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ISOLAMENTO SONORO EM PAREDES E FACHADAS

TÓPICO 3 - ISOLAMENTO SONORO EM EDIFICAÇÕES

6.1 ISOLAMENTO SONORO EM PAREDES E FACHADAS

Em muitas ocasiões, o isolamento sonoro não é eficiente em fachadas, pois constantemente a errada instalação de esquadrias contribui à perda da estanqueidade (RECCHIA, 2001). Daí a importância de uma boa instalação do sistema. Adicionalmente, é comum nessa abertura aplicar técnicas de fechamento duplo (GERGES, 1992), como foi visto para isolamento térmico, em vista de que o uso de materiais robustos não é compatível com a instalação de fachadas em vidro ou madeira. Esse princípio aplica-se para paredes e fachadas, pois a transmissão de ondas estará sujeita aos ambientes pelos quais o som ou o calor teriam que passar.

FIGURA 37 – COMPOSIÇÃO DE UMA PAREDE COM COMPONENTES DE ISOLAMENTO ACÚSTICO

FONTE: <https://blogdogesseiro.com/tudo-sobre-isolamento-acustico-em-drywall/>. Acesso em: 24 set. 2019

6 ISOLAMENTO ACÚSTICO

TÓPICO 3 | ISOLAMENTO SONORO EM EDIFICAÇÕES

Sempre é importante indicar que adição ou abertura de espaços entre elementos para favorecer o isolamento acústico pode deixar as paredes ou fachadas mais carregadas e pesadas, assim a resistência química, manutenção e reforma deve considerar componentes adicionais de definição.

FIGURA 38 – TÍPICA FACHADA EM VIDRO

FONTE: <https://bityli.com/VlYbD>. Acesso em: 25 set. 2019

7 REFERÊNCIAS NORMATIVAS

Em relação ao isolamento acústico, muitas normas e prescrições são baseadas em conceitos de qualidade internacional, por isso são do tipo ISO. Não obstante é regulamentada a forma das medições de campo para determinação de ruído acústico ou tratamento do espaço segundo a funcionalidade da edificação. A seguir serão indicadas as mais conhecidas:

• ABNT NBR 16726:2019

Feltro de lã de vidro para isolamento acústico e térmico em sistemas construtivos em chapas de gesso para drywall – Requisitos e métodos de ensaio.

• ABNT NBR ISO 22868:2018

Máquinas florestais e de jardinagem – Código de ensaio acústico para máquinas manuais portáteis com motor de combustão interna – Método de engenharia (Grau 2 de acurácia).

• ABNT NBR ISO 16283-1:2018

Acústica – Medição de campo do isolamento acústico nas edificações e nos elementos de edificações. Parte 1: Isolamento a ruído aéreo.

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• ABNT NBR 13910-2-2:1998

Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares. Parte 2: Requisitos particulares para secadores de cabelo.

• ABNT NBR 13910-2-3:1998

Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares. Parte 2: Requisitos particulares para liquidificadores.

• ABNT NBR 13910-1:1997

Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares. Parte 1: Requisitos gerais.

• ABNT NBR 13910-2-1:1997

Diretrizes de ensaios para a determinação de ruído acústico de aparelhos eletrodomésticos e similares. Parte 2: Requisitos particulares para refrigeradores, congeladores, combinados e similares.

• ABNT NBR 12179:1992

Tratamento acústico em recintos fechados – Procedimento.

• ABNT NBR 10152:201

Acústica – Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações.

• ABNT NBR 16015:2012

Vidro insulado – Características, requisitos e métodos de ensaio.

• NBR 10152

Níveis de ruído para conforto acústico.

• ABNT NBR ISO 3382-1:2017

Acústica – Medição de parâmetros de acústica de salas. Parte 1: Salas de espetáculos.

• ABNT NBR ISO 3382-2:2017

Acústica – Medição de parâmetros de acústica de salas. Parte 2: Tempo de reverberação em salas comuns.

• ABNT NBR ISO 3382-3:2017

Acústica – Medição de parâmetros de acústica de salas. Parte 3: Escritórios de planta livre.

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LEITURA COMPLEMENTAR

EDIFICAÇÃO DO COLÉGIO RENASCENÇA TEM PAREDES DE BLOCOS DE CONCRETO DE 19 CENTÍMETROS QUE GARANTEM ISOLAMENTO

Para evitar a redução do entendimento e maximizar a inteligibilidade da fala, a sala não pode ser muito reverberante, uma preocupação que influenciou os acabamentos internos.

Forros minerais, sob cobertura de laje, ajudam a manter o tempo de reverberação entre 0,4 e 0,6 segundos. As janelas com vedação hermética e perfis robustos, ganharam vidro laminado de 6 milímetros, em sanduíche de PVB para evitar a entrada de ruído externo.

Em agosto deste ano, o Colégio Renascença, uma instituição de ensino judaica quase centenária do Bom Retiro e Higienópolis, trasladou as instalações para uma área mais ampla próxima à marginal do rio Tietê, no antigo estacionamento onde funcionava o parque de diversões Playcenter. O complexo, formado por cinco blocos, requereu um levantamento do ruído com campanha de medições sonoras em campo e simulação eletrônica do ruído incidente nas futuras fachadas.

Fotos: LES Fotografia e Edgar Nascimento

O projeto de arquitetura e o projeto de fachadas andaram em conjunto, seguindo a norma da ABNT NBR 10152. “Pela dimensão do terreno, o projeto explora ao máximo a horizontalidade e a integração com as áreas internas abertas, com grande fluidez na circulação. Mas por uma questão de segurança, a implantação desfavoreceu a permeabilidade”, explica Jonas Birger, autor do projeto de arquitetura. “Assim, a questão acústica nasce resolvida pois as paredes de blocos de concreto de 19 centímetros garantem isolamento, em todo o perímetro da edificação”, completa Fernando Alcoragi, da Akkerman, escritório responsável pelo projeto de acústica do Renascença.

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Construídos em estrutura de concreto armado, os blocos – com alturas entre dois e quatro pavimentos – atendem às funções e propósitos pedagógicos da vida escolar participativa. Com o conhecimento dos valores das medições em campo, o software identificou quais as incidências do ruído das fachadas de cada prédio e, assim, foi possível definir um plano de ação para dimensionar o isolamento acústico em cada fachada.

Para o conforto interno da sala de aula, ficou definido um máximo de 35 db RLAeq, separada por alvenaria de blocos e drywall com afastamento na localização das portas, além de lajes robustas, em concreto de 2,5 mil kg/m3 e pisos vinílicos para minimizar possíveis ruídos de impacto. Para evitar a redução do entendimento e maximizar a inteligibilidade da fala, a sala não pode ser muito reverberante, uma preocupação que influenciou os acabamentos internos. Forros minerais, sob cobertura de laje, ajudam a manter o tempo de reverberação entre 0,4 e 0,6 segundos. As janelas com vedação hermética e perfis robustos, ganharam vidro laminado de 6 milímetros, em sanduíche de PVB (polivinil butiral) para evitar a entrada de ruído externo. “No caso do ginásio poliesportivo, a lógica foi inversa: o ruído não pode sair da edificação e, no caso do teatro, os ruídos externos não podem interferir no interior do ambiente, nem podem sair para não atrapalhar as atividades pedagógicas”, salienta Fernando Alcoragi.

No ginásio, devido à preocupação com o ruído gerado pelas atividades esportivas, os fechamentos verticais e de cobertura foram alvo da consultoria acústica. Todo o perímetro é vedado ou com alvenaria ou com sistema de caixilhos com vidros laminados. “A cobertura não poderia ser construída com telha comum”, recorda Alcoragi. Por isso, foi especificada uma telha trapezoidal termoacústica, tipo sanduíche, de aço, na espessura de 0,8 milímetros, reforçada por preenchimento em poliuretano com densidade de 40 kg/m³. No interior, foi aplicado um spray de celulose na cor natural.

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O mobiliário e as edificações adotam um cromatismo simpático aos alunos.

Todo o conjunto incorpora recursos sustentáveis como reúso de água, painéis solares, iluminação com LEDs, iluminação natural e brises coloridos que permitem ventilação natural. A sede recém-inaugurada deve atrair a comunidade judaica da cidade em torno desse novo polo cultural e de ensino. E uma das principais fontes de interesse público do Renascença é o teatro com caixa cênica alta e capacidade para 400 pessoas. O teatro, cujo projeto de arquitetura é da AIC Arquitetura, recebeu atenção especial nos acabamentos de piso, paredes e teto, todos definidos em função do desempenho acústico, sem comprometer as características estéticas exigidas pelo projeto. Alcoragi advertiu que os acabamentos foram divididos em materiais com absorção e reflexão sonoras adequadas capazes de direcionar o som ao fundo da plateia. “A forma e a localização foram decisivas para alcançar o resultado de perfeita acuidade sonora. O projeto de acústica teve a liberdade de trabalhar com volumes e formas do forro o que propiciou alcançar o RT60, ótimo para o uso e volume do espaço”, diz Alcoragi.

A solução acústica para o sistema de cobertura (sem laje) do teatro abrange, tal como no ginásio, uma telha termoacústica tipo sanduíche composta por telhas trapezoidais de aço com preenchimento em poliuretano com densidade de 40 kg/

m³. “O projeto de acústica introduziu um complemento à cobertura, projetando um entreforro composto por um sistema que poderíamos chamar de ‘drywall na horizontal’, com chapas de gesso acartonado estruturadas com montantes

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metálicos e cavidade interna preenchida com lã mineral”, descreve Alcoragi.

As paredes de isolamento do teatro são em alvenaria de bloco de concreto na espessura de 19 centímetros com os vazios dos blocos preenchidos com massa de assentamento. “Essa solução foi eficiente e de baixo custo, pois a matéria-prima e a mão de obra são as mesmas de uma parede de alvenaria convencional”, diz.

A volumetria e as formas curvas do forro definem a reflexão e a absorção trabalhando a reverberação ótima – de 1,1 segundo. Para trabalhar a reflexão, painéis de madeira lisos que não são vazados; perfurados para a absorção, com painéis de lã de vidro, vazados; o mesmo conceito foi aplicado no forro, com uma diferença: em vez de madeira, gesso. A espessura normal dos painéis de gesso ficaria em 12,5 milímetros, mas, nesse projeto, para vibrar menos, “especificamos duas placas coladas para ficar com 25 milímetros”. Para a absorção, gesso perfurado. No interior do teatro, painéis inclinados iluminam a sala e têm a função de quebrar o paralelismo e de promover a difusão sonora.

FONTE: <http://www.proacustica.org.br/publicacoes/cases-sobre-acustica/edificacao-colegio-renascenca-tem-paredes-de-blocos-de-concreto-19-cm-garantem-isolamento.html>. Acesso em: 11 nov. 2019.

RESUMO DO TÓPICO 3

Neste tópico, você aprendeu que:

• O som de certas características – definido como ruído – pode ter caráter prejudicial à saúde mental dos usuários das edificações à exposição constante.

• O fechamento duplo contribui à redução da transmissão do som.

• Nenhum material é capaz de isolar totalmente o som, e incluso em função da intensidade e potência deste numa distância considerável pode ser desprezível para alguns usuários, enquanto para outros, insuportável.

• O som pode ser reduzido em função da capacidade de absorção dos materiais ou o espaço aéreo existente entre os objetos.

• A transmissão do ruído pode ser reduzida com a maioria dos mesmos materiais que são usados para isolar termicamente uma edificação.

Ficou alguma dúvida? Construímos uma trilha de aprendizagem pensando em facilitar sua compreensão. Acesse o QR Code, que levará ao AVA, e veja as novidades que preparamos para seu estudo.

CHAMADA

1 Breve e esquematicamente, explique em que consistem as seguintes leis: lei da massa e lei da massa-mola-massa para contribuição da redução do ruído.

2 Existem soluções do tipo “caseiras” para reduzir o ruído dentro das habitações. Indique duas formas.

AUTOATIVIDADE

UNIDADE 2 INSTALAÇÕES PREDIAIS

OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM

PLANO DE ESTUDOS

A partir do estudo desta unidade, você deverá ser capaz de:

• conhecer os conceitos básicos, componentes e unidades associadas ao funcionamento das diferentes instalações nas edificações;

• identificar quais são os materiais e as tecnologias que envolvem a correta instalação das instalações;

• discutir técnicas de ensaios para avaliar a circulação de fluidos e/ou gases dentro das tubulações;

• reconhecer passo a passo para dimensionamento das diferentes instalações prediais.

Esta unidade está dividida em quatro tópicos. No decorrer da unidade, você encontrará autoatividades com o objetivo de reforçar o conteúdo apresentado.

TÓPICO 1 – INSTALAÇÕES HIDRÁULICO-SANITÁRIAS

TOPICO 2 – INSTALAÇÕES DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO TÓPICO 3 – INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

TÓPICO 4 – INSTALAÇÕES DE TUBULAÇÃO DE GÁS

Preparado para ampliar seus conhecimentos? Respire e vamos em frente! Procure um ambiente que facilite a concentração, assim absorverá melhor as informações.

CHAMADA

TÓPICO 1

INSTALAÇÕES HIDRÁULICO-SANITÁRIAS

UNIDADE 2

1 INTRODUÇÃO

A distribuição da água mediante tubulações até cada edificação é uma grande conquista para todos nós (VIANNA, 1998), com muitos benefícios. São muitas as modificações realizadas para chegarmos a este ponto. No Brasil e no mundo, estima-se que o abastecimento da população não consegue chegar a 8%

em nível mundial (FOLEGATTI et al., 2010), a condução da água em diversas apresentações (fria, quente, esgoto) tem gerado condições facilitadoras de higiene e conforto. Da mesma forma, o componente sanitário permite canalizar as águas poluídas até lugares que não causem problemas de saúde.

Neste tópico, introduziremos os conceitos básicos associados a um dos sistemas mais importantes da edificação, enquanto se refere a serviço. O sistema hidrossanitário, de alguma forma, automatiza a entrega de água potável dentro da edificação. Sendo que o usuário se dedica, exclusivamente, a abrir válvulas ou aproveitar os pontos de acesso para fazer uso delas. São indicados os métodos de dimensionamento da rede interna e mostrados os dispositivos que permitem a conexão contínua do sistema.

Entidades governamentais são encarregadas de fazer o processo de captação e tratamento da água, de modo a cumprir com requisitos básicos de acessibilidade no consumo. Assim, é possível fazer uma ligação ao ramal de abastecimento de água público à edificação, com a devida autorização legal. A água depois de usada também precisa ser destinada em um sistema exclusivo, a fim de evitar contaminação. Tratada (próxima à residência ou em estações especiais), para reduzir a carga poluente e finalmente, lançada a um corpo de água ou reutilizada segundo suas condições químicas.

2 ABASTECIMENTO DE ÁGUA

As redes de abastecimento de água potável compreendem as adutoras, as linhas alimentadoras e as linhas distribuidoras (MACINTYRE, 1996). As adutoras têm a grande responsabilidade de transportar a água da fonte (rio, manancial) até as estações de tratamento, que possuem, por sua vez, reservatórios principais que