA DO CICLO OPERACIONAL DE EXTRAÇÃO NA FAZENDA ANHUMAS, MUNICÍPIO DE MARCELÂNDIA – MT- 2002.
Desvio padrão 2,74
Coeficiente de variação (%) 36,79
't'' de Student p <0,05 2,023
Erro admissível 5%
Número de amostras coletadas 40
Intensidade ideal de amostragem 26
Para o valor de ‘’t’’ de Student, obteve-se 2,023, resultando em um número mínimo de 25,74, ou aproximadamente 26, ciclos operacionais a serem utilizados para garantia de um erro de máximo de 5% no estudo. Desta forma, utilizou-se um valor excedente de 15 ciclos, ou seja, 40 ciclos operacionais coletados, garantindo a maior confiabilidade dos dados.
TABELA 5 – TEMPOS MÉDIOS POR CICLO OBTIDO POR ZAGONEL, 2005.
5.3. CUSTO OPERACIONAL DE EXTRAÇÃO EM R$/minutos (x)
O valor do custo operacional total de extração (x) obtido foi de
R$1,95/minuto. Os custos fixos (CF), os custos variáveis (CV), custos administrativos (CA) e de risco (CR) estão representados na Tabela 6.
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TABELA 6 – CÁLCULO DO CUSTO OPERACIONAL DE EXTRAÇÃO (X) DA FAZENDA ANHUMAS, MUNICÍPIO DE MARCELÂNDIA – MT- 2002.
Custos Fixos (CF) R$/hora
(D) Depreciação 11,9
(J) Juros 12,19
(S) Seguro 0,78
(A) Alojamento 0,62
Custos Variáveis (CV) R$/hora
(C) Combustível 34,56
(M) Óleo lubrificante do motor 0,08
(T) Óleo lubrificante da transmissão 0,21
(G) Graxa 0,75
(D) Filtro de óleo diesel 0,3
(L) Filtro de óleo lubrificante 0,05
(R) Reparos 11,9
(P) Pneus 1,8
(O) Operador (valor/hora) 13,5
Outros Custos R$/hora
Custo de Administração (CA) 10,63
Custo de Risco (CR) 8,85
Custo Total (X)– R$/hora 108,03
Na Tabela 7 são apresentados os custos anuais de estradas de uso florestal obtidos por Zagonel (2005) para plantio de Pinus taeda.
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TABELA 7 – CUSTOS ANUAIS DE ESTRADAS DE USO FLORESTAL
Zagonel (2005) inferiu que a partir do custo anual de estradas florestais primárias, obteve-se a equação do custo de estradas de uso florestal. O autor visou determinar a densidade ótima de estradas secundárias, o qual, em geral, representa cerca de 33% do custo das estradas primárias.
5.4. VALORES DE “t” e “L”
Observando-se a tabela 2, é possível notar um valor médio de viagem com e sem carga de 6,35 minutos e uma distancia média de extração de 478 metros, gerando um valor médio de t = 0,0135 minutos/metro. Para volume de carga, na mesma tabela obteve-se o valor médio aproximado de L = 3,5 m³/viagem.
5.5 VALOR DE “r’’
O valor é de R$ 623,41, o qual representa o valor de R$ 1,80 por litro de combustível (valor obtido em 2002), utilizando-se 90 litros por hora e 3,33 horas por quilômetro de estrada.
5.6 DETERMINAÇÕES DE DOE, EOE e DME
Após serem obtidos os valores dos componentes e realizados os cálculos, definiu-se a densidade ótima de estradas (DOE), espaçamento ótimo
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de estradas (EOE) e distância média de extração (DME), conforme a Tabela 8, para os valores mínimos (qmin), valores médios (qmed) e para os valores máximos (qmáx) observados nos inventários da fazenda Anhumas.
TABELA 8 – VALORES DE DENSIDADE ÓTIMA DE ESTRADAS (DOE), ESPAÇAMENTO ÓTIMO DE ESTRADAS (EOE) E DISTÂNCIA MÉDIA DE EXTRAÇÃO (DME), CALCULADOS PARA DIFERENTES RENDIMENTOS DE FLORESTA DE MATA NATIVA DA FAZENDA ANHUMAS – MT/2002.
DOEqmin (m/ha) 24,7 DOEqmed (m/ha) 26,41 DOEqmax (m/ha) 28,01 EOEqmin (m) 404,84 EOEqmed (m) 378,69 EOEqmax (m) 357,04 DMEqmin (m) 157,89 DMEqmed (m) 147,69 DMEqmax (m) 139,24
Ao aplicar os respectivos valores de DOE nas equações obteve-se os custos específicos de Extração, Perda de Área Produtiva e de Estradas. O custo global resultou da soma destes custos em função da densidade ótima de estradas determinada pela equação. A Tabela 9 apresenta um resumo dos custos obtidos em relação às DOEs específicas.
Comparando a Tabela 8 e a Tabela 9 de Zagonel a seguir, observa- se que os valores obtidos por Zagonel (2005) são maiores. Os mesmos valores quando comparado com outros trabalhos, DOE e DME se apresentam próximos dos resultados obtidos neste trabalho. Souza (2001) obteve em seu estudo valores de DOE e DME para extração com skidder de 20,2 m/ha e 183 metros respectivamente. Mac Donagh (1994) encontrou valores de 87,14 m/ha e 44,44 m/ha para densidade de estradas e 87,50 e 112,50 metros de distância média de arraste.
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Os estudos citados como comparativo possuíam características semelhantes ao trabalho realizado como: povoamentos de Pinus sp., extração utilizando skidder. Valverde et al. (1996) obteve em seu estudo um custo de extração para uma distância de 150m de US$ 0,82 m/st (US$ 1,1714 m3)
utilizando skidder.
TABELA 9 – CUSTOS DE ESTRADAS SECUNDÁRIAS, CUSTOS DE PERDA DE ÁREA PRODUTIVA, CUSTOS DE EXTRAÇÃO E CUSTO GLOBAL (ZAGONEL, 2005).
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6. CONCLUSÕES
A densidade ótima de estradas (DOE) recomendada para a floresta tropical da fazenda Anhumas foi de 26,40 m/ha. Este valor de DOE refere-se ao nível médio de produção de 16 m³/ha.
Os valores de espaçamento ótimo de estradas (EOE) e distância média de extração (DME) para o nível médio de produção são de respectivamente 378,69 metros e 147,69 metros.
A distância média de extração calculada neste trabalho, quando comparada à média das distâncias de extração estimadas, apresenta uma redução de cerca de 70%, evidenciando a necessidade da redefinição da malha viária da propriedade, ou seja, a fazenda dispõe de uma densidade de estradas maior do que a densidade ótima recomendada.
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