A nova vers˜ao da aplicac¸˜ao suporta novas funcionalidades, nomeadamente, de alterac¸˜ao do cen´ario, de escolha da posic¸˜ao das personagens no cen´ario e personalizac¸˜ao de cada personagem virtual. Como tal, realizaram-se alterac¸˜oes `a interface de configurac¸˜ao de cen´ario de modo a suportar as novas funcionalidades. A sua descric¸˜ao e desafios encon- trados na sua implementac¸˜ao s˜ao explicados a seguir.
4.4.1
Inclus˜ao de diferentes cen´arios virtuais
Pretendia-se, nesta vers˜ao, que a aplicac¸˜ao suportasse a adic¸˜ao de novos cen´arios virtuais. Um dos cen´arios mais relevantes de considerar, e sugerido pela equipa de terapeutas, foi a sala de aula. Este permitiria reproduzir um cen´ario de utilizac¸˜ao em ambiente acad´emico, como por exemplo, o de apresentac¸˜ao de tese acad´emica. Como tal, seria necess´ario obter o modelo 3D de uma sala de aula.
O software utilizado para importar um modelo 3D de sala de aula foi o SketchUp. Recorreu-se `a sua store para obter o objeto 3D da sala de aula pois esta cont´em in´umeros modelos 3D adicionados por outros utilizadores. O modelo foi, ent˜ao, descarregado para o SketchUp e convertido para um formato leg´ıvel pelo Unity 3D. Ap´os algumas modificac¸˜oes ao modelo, os cen´arios presentes na aplicac¸˜ao encontram-se presentes na figura 4.15.
(a) Cen´ario Default (audit´orio) (b) Cen´ario Classroom (sala de aula)
Figura 4.15: Cen´arios dispon´ıveis na aplicac¸˜ao
Desta forma, a aplicac¸˜ao continua a integrar o cen´ario utilizado em Virtual Spectators 2.0(um audit´orio) e passa agora a ter, tamb´em, um cen´ario de sala de aula. A interface de simulac¸˜ao teve de ser modificada de modo ao terapeuta poder alternar entre os v´arios cen´arios. Via scripting, definiu-se uma lista de cen´arios que ´e iterada quando o terapeuta seleciona o cen´ario seguinte (ou anterior). No caso de o cen´ario n˜ao ser o escolhido, este
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Novos cen´arios poder˜ao ser adicionados. O processo ´e descrito na secc¸˜ao F.4 do anexo F.
4.4.2
Selec¸˜ao e posicionamento dos HV
A aplicac¸˜ao disponibiliza trˆes personagens que o terapeuta pode selecionar para figu- rarem na mesa de j´uri. Pretendia-se implementar um sistema bastante e f´acil de gerir para selec¸˜ao de personagens. Uma das quest˜oes assinaladas pelos terapeutas `a vers˜ao anterior foi o facto de n˜ao ser poss´ıvel visualizar todas as personagens dispon´ıveis si- multaneamente. Essa foi outra caracter´ıstica a corrigir. A figura 4.16 ilustra o sistema implementado.
(a) Nenhuma personagem selecionada (b) John no 1º slot e Carl arrastado para o 3ª
Figura 4.16: Secc¸˜ao de selec¸˜ao e posicionamento dos HV no cen´ario
Nesta abordagem todas as trˆes personagens est˜ao simultaneamente vis´ıveis. As suas faces s˜ao apresentadas na lista de personagens dispon´ıveis e est˜ao prontas para serem escolhidas. Assim que uma delas ´e colocada no cen´ario, esta deixa de estar dispon´ıvel para nova escolha pelo que a sua face fica em tons de preto e branco na lista inferior. Cli- cando em “Remove” desocupa a respetiva posic¸˜ao e a personagem volta novamente a estar dispon´ıvel para escolha. O m´etodo de selec¸˜ao de personagens pode ser feito atrav´es do m´etodo utilizado na vers˜ao anterior, clicando no n´umero da posic¸˜ao e depois na fotografia que representa a personagem pretendida para essa posic¸˜ao, ou atrav´es de um sistema de drag & drop. Este ´ultimo ´e bastante mais simples bastando um ´unico clique (e depois ar- rastar) para ocupar uma posic¸˜ao na mesa de j´uri com uma personagem. Tamb´em a troca de personagens ´e igualmente simples bastando um ´unico clique. Estas operac¸˜oes produzem o devido efeito na interface cliente atrav´es do sistema de comunicac¸˜ao interprocessual da aplicac¸˜ao.
Cap´ıtulo 4. Implementac¸˜ao da soluc¸˜ao 65
que simplifiquem o trabalho do developer. Por exemplo, foi necess´ario implementar de raiz o m´etodo de drag & drop e definir, recorrendo a texturas, o tipo de cursor do rato.
4.4.3
Personalizac¸˜ao de personagens
Um dos requisitos da aplicac¸˜ao era que o terapeuta fosse capaz, depois de selecionar os HV que devem constar no cen´ario virtual, de personalizar cada uma dessas personagens. Como tal, a interface do terapeuta deveria possibilitar a realizac¸˜ao dessa tarefa pelo que se criou uma secc¸˜ao pr´opria para o efeito, dentro dessa interface. Para ativar a secc¸˜ao correspondente a cada uma das personagens, basta clicar na respetiva personagem que se encontre previamente escolhida. A figura 4.17 ilustra dois exemplos de personalizac¸˜ao de personagens.
(a) Exemplo de personalizac¸˜ao de Jessi
(b) Exemplo de personalizac¸˜ao de John
Figura 4.17: Menu de personalizac¸˜ao de personagens
Outra das quest˜oes tamb´em assinaladas no teste de utilizador com terapeutas, teve a ver com o facto de n˜ao ocorrer qualquer alterac¸˜ao, no menu de configurac¸˜ao, ap´os seleci- onada a opc¸˜ao de adicionar ´oculos (que era a ´unica opc¸˜ao de personalizac¸˜ao dispon´ıvel). Posto isto, adicionou-se uma secc¸˜ao de preview para os HV. Nesta, o utilizador tem a
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e personalizada. A aplicac¸˜ao permite rodar o modelo 360º nos dois sentidos e fazer um close-upda sua face.
As opc¸˜oes dispon´ıveis e que s˜ao vis´ıveis na janela de preview d˜ao-se ao n´ıvel da personalizac¸˜ao do tipo de ´oculos (sem, normais ou de sol) e do estilo de indument´aria e cabelo (formal ou informal, podendo estas ser conjugadas entre si). Estas s˜ao do tipo radio buttono que significa que s´o uma das opc¸˜oes do mesmo tipo pode ser escolhida. Quaisquer destas alterac¸˜oes efetuadas produzem, tamb´em, o respetivo efeito na interface do paciente.