Nesta secc¸˜ao s˜ao enunciadas e descritas as funcionalidades da aplicac¸˜ao (requisitos fun- cionais) e propriedades (requisitos n˜ao funcionais) que o sistema satisfaz. S˜ao descritos tamb´em os requisitos funcionais que foram inicialmente propostos mas que foram ex- clu´ıdos e o porquˆe da sua exclus˜ao.
3.3.1
Requisitos funcionais
Algumas das funcionalidades da aplicac¸˜ao foram implementados nas vers˜oes anteriores. Os requisitos que foram herdados de vers˜oes anteriores e que n˜ao sofreram quaisquer alterac¸˜oes, est˜ao enumerados com (-). Os que foram herdados mas modificados est˜ao
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assinalados com (*). Os requisitos que s˜ao implementados de raiz est˜ao assinalados com (+).
O sistema provˆe um menu inicial em que ´e poss´ıvel:
– Selecionar o cen´ario de utilizac¸˜ao. Nesta iterac¸˜ao do trabalho, os esforc¸os focaram- se, somente, em reproduzir uma situac¸˜ao de discurso de car´acter avaliativo reali- zado por um paciente perante um n´umero reduzido de personagens virtuais (at´e um m´aximo de 3). Outros casos poder˜ao ser considerados em vers˜oes posteriores da aplicac¸˜ao;
– Sair da aplicac¸˜ao.
O sistema provˆe um menu de configurac¸˜ao dispon´ıvel para o terapeuta em que ´e poss´ıvel:
+ Escolher o cen´ario de simulac¸˜ao: a sess˜ao de terapia tem lugar em diferentes cen´arios adequados `a TE para tratar o medo de falar em p´ublico. Neste trabalho, deu-se destaque `a situac¸˜ao de avaliac¸˜ao perante um j´uri em diferentes contextos. Os cen´arios que a aplicac¸˜ao contempla s˜ao um audit´orio (opc¸˜ao Default) e sala de aula (opc¸˜ao Classroom). Com o cen´ario do tipo audit´orio pode-se, por exem- plo, representar uma situac¸˜ao do tipo casting. No caso do cen´ario do tipo sala de aula, este seria mais indicado para, por exemplo, situac¸˜oes de apresentac¸˜ao de tese acad´emica;
– Configurar propriedades do cen´ario virtual, desde a cor e material das paredes do cen´ario (apenas no cen´ario Default) e dos elementos (mesas, cadeiras, etc) que comp˜oem esse cen´ario;
+ Escolher as personagens virtuais a figurarem na simulac¸˜ao. S˜ao disponibilizadas trˆes personagens;
+ Definir/Trocar a posic¸˜ao que cada personagem ocupa na mesa do j´uri;
* Remover uma personagem em determinada posic¸˜ao deixando essa posic¸˜ao vazia; + Configurar cada personagem virtual individualmente. ´E poss´ıvel optar por um es-
tilo formal ou informal para cada personagem atrav´es da configurac¸˜ao da sua in- dument´aria e do seu corte de cabelo (exceto numa personagem que representa um homem calvo de meia-idade). ´E tamb´em poss´ıvel optar pela utilizac¸˜ao de ´oculos normais ou de sol;
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– Iniciar simulac¸˜ao; – Sair da aplicac¸˜ao;
O sistema provˆe um menu de simulac¸˜ao dispon´ıvel para o terapeuta durante o decurso da sess˜ao de terapia em que, em tempo real, ´e poss´ıvel:
– Escolher o HV que se pretende controlar num determinado instante. Os restantes HV ficam num modo autom´atico cujo tipo de comportamento pode ser definido; – Definir um tipo de comportamentos autom´aticos a serem exibidos periodicamente
para um determinado HV;
* Ativar os comportamentos corporais de: estar “atento” e “distra´ıdo”, “discordar”, “concordar”, “receber SMS”, “utilizar port´atil”, “adormecer”, “olhar para a di- reita” e “sussurrar” (apenas dispon´ıvel na personagem que se est´a a controlar); – Alterar a express˜ao facial do HV controlado em determinado instante, atrav´es da
combinac¸˜ao de v´arios AUs (ver anexo A) que foram considerados como os mais indicados pela equipa de psic´ologos;
+ Ativar uma das falas que est˜ao dispon´ıveis para a personagem em controlo.
– Alterar a postura corporal do HV em controlo segundo as opc¸˜oes de “inclinar para tr´as”, “inclinar para a frente”, “neutro” e “cruzar”/“descruzar os brac¸os”;
– Ajustar a iluminac¸˜ao do cen´ario dentro de determinados limites de intensidade de luz;
– Controlar eventos sonoros a ocorrer durante a simulac¸˜ao;
– Alternar entre trˆes tipos de aproximac¸˜ao da cˆamara (close-up): cen´ario completo, personagem em controlo e face da personagem em controlo;
– Regressar ao menu de configurac¸˜ao;
– Suspender e terminar a simulac¸˜ao (neste ´ultimo a aplicac¸˜ao remete o utilizador para o menu inicial).
Este documento inclui o manual de utilizador, que pode ser consultado no anexo E, e que ilustra estas funcionalidades da aplicac¸˜ao.
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3.3.2
Requisitos funcionais n˜ao implementados
A aplicac¸˜ao n˜ao inclui as seguintes operac¸˜oes e funcionalidades inicialmente planeadas • Configurac¸˜ao do tom de pele das personagens. No ser humano, existem carac-
ter´ısticas fision´omicas fortemente associadas `as diferentes tonalidades da pele. Verificou-se que alterar o tom de pele de uma personagem sem alterar a sua fisi- onomia n˜ao ´e uma soluc¸˜ao realista. Uma vez que reproduzir essa transformac¸˜ao para a mesma personagem ´e um processo complexo, este requisito n˜ao foi conside- rado nesta iterac¸˜ao;
• Integrac¸˜ao de um m´odulo de inteligˆencia artificial provendo as personagens de per- sonalidade. O objetivo seria que cada personagem fosse capaz de construir uma “percec¸˜ao” do ambiente que o rodeia e que reaja de acordo com um determinado tipo de personalidade (simp´atico, antip´atico, etc). Optou-se por n˜ao implementar esta funcionalidade dada a complexidade associada a este campo tecnol´ogico; • Rastreamento da posic¸˜ao do paciente de modo a permitir `as personagens virtuais
acompanhar o paciente enquanto se move. Os problemas relacionados com a com- patibilidade entre dispositivos de tracking e o ambiente em que a aplicac¸˜ao ´e execu- tada (aliando ao desafio de exigir-se resposta ao utilizador em tempo real) levaram ao abandono deste requisito.
3.3.3
Requisitos n˜ao funcionais
O sistema implementado procura satisfazer as seguintes propriedades:
• Desempenho: sendo que se considera uma soluc¸˜ao de resposta em tempo-real, o sistema dever´a responder dentro de um curto de per´ıodo de tempo, tal que seja impercet´ıvel aos diferentes tipos de utilizador;
• Realismo: a aplicac¸˜ao recorre a personagens virtuais fotorrealistas; • Usabilidade: o sistema provˆe uma interface gr´afica simples e intuitiva;
• Funcionalidade: os elementos do sistema dever˜ao obedecer ao input inserido no sistema pelo utilizador;
• Portabilidade: a aplicac¸˜ao provˆe uma f´acil integrac¸˜ao e execuc¸˜ao em diferentes ambientes, quer ao n´ıvel de hardware quer ao n´ıvel de software;
• Extensibilidade: O sistema dever´a suportar a incorporac¸˜ao de novos cen´arios, per- sonagens, comportamentos entre outras funcionalidades que se considerem ´uteis e
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• Restric¸˜oes de execuc¸˜ao: O sistema deve ser poss´ıvel de executar em ambientes Windowsa partir da vers˜ao XP e Mac OS X a partir da vers˜ao Snow Leopard 10.6, e placa gr´afica cujo seu ano de produc¸˜ao n˜ao seja anterior a 2004;
• Restric¸˜ao de custo: O sistema foi desenvolvido minimizando ao m´aximo o custo de aquisic¸˜ao de ferramentas e recursos, utilizando, tanto quanto poss´ıvel, software de dom´ınio p´ublico e vers˜oes gratuitas de software propriet´ario;
3.3.4
Requisitos detalhados
O sistema considera dois processos/aplicac¸˜oes principais que est˜ao na base da arquitetura da aplicac¸˜ao Virtual Spectators 3.0:
• Processo orientado ao terapeuta: respons´avel por processar o input do terapeuta. Para tal, uma janela de visualizac¸˜ao ´e apresentada de modo a definir que parˆametros o terapeuta quer configurar e manipular;
• Processo orientado ao paciente: respons´avel pela interface gr´afica que traduz to- das as definic¸˜oes e eventos executados pelo processo da responsabilidade do tera- peuta.