8 QUESTÕES COMENTADAS
III. ISS da prefeitura local;
Conforme vimos na aula, o ISS faz parte dos tributos que integram o BDI.
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 56 de 102 IV. se a contabilidade da empresa é por lucro real ou presumido.
O lucro faz parte do BDI. A forma como o lucro da empresa é apurado contabilmente interfere na base de cálculo do IRPJ e da CSLL. Portanto, a alteração da alíquota desses tributos interfere no BDI.
O IRPJ e a CSLL são considerados tributos de natureza personalística. Nas obras custeadas com recursos federais, a LDO veda a sua inclusão no BDI.
Gabarito: Correta
É correto o que consta em (A) I e IV, apenas.
(B) II e III, apenas. (C) II, III e IV, apenas. (D) I, II, III e IV.
(E) II, apenas.
Gabarito: D
17) (48 – Metrô/2009 – FCC) São fatores que devem ser considerados no cálculo do BDI:
(A) COFINS; ISS; IPTU; IRRL.
(B) Custos de telefone; salários de operários; contas de água e energia.
(C) IPTU; IRRL; UTM; GPS.
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 57 de 102 (E) Salários de operários; contas de água e energia; IPTU; IRRL.
O TCU, no Acórdão 2369/2011 – Plenário, estabeleceu a seguinte composição de BDI, aplicável a obras de edificação custeadas com recursos federais:
Nesta composição não consta o IRPJ e a CSLL, pois esses tributos são personalíssimos e, portanto, vedados pela LDO.
Contudo, a questão não particularizou tratar-se de obras públicas federais. Logo, pode-se incluir estes tributos no BDI.
Gabarito: D
(TRE-PB/2007 – FCC)Para responder as questões de números 58 e 59 considere o texto:
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 58 de 102 Na composição de preços e custos na construção civil vários termos são utilizados: custos direto e indireto, encargos sociais, BDI, entre outros.
18) 58. No cálculo das leis e encargos sociais, NÃO é correto considerar
(A) parte do salário refeição custeado pelo empregador.
Conforme consta no Manual de Metodologia e Conceitos do SICRO, além dos encargos calculados (Grupos A, B, C e D), devem ser feitas as seguintes observações com referências à outros custos que incidem sobre a mão de obra, a seguir relacionados, que foram intitulados de ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA, pois são diretamente proporcionais à mão-de-obra empregada:
Para considerá-los no cálculo dos custos da mão-de-obra, o SICRO calculou os percentuais correspondentes aos itens acima relacionados.
(...)
• Alimentação
- percentual do custo médio de alimentação em relação ao salário médio - 16%
- percentual da participação máxima do trabalhador permitida de acordo com a Lei 6.321 de 14 de abril de1976 - 20%
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 59 de 102 - percentual de dedução fiscal (instrução do MAJUR de 1996) - 25%
Alimentação = [0,16 x (1-0,20) ] X (1-0,25) X 100% = 9,60%
Portanto, deve ser considerada nos encargos sociais.
(B) parte do vale transporte custeado pelo empregador. Dando continuidade ao item anterior:
(...)
• Equipamento de Proteção Individual: percentual mínimo de EPI de segurança sobre a mão de obra é de 1,12%.
• Transporte:
- percentual do transporte em relação ao salário médio 6,8%
- participação dos empregados de acordo com art. 9º, inciso I, do decreto 95.247 de 87=6%
- percentual de dedução fiscal de acordo com instrução do MAJUR de 1996 = 25%
Transporte = [0,068 x (1-0,06)] X ( 1-0,25) X 100% = 4,79%
• Ferramentas Manuais
- percentual sobre a mão de obra do custo com ferramentas manuais, necessária a execução de determinados serviços, é de 5,00%
O SINAPI considera, na planilha de encargos sociais do Rio Grande do Sul, os itens Vale-Transporte e EPI como encargos complementares:
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 60 de 102 Tisaka (2006) considera como encargos complementares os seguintes itens:
- Transporte do trabalhador de sua residência ao local de trabalho – Lei nº 7.418/85 e Decreto 95.247/87
- Café da Manhã – Acordo Coletivo de Trabalho - Almoço e/ou jantar – Acordo coletivo de trabalho
- EPI – Equipamento de Proteção Individual – Art. 166 da CLT e NR-6 e NR-18 da Lei nº 6.514/77
- Ferramentas manuais – fornecimento da empresa. - Seguro de vida – se constar do Acordo Coletivo.
Portanto, deve ser considerado nos encargos sociais.
(C) licença paternidade.
Segue abaixo a planilha de encargos sociais adotada pelo SINAPI tanto para horistas como para mensalistas:
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Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 62 de 102 (D) o PIS/PASEP que incide sobre o faturamento bruto.
Conforme vimos nas questões sobre BDI, o PIS/PASEP integra o BDI, não fazendo parte, portanto, dos encargos sociais, que incidem diretamente sobre os salários da mão de obra.
Portanto, NÃO deve ser considerado nos encargos sociais.
(E) dias de chuva, faltas justificadas e acidentes de trabalho. Conforme vimos na composição acima, esses itens integram os encargos sociais.
Gabarito: D
19) 59. NÃO se deve considerar no cálculo dos custos indiretos, chamados de BDI (Benefício e Despesas Indiretas),
(A) a administração central (apoio técnico, supervisão, administração, etc).
(B) despesas com manutenção do canteiro de obra. (C) custos financeiros.
(D) encargos fiscais (imposto de renda, PIS, PASEP, ISS, etc). (E) a administração local (apoio técnico, supervisão, administração, etc) da obra.
Conforme vimos nas questões sobre BDI, as despesas de instalação e manutenção do canteiro de obras não integram o BDI.
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 63 de 102 20) (58 – Metrô-SP/2012 – FCC) Em função da fase em que o empreendimento se encontra, o detalhamento do projeto é distinto e, por isso, as informações disponíveis para a orçamentação também diferem, principalmente com relação à aderência das quantidades estimadas das executadas. A avaliação do preço global da obra, obtida através do levantamento dos serviços e quantitativos obtidos dos projetos básicos, fundamentado em planilhas que expressem a composição de todos os custos, é conhecida por orçamento (A) detalhado.
De acordo com Mattos (2006), o orçamento analítico ou detalhado é elaborado com composição de custos e extensa pesquisa de preços dos insumos. Procura chegar a um valor bem próximo do custo "real", com uma reduzida margem de incerteza.
O orçamento detalhado é o mesmo que orçamento analítico, descrito a seguir.
(B) estimativo.
Segundo Mattos (2006), a estimativa de custos é uma avaliação expedita feita com base em custos históricos e comparação com projetos similares. Dá uma idéia da ordem de grandeza do custo do empreendimento.
Em geral, a estimativa de custos é feita a partir de indicadores genéricos, números consagrados que servem para uma primeira abordagem da faixa de custo da obra. A tradição representa um aspecto relevante na estimativa.
No caso de obras de edificações, um indicador bastante usado é o custo do metro quadrado construído. Inúmeras são as fontes de referência desse parâmetro, sendo o Custo Unitário Básico (CUB) o
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 64 de 102 mais utilizado. Cada construtora, no entanto, pode ir gerando seus próprios indicadores com o passar do tempo.
Outros indicadores genéricos são:
- Custo por metro linear de rede de drenagem ou esgoto; - Custo por hectare de urbanização;
- Custo por megawatt de energia instalado (para usinas hidrelétricas);
- Custo do quilômetro de estrada;
- Custo do quilômetro de linha de transmissão de alta tensão. (C) preliminar.
De acordo com Mattos (2006), o orçamento preliminar está um degrau acima da estimativa de custos, sendo um pouco mais detalhado. Ele pressupõe o levantamento expedito de algumas quantidades e a atribuição do custo de alguns serviços. Seu grau de incerteza é mais baixo do que o da estimativa de custos.
No orçamento preliminar, trabalha-se com uma quantidade maior de indicadores, que representam um aprimoramento da estimativa inicial. Os indicadores servem para gerar pacotes de trabalho menores, de maior facilidade de orçamentação e análise de sensibilidade de preços.
Em obras similares, a construtora pode ir gerando seus próprios indicadores. Embora os prédios tenham projetos arquitetônicos distintos e acabamentos diferentes, nota-se que os indicadores não flutuam muito.
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 65 de 102 Segundo Mattos (2006), o orçamento analítico constitui a maneira mais detalhada e precisa de se prever o custo da obra. Ele é efetuado a partir de composições de custos e cuidadosa pesquisa de preços dos insumos. Procura chegar a um valor bem próximo do custo "real".
O orçamento analítico vale-se de uma composição de custos unitários para cada serviço da obra, levando em consideração quanto de mão-de-obra, material e equipamento é gasto em sua execução. Além do custo dos serviços (custo direto), são computados também os custos de manutenção do canteiro de obras, equipes técnica, administrativa e de suporte da obra, taxas e emolumentos, etc. (custo indireto), chegando a um valor orçado preciso e coerente. (E) sintético.
No orçamento sintético consta a discriminação dos serviços, com as respectivas unidades de medição, e preços ou custos unitários (com e sem BDI, respectivamente), sem as respectivas composições.
Percebe-se que, com base na literatura especializada, o comando da questão enquadra-se na descrição do orçamento analítico ou detalhado. Por isso, as letras A e D estariam corretas sob o ponto de vista da literatura especializada.
Gabarito Oficial: B
Gabarito Proposto: Anulação
21) (43 – Defensoria/2009 – FCC) Assinale a alternativa que apresenta coerência de margem de erro e elementos técnicos necessários para o tipo de orçamento citado.
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 66 de 102 Limmer (1997) considera uma margem de erro mínima de 5% para o nível máximo de detalhamento do projeto.
De acordo com a Cartilha “Obras Públicas: Recomendações Básicas para a Contratação e Fiscalização de Obras de Edificações Públicas”, do TCU, de 2008, com relação ao nível de precisão adequado, pode-se tomar por base as informações da tabela abaixo:
E o IBRAOP (Instituto Brasileiro de Obras Públicas), na sua OT – IBR – 004/2012, apresenta a seguinte tabela:
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Ávila, A. V., Librelotto, L.I., Lopes, O.C. (2003) apud Gonçalves (2011) apresentam os tipos de orçamento, as margens de erro comumente esperadas, bem como os elementos técnicos que os caracterizam:
Prof. Marcus V. Campiteli www.estrategiaconcursos.com.br Página 68 de 102 Portanto, o item C está correto.
Gabarito: C
22) (39 – Metrô/2009 – FCC) Dimensionar a equipe implica em estipular o número de operários necessários para a realização de uma determinada atividade, que depende de vários fatores, dentre os quais é correto destacar:
(A) tamanho da obra e suas interferências; especificidade das tecnologias adotadas no canteiro; implicações estabelecidas nos padrões comportamentais dos recursos humanos.
(B) a ocupação dos trabalhadores; o volume de trabalho a ser executado; a importância do cumprimento do orçamento estabelecido nas auditorias da qualidade.
(C) a disponibilidade de material alocado no canteiro; a escala de trabalho estabelecida pela gerência de
produção da obra; o fator de relação hora-homem × homem- hora.
(D) ensaios tecnológicos dos materiais; planilha de custos de mão-de-obra; tempo de experiência e formação profissional dos operadores registrados.
(E) a quantidade de serviço a ser executada; a produtividade da mão-de-obra, mensurada por meio de indicador predefinido; o prazo destinado à execução do serviço.
O dimensionamento de uma equipe necessita da definição dos serviços a executar, das suas quantidades, do prazo e das produtividades dos diferentes profissionais.
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Gabarito: E
23) (61 – TCE-MG/2009 – FCC) Em relação às diversas modalidades de contratos de mão-de-obra para a construção civil (preço fechado, administração por homem/hora etc), considere as afirmações abaixo:
I. Escavação de vala-medição − executada pelo volume