Na preparação das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com os IFRS, o Conselho de Administração da Portugal Telecom utiliza estimativas e pressupostos que afetam a aplicação das políticas contabilísticas e os montantes reportados. As estimativas e julgamentos são continuamente avaliados e baseiam-se na experiência de eventos passados e noutros fatores, incluindo expectativas relativas a eventos futuros considerados prováveis face às circunstâncias em que as estimativas são baseadas ou resultado de uma informação ou experiência adquirida. As estimativas contabilísticas mais significativas refletidas nas demonstrações financeiras consolidadas são como segue:
(a) benefícios de reforma// O valor presente das responsabilidades com benefícios de reforma é calculado com base em metodologias atuariais, as quais utilizam determinados pressupostos atuariais. Quaisquer alterações desses pressupostos terão impacto no valor contabilístico das responsabilidades. Os principais pressupostos atuariais utilizados no cálculo das responsabilidades com benefícios de reforma estão descritos na Nota 14. A Empresa tem como política rever periodicamente os principais pressupostos atuariais, caso o seu impacto seja material nas demonstrações financeiras.
(b) análise de imparidade do goodwill// A Portugal Telecom testa anualmente o goodwill com o objetivo de verificar se o mesmo está em imparidade. Os valores recuperáveis das unidades geradoras de caixa foram determinados com base na metodologia do valor em uso. A utilização deste método requer a estimativa de fluxos de caixa futuros provenientes das operações de cada unidade geradora de caixa, a escolha de uma taxa de crescimento para extrapolar as projeções de fluxos de caixa esperados e a estimativa de uma taxa de desconto apropriada para cada unidade geradora de caixa. Os principais pressupostos utilizados na análise de imparidade do goodwill estão descritos na Nota 35.
(c) Valorização e vida útil de ativos intangíveis e tangíveis// A Portugal Telecom utiliza diversos pressupostos na estimativa dos fluxos de caixa futuros provenientes dos ativos intangíveis adquiridos como parte de processos de aquisição de empresas, entre os quais a estimativa de receitas futuras, taxas de desconto e vida útil dos referidos ativos. A Portugal Telecom também utilizou estimativas para determinar a vida útil dos seus ativos tangíveis (Nota 3.c).
(d) reconhecimento de provisões e ajustamentos// A Portugal Telecom é parte em diversos processos judiciais em curso para os quais, com base na opinião dos seus advogados, efetuou um julgamento para determinar o reconhecimento de eventual provisão para fazer face a essas contingências (Nota 49). Os ajustamentos para contas a receber são calculados
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DEMONSTRAÇõES
FinanceiraS
conSolidadaS
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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADAS 2012 // PORTUGAL TELECOM4. alterações de políticas e estimativas
4.1. Políticas contabilísticas
Durante o exercício findo em 31 de dezembro 2012, as seguintes normas, normas revistas ou interpretações aprovadas pela união Europeia ficaram efetivas, apesar de a sua adoção não ter tido impacto nas demonstrações financeiras da Portugal Telecom:
• Alterações à IFRS 7 “Instrumentos Financeiros: Divulgações”
As seguintes normas, normas revistas ou interpretações emitidas pelo IASB já foram adotadas pela união Europeia, sendo a sua aplicação apenas requerida em exercícios subsequentes:
• Em outubro de 2010, o IASB emitiu alterações à IFRS 7 “Instrumentos Financeiros: Divulgações”, as quais vêm aumentar os requisitos de divulgação para transações envolvendo transferências de ativos financeiros. Estas alterações têm como objetivo dar maior transparência acerca dos riscos a que uma entidade está exposta quando transfere um ativo financeiro mas retém algum nível de exposição continuada a esse mesmo ativo. Estas alterações são aplicáveis para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013;
essencialmente com base na antiguidade das contas a receber, o perfil de risco dos clientes e a situação financeira dos mesmos. As estimativas relacionadas com os ajustamentos para contas a receber diferem de negócio para negócio.
(e) determinação do valor de mercado dos instrumentos financeiros // A Portugal Telecom escolhe o método de avaliação que considera apropriado para os instrumentos financeiros não cotados num mercado ativo com base no seu melhor conhecimento do mercado e dos ativos, aplicando as técnicas de avaliação usualmente utilizadas no mercado e usando pressupostos com base em taxas de mercado. Os instrumentos financeiros para os quais não existem valores cotados em mercados ativos encontram-se divulgados na Nota 45.3.
(f) determinação do valor de mercado dos ativos reavaliados// A Portugal Telecom utiliza o modelo da reavaliação para mensurar o valor contabilístico de determinadas classes de ativos tangíveis. Para determinar o valor reavaliado desses ativos, a Empresa utilizou o método do custo de reposição no caso da rede de condutas e o valor de mercado no caso dos imóveis. Estes métodos implicaram a utilização de determinados pressupostos relativos ao custo de construção das condutas e de indicadores específicos relacionados com o mercado imobiliário, conforme explicado em maior detalhe na Nota 37.
(g) impostos diferidos // O Grupo reconhece e liquida o imposto sobre o rendimento com base nos resultados das operações apurados de acordo com a legislação societária local, considerando os preceitos da legislação fiscal, os quais são significativamente diferentes dos valores calculados de acordo com as IFRS. De acordo com a IAS 12, a empresa reconhece os ativos e passivos por impostos diferidos com base na diferença existente entre o valor contabilístico e as bases fiscais dos ativos e passivos. A Empresa analisa periodicamente a recuperabilidade dos ativos por impostos diferidos e reconhece uma perda por imparidade sempre que seja provável que esses ativos não sejam realizáveis, com base em informação histórica sobre o lucro tributável, na projeção do lucro tributável futuro e no tempo estimado de reversão das diferenças temporais. Estes cálculos requerem o uso de estimativas e pressupostos, sendo que a aplicação de diferentes estimativas e pressupostos poderia resultar no reconhecimento de uma provisão para redução do valor recuperável de todo ou parte significativa dos ativos por impostos diferidos.
As estimativas foram determinadas com base na melhor informação disponível à data da preparação das demonstrações financeiras consolidadas, no entanto, poderão ocorrer situações em períodos subsequentes que, não sendo previsíveis à data, não foram consideradas nessas estimativas. Conforme disposto na IAS 8, alterações a estas estimativas, que ocorram posteriormente à data das demonstrações financeiras consolidadas, são corrigidas em resultados de forma prospetiva.
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demonstrações
financeiras
consolidadas
• Em junho de 2011, o IASB emitiu alterações à IAS 1 “Apresentação de Demonstrações Financeiras”, as quais vêm requerer divulgações adicionais sob os itens que compõem a Demonstração do Rendimento Integral para que estes itens sejam agrupados em duas categorias: (a) itens que posteriormente não são reclassificados para o resultado líquido; e (b) itens posteriormente reclassificáveis para o resultado líquido. Estas alterações são aplicáveis para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013;
• Em junho de 2011, o IASB emitiu alterações à IAS 19 “Benefícios aos Empregados”, as quais incluem essencialmente: (i) a eliminação da opção de diferir o reconhecimento dos ganhos e perdas atuariais, conhecida pelo “método do corredor”; (ii) a simplificação da apresentação das alterações nos ativos e passivos resultantes de planos de benefícios definidos, incluindo remensurações a serem apresentadas na Demonstração do Rendimento Integral, separando-as das alterações que podem ser vistas como o resultado das operações do dia a dia da empresa; (iii) melhorias nos requisitos de divulgação para planos de benefícios definidos, de forma a prestar melhor informação acerca das características desses planos e dos riscos a que as entidades estão expostas quando participam nos mesmos; e (iv) a alteração no cálculo do rendimento esperado dos ativos, o qual passa a ser calculado com base na taxa de desconto utilizada no cálculo das responsabilidades em vez de na taxa de rentabilidade de longo-prazo anteriormente aplicada. Esta norma é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013. A Empresa está a avaliar os impactos da adoção desta norma revista, os quais se traduzirão pelo menos em menores ganhos com a rendibilidade esperada dos ativos, sendo no entanto de salientar que a Portugal Telecom já reconhece os ganhos e perdas atuariais diretamente no capital próprio;
• Em dezembro de 2010, o IASB emitiu alterações à IFRS 1 “Adoção pela Primeira Vez das IFRS”, as quais vêm excecionar as entidades que estão a adotar as IFRS pela primeira vez de terem de reconstruir transações ocorridas antes da data de transição para IFRS e disponibilizam orientações sobre a forma como as entidades que anteriormente estavam a atuar numa economia hiperinflacionária podem retomar a apresentação de demonstrações financeiras de acordo com as IFRS fazê-lo pela primeira vez. Estas alterações à IFRS 1 são aplicáveis para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013, não sendo aplicáveis à Portugal Telecom;
• Em dezembro de 2010, o IASB emitiu alterações à IAS 12 “Imposto sobre o Rendimento”, as quais vêm criar uma exceção ao princípio geral da IAS 12 de que os ativos e passivos por impostos diferidos devem refletir as consequências fiscais decorrentes da forma como a entidade espera recuperar o valor contabilístico do ativo. Especificamente, em resultado destas alterações, as propriedades de investimento que são mensuradas ao abrigo do modelo de revalorização de acordo com a IAS 40 Propriedades de Investimento, devem-se presumir como sendo recuperáveis através da venda para efeitos de mensuração dos impostos diferidos, a não ser que essa presunção seja rebatida em determinadas circunstâncias. Estas alterações à IAS 12 são aplicáveis para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013, de acordo com a data definida pela união Europeia, não sendo aplicáveis à Portugal Telecom;
• Em dezembro de 2011, o IASB emitiu alterações à IAS 32 “Instrumentos Financeiros: Apresentação”, as quais veem definir os requisitos de divulgação relativamente à compensação de ativos e passivos financeiros;
• Em maio de 2011, o IASB emitiu a IFRS 10 “Demonstrações Financeiras Consolidadas”, a qual estabelece os princípios para a apresentação e preparação das demonstrações financeiras consolidadas quando a entidade controla uma ou mais entidades. A IFRS 10, com base nos princípios existentes, identifica o conceito de controlo como o fator decisivo para determinar se uma empresa deve ser incluída nas demonstrações financeiras consolidadas da empresa-mãe. Esta norma disponibiliza igualmente orientações para determinar a existência de controlo nas situações em que tal é complicado. A IFRS 10 substitui os requisitos de consolidação previstos na SIC 12 Consolidação e na IAS 27 “Demonstrações Financeiras Consolidadas e Individuais”. A Empresa está a analisar os impactos decorrentes da adoção desta norma, a qual é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014, de acordo com a data definida pela união Europeia;
• Em maio de 2011, o IASB emitiu a IFRS 11 “Empreendimentos Conjuntos”, a qual classifica os empreendimentos conjuntos como operações conjuntas (combinando os conceitos existentes de ativos controlados conjuntamente e de operações controladas conjuntamente) ou como joint ventures (equivalente ao conceito existente de uma entidade controlada conjuntamente) e requere a utilização do método de equivalência patrimonial nas joint ventures, eliminando desta forma o método de consolidação proporcional. Esta norma, que vem substituir a IAS 31 “Interesses em Empreendimentos Conjuntos” e a SIC 13 “Entidades Controladas Conjuntamente – Contribuições Não-Monetárias dos Ventures”, é aplicável em exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014, de acordo com a data definida pela união Europeia. Com a adoção desta nova norma, a Portugal Telecom deixará de consolidar proporcionalmente os seus investimentos em entidades controladas conjuntamente, incluindo essencialmente a Oi e a Contax;
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DEMONSTRAÇõES
FinanceiraS
conSolidadaS
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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADAS 2012 // PORTUGAL TELECOM• Em maio de 2011, o IASB emitiu a IFRS 12 “Divulgação de Participações em Outras Entidades”, a qual é aplicável a entidades com participação em empresas subsidiárias, empreendimentos conjuntos, empresas associadas e outras entidades não consolidadas, e vem estabelecer os objetivos de divulgação e especificar o nível mínimo de informações a divulgar pela entidade para cumprir com esses objetivos. De acordo com esta norma, uma entidade deve divulgar informação que permita aos utilizadores das demonstrações financeiras avaliar a natureza e os riscos associados às participações financeiras em outras entidades e os efeitos das mesmas nas suas demonstrações financeiras. A Empresa está a avaliar o impacto da adoção desta norma, a qual é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014, de acordo com a data definida pela união Europeia;
• Na sequência das alterações supra mencionadas, as normas IAS 27 “Demonstrações Financeiras Consolidadas” e Individuais e IAS 28 “Investimentos em Associadas” foram revistas em conformidade. Estas alterações também são aplicáveis para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2014;
• Em maio de 2011, o IASB emitiu a IFRS 13 “Mensuração a Valor de Mercado”, a qual procura estabelecer uma fonte única de orientação para a mensuração a valor de mercado de acordo com as IFRS. O valor de mercado é definido como o “preço que seria recebido para vender um ativo ou pago para transferir um passivo numa transação entre duas partes a atuar no mercado na data de mensuração”. A Empresa está a avaliar o impacto da adoção desta norma, a qual é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2013.
O IASB emitiu as seguintes normas, normas revistas ou interpretações que ainda não foram adotadas pela união Europeia e cuja data de adoção obrigatória definida pelo IASB ocorre, na maioria dos casos, apenas em exercícios subsequentes: • Em 31 outubro de 2012, o IASB emitiu alterações às IFRS 10, IFRS 12 e IAS 27, as quais se aplicam a uma classe específica
de negócio que designou por Entidades de Investimento. O IASB utiliza a terminologia entidade de investimento para se referir a uma entidade cuja atividade é o investimento em fundos apenas para obter valorização de capital, retorno de investimento ou ambos. uma entidade de investimento deverá igualmente mensurar a performance dos seus investimentos numa base de justo valor. Estas entidades podem incluir organizações de private equity, organizações de capital de risco, fundos de pensões, fundos de saúde e outros fundos de investimento. Estas alterações permitem uma exceção aos requisitos de consolidação do IFRS 10 e exigem que as entidades de investimento avaliem as suas subsidiárias ao justo valor, através de ganhos e perdas, em vez de consolidar essas mesmas entidades. Estas alterações têm aplicação obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2014;
• Em junho de 2012, o IASB emitiu “Demonstrações Financeiras Consolidadas, Empreendimentos Conjuntos e Divulgação de Interesses em Outras Entidades: Guia de Transição” (alterações às IFRS 10, IFRS 11 e IFRS 12). Estas alterações clarificam as orientações de transição incluídas na IFRS 10 “Demonstrações Financeiras Consolidadas” e também incluem exceções adicionais de transição nas IFRS 10, IFRS 11 “Empreendimentos Conjuntos e IFRS 12 Divulgação de Interesses em Outras Entidades”, limitando o requisito de disponibilizar informação comparativa ajustada apenas para um período comparativo. Adicionalmente, para divulgações relacionadas com entidades estruturadas não consolidadas, estas alterações irão remover o requisito de apresentar informação comparativa para períodos anteriores à adoção inicial da IFRS 12;
• Em março 2012, o IASB emitiu alterações à IFRS 1 “Adoção pela Primeira Vez das IFRS” relacionadas com os financiamentos obtidos de entidades governamentais a taxas inferiores às praticadas no mercado, dispensando as empresas em processo de adoção pela primeira vez das IFRS da aplicação retrospetiva integral das IFRS na contabilização destes financiamentos na data de transição. Estas alterações, as quais têm aplicação obrigatória a partir de 1 de janeiro de 2013, não são aplicáveis à Portugal Telecom;
• Em novembro de 2009, o IASB emitiu a IFRS 9 “Instrumentos Financeiros”, a qual introduz novos requisitos para a classificação e mensuração de ativos financeiros. Subsequentemente, em outubro de 2010, a IFRS 9 foi alterada de modo a incluir os requisitos para a classificação e mensuração de passivos financeiros e para o desreconhecimento dos mesmos. A Empresa está a avaliar os impactos da adoção desta norma, a qual é aplicável para exercícios iniciados em ou após 1 de janeiro de 2015; e
• Em dezembro de 2011, o IASB emitiu alterações à IFRS 7 “Instrumentos Financeiros: Divulgações”, as quais vêm introduzir novos requisitos de divulgação destinados a facilitar a compreensão dos efeitos ou potenciais efeitos na posição financeira da empresa decorrentes da compensação de ativos e passivos financeiros, aumentando os requisitos de divulgação para transações envolvendo transferências de ativos financeiros.
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demonstrações
financeiras
consolidadas
4.2. alterações de estimativas
Conforme referido no Relatório Anual de 2011 da Portugal Telecom, no seguimento da identificação preliminar do justo valor dos ativos adquiridos e passivos assumidos no âmbito da aquisição dos investimentos na Oi e na Contax, a alocação do preço de compra destas concentrações empresariais registada em 31 de dezembro de 2011 estava sujeita a alterações até ao final do período de um ano desde a data de aquisição, conforme previsto na IFRS 3 “Concentrações Empresariais”. Durante o primeiro trimestre de 2012, a Portugal Telecom obteve toda a informação necessária para concluir o cálculo final do justo valor dos ativos adquiridos e passivos assumidos no âmbito destas operações e, em resultado das alterações efetuadas à alocação do preço de compra registada em 31 de dezembro de 2011, a Demonstração Consolidada da Posição Financeira àquela data foi reexpressa, de modo a refletir essas alterações como se as mesmas tivessem sido reconhecidas na data de aquisição. Neste âmbito, a Portugal Telecom concluiu a valorização dos passivos contingentes, tendo reconhecido um montante total de 233 milhões de euros em 31 de dezembro de 2011, correspondente ao justo valor dos passivos contingentes relativos a obrigações contratuais e a contingências cíveis, laborais e fiscais. Adicionalmente, durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2012, a Portugal Telecom reviu a vida útil de alguns ativos tangíveis dos negócios de telecomunicações em Portugal, incluindo essencialmente determinados equipamentos de transmissão, o que resultou numa redução dos custos com amortizações no montante de 19 milhões de euros em 2012. Os impactos da reexpressão na Demonstração Consolidada da Posição Financeira em 31 de dezembro de 2011 são como segue:
(euros)
demonstração refletindo a alocação preliminar do preço de compra
impactos das alterações à alocação preliminar do preço de compra
demonstração reexpressa refletindo a alocação final do preço de compra
atiVo
ativo corrente 8.433.036.041 - 8.433.036.041
ativo não corrente
Goodwill 1.297.490.731 205.698.458 1.503.189.189
Ativos intangíveis 4.126.609.728 - 4.126.609.728
Ativos tangíveis 6.228.622.568 - 6.228.622.568
Ativos por impostos diferidos 1.220.882.009 26.902.031 1.247.784.040
Outros ativos não correntes 1.637.149.875 - 1.637.149.875
total do ativo não corrente 14.510.754.911 232.600.489 14.743.355.400
total do ativo 22.943.790.952 232.600.489 23.176.391.441
PaSSiVo Passivo corrente
Provisões 282.487.720 29.671.358 312.159.078
Outros passivos correntes 6.529.366.652 - 6.529.366.652
total do passivo corrente 6.811.854.372 29.671.358 6.841.525.730
Passivo não corrente
Provisões 579.396.803 49.452.263 628.849.066
Outros passivos não correntes 247.479.376 154.110.204 401.589.580
Outros 11.562.254.308 - 11.562.254.308
total do passivo não corrente 12.389.130.487 203.562.467 12.592.692.954
total do passivo 19.200.984.859 233.233.825 19.434.218.684
caPital PrÓPrio capital próprio excluindo
interesses não controladores 2.828.069.784 - 2.828.069.784
Interesses não controladores 914.736.309 (633.336) 914.102.973
total do capital próprio 3.742.806.093 (633.336) 3.742.172.757
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DEMONSTRAÇõES
FinanceiraS
conSolidadaS
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RELATÓRIO E CONTAS CONSOLIDADAS 2012 // PORTUGAL TELECOMEm 31 de dezembro de 2012 e 2011, os ativos e passivos expressos em moeda estrangeira foram convertidos para euros com base nas seguintes taxas de câmbio relativamente ao Euro:
moeda 2012 2011
Coroa dinamarquesa 7,46100 7,4342
Coroa norueguesa 7,34830 7,7540
Coroa sueca 8,5820 8,9120
Dirham marroquino 11,1526 11,0952
Dobra de São Tomé e Príncipe 24.500,0 24.500,0
Dólar australiano 1,27120 1,2723
Dólar canadiano 1,31370 1,3215
Dólar namibiano 11,17270 10,4830
Dólar de Hong Kong 10,22600 10,0510
Dólar dos EuA 1,3194 1,2939
Escudo de Cabo Verde 110,2650 110,2650
Forint húngaro 292,3000 314,5800 Franco CFA 655,9570 655,9570 Franco suíço 1,2072 1,2156 Iene japonês 113,6100 100,2000 Libra esterlina 0,8161 0,8353 Metical de Moçambique 39,2400 34,9600 Pataca de Macau 10,5328 10,3525 Peso argentino 6,4879 5,5683 Pula do Botsuana 10,2717 9,6704
Rand da África Sul 11,1727 10,4830
Real do Brasil 2,7036 2,4159
xelim queniano 113,6003 109,9168
xelim ugandês 3.549,2 3.208,9
Yuan Renmimbi da China 8,2207 8,1588
Nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011, as demonstrações dos resultados das empresas controladas expressas em moeda estrangeira foram convertidas para euros com base nas seguintes taxas de câmbio médias:
moeda 2012 2011
Dirham marroquino 11,1061 11,2677
Dólar namibiano 10,5511 10,0970
Dobra de São Tomé e Príncipe 24.500,0 24.500,0
Dólar dos EuA 1,2848 1,3920
Escudo de Cabo Verde 110,2650 110,2650
Forint húngaro 289,2500 279,3700 Franco CFA 655,9570 655,9570 Franco suíço 1,2053 1,2326 Metical de Moçambique 36,3700 40,5400 Pataca de Macau 10,2645 11,1619 Peso argentino 5,8869 5,7591 Pula do Botsuana 9,8156 9,5133 Real do Brasil 2,5084 2,3265 xelim queniano 109,3349 122,8537 xelim ugandês 3.250,3 3.501,2
Yuan Renmimbi da China 8,1052 8,9960
5. cotações utilizadas para conversão de transações em moeda
estrangeira
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demonstrações
financeiras
consolidadas
As receitas operacionais consolidadas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2012 e 2011 têm a seguinte composição:
(euros)
2012 2011
telecomunicações em Portugal (Nota 7.a) (i) 2.676.916.113 2.868.688.041
Prestações de serviços (Nota 3.p) 2.532.665.557 2.726.419.561
Vendas 107.428.368 115.138.271
Outras receitas 36.822.188 27.130.209
telecomunicações no brasil - oi (Nota 7.b) (ii) 3.037.905.715 2.409.199.493
Prestações de serviços (Nota 3.p) 2.817.121.891 2.297.480.556
Vendas 56.920.290 12.028.870
Outras receitas 163.863.534 99.690.067
outros negócios (iii) 883.983 010 868.957.187