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Kempnyia petersorum Froehlich, 1996 (Figuras 57– 58)

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Sumário

T. gracilis (Burmeister), reichardti Froehlich, saci sp nov e tessellata

4.2.2.2. Kempnyia Klapálek,

4.2.2.2.6. Kempnyia petersorum Froehlich, 1996 (Figuras 57– 58)

Kempnyia petersorum Froehlich, 1996: 119-120. Froehlich, 2010A: 182. Froehlich 2011B: 134-135.

MATERIAL EXAMINADO: BR. RJ. NOVA FRIBURGO. Macaé de Cima. Rio das Flores, 2º ordem, 22°25'36,6"S 42°30'26,4"O, 1.062 m, 30.xi.2008, 1♀(#3241). Rio Macaé, 3ª ordem, 22°25'30,6"S 42°32'00,7"O, 1.062 m, 15.x.2010, 1N (#2598*ENT189). Margem do Rio Macaé, 15.x.2010, 22°25'18,1"S 42°31'45,5"O, 1.034 m, 1♀(#2939). Rio das Flores, 22°25'07,1"S 42°29'54,7"O, 977 m, 30.xi.2008, 3♀(#3268). Rio Macaé, 22º24'46"S 42º31'16.2"O, 935 m, 13.ix.2008, 1N (#3158); 01.xii.2008, 1♂ (#3139), 1♀(#1648), 1N (#3158). Rio Bonito de Lumiar. Ponte sobre o Rio Bonito, 22°23'27,3"S 42°20'03,6"O, 658 m, 06.iii.2009, 1♀(#1630). Rio Bonito, 22°24'05,6"S 42°19'17,8"O, 608 m, 06.iii.2009, 1♂1♀(#1595). MACAÉ. Sana. Rio São Bento, 4ª ordem, 22º20'23,4"S 42º12'13,5"O, 294 m, 19.ii.2009. 6♂3♀ (#1592*ENT136), 1♂1♀ (#1593), 1♂1♀ (#1594), 1♂ (#1632), 1♂(#1633*ENT87), 1♀(#1647*ENT135), 1♀(#1648), 1♀ (#2199), 2♂ (#2588); 15-17.x.2010, 1N (#2564), 2N (#2565), 1N (#2566).

MATERIAL ADICIONAL. BR. MG. ITABIRITO. Vale dos Tropeiros, Cachoeira das Carrancas, 20°12'26"S 43º38’24,80”O, 1.046 m, 10.x.2010, 1♂ (#3063*ENT244). Col. RB Braga, JL Nessimian & LL Dumas. RJ. PETRÓPOLIS. Corrêas, Bonfim, Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Rio Bonfim, Poço das Duchas, 22°27'55,40"S 43°05'14,90"O, 1.108 m, 2♂2♀ (#2866*ENT243), Col. LL Dumas & APF Pires. SP. IPORANGA. Rio Roncador, 09.x.2011, 1♂ (#3095). Col. LL Dumas. PR. MORRETES. Serra da Graciosa, Rio Mãe Catira, 25°21'45,7"S 48°52'28,8"O, 265

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m, 24.i.2011, 3♂ (#2973*ENT246), Col. RB Braga, JL Nessimian, LL Dumas, DM Takiya & APM Santos. Porto de Cima, Rio Nhundiaquara, 25°25’23,30”S 48°52’51,10”O, 37 m, 24.i.2011, 2♂2♀ (#3087*ENT283), Col. RB Braga, JL Nessimian, LL Dumas, DM Takiya & APM Santos.

MEDIDAS: RJ. Ninfa: Cabeça: 2,42 – 3,99 mm; Teca alar: 1,73 – 3,65 mm (n = 6); ♂ Cabeça: 1,78 – 2,05 mm; Asa anterior: 8,2 – 12,32 mm (n = 13); ♀ Cabeça: 2,60 – 3,11 mm; Asa anterior: 14,13 – 19,39 mm (n = 11). SP. ♂ Cabeça: 2,48 mm; Asa anterior: 14,61 mm (n = 1). MG. ♂ Cabeça: 2,21 mm; Asa anterior: 13,42 mm (n = 1). PR. ♂ Cabeça: 1,81 – 1,95 mm; Asa anterior: 9,88 – 10,10 mm (n = 5); ♀ Cabeça: 2,35 – 2,39 mm; Asa anterior: 13,25 - 13,74 mm (n = 2).

DESCRIÇÃO: Macho. Coloração geral marrom (Figura 57A). Olhos pretos. Três ocelos, não totalmente pigmentados. Antena marrom-clara; escapo da antena marrom. Linha M presente, mais clara que o resto da cabeça. Sutura epicranial não ultrapassa os ocelos pareados; no interior desta estrutura, há uma área clara em forma de coração. Pronoto retangular e marrom; superfície rugosa. Asas marrom, com veias marrom. Pernas matizadas; no primeiro par de pernas, a coxa, o trocanter e a base da tíbia são amarelados, e o resto da estrutura marrom; nas demais pernas este padrão se repete, mas a área marrom da tíbia começa no meio da perna (na segunda perna) e no final (terceira perna). Abdome marrom-claro em vista dorsal e ventral. Cercos marrons, com muitos espinhos na base da estrutura, reduzindo a quantidade em direção ao ápice da estrutura; muitas cerdas cobrem todo o cerco. Tergito X com área coberta por poucos e esparsos espinhos em forma de cravilha; paraproctos digiformes. Prato subgenital arredondado; martelo subtriangular (Figura 57B). Armadura peniana como na ilustração de Froehlich (1996).

DESCRIÇÃO: Fêmea. Cor marrom. Padrão de coloração similar ao macho (Figura 57C). Prato subgenital arredondado e marrom. Massa de ovos com coloração violeta (Figura 57D).

DESCRIÇÃO: Ninfa. Coloração geral marrom. Cabeça com área marrom acima do ocelo anterior à fronte; clípeo marrom (Figura 57E). Linha M não evidente. A sutura epicranial não excede os ocelos pareados. Três ocelos pretos, não totalmente pigmentados. Olhos pretos. Espinhos presentes apenas na base dos olhos compostos

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Figura 57. Kempnyia petersorum Froehlich. Macho adulto, Espécime marrom: A. cabeça e pronoto; B. Prato subgenital e martelo. Fêmea adulta, Espécime marrom: C. cabeça e pronoto; D. Prato subgenital e massa de ovos. Ninfa: E. Cabeça e pronoto; Macho adulto, Espécime marrom-claro: F. cabeça e pronoto.

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Figura 58. Kempnyia petersorum Froehlich. Ninfa: A. Cabeça, detalhe das cerdas do esclerito ocular; B. Base da antena base, em vista dorsal; C. Pronoto; D. Metanoto; E. Abdome, em vista dorsal; F. Fêmur anterior, vista anterior; G. Tergito X e cerco; H. Detalhe da base do cerco.

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(Figura 58A). Escapo da antena marrom; antena amarela, com setas apenas no escapo (Figura 58B). Pronoto marrom subtrapedoizal (Figuras 57E e 58C), com uma área pálida formando um padrão ornamental característico; borda pronotal fina lateralmente e grossa posteriormente. Mesonoto e metanoto marrom-claro com áreas mais claras, e com espinhos lateralmente dispostos (Figura 58D). Pernas amareladas, com uma esparsa fileira de espinhos no fêmur e na tíbia (Figura 58F). Abdome marrom, tornando- se marrom no segmento X; uma fileira de espinhos está disposta na margem posterior de cada tergito (Figura 58E); tergito X marrom-escuro. Cercos com poucas cerdas apenas na base (Figura 58G); espinhos marrons presentes em cada artículo (Figura 58H).

COMENTÁRIOS: Froehlich (1996) descreveu Kempnyia petersorum com material oriundo de São Paulo (Ribeirão Grande). A espécie é caracterizada pela coloração pálida, possuindo apenas uma mancha em forma de cálice na cabeça, pronto escurecido e a armadura peniana alongada, com ganchos ligeiramente torcidos além um par de almofadas de espinhos na membrana da armadura (ver. Froehlich 1996: Figura 9–15). No presente trabalho, machos, fêmeas e ninfas da BRM foram associados através do método molecular. A espécie apresentou polimorfismo de coloração, ocorrendo indivíduos claros como na descrição original e escuros (Figura 57A-F), ambos ocorrendo em simpatria. Apesar da coloração diferenciada, o tamanho dos espécimes e a genitália eram os mesmo da descrição original. Além disso, na análise molecular estes indivíduos permaneceram juntos, mesmo tendo coloração diferente, possuindo baixas divergências (eg. 0,4% - ENT83*ENT87). A ninfa descrita difere das demais ninfas do gênero pelo padrão de coloração marrom da cabeça, similar às ninfas de K. neotropica descrita por Bispo & Froehlich (2008). Entretanto, estas ninfas podem ser distinguidas pela ausência de brânquias anais em K. petersorum. Em relação as divergências intraespecíficas, estas variaram de 0% (entre indivíduos da BRM) a 4,6% (ENT243*ENT1183). O máximo valor encontrado entre as divergências intraespecíficas de K. petersorum foi baixo, assim como as divergências dessa espécie com machos de

K. neotropica (7,5%, ENT242*ENT1184, e 8,9%, ENT242*ENT1183), se

consideramos as demais espécies de Kempnyia estudadas neste trabalho. Como já discutido anteriormente, não houve grande sucesso na obtenção de sequências de K.

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polimorfismo ou mesmo duas espécies. Se considerarmos às baixas divergências entre machos de K. petersorum e K. neotropica, ambas poderiam se consideradas como uma única espécie. A proximidade entre estas duas espécies, como já discutido, vai além da estrutura molecular, abrangendo também a morfologia da genitália masculina. Entretanto, apenas com o uso de outros marcadores moleculares e mais sequências, seria necessário para inferir mudanças taxonômicas.

DISTRIBUIÇÃO: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná.

4.2.2.2.7. Kempnyia puri Avelino-Capistrano, Souza &

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