MODELO COMPLETO DE UM ARTIGO CIENTÍFICO
S INTOMAS DO E STRESSE
(A lista a seguir foi compilada pelo psicólogo Michael Antoni, da Universidade de Miami, e por seus colegas.)
Sintomas cognitivos
Ansiedade, expectativa receosa, baixa concentração, dificuldade de memória.
Sintomas emocionais
Sensações de tensão, irritabilidade, inquietação, angústia, incap
acidade de relaxar, depressão.
Sintomas comportamentais
Esquivar-se de tarefas, problemas de sono, dificuldade de concluir deveres profissionais, nervosismo, tremores, fisionomia cansada, punhos cerrados, choro, mudanças nos hábitos alimentares, relacionados à bebida ou ao cigarro.
Sintomas fisiológicos
Músculos doloridos ou tensos, ranger os dentes, transpiração, dores de cabeça devido à tensão, sensação de desmaio iminente, sensação de sufocamento, dificuldade de engolir
, dor de estômago, náusea, vômito, intestino solto, constipação, freqüência de urgência p
ara urinar, perda de interesse no sexo, cansaço, calafrios ou
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tremores, perda ou ganho de peso, atenção exagerada aos batimentos cardíacos.
Sintomas sociais
Em períodos de estresse, algumas pessoas tendem a procurar outras, em busca de
companhia. Outras se isolam.
Além disso, a
qualidade dos relacionamentos pode mudar
quando uma pessoa está sob estresse.
O estresse influencia de forma significativa a saúde das pessoas. Há dois tipos de estresse: o de curto prazo ou intenso ou agudo e o de longo prazo ou crônico. O estresse agudo dura alguns momentos, horas ou poucos dias e depois se dissipa. Já o estresse crônico persiste por mais tempo, sem encontrar meios que o desativem eficientemente. Dependendo do tipo de estresse, agudo ou crônico, as conseqüências para a saúde serão
diferentes.
Uma pessoa que está constantemente sob pressão apresenta as mesmas mudanças físicas no organismo que uma pessoa que está sob um estresse
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agudo. A freqüência cardíaca, a pressão arterial e a tensão muscular aumentam, a atividade do estômago e dos intestinos diminuem, o nível sangüíneo de glicose aumenta a fim de gerar energia rapidamente. Não esquecendo de que somos psicossomáticos, ao mesmo tempo, alterações psicológicas ocorrem, como por
exemplo, ansiedade e pânico.
A diferença é que no estresse crônico as mudanças que ocorrem são mais prolongadas do que no estresse agudo e podem contribuir para o desenvolvimento de
doenças e levar à doença crônica.
Quando uma pessoa está sob o estresse agudo, ela se encontra em estado de alerta, de “luta ou fuga”. O estresse agudo é desencadeado no hipotálamo que
estimula a glândula hipófise.
A hipófise induz à produção de adrenalina, noradrenalina e corticóides pelas glândulas supra-renais, ao mesmo tempo em que o sistema nervoso autônomo simpático entre em ação. Explicaremos melhor
este mecanismo mais adiante (RIO 1996,17). 9
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Segundo Rio,
É o stress agudo que possibilita os desempenhos excepcionais dos atletas ou de pessoas comuns em situações de “luta ou fuga”. O aumento da produção e do consumo de energia pode-se elevar enormemente e chegamos a carregar pesos ou saltar distâncias e alturas que jamais imaginaríamos ser possível. Esse conjunto de reações psicofísicas tem sido o principal sistema de sobrevivência do ser humano, ao longo dos milênios em que enfrentou situações naturais adversas que exigiam respostas vigorosas. (id.)
Tanto o estresse agudo quanto o crônico podem ser positivo e negativo.
O estresse positivo, criativo, saudável é chamado por Hans Seyle (apud Rio op.cit., 18) de eustress.
A
emoção da alegria é o que predomina, podendo haver 10
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momentos de ansiedade discreta, criativa. O excedente de energia transforma-se em prazer
, vitalidade, alegria de viver. Um bom exemplo de eustress é o de quando coração dispara e a respiração fica ofegante ao encontrar a pessoa amada, a alegria ao comemorar um gol, ou ainda o prazer de uma relação sexual.
O estresse que se relaciona com a derrota, medo, angústia, insegurança, não-criatividade, doença e até a morte foi denominado por Hans Seyle (apud Rio id.) de distress. As emoções de ansiedade destrutiva, do medo, da tristeza, da raiva predominam no distress. Um exemplo tanto de eustress quanto de distress é a observação de dois times de futebol após uma partida importante. De um lado, a alegria dos vencedores caracterizando o eustress e do outro, a amargura dos perdedores
caracterizando o distress.
No início desse século, Walter B. Cannon, fisiologista de Harvard, foi o primeiro a descrever a reação
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de luta ou fuga (reação adaptável do organismo a uma ameaça) citada no início deste trabalho:
Nessa reação, o organismo secreta catecolaminas, “hormônios do estresse”, que imediatamente solicitam órgãos fundamentais. Preparando uma pessoa ou um animal sob ameaça para lutar ou fugir. O mais conhecido desses hormônios é a epinefrina, também denominada adrenalina, que é produzida pelas glândulas supra- renais (localizadas exatamente em cima de cada rim).
Essa reação de luta ou fuga foi essencial para a sobrevivência em uma época em que seres humanos enfrentavam ameaças físicas, como animais selvagens, que ocasionavam um intenso estresse e que poderiam ser enfrentados de modo eficaz lutando-se ou fugindo. Em contraste, os estresses que encaramos na fida moderna provavelmente são muito mais psicológicos e interpessoais e não
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podem ser resolvidos pela luta ou pela fugal (Pelletier in Goleman 1997, p. 18).
As reações ao estresse são controladas pelo sistema nervoso autônomo. Ele é a parte eferente do
sistema nervoso visceral ou da vida vegetativa.
O sistema nervoso visceral relaciona-se com a inervação das estruturas viscerais e é muito importante para a integração da atividade das vísceras, no sentido da manutenção da constância do meio interno (homeostase). É uma parte do sistema nervoso sobre a qual não temos praticamente qualquer controle voluntário direto.
O sistema nervoso autônomo é o responsável pela transmissão dos impulsos de certos centros nervosos até as estruturas viscerais, terminando em glândulas, músculos lisos ou músculo cardíaco. Ele pode ser
subdividido em simpático e parassimpático. 13
OBS.: A PÁGINA 14 DO MODELODO ARTIGO CIENTÍFICO (CONT.13) FOIPROPOSITALMENTERETIRADA, PORQUESTÕES DEPRODUÇÃOGRÁFICAGERAL, NÃOINVALIDANDOA INTENÇÃODE PESQUISA, ANEXADASOMENTECOMOMODELODE PRODUÇÃO.
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As técnicas utilizadas para o controle do estresse, como a meditação ou o biofeedback, têm o objetivo de
induzir a um estado parassimpático.
Como foi visto, há o estresse agudo e o crônico. O agudo não prejudica tanto a nossa saúde, mas devemos ficar alerta para o estresse crônico. Há ainda, o eustress e o distress. Poderíamos até falar que o eustress é um estresse saudável, mas o distress assim como o crônico,
também pode nos causar danos.
CONCLUSÃO
Com certeza todos nós já ficamos estressados em algum momento de nossas vidas. Seja ele agudo ou crônico, positivo ou negativo, o objetivo de se tentar controlar o estresse não é só o de ajudar as pessoas a lidarem com os acontecimentos estressantes do dia a dia, mas também o de diminuir os efeitos do estresse crônico, pois o estresse crônico pode não dar ao
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organismo a pausa de que necessita para recuperar a sua homeostase.
Finalizando, vale a pena ressaltar um trecho de Delboni sobre o estresse:
O stress pode parecer o grande vilão de sua vida, no entanto é bom lembrar que não existem carrascos sem vítimas e você é o maior responsável pela situação em que se encontra. O ser humano atrai para si o que deseja. Pessoas com atitudes positivas em geral vivem experiências boas. pessoas com atitudes negativas freqüentemente relatam as desgraças a que são acometidas. Procure enxergar-se como um todo. Se as coisas não vão bem em uma área de sua vida, pode ter certeza de que as outras também estarão comprometidas. (1997, p.97).
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DELBONI, T. H. Vencendo o stress: como melhorar as relações de trabalho para viver melhor
. São Paulo: Makron Books, 1997.
GOLEMAN, D. e GURIN, J. (org.)
Equilíbrio mente corpo: como usar sua mente para uma saúde melhor
. Rio de Janeiro: Campus, 1997.
MACHADO, A. Neuroanatomia funcional
. Rio de Janeiro: Atheneu, 1983.
RIO, R. P. do. O fascínio do stress
. Rio de janeiro: Qualitymark/Dunya Ed., 1996.
Rio de Janeiro, Brasil, 11 de Agosto de 1999. Assinatura
ESPAÇAMENTOSIMPLESPARA
REFERÊNCIASBIBLIOGRÁFICAS E
ESPAÇOSIMPLESENTRECADAREFERÊNCIA DATADAEXECUÇÃODOARTIGOCOMA
CIDADEEOPAÍSDOESTUDANTE, ALINHADOSAESQUERDA
OBSERVAÇÃO
1. Este modelo expressa a formatação metodológica de um artigo científico a ser produzido, enfatizando todas as medidas do texto no papel, espaçamentos redacionais e identifica- ções exigidas e, devidamente, normatizadas. O cumprimento de todas estas exigências será motivo relevante de avaliação do trabalho;
2. O número de páginas apresentado neste modelo é somente um exemplo. Seu trabalho pode e deve ser melhor e mais amplamente produzido, dentro das determinações exigidas. O tamanho do trabalho não é importante, mas sim sua produção qualitativa.
ASSINATURADO AUTOR/ESTUDANTE
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