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Para análise e levantamento dos dados faz-se necessário elucidar a situação da Vara do trabalho de Palhoça, pois criada durante o período da coleta de dados, o que, invariavelmente, refletirá em seus dados em comparação com as Varas do trabalho paradigma. Nessa seara, destaca-se, portanto, que no dia 07-03-2008 foi inaugurada a Unidade Judiciária Avançada (UJA) de Palhoça, abrangendo a jurisdição dos municípios de Águas Mornas, Angelina, Anitápolis, Palhoça, Paulo Lopes, Rancho Queimado, Santo Amaro da Imperatriz e São Bonifácio, até então pertencentes ao Foro Trabalhista de São José (BRASIL, 2008).

O objetivo da UJA de Palhoça era processar e julgar as demandas trabalhistas atinentes à jurisdição acima destacada, restringida sua atuação somente até a fase processual de conhecimento. A partir de então o processo era remetido à Vara do Trabalho de São José, onde fora autuado, para liquidação da sentença e posterior execução.

A atuação da UJA de Palhoça neste sistema se deu até o dia 20 de agosto de 2013, quando foi criada a Vara do Trabalho de Palhoça por meio da Lei nº 12.654, de 5 de junho de 2012 (BRASIL, 2012).

Esclarecido este ponto, será demonstrado a seguir os dados relativos às Varas do Trabalho de Florianópolis, São José e Palhoça, no concernente à quantidade de processos recebidos por ano (Tabela 1), ao número de servidores que integram sua força de trabalho (Tabela 2), ao índice de carga de trabalho por servidor em cada Vara do Trabalho (Tabela 3), à quantidade de processos solucionados por ano (Tabela 4), à produtividade do servidor de acordo com os casos solucionados (Tabela 5), ao tempo médio de duração do processo entre o ajuizamento da ação até a prolação da sentença (Tabela 6), e ao índice de eficiência das Varas do Trabalho (Tabela 7).

Os dados foram coletados individualmente, por vara do trabalho, e mensurados de acordo com a média aritmética simples das varas paradigma, bem como pela média por sistema processual utilizado.

A partir dessas informações pretende-se fazer a correlação dos dados existentes entre os processos autuados no sistema físico, até o ano 2010, no sistema PROVI, de 2011 até 2013, e o sistema PJe, de 2014 até 2016, para fins de alcançar o objetivo do presente estudo.

Tabela 1 - Processos Recebidos nas Varas do Trabalho da Grande Florianópolis/SC no período de 2009 até 2016

Sistema Físico Sistema Provi Sistema PJe

Anos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1ª VT Florianópolis 834 845 987 1086 1105 1262 1312 1503 2ª VT Florianópolis 858 846 958 1057 1172 1297 1292 1571 3ª VT Florianópolis 868 854 984 1074 1108 1263 1277 1525 4ª VT Florianópolis 844 834 970 1072 1158 1263 1249 1518 5ª VT Florianópolis 859 841 964 1069 1145 1311 1299 1509 6ª VT Florianópolis 839 832 965 1062 1120 1231 1239 1532 7ª VT Florianópolis 849 827 952 1048 1134 1282 1281 1543 1ª VT São José 1139 1131 1170 1285 1276 1173 1399 1571 2ª VT São José 1143 1107 1185 1295 1281 1156 1532 1573 3ª VT São José 1133 1131 1173 1290 1262 1146 1365 1633 VT Palhoça 0 0 0 0 2237 1735 1880 2147 Média das VTs 851 841 937 1031 1273 1284 1375 1602

Média por sistema 846 1080 1420

Fonte: BRASIL, 2017i.

Analisando a tabela acima é possível identificar que, em média, no foro trabalhista paradigma, o número de processos recebidos por ano teve um acréscimo de 88,25%, no ano de 2016, em comparação ao ano de 2009. Identifica-se, ainda, utilizando-se da média por sistema processual, que no sistema Pje houve um aumento de casos novos de 27,66%, em relação ao Sistema Provi, e, de 67,86%, em relação ao Sistema Físico.

A partir desta informação, busca-se identificar a quantidade de servidores que atuam nestas unidades judiciárias, a fim de correlacionar os dados para obter o quadro geral da carga de trabalho por servidor em cada vara do trabalho paradigma.

Desta feita, por meio da consulta às atas de correição elaboradas pela corregedoria do e. TRT12, por meio do site do Regional, foi possível obter os dados relativos à força de trabalho lotada em cada unidade judiciária, no período de 2009 até 2016 (BRASIL, 2017a).

Registra-se que, segundo o Conselho Nacional de Justiça (2017b, p. 15), o conceito de força de trabalho é o conjunto de servidores efetivos, cedidos ou requisitados, inclusive aqueles sem vínculo com a administração pública, acrescidos dos terceirizados, estagiários, juízes leigos, conciliadores e voluntários, que atuam diretamente na área judiciária.

Para o presente trabalho, foram excetuados os estagiários, por causa do caráter pedagógico da atividade, bem como os oficiais de justiça, por não atuarem, em regra, na totalidade dos atos e processos da unidade judiciária. Registra-se que, em foros com mais de uma vara do trabalho, existe um órgão desvinculado das varas denominado Central de Mandados, onde ficam lotados os oficiais de Justiça.

Tabela 2 – Força de Trabalho nas Varas do Trabalho da Grande Florianópolis/SC no período de 2009 até 2016

Sistema Físico Sistema Provi Sistema PJe

Anos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1ª VT Florianópolis 15 11 9 10 9 10 10 10 2ª VT Florianópolis 12 12 10 9 8 11 10 11 3ª VT Florianópolis 11 12 10 8 10 10 11 11 4ª VT Florianópolis 12 12 11 8 10 11 11 11 5ª VT Florianópolis 11 12 10 8 10 10 10 11 6ª VT Florianópolis 12 12 12 10 11 11 11 10 7ª VT Florianópolis 12 12 11 9 10 10 10 11 1ª VT São José 12 13 13 11 10 10 11 11 2ª VT São José 10 12 11 10 8 10 10 11 3ª VT São José 9 15 11 9 8 10 11 11 VT Palhoça 5 5 6 8 12 13 13 14 Média das VTs 11 12 10 9 10 11 11 11

Média por sistema 11 10 11

Fonte: BRASIL, 2017a.

Destaca-se claramente que a força de trabalho permanece constante ao longo dos anos de 2009 até 2016, com cada unidade judiciária contando, em média, com onze servidores integrando sua força de trabalho.

Por meio da correlação entre essas duas tabelas, Processos Recebidos e Força de Trabalho, é possível calcular o índice de carga de trabalho de cada servidor ao longo dos anos de 2009 até 2016.

Para o presente estudo este índice será obtido através da razão entre o número de processos recebidos e sua respectiva força de trabalho de acordo com o ano. Desta feita, busca- se identificar a existência, ou não, no aumento da carga de trabalho por servidor. Tal fato se relaciona sistematicamente com o tempo despendido para a prática dos atos processuais e a eficiência do sistema utilizado.

Tabela 3 – Carga de Trabalho por servidor nas Varas do Trabalho da Grande Florianópolis/SC no período de 2009 até 2016

Sistema Físico Sistema Provi Sistema PJe

Anos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1ª VT Florianópolis 55,60 76,82 109,67 108,60 122,78 126,20 131,20 150,30 2ª VT Florianópolis 71,50 70,50 95,80 117,44 146,50 117,91 129,20 142,82 3ª VT Florianópolis 78,91 71,17 98,40 134,25 110,80 126,30 116,09 138,64 4ª VT Florianópolis 70,33 69,50 88,18 134,00 115,80 114,82 113,55 138,00 5ª VT Florianópolis 78,09 70,08 96,40 133,63 114,50 131,10 129,90 137,18 6ª VT Florianópolis 69,92 69,33 80,42 106,20 101,82 111,91 112,64 153,20 7ª VT Florianópolis 70,75 68,92 86,55 116,44 113,40 128,20 128,10 140,27 1ª VT São José 94,92 87,00 90,00 116,82 127,60 117,30 127,18 142,82 2ª VT São José 114,30 92,25 107,73 129,50 160,13 115,60 153,20 143,00 3ª VT São José 125,89 75,40 106,64 143,33 157,75 114,60 124,09 148,45 VT Palhoça 0,00 0,00 0,00 0,00 186,42 133,46 144,62 153,36 Média das VTs 75,47 68,27 87,25 112,75 132,50 121,58 128,16 144,37

Média por sistema 71,87 110,83 131,37

Fonte: BRASIL, 2017a, 2017i.

Da análise dos dados expostos na tabela identifica-se que houve um aumento de 91,28% na carga de trabalho por servidor de cada unidade judiciária paradigma, comparando os anos de 2009 com 2016. Logo, é possível extrair que a carga de trabalho por servidor aumentou gradativamente de acordo com o sistema processual utilizado, alcançando, em 2016, praticamente o dobro de processos do que no mesmo período de 2009.

Identificado a existência no aumento da carga de trabalho do servidor, relevante buscar a relação de casos solucionados no período para fins do cálculo da produtividade do servidor de acordo com o sistema utilizado.

Entende-se por processo solucionado aquele em que houve solução da fase de conhecimento, onde foi proferida sentença com ou sem resolução de mérito.

Tabela 4 – Processos Solucionados nas Varas do Trabalho da Grande Florianópolis/SC no período de 2009 até 2016

Sistema Físico Sistema Provi Sistema PJe

Anos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1ª VT Florianópolis 767 921 1001 1071 833 1207 1063 1510 2ª VT Florianópolis 1168 805 939 1051 840 1256 1590 1932 3ª VT Florianópolis 893 786 910 1232 960 1152 1258 1544 4ª VT Florianópolis 889 940 960 1119 989 1280 1165 1432 5ª VT Florianópolis 805 807 910 1101 966 1102 1121 1420 6ª VT Florianópolis 1233 892 920 991 920 1359 1066 1615 7ª VT Florianópolis 763 871 907 1176 958 969 1117 1419 1ª VT São José 945 1209 1146 1168 1283 1067 1287 1414 2ª VT São José 1042 1084 1194 1095 1147 1017 1174 1333 3ª VT São José 1022 1108 1210 1140 989 972 1092 1381 VT Palhoça 0 0 0 0 439 1378 1677 1874 Média das VTs 866 857 918 1013 939 1160 1237 1534

Média por sistema 861 957 1310

Fonte: BRASIL, 2017i.

Levantados os dados percebe-se o expressivo aumento no número de processos solucionados comparando os anos de 2009 e 2016, alcançando um aumento de 77,12% no período. Comparando a média entre sistemas destaca-se o aumento de 52,13% entre os sistemas PJe e físico, e, 37% entre os sistemas PJe e Provi.

Destaca-se que, até esse momento do estudo, é possível identificar o aumento considerável no número de novos processos autuados nas varas do trabalho paradigma, a manutenção do número de servidores por vara, o aumento da carga de trabalho desses servidores e a quantidade crescente de casos solucionados a cada ano, de acordo com o uso dos sistemas processuais.

Um ponto relevante à pesquisa é a identificação do índice de produtividade de cada servidor no período e sua relação com o sistema processual utilizado. Para tal, faz-se necessário se valer dos conceitos aplicados à outras disciplinas, alheias ao direito, para fins de buscar o melhor conceito operacional de produtividade a ser aplicado no caso em tela.

Na obra de Venanzi e Silva (2016, p. 413), atinente à ciência da engenharia de produção, a produtividade se calcula pela razão entre a quantidade de serviços produzidos e a quantidade de recursos utilizados. No presente estudo este índice será obtido através da divisão entre o número de processos solucionados e a força de trabalho alocada para a realização da atividade.

Tabela 5 – Produtividade do servidor nas Varas do Trabalho da Grande Florianópolis/SC no período de 2009 até 2016

Sistema Físico Sistema Provi Sistema PJe

Anos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1ª VT Florianópolis 51,13 83,73 111,22 107,10 92,56 120,70 106,30 151,00 2ª VT Florianópolis 97,33 67,08 93,90 116,78 105,00 114,18 159,00 175,64 3ª VT Florianópolis 81,18 65,50 91,00 154,00 96,00 115,20 114,36 140,36 4ª VT Florianópolis 74,08 78,33 87,27 139,88 98,90 116,36 105,91 130,18 5ª VT Florianópolis 73,18 67,25 91,00 137,63 96,60 110,20 112,10 129,09 6ª VT Florianópolis 102,75 74,33 76,67 99,10 83,64 123,55 96,91 161,50 7ª VT Florianópolis 63,58 72,58 82,45 130,67 95,80 96,90 111,70 129,00 1ª VT São José 78,75 93,00 88,15 106,18 128,30 106,70 117,00 128,55 2ª VT São José 104,20 90,33 108,55 109,50 143,38 101,70 117,40 121,18 3ª VT São José 113,56 73,87 110,00 126,67 123,63 97,20 99,27 125,55 VT Palhoça 0,00 0,00 0,00 0,00 36,58 106,00 129,00 133,86 Média das VTs 76,34 69,64 85,47 111,59 100,03 109,88 115,36 138,72

Média por sistema 72,99 99,03 121,32

Fonte: BRASIL, 2017i.

Ao comparar o ano de 2016 com 2009, percebe-se o aumento claro de 81,71% na produtividade dos servidores. Destaca-se, ainda, que entre o uso dos sistemas físico e Provi, houve um aumento de 35,68% na produtividade do servidor, enquanto que entre o uso do sistema Provi e PJe o aumento foi de 22,50%. Registra-se, por fim, o aumento entre o uso do sistema PJe e físico no importe de 66,22%.

O aumento da produtividade pode ser um indicador de sucesso do sistema processual utilizado, entretanto para se buscar a eficiência correlata faz-se necessário introduzir a variável tempo na equação, pois o aumento da produtividade, por si só, não se traduz na celeridade processual.

Portanto, para a identificação deste fator, buscou-se nos dados estatísticos relativos ao tempo médio entre a autuação do processo e a sua solução. Registra-se que, neste período, que compreende a fase de conhecimento processual, independentemente da situação financeira da executada, o tempo de tramitação do feito tende a ser equânime, ao contrário da fase de execução que possui variação temporal de acordo com a capacidade econômica do executado de quitar suas obrigações. Logo, entendeu o pesquisador como sendo melhor universo para realização de análise temporal.

Tabela 6 – Tempo Médio (dias) entre a autuação e a sentença nas Varas do Trabalho da Grande Florianópolis/SC no período de 2009 até 2016

Sistema Físico Sistema Provi Sistema PJe

Anos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1ª VT Florianópolis 194,33 214,08 145,50 152,50 174,85 244,43 253,53 251,81 2ª VT Florianópolis 191,96 254,04 201,08 217,17 234,16 260,89 240,11 133,84 3ª VT Florianópolis 196,54 160,79 304,17 216,00 207,88 208,09 220,05 215,99 4ª VT Florianópolis 204,75 187,92 177,58 166,71 186,27 218,88 205,25 195,72 5ª VT Florianópolis 208,50 274,46 215,38 223,29 259,26 283,15 334,98 340,29 6ª VT Florianópolis 241,42 183,50 171,79 158,00 188,49 228,83 296,83 274,96 7ª VT Florianópolis 301,46 294,17 237,42 233,00 255,31 280,60 322,41 312,57 1ª VT São José 162,46 151,33 146,42 169,38 177,33 121,65 132,63 135,15 2ª VT São José 161,67 159,04 174,54 190,17 229,44 180,10 216,54 238,18 3ª VT São José 210,21 219,38 227,29 233,79 346,38 283,73 302,37 304,08 VT Palhoça 0,00 0,00 0,00 0,00 232,92 218,37 278,29 325,11 Média das VTs 188,48 190,79 181,92 178,18 226,57 229,88 254,82 247,97

Média por sistema 189,64 195,56 244,22

Fonte: BRASIL, 2017j.

Analisando a tabela supra é possível distinguir um aumento no tempo médio de duração do processo entre a autuação e a sentença, no importe de 31,56%, comparando os anos de 2009 e 2016. Ressalta-se que neste universo, quanto maior o índice maior o tempo despendido para prolação da sentença.

Portanto, valendo-se da média de tempo auferida por sistema, destaca-se que, comparando o uso dos sistemas físico e Pje, houve um aumento no tempo médio para prolação da sentença de 28,79%. Já no uso do sistema Provi o aumento no tempo médio foi somente de 3,12% em relação ao sistema físico.

Tal diferença entre sistemas pode se dar em face da diferença de quantidade de casos solucionados entre os sistemas. Conforme anteriormente relatado, entre os sistemas PJe e Provi houve um aumento de 31,49% no número de processos recebidos e 37% no número de casos solucionados.

Entretanto, a disparidade no tempo de tramitação do feito até a prolação da sentença, entre esses sistemas, é notável. O que, por si só, gera um resultado dissonante na pesquisa. No sistema Provi, em comparação com o PJe, despende-se menor tempo na solução dos processos, em contrapartida a produtividade do servidor é superior com o uso do sistema PJe.

Para solucionar a celeuma criada, faz-se necessário buscar, nos conceitos aplicados em disciplinas diversas ao direito, a solução para a controvérsia. Neste caso, com a identificação do índice de eficiência entre os sistemas processuais estudados.

Segundo Chiavenato (2003, p.155), para teoria da administração, eficiência é a medida qualitativa relacionada aos procedimentos mais adequados que visam assegurar à otimização no uso dos recursos disponíveis. No direito processual, Gajardoni (2015) ensina que a eficiência relaciona-se à gestão do processo, com a concretização da efetividade, neste caso a solução do feito, “com o menor uso de tempo e recursos possíveis”.

Os recursos humanos, como levantado, mantém-se, em média, inalterado desde 2009, com 11 servidores por vara do trabalho. As variáveis processos solucionados e tempo médio da solução é que sofreram alterações ao longo dos anos.

Desta feita, para identificar a relação entre a produtividade e o tempo despendido, por sistema utilizado, valer-se-á da fórmula a seguir apresentada, que irá, no presente estudo, calcular a eficiência das varas do trabalho paradigma:

Figura 1 – Fórmula para cálculo da eficiência das Varas do Trabalho da Grande Florianópolis

Isto posto, segue abaixo a tabela representativa da eficiência das Varas do Trabalho da Grande Florianópolis:

Tabela 7 – Índice de Eficiência das Varas do Trabalho da Grande Florianópolis/SC no período de 2009 até 2016

Sistema Físico Sistema Provi Sistema PJe

Anos 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 1ª VT Florianópolis 96,04 142,75 279,01 256,34 193,21 180,24 153,04 218,88 2ª VT Florianópolis 185,07 96,38 170,45 196,27 163,67 159,75 241,70 478,98 3ª VT Florianópolis 150,77 148,69 109,20 260,23 168,56 202,07 189,70 237,20 4ª VT Florianópolis 132,07 152,15 179,38 306,25 193,80 194,05 188,34 242,78 5ª VT Florianópolis 128,11 89,43 154,22 224,97 136,00 142,06 122,15 138,46 6ª VT Florianópolis 155,35 147,86 162,89 228,93 161,96 197,06 119,17 214,39 7ª VT Florianópolis 76,99 90,06 126,76 204,69 136,96 126,05 126,46 150,64 1ª VT São José 176,93 224,31 219,75 228,81 264,08 320,14 321,99 347,16 2ª VT São José 235,25 207,32 226,99 210,17 228,09 206,11 197,89 185,71 3ª VT São José 197,17 122,90 176,65 197,76 130,27 125,04 119,84 150,70 VT Palhoça 0,00 0,00 0,00 0,00 57,33 177,18 169,19 150,28 Média das VTs 139,43 129,26 164,12 210,40 166,72 184,52 177,22 228,65

Média por sistema 134,35 180,41 196,80

Fonte: BRASIL, 2017a, 2017i.

Extrai-se da tabela acima índice de eficiência superior em 9,08% dos servidores quando utilizam o sistema PJe em comparação com o uso do sistema Provi, e o considerável aumento de 46,49% na eficiência do servidor se comparado o sistema PJe com físico.

Essa relação de eficiência também pode ser identificada na comparação dos dados brutos, ou seja, no ano de 2009 a 1ª Vara do Trabalho de Florianópolis recebeu 834 processos, valendo-se da força de trabalho de quinze servidores, solucionou 767 processos, no tempo médio de 194,33 dias. No ano de 2016, esta mesma vara recebeu praticamente o dobro de processos - 1503 -, utilizando-se de apenas dez servidores, solucionou 1510 processos em 251,81 dias.

Percebe-se, em análise sistêmica, que o tempo médio não aumentou na mesma proporção que o número de casos solucionados. Enquanto o número de demandas quase dobrou ao longo dos sete anos - 80,22% -, o aumento no tempo médio para prolação da sentença alcançou marca próxima dos 30% somente.

Desta feita, levantados os dados, analisados e correlacionados, passa-se então para a etapa de interpretação dos resultados, valendo-se dos dados acima colacionados bem como de outras informações constantes na pesquisa bibliográfica.

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