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O labirinto em T baseia-se na tendˆencia natural dos roedores em alternar a escolha do bra¸co, que reflete a motiva¸c˜ao do animal em explorar seu ambiente e localizar a presen¸ca de recursos (DEACON; RAWLINS, 2006).

O labirinto tem formato de um T (cada bra¸co mede 50X16) ´e um aparato fechado feito de madeira e revestido internamente com papel autoadesivo cinza escuro. O protocolo utilizado foi adaptado do descrito por Shoji et al. (2012). Os animais tiveram restri¸c˜ao alimentar que consistia de 15g da ra¸c˜ao que eles, costumeiramente, receberam no Biot´erio da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Figu r 5a : Labirinto em T

Fonte:http://www.cebiolog.com.br/comportamento–labirinto–rastreamento.html

Os ratos foram submetidos inicialmente a um jejum noturno e depois 3 dias de raciona-mento de comida. A recompensa (Nescau cereal) foi disponibilizada dentro das caixas moradia para os animais se habituarem com as mesmas em um ambiente familiar. O

teste foi realizado ap´os habitua¸c˜ao do animal com o aparato. Para habitua¸c˜ao, a

recompensa foi distribu´ıda no aparato para permitir que o animal deambulasse livremente para recolher as recompensas. Assim, no primeiro dia e segundo dias, em pares, os ani-mais deambularam livremente por 10 min ou at´e recolherem as recompensas. A partir do terceiro dia, os animais deambularam sozinhos. Foram considerados habituados quando deambularam sem hesita¸c˜ao, sem urinar ou defecar no aparato. O aparato foi limpo com

´

alcool 5% a cada troca de animal/ensaio. O teste foi dividido em 3 fases: alternˆancia for¸cada, discrimina¸c˜ao esquerda-direita e flexibilidade comportamental.

O teste de alternˆancia for¸cada foi utilizado para avaliar a mem´oria de trabalho e consiste de uma escolha for¸cada seguida por uma de livre escolha, quando o animal pode escolher entre os dois bra¸cos. A resposta ser´a considerada correta se o animal entrar no bra¸co oposto ao da alternˆancia for¸cada para coletar a recompensa (Nescau cereal). Caso o animal entrasse no mesmo bra¸co da escolha for¸cada ele foi confinado por 10 segundos.

Foram realizados 10 ensaios por dia por 4 dias consecutivos.

A discrimina¸c˜ao esquerda-direita, usada para avaliar a mem´oria de referˆencia, consiste de livre escolha, na qual os animais poderiam escolher entre os dois bra¸cos, mas somente um dos bra¸cos (bra¸co alvo) continha a recompensa. A resposta foi considerada correta quando o animal entrou no bra¸co alvo e considerada incorreta quando o animal alternou entre os bra¸cos. Foram realizados 10 ensaios por dia durante 4 dias.

A flexibilidade comportamental foi utilizada para avaliar comportamento persever-ante, considerando que a mem´oria de referˆencia est´a sujeita a consolida¸c˜ao. O teste foi semelhante ao anterior, por´em o bra¸co alvo foi o oposto do anterior. Ser˜ao realizados 10 ensaios/dia durante 5 dias. O crit´erio estabelecido foi de 80% de respostas corretas.

4 AN ´ ALISE ESTAT´ ISTICA

Os resultados foram expressos com m´edia± erro padr˜ao. Os parˆametros mensurados na caixa de condicionamento operante e no labirinto em T foram analisados empregando-se a ANOVA de 2 vias (2-way ANOVA) com medidas repetidas, empregando-seguido pelo p´os-teste de Bonferroni. O teste exato de Fisher foi utilizado para avaliar aprendizagem associativa visuo-espacial. As diferen¸cas foram consideradas significantes para um valor de p¡0,05.

As an´alises foram efetuadas utilizando-se o Prism vers˜ao comercial 5.03 paraWindows.

5 RESULTADOS

5.1 Condicionamento Operante

O n´umero de sess˜oes para aprender a tarefa n˜ao diferiu entre os grupos (t=0,4564, gl=12, p=0,6562), Gr´afico 6A. Contudo, observamos que alguns animais em ambos os grupos n˜ao atingiram os crit´erios de aprendizagem, mas a propor¸c˜ao entre os animais que aprenderam e n˜ao aprenderam n˜ao foi diferente entre os grupos (teste de Fisher, p=0,6285), Gr´afico 6B, sugerindo que o grupo experimental n˜ao exibiu preju´ızo na apren-dizagem associativa visuo-espacial. A frequˆencia de refor¸co cont´ınuo (CRF) aumentou progressivamente no decorrer das sess˜oes (F (3,36) = 9,515, p < 0,0001) e n˜ao diferiu entre os grupos (F (1,36) = 0,01855, p = 0,8939), Gr´afico 6C, sugerindo que houve a consolida¸c˜ao da mem´oria. O tempo para extin¸c˜ao do comportamento n˜ao foi estatistica-mente diferente entre os grupos, (t= 0,5968, gl= 12, p= 0,5434), sugerindo que o grupo experimental n˜ao apresentou comportamento perseverante.

1 o c i f á r

G : Condicionament o operante.

Os dados s˜ao expressos como m´edia + erro padr˜ao dos grupos CTR (n=6) e

experimental (n=8). O n´umero de sess˜oes para aquisi¸c˜ao do comportamento operante (A) e propor¸c˜ao de animais que alcan¸caram os crit´erios de aprendizagem (B) ao final das 15 sess˜oes para diferiu entre os grupos. O n´umero de press˜oes a barra no refor¸co cont´ınuo (C) e o tempo para extin¸c˜ao do comportamento operante (D) n˜ao diferiu entre os grupos.

No treinamento discriminativo, o percentual de respostas corretas ao longo das sess˜oes n˜ao diferiu entre os grupos (F[1, 108] = 2,12, p = 0,17) e aumentou gradualmente no decor-rer das sess˜oes (F[9, 108] = 9,148, p<0,0001), Gr´afico 7A. O n´umero de press˜oes corretas e incorretas `a barra foi mensurada ao longo das sess˜oes. As respostas corretas n˜ao foram estatisticamente diferentes entre os grupos (F[9, 108]= 0,99, p= 0,33) e aumentaram gradualmente ao longo das sess˜oes (F[9, 108]= 8,71, p < 0,0001) gr´afico 2B. Concomi-tantemente, as respostas incorretas reduziram gradualmente (F[9, 108]= 5,75, p<0,0001), mas n˜ao foram diferentes entre os grupos (F[9, 108] = 2,32, p = 0,15), gr´afico 2B. Os dados sugerem que os animais experimentais n˜ao apresentaram preju´ızo na mem´oria de

trabalho e nem comportamento perseverante.

2 o c i f á r

G : Condicionament o operant e n o treinament o discriminativo.

Os dados s˜ao expressos como m´edia + erro padr˜ao dos grupos CTR (n=6) e experi mental (n=8). O percentual de respostas corretas (A) aumentou progressivamente para ambos os grupos ao longo das sess˜oes. O n´umero de respostas corretas aumentou e de incorretas diminui (B) igualmente para ambos os grupos.

5.2 Labirinto em T

Na alternˆancia for¸cada, o percentual de respostas corretas aumentou no decorrer das sess˜oes (F(3,69)=4,32, p=0,0075), n˜ao diferiu entre os grupos (F(1,69) = 0,4582, p = 0,505) e n˜ao houve intera¸c˜ao entre os fatores (F(3,69) = 0,2936, p = 0,8299), Gr´afico 7A.

O n´umero de iscas coletas aumentou gradualmente no decorrer das sess˜oes ((F(3,69) = 13,89, p < 0,0001), n˜ao diferiu entre os grupos (F(1,69) = 1,052, p = 0,32) e n˜ao houve intera¸c˜ao entre os fatores (F(3,69) = 1,06, p = 0,3748), 7B. Os dados sugerem que a mem´oria de trabalho e a motiva¸c˜ao est˜ao preservadas nos animais experimentais.

3 o c i f á r

G : Labirinto em T – Alternˆancia for¸cada.

Os dados s˜ao expressos como m´edia + erro padr˜ao dos grupos CTR (n=11) e

experimental (n=14). Percentual de respostas corretas (A) e o n´umero de recompensas coletadas (B) n˜ao diferiram entre os grupos, mas aumentaram gradualmente ao longo das sess˜oes para ambos os grupos.

Na discrimina¸c˜ao esquerda – direita, o percentual de respostas corretas n˜ao diferiu en-tre os grupos (F(1,69)=1,58, p= 0,221) e aumentou gradualmente para ambos os grupos no decorrer das sess˜oes (F(9,69)=10,33, p<0,0001), Gr´afico 9A. O n´umero de iscas coletadas aumentou gradualmente entre as sess˜oes (F(9,69)=11,09, p¡0,0001) e n˜ao diferiu entre os grupos ((F(1,69) = 1,71, p=0,2036), Gr´afico 9B. N˜ao foram observadas diferen¸cas na propor¸c˜ao de animais entre os grupos que alcan¸caram os crit´erios de desempenho m´ınimo ao final das 4 sess˜oes (teste de Fisher, P=1000, NS), Gr´afico 9C. Os dados sugerem que a mem´oria de referˆencia e a motiva¸c˜ao est˜ao preservadas nos animais submetidos ao SE neonatal.

4 o c i f á r

G : Discrimina¸c˜ao esquerda-direita no labirinto em T.

Os dados s˜ao expressos como m´edia + erro padr˜ao dos grupos CTR (n = 11) e

experimental (n = 14). Percentual de respostas corretas (A) e o n´umero de recompensas coletadas (B) n˜ao diferiram entre os grupos, mas aumentaram gradualmente ao longo das sess˜oes. A propor¸c˜ao de animais que atingiram os crit´erios de aprendizagem n˜ao diferiu entre os grupos (C).

Esta etapa do teste ´e semelhante a anterior, contudo o bra¸co alvo passou a ser o extremo oposto. Considerando que a mem´oria de referˆencia est´a sujeita `a consolida¸c˜ao, ou seja, estabiliza¸c˜ao progressiva ao longo do tempo, avaliamos nesta etapa a flexibilidade comportamental frente `a nova rotina. O percentual de respostas corretas n˜ao diferiu entre os grupos (F(1,69)=3,877, p= 0,0611) e aumentou gradualmente para ambos os grupos no decorrer das sess˜oes (F(9,69)=37,21, p<0,0001), 10A. O n´umero de alimentos coletados aumentou gradualmente entre as sess˜oes (F(9,69)=25,90, p<0,0001), mas n˜ao diferiu entre os grupos ((F(1,69) = 1,53, p = 0,2365), tampouco se observou intera¸c˜ao entre os fatores

(F(9,69) = 1,047, p = 0,3773), Gr´afico 10B. N˜ao foram observadas diferen¸cas na propor¸c˜ao de animais entre os grupos que alcan¸caram crit´erio de desempenho m´ınimo ao final das sess˜oes (teste de Fisher, P=1000, NS), 10C. Os dados sugerem que os animais do grupo experimental n˜ao exibiram preju´ızo na flexibilidade cognitiva.

: 5 o c i f á r

G Flexibilidade cognitiva no labirinto em T.

Os dados s˜ao expressos como m´edia + erro padr˜ao dos grupos CTR (n = 11) e

experimental (n = 14). Percentual de respostas corretas (A) e o n´umero de recompensas coletas (B) n˜ao diferiram entre os grupos, mas aumentaram gradualmente ao longo das sess˜oes. A propor¸c˜ao de animais que atingiram os crit´erios de aprendizagem n˜ao diferiu entre os grupos (C).

6 DISCUSS ˜ AO

O objetivo deste estudo foi investigar a fun¸c˜ao cognitiva em ratos adultos machos submetidos a um ´unico epis´odio de SE neonatal. Os dados demonstraram claramente que um ´unico epis´odio de SE neonatal n˜ao interferiu na aprendizagem associativa, na mem´oria de longo prazo, nas mem´orias de trabalho e de referˆencia e na flexibilidade comportamental. Esses resultados corroboram com os de Kleen et al. (2011), que n˜ao observaram d´eficit na aprendizagem associada avaliada pela tarefa de condicionamento operante em animais sujeitos `as convuls˜oes induzidas por flurotil, mas encontraram um leve comprometimento da flexibilidade comportamental. No trabalho de Kleen et al.

(2011), a flexibilidade comportamental foi avaliada usando duas medidas: o n´umero de vezes que os ratos passaram de uma alavanca para outra (esquerda e direita) e o tempo gasto na alavanca de preferˆencia. Para o primeiro crit´erio n˜ao houve diferen¸ca entre os grupos, mas para o segundo, o grupo experimental exibiu uma assimetria de preferˆencia de alavanca, sugerindo comportamento perseverante. A diferen¸ca entre os resultados relatados por Kleen et al. (2011) com os do presente trabalho pode ser atribu´ıda a maior complexidade da tarefa, propiciada pelas caracter´ısticas do equipamento utilizado. O aparato utilizado por Kleen et al. (2011) possu´ıa duas barras de press˜ao, e o nosso aparato possui apenas uma barra.

O impacto das convuls˜oes no in´ıcio desenvolvimento sobre as fun¸c˜oes cognitivas em longo prazo ainda ´e motivo de controv´ersia. Por exemplo, (SOGAWA et al., 2001; SAN-TOS et al., 2000a; LANDROT et al., 2001; KARNAM et al., 2009; NISHIMURA; GU;

SWANN, 2011; LUGO; SWANN; ANDERSON, 2014) relataram preju´ızo na aprendiza-gem visuo-espacial no labirinto aqu´atico de Morris e no labirinto radial, ambas tarefas dependentes do hipocampo. No entanto, tamb´em foi relatado ausˆencia de d´eficits na aprendizagem visuo-espacial avaliada no labirinto aqu´atico de Morris (CORNEJO et al., 2007; BARRY et al., 2016), no reconhecimento de objeto e no condicionamento ao medo (CORNEJO et al., 2007). Levantamos o questionamento que o protocolo utilizado para a indu¸c˜ao das convuls˜oes tem um papel crucial na circuitaria cerebral, seja por efeito di-reto ou por adapta¸c˜ao ao insulto inicial, com consequˆencias tardias sobre a cogni¸c˜ao. Por exemplo, na pesquisa de Sogawa et al. (2001) os animais foram expostos a 45 crises induzi-das pelo flurotil de P0–P9. Al´em do preju´ızo cognitivo na aprendizagem visuo-espacial,

observou-se brotamento das fibras musgosas na regi˜ao CA3 e supragranular do giro den-teado e aumento da express˜ao dos receptores glutamat´ergicos (GluR1 e NMDA). Santos et al. (2000b) induziram trˆes epis´odios consecutivos de SE neonatal com pilocarpina em P7, P8 e P9. Neste estudo, os autores relataram que os animais controles aprenderam o condicionamento operante na caixa de Skinner em at´e 3 dias, e os animais experimentais n˜ao aprenderam.

Utilizando o mesmo protocolo de Santos et al. (2000b), Silva et al. (2005) observaram altera¸c˜ao do desenvolvimento da microcircuitaria cortical, revelado pela redu¸c˜ao do pro-cesso de apoptose na regi˜ao neocortical que foi acompanhado pelo aumento da imunore-atividade para parvalbumina nos interneurˆonios gaba´ergicos. Os autores levantaram a hip´otese que os interneurˆonios gaba´ergicos programados para serem eliminados pelo pro-cesso de poda neuronal foram preservados e poderiam estabelecer conex˜oes anˆomalas in-tracorticiais e com regi˜oes subcorticais, provocando um desequil´ıbrio da neurotransmiss˜ao excitat´oria e inibit´oria.

Landrot et al. (2001) submeteram os animais de P0 a P12 `a 55 crises induzidas pelo flurotil. A semelhan¸ca do observado por Sogawa et al. (2001), a an´alise histol´ogica revelou brotamento das fibras musgosas na regi˜ao CA3 da forma¸c˜ao hipocampal e na camada granular do giro denteado, bem como preju´ızo do desempenho no labirinto aqu´atico de Morris. Assim, se um ´unico epis´odio de SE produz disfun¸c˜ao cognitiva, o preju´ızo deve ser leve e os protocolos utilizados neste estudo n˜ao foram suficientemente sens´ıveis para captar o d´eficit ou que o d´eficit foi superado ao longo do tempo. Em rela¸c˜ao `a primeira possibilidade, Kleen et al. (2011) encontraram d´eficit de flexibilidade comportamental somente quando foi analisada a assimetria de preferˆencia de alavanca no condicionamento operante, sugerindo que s˜ao necess´arios protocolos mais sens´ıveis para a avalia¸c˜ao de d´eficits leves.

Em rela¸c˜ao `a segunda possibilidade, Nishimura, Gu e Swann (2011) relataram em animais submetidos ao status Epilepticus induzido por ´acido Ca´ınico em PN35, compro-metimento no labirinto aqu´atico de Morris quando os animais foram avaliados em PN46-49 ou PN60-PN63, mas sem d´eficits quando testados em idades mais avan¸cadas. Em nosso estudo, os testes comportamentais come¸caram em PN60 e terminaram em PN210, e se alguma disfun¸c˜ao cognitiva esteve presente, ela foi superada antes dos animais serem

testados.

No que se refere `as convuls˜oes neonatais, o protocolo mais utilizado emprega o flurotil e cobre todo o per´ıodo neonatal ou al´em dele, o que poderia contribuir para a disfun¸c˜ao cognitiva. Nesse sentido, levantou-se a suposi¸c˜ao de que um ´unico epis´odio de SE induzido por pilocarpina n˜ao afeta a fun¸c˜ao cognitiva, ou que o efeito ´e leve ou dif´ıcil de detectar, exceto sob uma tarefa cognitiva de alta demanda. Para testar essa hip´otese, estudos posteriores ser˜ao conduzidos em uma tarefa de maior complexidade cognitiva, tarefa de tempo de rea¸c˜ao de uma s´erie de 5 escolhas (5CSRT).

Apesar de n˜ao ter sido observado preju´ızo cognitivo mensur´avel, estudos anteriores do grupo, que utilizaram o mesmo tipo de animal, com a mesma idade, que submeteram seus animais com a mesma dose de pilocarpina mostraram que um ´unico epis´odio de SE produz preju´ızo na sociabilidade e comportamento do tipo ansioso (CASTELHANO et al., 2010; CASTELHANO et al., 2013; CASTELHANO et al., 2015; LEITE; CASTELHANO;

CYSNEIROS, 2016), sugerindo que a circuitaria envolvida com a sociabilidade ´e mais vulner´avel `as crises neonatais que aquela envolvida com a fun¸c˜ao cognitiva.

7 CONCLUS ˜ AO

Este estudo demonstrou que um ´unico epis´odio SE neonatal induzido pela pilocarpina n˜ao impactou a aprendizagem associativa, a mem´oria de longo prazo, as mem´orias de trabalho e de referˆencia e a flexibilidade comportamental.

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