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2. Desenho de I nvestigação

2.5. Variáveis

2.5.1. Justificação dos E quipamentos A bordados

Os equipamentos hospitalares, nomeadamente os produtos de apoio, constituem um recurso de importância fundamental para as pessoas com diminuição da mobilidade.

Uma vez em regime de internamento, a pessoa com diminuição da mobilidade pode não dispor dos seus equipamentos pessoais, utilizados na realização das atividades de vida em contexto domiciliário. Poderá acontecer também que a pessoa necessite, pela primeira vez, num contexto de fase aguda de doença, de utilizar tais equipamentos, temporária ou definitivamente, de acordo com os casos. Assim sendo, importa que os hospitais possuam mecanismos de resposta, através da disponibilização de equipamentos que promovam uma adaptação eficaz, sob a orientação e supervisão de profissionais. Mais, a adequação destes materiais assume relevo extremo porquanto possibilita a sua utilização segura e de acordo com os objetivos pretendidos, atendendo à individualidade da pessoa.

Para a realização do presente estudo foram considerados equipamentos utilizados com frequência por pessoas com limitações da mobilidade e cujas características poderão ter maior influência na adequação à pessoa obesa, nomeadamente pelo seu caráter dimensional e pela sua capacidade de suporte ponderal, excluindo equipamentos para tratamentos específicos. Assim sendo, são contemplados neste estudo:

equipamentos de repouso - camas, cadeiras e cadeirões de repouso;

equipamentos de transporte e deslocação - cadeiras de rodas;

equipamentos para a deambulação - andarilhos, tripés/quadripés e canadianas;

equipamentos para a transferência - elevadores de transferência;

equipamentos de auxílio na higiene e na utilização do sanitário - cadeiras sanita, cadeiras de banho e aparadeiras.

São apresentadas, de seguida, as principais funcionalidades de cada um dos equipamentos estudados, bem como algumas figuras clarificativas. Elas podem, eventualmente, não retratar, exatamente, o aspeto dos equipamentos dos serviços estudados, uma vez que foram obtidas em fontes on-line, pelo que o seu objetivo, neste trabalho, se prende com a familiarização do leitor com os materiais a que nos referimos.

2.5.1.1.CamaArticulada

A cama é o local de repouso, por excelência, muito embora não o único. Ainda assim, é consensual que a pessoa internada num hospital passa tempo considerável na cama, em especial a pessoa acamada e a pessoa que tem prescrição médica de repouso no leito.

No que se refere à pessoa com dependência para a realização das atividades de vida, a própria prestação de cuidados de higiene, dependendo dos casos, pode ocorrer no leito.

Segundo os autores, a procura do aperfeiçoamento da cama hospitalar deve-se, para além da facilitação da intervenção dos profissionais de saúde, ao conforto proporcionado ao doente e ao sucesso da sua recuperação436.

De acordo com as diretivas europeias, a cama hospitalar deve ter uma capacidade de articulação que permita a obtenção confortável de diferentes posições. Deve, também, ter uma capacidade de elevação mínima de 170Kg e uma capacidade de resistência estática de 680Kg. No que se refere à sua dimensão, preconiza-se que devem ter entre 2100/2200cm de comprimento por 950/1050cm de largura437.

436ConformeSANTOS T;HORTA L, 2005.

437Idem.

Consideram, ainda, os especialistas que se torna, hoje, vantajoso ter em conta novas soluções neste âmbito, nomeadamente devido ao aumento da estatura média da população (por exemplo, permitir a extensão do leito da cama)438.

Por outro lado, o crescimento dos casos de Obesidade tem sido tomado em conta pelas entidades, que preveem a criação de modelos específicos para estas situações, sendo que as diferenças se situam, essencialmente, na maior largura e comprimento do leito e no reforço estrutural para suportar doentes com peso elevado439.

Figura nº1 – Cama hospitalar

Fonte: http://solostock.br

2.5.1.2.Cadeira eCadeirão deRepouso

Existem inúmeros modelos de cadeiras e cadeirões de repouso. Este equipamento é essencial porquanto permite à pessoa um repouso que não no leito.

Tendo em conta o preconizado pelos especialistas, o levante do leito constitui uma ação importante na prevenção da imobilidade e das complicações que dela advêm.

As pessoas que se veem impossibilitadas de deambular têm, assim, na cadeira ou no cadeirão, uma alternativa ao leito.

Deste modo, é fundamental que estes equipamentos, à semelhança da cama, sejam fabricados no sentido de promover o máximo de conforto, de recuperação de saúde e de prevenção de novos problemas.

Figura nº2 – Cadeira de repouso Figura nº3 – Cadeirão de repouso

Fonte: http://www.hospitalar.tk Fonte: http://www.solostock.pt

438Idem.

439Idem.

2.5.1.3.Cadeira deRodas

Como referem os autores, “as cadeiras de rodas são tão diversas como as pessoas que as utilizam” (BORGMAN-GAINER M, 2000f440).

Daí que a altura e a largura da cadeira de rodas devem basear-se “nas dimensões físicas do utente, sendo o objectivo conseguir uma boa postura quando a pessoa aí está sentada” (BORGMAN

-GAINER M, 2000g441).

Este equipamento pode ter duas funções distintas: ser usado pela própria pessoa, na sua deslocação; ou, na sua impossibilidade, ser utilizado por outros (nomeadamente profissionais), no seu transporte.

Numa situação em que a pessoa internada não possui cadeira de rodas própria, importa que o serviço disponha de tal equipamento e, mais, que seja adequado ou tenha a capacidade de se adaptar às suas características individuais.

Figura nº4 – Cadeira de rodas

Fonte: http://www.maisquecuidar.com

2.5.1.4.Andarilho,Canadianas,Tripé eQuadripé

A marcha constitui uma ação fundamental para a satisfação de diversas atividades da vida diária, para além de que contribui para a prevenção de complicações decorrentes da imobilidade.

Existe uma variedade grande de equipamentos de ajuda para a marcha onde se incluem andarilhos, canadianas e tripés/quadripés.

No que se refere a este tipo de equipamento, os autores preconizam o seguinte: “a fisioterapeuta tira as medidas ao utente em relação a cada peça de equipamento auxiliar, seleccionando-o de acordo com o peso, altura e necessidades específicas de cada um” (BORGMAN

-GAINER M, 2000h442).

Compreende-se, assim, que este tipo de equipamento deve ser de uso individual, uma vez que a sua partilha pode gerar uma situação de desadaptação, se as pessoas diferem em certas características.

440InHOEMAN Set al, 2000.

441Idem.

442Idem.

A presença destes equipamentos nos serviços, a fim de serem utilizados pelos utentes internados que não possuem o seu dispositivo de auxílio próprio, deve prever, assim, que eles sejam adaptáveis, no sentido de promover uma postura e marcha adequadas e seguras.

Figura nº5 – Andarilho Figura nº6 – Quadripé Figura nº7 – Canadiana

Fonte:

http://www.lojadasaude.com Fonte:

http://www.lojaortopedica.com Fonte:

http://www.lojadasaude.com

2.5.1.5.Elevador deTransferência

Como referem os autores, “transferir uma pessoa dependente da cama para a cadeira exige dispositivos mecânicos ou pessoal treinado na utilização de transferências por elevação ou empivot”

(BORGMAN-GAINER M, 2000i443).

Na transferência em pivot, a pessoa é transferida com ajuda unicamente humana. No que se refere ao sistema de transferência por elevação, ele opera-se com auxílio de dispositivo mecânico, em que o mais frequentemente utilizado é o elevador de transferência.

Na transferência da cama para a cadeira/cadeirão/cadeira de rodas e vice-versa, em que se utiliza o elevador de transferência, importa que este equipamento tenha capacidade de responder às características físicas do doente, nomeadamente uma capacidade de suporte que permita a transferência segura de doentes com peso elevado.

Figura nº8 – Elevador de transferência

Fonte: http://www.sulcare.com

2.5.1.6.Cadeira deBanho,CadeiraSanita eAparadeira

Estes equipamentos constituem também auxílios importantes nas atividades diárias, nomeadamente de higiene, no caso da cadeira de banho, e de eliminação, no caso da cadeira sanita e da aparadeira.

443Idem.

Importa também, no que respeita a este tipo de equipamentos, que eles se adaptem ao doente, independentemente da sua estrutura física, no sentido de permitir a sua utilização plena e com o conforto desejado.

Figura nº9 – Cadeira de banho Figura nº10 – Cadeira sanita Figura nº11 – Aparadeira

Fonte: http://www.medicineto.pt Fonte: http://www.ergometrica.pt Fonte: http://wwwortoviver.pt