Capítulo I
METODOLOGIA CIENTÍFICA
A Metodologia Científica avalia os vários métodos disponíveis para a investigação científica, identificando suas limitações, implicações e utilizações.
Para entendermos melhor o que é metodologia científica é necessário responder a algumas questões como: O que é ciência? O que é método? O que é metodologia? O que é conhecimento? A seguir estes temas serão abordados sucintamente, pois a intenção não é fazer uma extensa revisão de literatura sobre eles, mas fazer com que você, leitor, tenha uma visão geral do assunto.
1.1 O QUE É CIÊNCIA?
Ciência pode ser entendida como o conjunto de atitudes e atividades racionais, dirigidas ao sistemático conhecimento com objeto limitado, capaz de ser submetido à verificação.
Ciência é também, o conhecimento racional, sistemático, exato e verificável da realidade.
1.2 O QUE É MÉTODO?
Método é o dispositivo ordenado, o procedimento sistemático, o plano metodológico. É o conjunto de processos que o sujeito deve utilizar na investigação e na demonstração da verdade. São técnicas suficientemente gerais para se tornarem procedimentos comuns a uma área das ciências ou a todas as ciências. O método depende do objeto da pesquisa. Ele se adapta às diversas ciências, na medida em que a investigação de seu objetivo impõe a utilização de técnicas especializadas.
1.2.1 Método Científico e Método Racional Método científico
O método científico não é um modelo ou fórmula cuja aplicação leva, sem margem de erro, a resultados previstos ou desejados. É um instrumento de trabalho, cujo resultado depende de quem dele se utiliza. Por ser passível de experimentação, também é chamado de método experimental.
O método científico aproveita, ainda, a análise e a síntese, os processos mentais da dedução e indução, processos esses comuns a todo o tipo de investigação, quer experimental, quer racional.
Método Racional
Diferentemente do método científico, as disciplinas que se utilizam do método racional não deixam de ser verdadeiras ciências (principalmente a Filosofia, que questiona a própria realidade).
O ponto de partida do método racional é a observação da realidade, ou da aceitação de certas proposições evidentes, princípios, ou axiomas, prosseguindo por dedução ou indução, devido às exigências unicamente lógicas e racionais. Assim como o método científico, o método racional se desdobra em diversos processos, como a observação, a análise e a síntese, a indução e a dedução, a hipótese e a teoria. Vejamos cada um deles a seguir:
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Observação:Observar é aplicar atentamente os sentidos a um objeto, para dele adquirir um conhecimento claro e preciso. Sem a observação o estudo da realidade e de suas leis seria reduzido à simples conjectura e adivinhação.
Algumas condições e regras são essenciais para que haja uma boa observação. Quanto às condições, elas podem ser físicas e intelectuais. Para as condições físicas são necessários órgãos sadios auxiliados por instrumentos que lhes aumentem o alcance (microscópio, telescópio etc.); lhes aumentem a precisão e os ajudem numa medição rigorosa (termômetro, balança, barômetro etc.); lhes supram, até certo ponto, os próprios sentidos, apontando e registrando as variações de intensidade (registradores, chapas fotográficas, radiografias etc). Para as condições intelectuais é preciso ter curiosidade e sagacidade para saber discernir os fatos significativos e ser paciente e imparcial.
Atenção, exatidão e precisão são algumas regras da observação.
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HipóteseHipótese pode ser entendida como uma suposição de uma causa ou de uma lei destinada a explicar provisoriamente um fenômeno, até que os fatos a venham contradizer ou afirmar.
Tem como função prática orientar na direção da causa provável ou da lei que se procura; como função teórica, coordenar e complementar os resultados já obtidos, agrupados num conjunto completo de fatos, para facilitar a sua inteligibilidade e estudo.
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Experimentaçãoobedecendo a uma diretriz.
Uma vez que a hipótese estabelece uma relação entre variáveis A (causa ou antecedente) e B (efeito ou conseqüência) a experimentação tenta descobrir se realmente B varia cada vez que se faz variar A e se varia nas mesmas proporções.
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InduçãoA indução é uma forma de raciocínio ou de argumentação.
Na indução, a conclusão está para as premissas, como o todo está para as partes. De verdades particulares, concluímos verdades gerais.
Na indução se infere a generalidade e a constância da relação do princípio formulado na premissa maior, assegurando que, sendo todas as relações da causalidade constantes, também o será a que foi descoberta.
Inferir é tirar uma conclusão de uma ou várias proposições dadas nas quais está implicitamente contida. A inferência é o instrumento com o qual os cientistas conseguem generalizar suas descobertas referentes aos fenômenos observados e explicados em forma de leis ou fórmulas.
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DeduçãoDedução é a argumentação que torna explícitas verdades particulares contidas em verdades universais.
É a relação lógica que se estabelece entre proposições, admitindo-se as premissas, deve-se admitir, também, a conclusão. A conclusão ou conseqüente está contido nas premissas ou antecedente como a parte no todo.
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Análise e SínteseA análise é a decomposição de um todo em suas partes. É o processo que parte do mais para o menos complexo; sem ela, todo o conhecimento é confuso e superficial. É uma espécie de dedução.
Já a síntese é a reconstituição das partes no todo. É o processo que parte do menos para o mais complexo; sem ela, todo o conhecimento é fatalmente incompleto. É também uma espécie de indução.
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TeoriaTeoria é a interpretação ou explicação das leis das ciências.
As teorias científicas reúnem determinado número de leis particulares sob a forma de uma lei superior e mais universal.
A teoria se diferencia da hipótese na medida que a teoria não é experimental, é interpretativa e formula necessariamente hipóteses. Já a hipótese é verificável experimentalmente, resulta em explicações e independe dos enunciados teoréticos.
de sugestões de analogias até então ignoradas, possibilitando novas descobertas
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DoutrinaÉ um encadeamento de correntes, de pensamentos que não se limitam a constatar e a explicar os fenômenos, mas apreciam-nos em função de determinadas concepções éticas e, à luz destes juízos, preconizam certas medidas e proíbem outras.
A ciência visa explicar os fenômenos com objetividade, indiferença, neutralidade. Já a doutrina propõe diretrizes para a ação, através de idéias morais, posições filosóficas e políticas, atividades psicológicas, interesses individuais, de classes ou de nações.
1.3 O QUE É METODOLOGIA?
A ciência tem como finalidade a pesquisa e se utiliza da metodologia para conseguir chegar aos resultados de sua pesquisa. Para que estes resultados sejam mais precisos, deve-se seguir as normas da metodologia científica. Assim podemos entender metodologia como sendo um instrumento, uma ferramenta usada na pesquisa para direcionar os estudos segundo normas pré-estabelecidas.
1.4 O QUE É CONHECIMENTO?
1.4.1 Conhecimento e Seus Níveis
Conhecer é uma relação entre o sujeito e o objeto. Quando se fala em conhecimento científico, a primeira coisa a se fazer é diferenciá-lo dos outros tipos de conhecimento. Há quatro níveis de conhecimento: o religioso, o popular, o filosófico, e o científico. Vejamos cada um deles a seguir:
1.4.1.1 Conhecimento Religioso
O Conhecimento Religioso ou Teológico, tem como características ser valorativo, ou seja, relacionado às proposições sagradas; ser inspiracional, relacionado ao sobrenatural, e por isso, ser infalível e ser não verificável, pois o conhecimento é revelado e aceito pela fé. Tem como fonte de conhecimento os livros sagrados.
1.4.1.2 Conhecimento Popular
O conhecimento popular também chamado de vulgar, senso comum, sensitivo ou empírico; tem como características ser valorativo, pois está relacionado
com os valores do sujeito que impregnam o objeto conhecido; ser reflexivo, assistemático, pois depende da organização de cada indivíduo, não visa uma sistematização das idéias; ser verificável, pois pode ser percebido no dia-a-dia; ser falível por ser subjetivo, ou seja está relacionado com o que o sujeito ouviu dizer. É obtido ao acaso, é ametódico.
Se diferencia do conhecimento científico no que se refere ao seu contexto metodológico, ou seja, pela forma, método e os instrumentos do conhecer. 1.4.1.3 Conhecimento Filosófico
O Conhecimento filosófico tem como características ser valorativo, uma vez que suas hipóteses não podem ser submetidas à observação; elas se baseiam na experiência e não na experimentação, e por não poder ser confirmado e nem refutado, o conhecimento filosófico é infalível, e não verificável; ser racional, por ser seus conteúdos logicamente correlacionados; ser sistemático, pois seu enunciado visa uma representação coerente da realidade estudada.
1.4.1.4 Conhecimento Científico
O conhecimento científico tem como características ser real (factual) porque lida com ocorrências ou fatos; ser contingente, uma vez que suas hipóteses podem ser submetidas à experimentação e por isso é verificável e falível; ser sistemático, pois seu saber é ordenado logicamente e metódico. Resumindo, os quatro tipos de conhecimentos apresentados ficariam representados esquematicamente assim:
Real (Factual) Contingente Sistemático Verificável Falível Valorativo Reflexivo Assistemático Verificável Falível Valorativo Racional Sistemático Não Verificável Infalível Valorativo Inspiracional Sistemático Não Verificável Infalível
Capítulo II
PESQUISA
2.1 CONCEPÇAO DE PESQUISA
Quando se fala em pesquisa o primeiro pensamento que vem à mente é de gráficos de jornais, pessoas nos laboratórios bem equipados, dados probabilísticos.
Buscando a definição no dicionário encontramos a palavra pesquisa como busca minuciosa para averiguação da realidade, indagação, investigação, inquirir, informar-se acerca de, investigar, como também, significa um estudo sistemático com o fim de descobrir ou estabelecer fatos, princípios, relativos a um dado qualquer do conhecimento. Toda pesquisa, ao ser realizada, tem um ou mais objetivos a serem alcançados. Estes objetivos variam de acordo com a necessidade ou interesse do pesquisador.
Porém, toda pesquisa, também requer um planejamento, um estudo analisado; ninguém faz acontecer algo do nada, principalmente se se almeja alcançar o seu objetivo com eficiência.
A pesquisa é um processo interminável, intrinsecamente processual. É um fenômeno de aproximações sucessivas e nunca acabado; não é uma situação definitiva, diante da qual já não haveria o que descobrir. É um procedimento reflexivo, sistemático, controlado e crítico, que permite descobrir novos fatos ou dados, relações ou leis, resumindo-se numa só frase “é um procedimento formal com métodos de pensamentos reflexivos”.
É o produto de uma investigação, cujo objetivo é resolver problemas e solucionar dúvidas, mediante a utilização de procedimentos científicos.
A pesquisa para ser considerada científica, precisa utilizar procedimentos metodológicos reconhecidos como adequados ao tipo de objeto em questão.
A pesquisa científica tem como objetivo descobrir respostas para perguntas, através do emprego de processos científicos. Esses processos aumentam a probabilidade de que a informação obtida seja significativa para a pergunta formulada.
Todo trabalho científico antes de ser executado deve ser planejado para que o pesquisador saiba quando e como ele deve agir.
Num planejamento há possibilidade de, por um custo baixo, gerar-se simulações para otimizar o uso de recursos e alcançar a máxima eficiência de resultados, evitando desperdícios, tropeços, identificando o caminho mais curto, barato e eficiente.
Para se elaborar uma pesquisa é importante, antes de mais nada, entender a diferença entre a problemática e o problema.
Problemática é o contexto em que o problema será estudado, já o problema é o objeto; a problemática também é o objeto, mas ela é o suporte ou o amparo do objeto. Em suma, pode-se dizer que numa pesquisa não se deve confundir o objeto de estudo com o próprio estudo do objeto.
2.2 TIPOS DE PESQUISA
Segundo as formas de estudo do objeto uma pesquisa pode ser: Histórica
Através da pesquisa histórica procura-se estabelecer fatos e chegar à conclusão com relação aos eventos passados. A pesquisa histórica descreve o que houve, ao contrário da pesquisa descritiva que descreve o que há. Ela procura avaliar e interpretar evidências. Ela espera mostrar o que pode ser contribuído por experiência passada para uma maior compreensão de situações atuais e o que poderá acontecer no futuro.
Este tipo de pesquisa pode ser feita com a utilização de fontes primárias e secundárias. Fontes primárias são os documentos originais utilizados. Já as fontes secundárias são os documentos e registros que foram obtidos indiretamente como, por exemplo, livros, artigos e outras publicações relacionadas à pesquisa. São os documentos e registros que não são originais.
Bibliográfica
A pesquisa bibliográfica é a condição prévia, em qualquer espécie de pesquisa, em qualquer área, seja para levantamento da situação em questão, seja para a fundamentação teórica ou para justificar os limites e contribuições da própria pesquisa.
Procura explicar um problema a partir de referências teóricas publicadas em documentos.
Busca conhecer e analisar as contribuições culturais ou científicas do passado existentes sobre um determinado assunto, tema ou problema. Independentemente da natureza da pesquisa é imperativa a consulta a material publicado tais como livros, periódicos, impressos. Em especial nas pesquisas bibliográficas e documental, o trabalho de consulta à biblioteca se intensifica, pois é nela que se processa a coleta dos dados e estão os materiais necessários.
Descritiva
analisar e correlacionar fatos ou fenômenos (variáveis), sem nenhuma interferência da realidade (sem manipulá-las).
Procura descobrir, com a precisão possível, a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características.
Trabalha, com dados ou fatos colhidos na própria realidade.
Há diversos tipos de estudos que podem ser classificados como pesquisa descritiva; são eles:
a) Estudos Exploratórios
É o passo inicial no processo de pesquisa.
Têm por objetivo familiarizar-se com o fenômeno ou obter nova percepção do mesmo e descobrir novas idéias.
São recomendáveis quando há poucos conhecimentos sobre o problema. b) Estudos Descritivos
É o estudo e descrição das características, propriedades ou relações existentes na comunidade, grupo ou realidade da pesquisa.
c) Pesquisa de Opinião
Procura saber atitudes, pontos de vista e preferências das pessoas sobre algum assunto, com o objetivo de tomar decisões.
Abrange uma faixa muito grande de investigações, que visam identificar falhas ou erros, descrever procedimentos, descobrir tendências, reconhecer interesses e outros comportamentos.
d) Pesquisa de Motivação
Busca saber as reações inconscientes e ocultas que determinam certos comportamentos ou atitudes.
e) Estudos de Casos
Pesquisa sobre um determinado indivíduo, família, grupo ou comunidade para examinar aspectos variados de sua vida. É um relato sobre um episódio, uma ocorrência, um fato ou um acontecimento.
Num estudo de caso, o investigador tenta examinar um indivíduo ou grupo com profundidade. O investigador tenta descobrir todas as variáveis, que são importantes na história ou desenvolvimento de seu sujeito. A ênfase está em compreender porque o indivíduo faz, o que faz, como seu comportamento muda quando ele responde a seu ambiente. Isto exige estudo detalhado por um período considerável de tempo. O investigador coleta dados sobre o estado presente do sujeito, suas experiências passadas, seu ambiente e como estes fatores se relacionam uns com os outros.
Um caso é um acontecimento, no mundo real, do que uma teoria pressupõe, no mundo abstrato.
f) Levantamentos (Surveys)
É um levantamento de coleta de dados relativamente limitados de um número relativamente grande de casos. O propósito é coletar informação sobre variáveis, em vez de informação sobre indivíduos. Algumas questões típicas de levantamentos são: Qual é a proporção de jovens brasileiros que terminam o terceiro grau?
Os levantamentos tentam medir o que existe, sem questionar por que existe, descrevem variáveis ao invés de relacionar variáveis umas às outras.
Um levantamento que estuda uma população inteira de interesse é chamado de censo. Um que estuda apenas uma porção da população é conhecido como levantamento amostra (sample survey).
g) Pesquisa Documentária (documental)
A análise documentária freqüentemente mencionada como análise de conteúdo, não é limitada a simples cálculos, mas também pode ser usada para estudar variáveis sociológicas e psicológicas. Investiga documentos a fim de se descrever e comparar usos e costumes, tendências, diferenças e outras características. Estuda o presente e não o passado, como ocorre com a pesquisa histórica. h) Estudos Correlacionais
Estudos correlacionais são um tipo de pesquisa descritiva freqüentemente usado, para determinar a extensão da relação na qual variações de uma variável é determinada através do uso do coeficiente de correlação. Por exemplo, um pesquisador pode hipotetizar que há uma relação entre desempenho numa prova de 100 m de atletismo e desempenho numa prova de 100 m de natação. O procedimento correlacional o capacitará a testar sua hipótese sobre a relação entre estas duas variáveis, assim como avaliar a magnitude da relação. Experimental
A pesquisa experimental caracteriza-se por manipular diretamente as variáveis relacionadas com o objeto de estudo, proporcionando o estudo da relação entre causas e efeitos de um determinado fenômeno.
A pesquisa experimental tem como objetivo estabelecer relações de causa (variável independente - VI) e efeito (variável dependente - VD) expondo um ou mais grupos experimentais a uma ou mais condições de tratamento e comparando os resultados com um ou mais grupos de controle que não receberam o tratamento, sendo a designação randômica (aleatória) condição essencial. Na pesquisa experimental cria-se situações de
controle para evitar a interferência de variáveis intervenientes. Tem como características a manipulação da(s) variável(veis) independente(s)
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variável experimental; o uso de grupo(s) de controle para comparação com o(s) grupo(s) experimental(tais), que recebe(m) o tratamento experimental e a randomização.A ciência e, consequentemente, a pesquisa têm como tarefa essencial descobrir e expressar as relações existentes entre os fenômenos e as variáveis.
Mas, o que são as variáveis?
Variáveis são aqueles aspectos, propriedades ou fatores reais ou potencialmente mensuráveis através dos valores, que assumem e discerníveis em um objeto de estudo. Exemplos de variáveis são o salário, a idade, o sexo, a profissão, a cor, a taxa de natalidade etc., desde que se destaquem os valores que contêm. Variável é, portanto, um valor que pode ser dado a uma quantidade, qualidade, característica, magnitude, traço etc., que pode oscilar em cada caso particular.
Entre os tipos de variáveis destacam-se, por sua importância: Variável independente (X):
É o fator, causa ou antecedente, que determina a ocorrência de outro fenômeno, efeito ou conseqüente.
Variável dependente (Y):
É o fator, propriedade, efeito ou resultado decorrente da ação da variável independente.
Variável interveniente (W):
É a que modifica a variável dependente sem que tenha havido modificação na variável independente. Exemplo: alunos que fizeram curso pré-vestibular e que não fizeram curso (X) obtêm notas diferentes no concurso vestibular (Y) pela ansiedade de uns e de outros (W).
Pesquisa experimental não é sinônimo de pesquisa de laboratório, assim como a descritiva não é sinônimo de pesquisa de campo. Os termos “de campo” e “de laboratório” referem-se ao contexto onde elas se realizam. Uma pesquisa pode ser experimental ou descritiva tanto em contexto de campo quanto de laboratório. No contexto de laboratório realizam-se mais pesquisas de natureza experimental, uma vez que as variáveis podem ser melhor controladas.
Pesquisa-Ação
É um tipo de pesquisa social, com base empírica, concebida e realizada em função de um problema coletivo no qual pesquisadores e participantes da situação ou problema estão envolvidos de modo cooperativo ou participativo; neste tipo de pesquisa o
pesquisador procura desencadear ações e avaliações em conjunto com a população envolvida.
2.3 ROTEIRO DAS PESQUISAS DESCRITIVA E EXPERIMENTAL
Como estes tipos de pesquisa são utilizados com mais freqüência, será feito um roteiro dos itens necessários para a elaboração de uma pesquisa explicando cada um deles.
ESCOLHA DO TEMA.
O tema deve ser significativo e adequado ao interesse, ao nível de formação e às condições do pesquisador. O tema é amplo, abrangente. Um exemplo de assunto seria: Psicologia do Esporte.
DELIMITAÇÃO DO ASSUNTO.
Deve-se selecionar um tópico para ser estudado e analisado em profundidade, tornando o assunto viável de ser pesquisado. Evitar temas que resultem em trabalhos superficiais. Delimitar o tema é especificá-lo. Um exemplo de delimitação do assunto seria: Influência da ansiedade no desempenho de atletas de ginástica rítmica. Veja que o assunto é mais abrangente – Psicologia do Esporte - e a delimitação do assunto é mais específico.
JUSTIFICATIVA DA ESCOLHA.
Deve-se mostrar as razões da preferência pelo assunto escolhido e sua importância face a outros temas. (No relatório de pesquisa, estes itens constam na introdução (ver Cap.3 item 3.1.1)). Justificar um tema é mostrar a importância (relevância) de sua escolha para o estudo.
REVISÃO DA LITERATURA.
É a realização de uma pesquisa bibliográfica, resumo do tema, sobre a questão delimitada. Tal estudo preliminar e sintético trará informações sobre a situação atual do problema, sobre os trabalhos já realizados a respeito e sobre opiniões existentes. Estes conhecimentos prévios irão auxiliar o investigador nos passos seguintes. A revisão de literatura deve ser feita com bibliografias o mais atualizadas possível (de preferência dos últimos 5 anos), salvo no caso de pesquisas históricas ou documentais, onde justifica-se o uso de bibliografias mais antigas.
FORMULAÇÃO DO TEMA.
O problema deve ser redigido de forma interrogativa, clara, precisa e objetiva, a questão cuja solução viável possa ser alcançada pela pesquisa. O tema
levantado deve expressar uma relação entre duas ou mais variáveis. A elaboração clara do problema é fruto de uma boa revisão da literatura realizada previamente e da reflexão pessoal. A escolha da bibliografia deve estar relacionada com o assunto que será pesquisado.
ENUNCIADO DA HIPÓTESE.
Enquanto que o tema é um questionamento sobre o que será estudado, a hipótese é uma possível resposta a este questionamento, é uma explicação provisória. Assim como no problema, deve-se também relacionar duas ou mais variáveis. A hipótese deve ser testável e responder ao problema. Num trabalho, o número de hipóteses deve ser reduzido.
DEFINIÇÃO OPERACIONAL DAS VARIÁVEIS.
A hipótese orienta a execução da pesquisa, por isso, os termos empregados na hipótese devem esclarecer, com o máximo de precisão, o que eles significam no contexto concreto e objetivo da pesquisa a ser feita.
AMOSTRAGEM.
A pesquisa procura estabelecer generalizações a partir de observações em grupos ou conjuntos de indivíduos chamados de “população-alvo” ou “universo”. População pode ser entendida como um conjunto de pessoas ou de animais que representam a totalidade de indivíduos que possuem as mesmas características definidas para um estudo.
A pesquisa, porém, é feita com uma parte representativa da população denominada amostra. A amostra é selecionada segundo critérios que garantem sua representatividade.
INSTRUMENTOS.
Na pesquisa mostra-se a técnica a ser usada para a coleta de dados, como a entrevista, o questionário e o formulário. Quando se trata de pesquisa experimental, são descritos os instrumentos e materiais ou as técnicas a serem usadas.
PROCEDIMENTOS.
Em pesquisas descritivas faz-se a descrição detalhada de todos os passos da coleta e registro dos dados.
Quê? Quando? Onde? Como? Descrevem-se ainda as dificuldades, as precauções, a supervisão e o controle.
Na pesquisa experimental é detalhada a forma usada para fazer a observação, a manipulação da variável independente, o tipo de experimento, o uso ou não de grupo de controle e a maneira do registro dos resultados.
No relatório de uma pesquisa, os dados são apresentados depois de classificados sob forma descritiva e, de preferência, em tabelas, quadros ou gráficos. Os dados devem explicar por si mesmos a fim de não exigirem do leitor exames que o obriguem a um esforço interpretativo.
ANÁLISE DOS DADOS.
Coletados os dados e expostos em tabelas de forma sintética, são agora submetidos ou não, conforme o caso, ao tratamento estatístico. Todas as informações reunidas nos passos anteriores são comparadas entre si e analisadas. A análise, através da classificação ordenada dos dados, do confronto dos resultados das tabelas e das estatísticas, quando empregadas, procura verificar a comprovação ou não das hipóteses de estudo.
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS.
É a generalização dos resultados obtidos pela análise.
Na discussão, o pesquisador fará as inferências e generalizações cabíveis, com base nos resultados alcançados.
Os resultados também serão discutidos e comparados com afirmações e posições de outros autores.
Finalmente, aspectos paralelos revelados pela pesquisa serão abordados e comentados.
CONSIDERAÇÕES FINAIS.
As considerações finais apresentarão um resumo dos resultados mais significativos da pesquisa e sintetizará os resultados que conduzirão à comprovação ou rejeição da hipótese de estudo. Fará inferências que os dados alcançados permitem fazer e indicará aspectos que merecem mais estudos e aprofundamento.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
São as referências bibliográficas que serviram de embasamento teórico para a pesquisa.
ANEXOS.
Os anexos são constituídos de elementos complementares, como questionários e outras fichas de observações e registros utilizados no trabalho, que auxiliam a análise do leitor da pesquisa.
Capítulo III
PROJETOS DE PESQUISA
Um projeto de pesquisa é o desenvolvimento de um planejamento onde são descritas, de maneira detalhada, todas as etapas que serão percorridas para que se alcance o que se pretende desenvolver.
Dependendo da área do conhecimento em que se está atuando, um projeto deverá ter características próprias daquela área.
Como o objetivo deste livro é demonstrar todo o processo de elaboração de monografias, dissertações e teses de pesquisa, será enfocada a elaboração de projetos, cujo produto final seja um destes trabalhos científicos.
Desta forma, este capítulo será dividido em duas partes: a primeira tratará da elaboração de projetos a instituições, com o objetivo de realizar pesquisas com auxílio de financiamentos e futuras apresentações em congressos científicos; a segunda tratará da elaboração de projetos direcionados à elaboração de monografias, dissertações e teses. Esta divisão será realizada devido à especificidade de alguns itens, dependendo do tipo de projeto que será desenvolvido.
O desenvolvimento do projeto de pesquisa deverá obedecer a característica optada: Acadêmica ou Empresarial.
3.1 ESTRUTURA DE UM PROJETO DE PESQUISA
3.1.1 Para Comunicação Científica ou Relatório de Pesquisa
As partes que compõem um projeto são organizadas e ordenadas de maneira lógica e permitem, cada vez mais, que se utilize uma estrutura que atenda a qualquer tipo de projeto.
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IdentificaçãoEm primeiro lugar deve-se identificar o projeto (autoria e título). Quando o projeto for elaborado por várias pessoas é necessário que os nomes de todos os participantes sejam colocados, bem como as características (dados de identificação) de cada um (ex.: coordenador do projeto, auxiliar de pesquisa, etc.).
O título do projeto deve ser redigido sem utilizar palavras supérfluas (estudo, introdução) de forma que se possa identificar o assunto escolhido para a futura comunicação científica.
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JustificativaNa justificativa deve ser explicado a importância ou necessidade de se estudar o tema. A justificativa deve ser escrita direcionando-a a alguém definido. Os itens desenvolvidos devem estar numa ordem pois, a partir daí, verifica-se o desenvolvimento lógico do raciocínio e organização do texto.
Na justificativa, o texto mais extenso do projeto, não se permite subdivisões. Nela são colocadas definição do assunto, caso haja necessidade, breve histórico, se houver, e toda a base teórica. Essa base teórica é formada pelos autores mais relevantes, bem como pela análise de seus trabalhos mais atualizados sobre o tema proposto, sem esquecer de sempre mencionar a referência bibliográfica. Muitas vezes, ao terminar a redação da justificativa, apresenta-se a hipótese, fechando-se, assim, essa parte do projeto.
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ObjetivosUm objetivo é a descrição de um desempenho; do “resultado” a que se pretende alcançar. Um objetivo claramente formulado fornece uma base sólida para a seleção do método, procedimento que ajudará a alcançá-lo. Ele está bem formulado, quando consegue comunicar seu propósito; o melhor enunciado é aquele que exclui a possibilidade de que seu propósito venha a ser confundido com outro.
Ao escrever um objetivo deve-se:
a) iniciar usando o verbo no modo infinitivo (ex.: identificar, verificar, etc.);
b) não usar um verbo que sugira muitas interpretações; e, c) apresentar um objetivo de cada vez.
Muitas vezes a justificativa é confundida com o objetivo. Caso haja dúvidas, deve-se verificar a que pergunta o texto responde melhor: a um “por quê?’’ o texto pertence ao tópico ‘‘Justificativa’’; a um “para quê?’’ o texto pertence ao tópico “Objetivos’’.
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MetodologiaNesta etapa são descritos, detalhadamente, os procedimentos adotados para que se alcancem os objetivos. As etapas do desenvolvimento desse tópico
diferem; para cada tipo de abordagem de um tema, adota-se uma rotina diferente. Todas as informações de como o projeto será desenvolvido devem ser colocadas neste tópico.
Este item é escrito usando o verbo no tempo futuro, uma vez que se pretende mostrar “como”, “quando” e ‘‘com quê’’ o trabalho será elaborado. É importante que as etapas da metodologia sejam apresentadas na mesma ordem em que elas serão desenvolvidas.
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CronogramaNeste item são mostradas as etapas com a previsão de tempo que cada uma demandará. São apresentadas em ordem cronológica, tendo por base as etapas apresentadas na metodologia.
Um cronograma é apresentado através de um gráfico, que pode ser em tabela ou em barras. A seguir são mostrados alguns exemplos:
GRÁFICO EM TABELA:
Ex.: O projeto será desenvolvido em x etapas, durante x meses, assim distribuídos:
GRÁFICO EM BARRAS:
Ex.: O projeto será desenvolvido em x etapas, durante x meses, assim
distribuídos: Etapas Seleção de Sujeitos Aplicação do Instrumento Elaboração de Relatório Divulgação de Relatório 1 2 3 4 5 6 7 ETAPAS MESES 1 2 3 4 5 6 7
Seleção dos Sujeitos
√
√
Aplicação do Instrumento
√
√ √
√
√
Análise dos Resultados
√
√
Pode-se verificar que as atividades, muitas vezes, ocorrem simultaneamente e, quando apresentar o cronograma, deve-se demonstrar que essas etapas serão desenvolvidas ao mesmo tempo.
É aconselhável que no cronograma, os meses sejam mostrados através dos números arábicos e não através dos seus nomes; esse critério facilita, uma vez que o primeiro mês que se iniciará aquela atividade poderá ser janeiro, agosto etc. Além disso, se atrasar o início de qualquer etapa, o cronograma não será invalidado.
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Plano OrçamentárioComo um projeto pode ter vários tipos de despesas é necessário agrupá-las segundo suas semelhanças e apresentá-las em quadros, para melhor compreensão da distribuição dos recursos.
A seguir serão mostrados alguns exemplos de quadros de despesas: RECURSOS FINANCEIROS:
Pessoal
Serviços de Terceiros
Material
FUNÇÃO NO PROJETO QUANTIDADE Coordenador
Auxiliar de Pesquisa
Total Geral
Valor (em R$)
Unitário Total
FUNÇÃO NO PROJETO QUANTIDADE Produção Xerox
Impressão
Total Geral
Valor (em R$)
Unitário Total
FUNÇÃO NO PROJETO UNIDADE QUANTIDADE Consumo Papel Envelope etc. Permanente Material Bibliográfico Computador etc. Total Geral Valor (em R$) Unitário Total
Estando as despesas agrupadas nessas três classificações, será possível fazer a previsão de “quanto” será necessário para o desenvolvimento do projeto.
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Referências BibliográficasTodos os documentos que foram consultados para a elaboração do projeto serão relacionados, geralmente, obedecendo à ordenação alfabética, que facilitará a localização e identificação daqueles que foram citados no decorrer do projeto.
As referências bibliográficas deverão seguir o padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou da APA (American Psychological Association). Os trabalhos da AWU deverão seguir as normas estipuladas pela própria Universidade.
3.1.2 Para Monografias, Dissertações ou Teses O PROJETO DE PESQUISA
O Projeto de Pesquisa deve ser planejado. Deve-se, antes de mais nada, escolher o tema; verificar as informações disponíveis; analisar, estudar as relações e propor explicações (ou hipóteses); e, estabelecer os passos básicos para elaboração da pesquisa.
Fazer um projeto de pesquisa é traçar um caminho eficaz que conduza ao fim desejado. Algumas perguntas são fundamentais de serem respondidas antes de iniciar um projeto de pesquisa:
• O que me levou a fazer a pesquisa que desejo?
• Pode o trabalho basear-se em conceitos lógicos, relações e expectativas das respostas, que representam uma corrente de pensamento do tema?
• Qual é o objetivo da minha pesquisa?
• Qual a hipótese da pesquisa ou objetivos específicos?
• Quais os procedimentos, ou melhor, as características dos registros a serem selecionados, as condições para a coleta de dados?
• Como será feita a delimitação do escopo da pesquisa?
Um Projeto de Pesquisa consta basicamente de uma descrição objetiva do problema a ser pesquisado e da forma pela qual se pretende conduzir o estudo. Qualquer Projeto de Pesquisa deverá, necessariamente, esclarecer o que se pretende pesquisar (o tema) e como a pesquisa será desenvolvida (a metodologia).
Serão apresentados, a seguir, alguns tópicos que costumam ser incluídos num projeto de pesquisa.
O PROBLEMA • Introdução
Um problema de pesquisa surge de uma lacuna no conhecimento existente ou de contradições entre teorias ou resultados de pesquisa em uma dada área. É na introdução que o proponente da pesquisa explicita a lacuna ou a contradição, que deu origem ao seu problema, inserindo-o num contexto. Para isso, é necessário proceder-se a uma primeira revisão da literatura que dê ao leitor uma idéia geral do estado do conhecimento na área e das deficiências nesse conhecimento, enfatizando aquela que o estudo em questão pretende focalizar. Pesquisas e/ou teorias relacionadas ao tema devem ser, então analisadas. Uma introdução bem feita leva o leitor a concluir pela necessidade e/ou oportunidade do estudo a ser proposto. A segunda etapa será delimitar o campo da pesquisa, dentro do tema definido para melhor orientar o leitor. A melhor forma para se delimitar o campo da pesquisa é através do problema.
Para isto, ele deve ser formulado de forma clara, precisa e objetiva. OBJETIVO(S) DO ESTUDO
Elaborar os objetivos seguindo os mesmos critérios abordados anteriormente na página 16.
HIPÓTESES E/OU QUESTÕES
Neste tópico, o pesquisador apresenta a pergunta ou lista de perguntas a serem respondidas e/ou hipóteses a serem testadas. As hipóteses podem ser substantivas, (formuladas em termos conceituais) ou estatísticas, (afirmação conjectural, em termos estatísticos, de relações estatísticas deduzidas daquelas estabelecidas na hipótese substantiva). As últimas são submetidas a teste e se classificam em nula (diretamente testada) e alternativa (reflete em geral as expectativas do pesquisador e é ou deixa de ser rejeitada, pelo teste da hipótese nula). O símbolo da hipótese nula é H0 e o da alternativa H1. Quando não é possível formular hipóteses – ou porque a própria natureza do estudo não permite, ou porque o estado do conhecimento na área não oferece suporte suficiente para antecipar relações – questões devem ser propostas.
Ao se elaborar uma hipótese deve-se evitar um posicionamento tendencioso. As hipóteses devem ser específicas, para que possam ser verificadas. Devem ter referências empíricas; estar relacionadas com as técnicas disponíveis; e a uma teoria pré-estabelecida.
DELIMITAÇÃO DO ESTUDO
Freqüentemente um problema em estudo apresenta aspectos relacionados que, embora relevantes, não se situam no foco de interesse da pesquisa proposta e, portanto, não são incluídos no estudo. Nesses casos, a delimitação ajuda a tornar mais nítidas as
fronteiras do estudo. O pesquisador deve evitar que seu problema se torne geral e abrangente a ponto de não poder ser pesquisado. É por isso que delimitações são impostas ao âmbito do problema.
Somente grandes firmas de estatística têm capacidade para pesquisas de largo aspecto, de abrangência ilimitada.
Esta delimitação está intimamente ligada ao objetivo que norteia o pesquisador. O campo da pesquisa será delimitado tendo-se em vista:
1) O tempo disponível para a mesma;
2) O número de pesquisadores de que se disporá; 3) A despesa oriunda dos procedimentos;
4) Os reais objetivos que esta pesquisa tem em vista. DEFINIÇÃO DE TERMOS
A definição dos termos-chave de um problema é crucial, não apenas para facilitar a comunicação do conteúdo do estudo, como para orientação do próprio pesquisador na busca das respostas às questões e no planejamento do teste da(s) hipótese(s). Há dois tipos básicos de definição: constitutiva e operacional. A constitutiva é aquela em que se define o conceito através de outros conceitos, como numa definição de dicionário. A definição constitutiva reflete o conceito acadêmico. Termos relevantes relacionados a contextos teóricos devem necessariamente ser definidos constitutivamente. Definições operacionais indicam como uma variável será manipulada, observada ou medida. Estudos empíricos exigem definições operacionais, embora, em geral, não dispensem as definições constitutivas.
Ex.: Variável - maior iluminação
Definição Constitutiva - mais luz, mais claridade;
Definição Operacional - instalação do triplo do número de lâmpadas no local.
REVISÃO DA LITERATURA
Nesta seção, o autor apresenta a revisão da literatura considerada relevante para a discussão do problema proposto. Inclui não apenas o referencial teórico, mas também a revisão crítica de pesquisa relacionada ao tema.
METODOLOGIA
O capítulo de metodologia descreve de modo detalhado como se pretende atingir o objetivo proposto. Talvez 90% dos projetos apresentem deficiência nessa área.
O elemento básico de um bom projeto consiste em descrever, detalhadamente, como alcançar o objetivo proposto, responder às questões levantadas e/ou testar as hipóteses formuladas.
freqüentemente encontradas na apresentação de pesquisas descritivas ou experimentais.
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População e AmostraDefinir a população ou populações e, depois, a ou as amostras se for o caso. Ao descrever a amostra, especificar a forma pela qual foi selecionada e apresentar justificativa, caso esta não seja probabilística. Esclarecer como foi estabelecido o número de unidades da amostra: calculado por meio de fórmulas, determinado por tabelas próprias, ou atendendo a limitações de ordem administrativa, financeira e outras.
Para que uma amostra proporcione resultados úteis, ela deve ser representativa, isto é, os erros introduzidos devem ser suficientemente pequenos para que os resultados não percam sua validade.
Entretanto, os erros são inevitáveis em toda amostra. Nenhuma amostra pode dar uma garantia absoluta de ser uma réplica exata do universo ou população que representa. O importante é poder determinar a margem de erros e sua freqüência dentro do conjunto, além de escolher o tipo de amostra mais adequado para a pesquisa.
A seguir será diferenciado população, amostra, extrato e elemento e explicados os tipos de amostra existentes:
População – Reunião de todos os casos que se conformam a algum conjunto indicado de especificações. Todos os membros de uma classe definida de pessoas, objetos e eventos.
Amostra – Subconjunto da população, porção da população. Ex. Alunos de uma escola ou distrito educacional.
Extrato – Divisão da população segundo uma ou mais especificações em segmentos mutuamente exclusivos.
Ex.: Faixa etária, sexo (masc./fem.), sedentários/praticantes. Elemento – É um membro da população.
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Tipos de AmostragemA amostra pode ser probabilística e não-probabilística.
1. A amostra probabilística é aquela em que existe uma probabilidade especificável para cada elemento da população a ser incluído na amostra. 2. A não-probabilística é a que não há como especificar a probabilidade que
cada elemento tem de ser incluído na amostra. Não existe segurança de que todos os elementos tenham alguma oportunidade de ser incluídos.
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Amostra Probabilística:Para cada tipo de amostra probabilística há determinados passos que devem ser seguidos:
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Amostra Randômica (casual)Ao se escolher este tipo de amostra deve-se: a. Identificar e definir a população.
b. Determinar o tamanho desejado da amostra. c. Listar todos os membros da população.
d. Selecionar um número arbitrário na tabela de números aleatórios.
e. A partir do número selecionado, verificar apenas o número apropriado de dígitos.
f. Se o número corresponder ao número atribuído a qualquer elemento da população, este elemento será selecionado para amostra.
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Amostra Randômica Estratificada Para este tipo de amostra é importante: a. Identificar e definir a população;Ex. Prof. de Universidade b. Determinar o tamanho da amostra;
Ex. N= 5000 (população) n = 500 (Amostra = 10%)
c. Identificar a variável e os sub-grupos (extratos) para os quais se quer garantir a representação apropriada (proporcional ou igual);
d. Classificar todos os membros da população como membros de um dos sub-grupos identificados;
Ex. Aux. de Ensino - 65% = 3250
Assistentes - 20% = 1000
Adjuntos - 10% = 500
Titulares - 5% = 250
e. Selecionar aleatoriamente (usando uma tabela de números aleatórios) número proporcional ou igual de elementos de cada um dos sub-grupos.
Ex. 10% de cada – Amostra Proporcional (n=500)
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Amostra por Conglomerados:a. Identificar e definir a população;
Ex: Professores do ensino superior do RJ b. Determinar o tamanho da amostra;
Ex: 500 Professores.
c. Identificar e definir um conglomerado lógico; Ex: Uma universidade
d. Listar todos os conglomerados;
Ex: Todas as instituições de ensino superior do RJ
e. Estimar o número médio dos elementos da população por conglomerados; Ex: 50 Professores.
f. Determinar o número de conglomerados necessários dividindo-se o tamanho da amostra pelo tamanho estimado de um conglomerado;
Ex. 500/50 = 10 universidades
g. Selecionar randomicamente o número do conglomerados necessários; Ex: Sortear as 10 universidades
h. Incluir no estudo todos os membros da população em cada conglomerado selecionado.
Ex: Todos os Professores das 10 universidades
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Amostra SistemáticaAo se escolher este tipo de amostra deve-se: a. Identificar e definir a população;
b. Determinar o tamanho da amostra; c. Obter uma lista da população;
d. Determinar o K dividindo-se a população pelo tamanho desejado da amostra; e. Começar em algum ponto randômico da lista;
f. A partir deste ponto todo k-ésimo nome, até completar o tamanho desejado da amostra.
Determinação do Tamanho da Amostra 1. Por processos estatísticos;
2. Através de tabelas; 3. Regras práticas.
• Estudos Descritivos: Se a população é grande a amostra deve ser igual a 10%, se a população é pequena, a amostra deve ser igual a 20%.
• Estudos Experimentais: Mínimo 15 por grupo. • Ex-post-facto: Mínimo de 15 por grupo.
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Amostra Não-Probabilística:A amostra não-probabilística pode ser:
Acidental – apanha os casos que aparecem.
Intencional – o pesquisador escolhe a amostra, segundo as características que julgar melhor.
Por Quotas – é essencialmente acidental, mas se faz com que a proporção em que os elementos aparecem na população sejam representados na amostra probabilística.
Procedimentos/Coleta de Dados Inclui informação sobre:
a) O como (aplicação em grupo ou individual); b) O quando (período)
c) O onde (local em que o instrumento vai ser aplicado);
d) O quem (se o instrumento vai ser aplicado pelo próprio pesquisador ou por uma equipe treinada – qualificação da equipe no processo de treinamento);
e) A quem vai ser aplicado o instrumento. Instrumentos
Esta seção se refere à descrição do(s) instrumento(s) de coleta de dados utilizado(s) no estudo.
Questionários, entrevistas, testes e escalas de vários tipos, são os instrumentos mais freqüentes usados para pesquisa descritiva. Se forem utilizados instrumentos existentes, faz-se necessário que se investigue a confiabilidade destes instrumentos, sua validade para medir as variáveis de interesse e sua conveniência para a população de interesse.
Se for elaborado um instrumento próprio, é obrigatório experimentá-lo com um pequeno grupo para avaliá-lo e fazer aperfeiçoamentos, se for necessário (pré-teste).
Os instrumentos definem operacionalmente as variáveis no estudo. Portanto, antes de prosseguir, o investigador deve estar convencido de que os dados que serão obtidos com seus instrumentos são, de fato, a informação necessária para resolver o problema.
Tratamento Estatístico Indicar:
(a) o tipo de tratamento a que os dados serão submetidos: estatística descritiva (cômputo de freqüência, porcentagens, medidas de tendências central e de dispersão, correlação); e/ou inferencial (testes aplicados à verificação de hipóteses nulas: “t”, “z”, análise de variância, análise de regressão múltipla, qui-quadrado etc...
(b) o nível de significância adotado (0,05; 0,01; 0,001; ou outros, segundo o caso).
Limitações do Método
Aqui deverão ser indicadas as deficiências referentes a aspectos metodológicos, específicas do estudo em questão. Referências à limitações de ordem geral inerentes ao tipo do estudo são desnecessárias.
Ex.: - A impossibilidade de generalização em estudos de caso. Referências Bibliográficas
Todos os documentos, que foram consultados para a elaboração do projeto serão relacionados, geralmente, obedecendo à ordenação alfabética, que facilitará a localização e identificação daqueles que foram citados no decorrer do projeto.
As referências bibliográficas deverão seguir o padrão da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) ou da APA (American Psychological Association). Os trabalhos da AWU deverão seguir as normas estipuladas pela própria Universidade.
Capítulo IV
MONOGRAFIAS, DISSERTAÇÕES E TESES
4.1 DÚVIDAS MAIS FREQUENTESÉ freqüente surgir questionamentos ao se escrever um trabalho científico, fruto, muitas vezes, de interpretações equivocadas. Alguns deles são explicados a seguir:
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Quanto maior o número de páginas melhor é o meu trabalho?Um trabalho não deve ser nem muito grande e nem muito pequeno. Muito grande pode dar a idéia de um trabalho muito abrangente e o aluno pode acabar se “perdendo” no seu tema. Por outro lado, um trabalho muito reduzido pode acabar omitindo determinados tópicos, que seriam fundamentais para o mesmo. Somente o que for necessário e pertinente deverá ser incluído no trabalho.
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A importância do trabalho está no capítulo teórico?A parte teórica serve para dar fundamentação ao trabalho, mostrar a bibliografia utilizada bem como as pesquisas mais recentes realizadas sobre o tema abordado. Um trabalho com muitas páginas pode dar a idéia de um tema muito complexo, ou abrangente, e como já vimos anteriormente, devemos limitar ao máximo.
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É preciso utilizar sempre um instrumento de medida?Não há a obrigatoriedade de se utilizar um instrumento de medida para que o trabalho seja considerado “bom”. O instrumento é utilizado quando a pesquisa é do tipo descritiva ou experimental. Uma pesquisa apenas bibliográfica, quando bem elaborada, pode contribuir muito mais teórica, filosófica, política ou historicamente do que uma, que utilize algum instrumento.
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A hipótese terá sempre que ser confirmada?Não necessariamente. É a explicação dada ao conteúdo que caracteriza a importância da hipótese ser negada ou não. Quando a hipótese é negada é importante investigar novas explicações do fenômeno estudado e as razões pelas quais ele não confirma a hipótese, para que esta seja testada e, eventualmente, desconfirmada.
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Um bom trabalho deve ser elaborado durante muito tempo?Não, o tempo não tem relação direta com a elaboração de um bom trabalho. Ao contrário, quanto mais tempo se levar para escrever um trabalho, mais desatualizado ele pode ficar.
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O orientador é que deve sugerir o tema do trabalho?Não. O tema parte sempre do aluno. O trabalho é escrito pelo aluno e deve estar relacionado a uma área de interesse do aluno e não do orientador. O que o orientador pode fazer é sugerir algumas adaptações para que o trabalho fique mais adequado aos padrões científicos, respeitada a decisão do aluno.
4.2 O TRABALHO CIENTÍFICO
O trabalho científico deve respeitar a Intenção de Pesquisa apresentada e previamente aprovada, atendidas as características da área de conhecimento do curso e seu desenvolvimento acadêmico ou empresarial estabelecido.
Para desenvolver um trabalho científico, é preciso, em primeiro lugar, delimitar a área de estudo, através de leituras críticas aos trabalhos científicos, fazer uma extensa revisão de literatura, resumindo de forma apropriada a literatura pertinente, indicando linhas de pensamento, coerência e incoerências de autores ou de idéias, identificando teorias, hipóteses já levantadas, observando os experimentos já realizados.
Uma monografia é apresentada para se obter um grau acadêmico, seja de graduação ou pós-graduação (lato sensu); já uma dissertação e tese são apresentadas no mestrado e no doutorado respectivamente. A seguir, será apresentado um dos diversos tipos de estruturação desses trabalhos.
4. 2.1 Estrutura de um Trabalho Científico
Uma monografia, dissertação ou tese é dividida em três partes: a dos elementos pré-textuais, textuais e pós-textuais. Como este livro é direcionado para a American World University - Latin American Division, todos os exemplos seguirão as normas desta Universidade.
A seguir, pode-se visualizar a estrutura de um trabalho científico esquematicamente: 4.2.1.1 Elementos Pré-textuais:
Os elementos pré-textuais, listados a seguir (indicados numericamente no mapa - pág.62), têm a finalidade de apresentar o trabalho, desde a capa (encadernação) até o índice. São eles:
CAPA EXTERNA (1)
A capa externa é a que fica impressa na encadernação externa do trabalho. A capa contém as informações institucionais: o título do trabalho, com subtítulo se existir; o nome do autor; a cidade e o ano de apresentação.
No caso da AWU, na capa externa devem constar os seguintes elementos essenciais: nome da Universidade; nível e nome do curso (em português e em inglês); título do trabalho (em português e em inglês); autor (nome do aluno); sede da Universidade (USA) e ano do término da confecção do trabalho. (Vide anexo pág. 64)
CAPA INTERNA (2)
Na AWU, utiliza-se uma capa interna, que é utilizada como proteção ao trabalho. Deve trazer os mesmos elementos essenciais da capa externa. (Vide anexo pág. 65)
FOLHADE ROSTO (3)
É a primeira página escrita do trabalho e, embora a numeração não apareça, é nela que começa a contar. Contém as mesmas informações da capa com inclusão da finalidade ou função do trabalho.
Para AWU, nesta página devem constar os elementos identificadores do trabalho, como na capa externa e interna (nome da Universidade; nível, área e nome do curso – em português e em inglês; título do trabalho – em português e em inglês; autor – nome do aluno; sede da Universidade/USA e ano do término da confecção do trabalho) e mais alguns elementos (o sub-título, se houver; o número da matrícula na Universidade; a informação que identifica o tipo de trabalho – Monografia, Dissertação ou Tese e o título acadêmico a ser obtido após a conclusão total do curso). (Vide anexo pág. 66)
FOLHA DE APROVAÇÃO (4)
É nesta folha que se coloca(m) as assinaturas do(s) avaliador(es) aprovando o trabalho. De acordo com o nível do curso há um avaliador (Monografia), três avaliadores (Dissertação) ou cinco avaliadores (Tese). Os elementos essenciais que devem constar nesta página são: título do trabalho; autor (nome do aluno), data da confecção do trabalho; local para assinatura do orientador com respectivo nome completo e local para assinatura do(s) avaliador(es). (Vide anexo pág. 67).
DEDICATÓRIA (5)
A dedicatória é opcional. Nela deve constar elogios e/ou mensagens a uma ou mais pessoas que, em alguma fase de sua vida, foram de grande importância para seu desenvolvimento intelectual e/ou cultural, portanto, merecedora(s) da dedicatória de seu trabalho. (Vide anexo pág. 68). AGRADECIMENTOS (6)
Destina-se à instituições e/ou pessoas que possam ter contribuído direta ou indiretamente para realização de seu trabalho. Neste momento, deve-se citar o nome da(s) pessoa(s) ou instituição(ões) e a respectiva contribuição dada em certo momento. Este elemento também é opcional. (Pág. 69). RESUMO (7)
O resumo deve apresentar a essência do trabalho, deve conter dados que irão permitir que o leitor decida sobre a necessidade de ler ou não aquele texto. Deve ser elaborado em linguagem simples, objetiva, direta e isenta de valores pessoais. Ao ler o resumo o leitor deve ser capaz de saber o que há no trabalho propriamente dito.
Quanto ao tamanho do resumo, o recomendado pela Universidade é ter uma extensão de cerca de 350 (trezentas e cinqüenta) palavras.
Deve ser englobado, no resumo, apenas os pontos principais do trabalho, isto é, inicia-se com os objetivos, segue-se a apresentação do método, resultados e finaliza com a conclusão.
O resumo deve ser redigido pelo autor, na terceira pessoa, evitando-se frases negativas, abreviaturas e fórmulas. (Vide anexo pág. 70).
ABSTRACT (8)
O abstract é o próprio resumo, acima descrito, traduzido para uma outra língua diferente da portuguesa. No caso da American World University exige-se, para o abstract, a língua inglesa. É importante que se observem as regras gramaticais da língua inglesa ao redigi-lo, com objetivo de uma redação de qualidade. (Vide anexo pág. 70).
ÍNDICE (9)
É a última parte Pré-Textual. Nele indica-se as páginas que iniciam os capítulos com seus respectivos títulos e os primeiros sub-títulos de cada capítulo do
trabalho (os demais sub-títulos, se houver, não são colocados no Índice), facilitando a localização dos mesmos. Os elementos pré-textuais (dedicatória, agradecimentos, resumo e abstract) também devem constar no Índice. As indicações das referências bibliográficas, índice remissivo, glossário e anexos também se colocam no Índice, mesmo sendo elementos pós-textuais, indicando suas paginações. (Vide anexo pag. 71).
LISTADE ILUSTRAÇÕES (9)
Tabelas, quadros, gráficos, mapas, fotografias, etc., são tipos de ilustrações geralmente usadas nos trabalhos científicos.
Na lista, as ilustrações aparecem na mesma ordem em que são apresentadas no trabalho, indicando: tipo de ilustração (quadro, figura, tabela etc.); seu número; legenda, isto é, seu título e página onde se encontra.
Se o trabalho constar apenas de um tipo de ilustração ou caso haja necessidade de separá-las, deve-se elaborar listas próprias (ex.: Lista de Tabelas, etc.). LISTADE ABREVIATURAS, SIGLAS E SÍMBOLOS (9)
Nesta lista são relacionadas as abreviaturas, siglas e símbolos, que foram mencionados no trabalho científico.
São arrumados em ordem alfabética e acompanhados do seu significado. Não são indicadas as páginas nas quais se apresentam.
Caso haja necessidade, podem ser relacionadas em listas próprias (ex.: Lista de abreviaturas, etc.).
4.2.1.2 Elementos Textuais:
Os elementos textuais constituem o núcleo do trabalho (indicados numericamente no Mapa - pág.62). Cada elemento compõe um ou mais capítulos, onde os assuntos são abordados conforme as características exigidas:
• Introdução; (10) • Desenvolvimento
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Revisão de Literatura⎯
Metodologia Bibliográfica⎯
Metodologia Descritiva ou Experimental⎯
Apresentaçlão e Discussão de Resultados • Considerações Finais. (12)Dependendo do tipo de pesquisa que for desenvolvida, não há necessidade de incluir todos os assuntos exigidos no desenvolvimento. Por exemplo, em uma pesquisa bibliográfica não são utilizados instrumentos de medida; portanto, as partes que se referem à amostra, procedimentos, instrumentos, coleta de dados e tratamento estatístico contidas no capítulo Metodologia e todo o capítulo de Apresentação e Discussão dos Resultados são suprimidos. Os elementos textuais: Introdução, Desenvolvimento (principalmente a Revisão de Literatura) e Considerações Finais; todas são imprescindíveis à confecção do Trabalho Científico. (10/11/12)
A seguir será apresentado cada um dos elementos textuais. INTRODUÇÃO (10)
A introdução tem a função de despertar o interesse do leitor em ler o texto. Assim, ela deve conter informações que atraiam o leitor, além de ter uma redação clara, objetiva e sem apresentar subdivisões.
Se o autor do texto apresentou um projeto sobre o assunto que está sendo tratado, grande parte da introdução do trabalho científico já estará contida no tópico ‘‘Justificativa’’ daquele projeto. (ver elaboração de projeto no capítulo 3, pág. 15).
A introdução deve ser elaborada no final do trabalho, já que, neste momento, se tem todos os resultados da pesquisa e, com isso, pode-se direcioná-los para as Considerações Finais, mas sem mencioná-las.
Neste capítulo os assuntos que devem ser abordados são os seguintes: justificativa do estudo; objetivos do estudo; questões a investigar/hipóteses e definição de termos.
Conforme foi dito, estes assuntos devem constar na introdução, mas de forma textual sem quaisquer divisões, ou seja, devem fazer parte de um único texto, sem que sejam feitas identificações de cada assunto na forma de sub-títulos.
A seguir, será explicado cada item, separadamente, para uma melhor compreensão de como redacioná-los.
Justificativa
Deve-se mencionar o “por quê” da necessidade de se realizar este estudo através, por exemplo, de citações de outras pesquisas nas quais são apontadas a relevância desta pesquisa. Quando isto não é possível, é comum afirmar que não há muitas pesquisas no assunto, mas que por ser (o tema) polêmico, ele necessita de um estudo para elucidá-lo. Deste item deve constar a importância (a relevância) pessoal, social e científica do estudo.
Objetivos do Estudo
Os objetivos do estudo devem ser apresentados de forma abrangente (objetivos gerais) e de forma específica (objetivos específicos).
Questões a Investigar
Nesta parte da introdução, se esclarece como chegar aos objetivos. As questões a investigar devem estar em concordância com os objetivos específicos. Ao se tratar de pesquisa descritiva ou experimental, na qual as hipóteses substantivas e estatísticas são apresentadas, este item pode ser suprimido. Em pesquisa bibliográficas, onde não se pode enunciar hipóteses estatísticas, as questões a investigar devem ser consideradas.
Hipóteses
As hipóteses substantivas e as hipóteses estatísticas devem ser apresentadas, no caso de pesquisa descritiva ou experimental, onde o nível de significância para alpha também deve ser definido previamente. A ordem de apresentação das hipóteses deve ser coerente com os objetivos específicos.
Definição de termos
É importante que os termos principais que serão utilizados no estudo sejam definidos. Pode-se utilizar o significado do termo retirado de dicionário ou a definição operacional, que faz a interpretação do termo no sentido mais direcionado e adequado ao trabalho. É importante não esquecer de colocar a referência bibliográfica ao se definir os termos.
Desenvolvimento (11 a. b. c.)
Esta parte constitui o núcleo do trabalho, é a parte mais extensa do trabalho científico. Dependendo do tipo de pesquisa que está sendo desenvolvida, esta parte vai conter ou não alguns capítulos. Se a pesquisa for do tipo bibliográfico, ela conterá apenas os capítulos teóricos da revisão de literatura. Em se tratando de pesquisa descritiva ou experimental, além dos capítulos da revisão de literatura, deverá constar, também, os capítulos de metodologia e o de análise e discussão dos resultados.
Revisão de Literatura (11 a.)
A revisão de literatura constitui a parte teórica fundamental do trabalho ou embasamento técnico do projeto. Na Revisão de Literatura estão contidas as Teorias de Aprendizagem e as linhas Filosófico-pedagógicas do Pensamento. Esta parte é estruturada em um ou mais capítulos e suas sub-divisões, de acordo com o roteiro
previamente organizado pelo estudante. Neste(s) capítulo(s) se encontra(m) o conteúdo do trabalho propriamente dito, elaborado através de pesquisas em livros, jornais, artigos científicos, revistas especializadas ou em qualquer outro tipo de informação. Neste momento, deve haver a preocupação de se utilizar materiais de referência, o mais recente possível, pois uma das características de um trabalho científico é a sua atualidade.
É importante que haja sempre ligação entre um capítulo e outro.
A denominação de Revisão de Literatura não é identificada no título do(s) capítulo(s). O(s) capítulo(s) deve(m) receber título(s) de acordo com o trabalho desenvolvido.
Metodologia Descritiva ou Experimental (11 b) - (Partes I, II, III, IV, V e VI) No capítulo Metodologia, como o próprio nome diz, deve-se identificar a metodologia utilizada na pesquisa para obtenção dos dados utilizados no trabalho. (Descritiva ou Experimental).
Neste capítulo, diferentemente da Introdução, os assuntos (ou itens componentes) são identificados como sub-títulos, a fim de delimitar as informações neles contidas. O capítulo da Metodologia deve ser identificado como um capítulo posterior ao último capítulo da Revisão de Literatura. É escrito com o verbo no tempo passado uma vez que o estudo proposto no projeto já foi realizado.
Os assuntos exigidos são: Modelo de Estudo (I); Amostra (II); Instrumentos (III); Procedimentos (IV); Coleta de Dados (V) e Tratamento Estatístico (VI).
Vale lembrar que, em uma pesquisa bibliográfica, este capítulo deve ser inteiramente suprimido.
MODELODE ESTUDO (I)
No modelo de estudo é descrito o tipo e o delineamento da pesquisa utilizado no estudo. (11.b - I)
AMOSTRA (II)
Neste momento é descrita a população, a amostra e a forma de seleção utilizada. (11.b - II)
INSTRUMENTOS (III)
Equipamentos, critérios, questionários, entrevistas, formulários ou testes, que foram utilizados na pesquisa são descritos neste item. Os modelos destes instrumentos deverão ser adicionados aos anexos. (11.b - III) PROCEDIMENTOS (IV) / COLETADE DADOS (V)
que foi realizado durante o experimento. Em caso de aplicação de algum instrumento (questionário, entrevista) deve ser citado como foi executado o mesmo. São descritos “como”, “quando”, “onde” e “quem” aplicou os instrumentos de medida. (11.b - IV, V)
TRATAMENTO ESTATÍSTICO (VI)
Devem ser descritos os testes estatísticos que foram utilizados para obtenção dos resultados da pesquisa. (11.b - VI)
Apresentação e Discussão dos Resultados (11.c)
Talvez seja a parte que apresenta maior dificuldade em se redigir. Neste capítulo os resultados da pesquisa são comparados com resultados dos trabalhos anteriormente publicados citados nos capítulos da “Revisão da Literatura’’. Os resultados da pesquisa são apresentados e discutidos podendo-se utilizar do auxílio de tabelas, quadros ou figuras para tornar mais clara a apresentação. Estes deverão ser inseridos o mais próximo possível do trecho a que se refere; se o volume de ilustrações interferir na leitura e compreensão do texto, recomenda-se que elas recomenda-sejam reunidas e colocadas em forma de anexos.
Novos estudos poderão surgir a partir das interrogações não respondidas, objetivos não alcançados ou até hipóteses refutadas.
Este capítulo, assim como o de Metodologia, é escrito usando-se o verbo no tempo passado e somente deverá ser apresentado quando se tratar de pesquisa descritiva ou experimental.
Metodologia Bibliográfica (11.b)
Esta é uma outra alternativa metodológica para o desenvolvimento do trabalho.
Trata-se de opção: bibliográfica, descritiva ou experimental.
Optando-se pela Bibliográfica, aplica-se a forma de estudo do objeto através da pesquisa bibliográfica, dissertada na página 08, descartando-se os elementos (I e VI) descritos na Metodologia Descritiva ou Experimental.
Os capítulos da Metodologia Bibliográfica devem ser identificados como capítulo posterior ao último capítulo da Revisão de Literatura.
Considerações Finais (12)
As considerações finais significam a síntese da argumentação e devem apresentar encadeamento com os capítulos anteriores; é nessa parte que o autor expõe claramente seu ponto de vista sobre o que conseguiu demonstrar durante