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LIMITES E INTERFACES ENTRE A ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL

No documento Orientação vocacional - Livro (páginas 161-169)

E A PSICOTERAPIA: UM

DILEMA DO ORIENTADOR

LIMITES E INTERF

ACE

PARTE 1

INVESTIGAÇÕES E ENSAIOS TEÓRICOS

159-166

17

Angela S. Elias1, Cristina Q. Frisina2, Cristina G. Moyses3, Marcia F. A. Marques4

1 Psicóloga pela PUC-RS; orientadora de carreira, especialista em psicologia clínica pelo ESIPP, formação em orientação vocacional pelo

GEA, extensionista em estudos avançados em aconselhamento de carreira junto ao CAP-SOP da UFRGS.

2 Psicóloga pela PUC-RS. Orientadora de carreira, especialista em crianças e adolescentes pelo CEAPIA, extensionista em estudos avançados

em aconselhamento de carreira junto ao CAP-SOP da UFRGS.

3 Psicóloga organizacional pela UNISINOS-RS. Orientadora Profissional; Especialista em Didática do Ensino Superior pela Universidade São

Judas-SP; Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas pela FGV-RS.

4 Psicóloga pela PUC-RS. Orientadora de carreira, especialista em diagnóstico psicológico pela PUC-RS, especialista em Psicologia Clínica

pelo CRP, especialista em Psicologia Escolar pela UFRGS, extensionista em estudos avançados em aconselhamento de carreira junto ao CAP-SOP da UFRGS.

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É muito comum, num processo de Orientação Profissional (OP), o cliente apresentar uma demanda de carreira e, com o andamento do atendimento, emergirem questões de fundo, de ordem pessoal, transcendentes ao contexto da orientação, mas que influenciam o processo, exigindo do orientador um posicionamento acerca de qual caminho seguir.

A prática da orientação profissional ou vocacional tem, ao longo dos anos, evoluído em termos de objetivos, foco e abordagem. Inicialmente baseado no autoconhecimento, conhecimento das ocupações e na correspondência entre ambos (teoria de traço e fator, proposta por Parsons, em 1909), o processo de orientação profissional ampliou seu campo de atuação na medida em que passou a auxiliar o indivíduo a lidar com contextos de mudança e compreen- der sua trajetória profissional como uma construção de um projeto de vida (Lima & Fraga, 2010).

Fraga, 2010 p. 270) compreende a carreira construída à medida que os indi- víduos realizam escolhas que exprimem o seu autoconceito e que estruturam os seus objetivos na realidade social do papel e dos significados de trabalho, numa perspectiva que leva em conta os vários segmentos do espaço e do ci- clo de vida do sujeito. Desta forma, o modelo de intervenção baseado numa perspectiva construtivista do desenvolvimento vocacional torna-se uma re- ferencia em termos de abordagem ampliada de orientação, tanto ao nível das metodologias (narrativas) como ao nível do foco da intervenção (a história de vida dos clientes) (Nascimento & Coimbra, 2005b).

Vários autores têm apontado a intersecção entre as questões pessoais e de carreira como aspectos importantes a serem considerados dentro do pro- cesso de OP. Conforme Santos, Oliveira-Cardoso e Melo-Silva (2009) a esco- lha da carreira, embora vista como um problema do domínio da Orientação Vocacional pode na prática, configurar-se também, como uma demanda de psicoterapia. Anderson e Niles (1995, como citado em Oliveira-Cardoso, Melo-Silva, Piovesani & Santos, 2010, p. 215) comprovaram que mais de um terço das preocupações manifestas por clientes com pedidos vocacionais en- contravam-se relacionadas com problemas não vocacionais, como dificulda- des nos relacionamentos interpessoais e/ou outras perturbações emocionais.

Nascimento e Coimbra (2005b) relatam que os pedidos dos clientes, isto é, os motivos que os levam a procurar orientação profissional, muitas vezes se apresentam inespecíficos, sendo comum vivenciarem os pedidos vocacionais como mais aceitáveis dos que os psicoterápicos. Quando há predominância de aspectos não vocacionais, o pedido explícito do cliente pode não corres- ponder às suas reais expectativas face à intervenção, podendo indicar um apelo de ajuda para necessidades latentes (Nascimento & Coimbra, 2005a). Este contexto pode justificar a adoção de intervenções vocacionais extensí- veis ao todo individual. Neste sentido, a orientação vocacional representaria a porta de entrada para um atendimento com enfoque ampliado, sendo a psicoterapia vista como um recurso eficiente no atendimento da demanda proveniente da OP (Santos, et al., 2009).

Autores como Swanson (1995, como citado em Oliveira-Cardoso et al. ,2010, p. 215) defendem fortemente a necessidade de integração entre a orientação vocacional/profissional, também denominada aconselhamento de carreira e a psicoterapia, pois percebem que o aconselhamento de carrei- ra não seria fundamentalmente diferente do aconselhamento pessoal ou da psicoterapia. Já para Bohoslavsky (2003), a orientação vocacional constitui uma ampla gama de procedimentos e tarefas, que incluem o diagnóstico, a investigação, a prevenção e a solução da problemática relacionada ao campo vocacional, procedimentos estes comuns também em vários tipos de aborda- gem em psicoterapia.

A integração entre a orientação vocacional e a psicoterapia também é proposta por Nascimento e Coimbra (2005b) como forma de atender às problemáticas vocacionais associadas a desajustamentos desenvolvimen- tais ou perturbações de ordem emocional ou relacional. Para os autores, os objetivos, metodologia e intervenções devem ter como foco, para além das

questões vocacionais, as dinâmicas de funcionamento global da pessoa, uma vez que questões pessoais podem gerar disfuncionalidades vocacionais, e vi- ce-versa e, por outro lado, tornar a interação pessoal-vocacional algo positivo e construtivo (Nascimento & Coimbra, 2005b).

Concordante com esta ideia está Magalhães (1999) para quem a tarefa de orientação implica numa abordagem da pessoa como um todo, situada numa trajetória de vida, por sua vez contextualizada nos planos históri- co, social e cultural. Segundo o autor, o aconselhamento quando orientado para a elucidação de fatores psicodinâmicos decorrentes de contextos de histórias de vida, preocupa-se em esclarecer a origem das motivações vo- cacionais, trabalhando os conflitos subjacentes aos interesses ocupacionais como forma de melhorar a tomada de decisão e os processos de escolha do orientando. O autor afirma, no entanto, que não seria adequado incluir a OP no âmbito geral das psicoterapias, dada a diversidade, a complexidade, e a especificidade dos recursos utilizados pelo orientador profissional. De outra parte, também não seria possível compreender a psicoterapia como parte da OP, dada as diferentes formas de abordagens e objetivos. Por fim, afirma que OP e psicoterapia não seriam atividades mutuamente excludentes.

Para Nevo e Wiseman (2002), o aconselhamento de carreira evolutivo (Developmental Career Counseling) , com o qual trabalham, tem muitos pontos em comum com a psicoterapia, em especial com a psicoterapia psicodinâmica breve, modelo de James Mann's (1973, como citado em Nevo & Wiseman, 2002): o enfoque no desenvolvimento da expectativa de vida (developmental

life-span approch), o tempo limitado, a importância da aliança terapêutica, a

avaliação rápida e precoce (rapid and early assessesment), o foco central, a par- ticipação mais ativa do orientador, a flexibilidade terapêutica, entre outras. Já Lassance (2005) propõe um modelo de intervenção em aconselhamento de carreira evolutivo, abrindo espaço para questões afetivas e para a análise de cognições e crenças disfuncionais do orientando, possibilitando, a par- tir de técnicas características da terapia cognitivo-comportamental, que as questões vocacionais sejam trabalhadas, sem, no entanto, perder o foco no ajustamento profissional.

De acordo com Nascimento e Coimbra (2005b), a adoção da perspectiva do sujeito psicológico, onde o comportamento vocacional não é isolado das demais experiências, exige do profissional uma reflexão acerca dos interesses e implicações que a exploração de dimensões do problema, diferentes do pe- dido inicial, pode acarretar para si mesmo, para o cliente e para o processo de intervenção. De acordo com os autores, a intervenção em OP pode ter três pontos de partida possíveis:

1. Pedido do cliente: Psicólogo privilegiará a abordagem dos aspectos vo- cacionais sem preocupação com a avaliação ou intervenção a outro nível que aquele pedido.

2. A avaliação técnica do pedido: as dificuldades vocacionais deverão ser o ponto principal, o centro de interesses, a questão central da intervenção, mas não deve ignorar as questões não vocacionais, individuais ou interpessoais.

3. A pessoa do cliente: a intervenção privilegia a transformação individu- alizada do próprio pedido no sentido da sua (re)significação à luz da aprendi- zagem que procura proporcionar ao cliente da forma como as suas memórias, os seus sentimentos, as suas preocupações, as suas crenças, os seus valores, as suas motivações, os seus interesses, a sua identidade e os seus contextos de vida, se encontram inter-relacionados.

No estudo realizado por Oliveira-Cardoso et al. (2010), que investigou possíveis benefícios do processo de OP simultâneo à psicoterapia, predomi- nou a percepção de que houve ganhos consistentes ao longo do processo:

“As percepções foram convergentes no sentido de que uma pessoa pode se beneficiar da sinergia das duas abordagens, quando elas têm um foco claro e estratégias de ação bem definidas, de modo a não confundir o cliente” (Oliveira-Cardoso et al, 2010, p. 219).

Os autores também destacam a importância de uma avaliação criteriosa no que diz respeito à decisão do orientador de encaminhar o orientando para a psicoterapia, pois, ao fazê-lo, corre-se o risco de desencadear uma mudan- ça, e até mesmo uma ruptura no processo de OP. Assim, é fundamental que o vínculo de confiança entre o cliente e o orientador esteja bem estabelecido, minimizando possíveis resistências ou quebra de expectativas. Neste sentido, Nascimento e Coimbra (2005a) ressaltam a responsabilidade do orientador em identificar a extensão das queixas não-vocacionais do cliente para então optar pelo encaminhamento, ou pela ampliação da intervenção , aplicando um pro- cesso de psicoterapia que poderá preceder, ser simultâneo ou realizado após o término da intervenção vocacional . Como pontua Magalhães (1995),

“Se o profissional orientador não está habilitado para lidar com questões emocionais enraizadas em perturbações no desenvolvimento da persona- lidade do orientando e no seu contexto socializador, é de sua responsabili- dade oferecer a oportunidade e os meios para o orientando tratar destes aspectos, ou seja, deve encaminhá-lo” (Magalhães, 1995, p. 6).

Pelo exposto percebe-se o quão permeável são as fronteiras entre a OP e a Psicoterapia. Na prática da orientação, a emergência de questões que transcendem aspectos vocacionais é frequente. Assim, é com frequência que o orientador se vê num dilema sobre o enquadre de sua intervenção: até que ponto deverá aprofundar questões tangenciais à problemática inicial ou, por outro lado, seguir de forma mais direta e delimitada no processo de orienta- ção, mesmo ciente de que o mesmo poderá não atingir os resultados ou ex- pectativas do cliente? Quando e de que forma é indicado o encaminhamento para a psicoterapia?

O presente trabalho tem por objetivo promover uma discussão sobre as interfaces entre a OP e a psicoterapia, seus limites e intersecções, bem como elencar formas de lidar com estas situações na prática. Para ilustrar

esta problemática, serão apresentadas vinhetas de atendimentos, realizados pelas autoras, contendo diferentes maneiras de condução da intervenção.

Relato de casos Caso A

Rafael, 25 anos, estudante universitário, solteiro.

Pedido Inicial: Cliente procura o Serviço de Orientação Profissional (SOP)

de uma instituição acadêmica. Refere não estar gostando do seu curso de graduação, quer auxílio para dar um “norte” na sua vida.

Evolução: Os primeiros encontros de Rafael foram marcados por um com-

portamento tímido, dificuldade no relato de suas necessidades, dificuldade de reflexividade e falta de organização de ideias. A aplicação de técnicas que focam em sua história de vida mobiliza Rafael de tal forma que ele refere nunca ter experimentado tal situação, ou seja, pensar seu passado, refletir sua trajetória, fazer identificações com familiares e principalmente falar de suas perdas. A evidente fragilidade e confusão faz com que o orientador opte por alargar o enquadre do atendimento, uma vez que as questões emocio- nais subjacentes poderiam atrapalhar o processo de orientação. Assim, faz a escuta do que ele necessita narrar e entender de si mesmo. Nos encontros seguintes relata sua infância, suas brincadeiras numa cidade do interior, seus vínculos de amizade, sua adolescência, narrativa que permite ao orientador fazer um link com escolhas já realizadas. Nesses momentos, o orientador chama a atenção para o fato de que suas necessidades pessoais ultrapassa- vam o escopo do Serviço de Orientação e sugeriu a busca da psicoterapia em continuidade ao processo de orientação.

Caso B

Paulo 32 anos, solteiro, curso superior completo.

Pedido Inicial: Paulo chega ao SOP de uma instituição acadêmica com pe-

dido de orientação de carreira. Quer “pensar onde poderia trabalhar e o que

poderia fazer”.

Evolução: Paulo teve vários empregos, sempre fora de sua área. Teve algu-

mas oportunidades de crescimento profissional, mas nunca conseguiu apro- veitá-las. Iniciava bem nos empregos, mas não conseguia mantê-los, pois faltavam disciplina e cumprimento de metas e prazos. Mesmo diagnosticado com TDAH e fazendo uso de maconha, não estava em tratamento.

Nos primeiros encontros, demonstra fragilidade ao trazer assuntos pes- soais e grande necessidade de falar sobre eles. Percebe-se que as questões emocionais e dificuldades relacionais se sobrepõem aos aspectos vocacionais. Relata estar bastante perdido com relação às questões profissionais, mas ad- mite que a desorientação atinja todos os aspectos de sua vida. Passa a se questionar sobre “o que tem feito da vida”, como está sendo como filho, e o quanto gostaria de ser pai e ter uma companheira.

Em um primeiro momento, é feita uma escuta e acolhimento destas ques- tões e inicia-se um trabalho de encaminhamento para psicoterapia, o que é

bem recebido por Paulo. Por motivo de recesso do SOP, houve uma inter- rupção do atendimento em OP. No entanto, Paulo continua sendo atendido em terapia. No seu retorno, percebe-se a evolução apresentada em função da psicoterapia, possibilitando a retomada do trabalho de OP, com foco no auto- conhecimento e no estabelecimento de algumas possibilidades profissionais. Paulo seguiu com os dois atendimentos em paralelo. Foram estabelecidos objetivos a curto e médio prazo, como exploração do mercado de trabalho, entrevistas com ex-colegas da faculdade, professores e profissionais. Após a conclusão da OP, o cliente segue em atendimento psicoterápico.

Caso C

Eduardo, 20 anos, estudante de cursinho pré-vestibular.

Pedido inicial: Eduardo procura um atendimento em OP em consultório

particular. Tem dúvidas quanto à sua escolha de curso, não sabe se o curso pretendido é o que realmente quer.

Evolução: Eduardo chega para atendimento com indicação para psicotera-

pia, por apresentar dificuldades sociais, falta de ânimo, dependência emocio- nal da mãe e alguns comportamentos esquizoides. Como se recusava a iniciar o atendimento psicoterápico, a Orientação Vocacional surge como uma op- ção, pois Eduardo tinha dúvidas quanto a sua escolha de curso.

Nas primeiras entrevistas, o objetivo do orientador era identificar as reais condições de Eduardo para realizar um trabalho de Orientação Vocacional, o que se confirmou de forma positiva no decorrer dos encontros.

A Orientação Vocacional teve duração de quatro meses, sendo que o cliente teve condições de fazer uma escolha de carreira, além disso, esse pe- ríodo foi importante para se estabelecer o vínculo e a criação de aliança te- rapêutica, permitindo assim a continuidade do tratamento em psicoterapia com o mesmo profissional.

Discussão

Os casos relatados apresentam diferentes interfaces entre a OP e a Psicoterapia e demonstram formas distintas de condução do orientador no sentido de integrar as duas abordagens.

No caso A (Rafael), ao optar-se pelo alargamento do processo de orien- tação, foram realizadas intervenções que buscassem criar condições para que as dimensões pessoais, que estavam encobertas, se tornassem apa- rentes, favorecendo assim o entendimento do problema vocacional. Este atendimento exigiu do orientador realizar um trabalho integrado entre os domínios vocacionais e não vocacionais, respeitando os limites e pro- cedimentos institucionais e a manutenção do foco na OP. Esta atitude do orientador é corroborada por Magalhaes (1999), que afirma a importância da exploração de contextos de vida como forma de melhorar os processos de escolha e a tomada de decisão do cliente.

No caso B (Paulo), apesar de existir uma demanda real em OP, o clien- te tinha consciência e desejo de tratar questões pessoais que interferiam

fortemente no seu desempenho profissional. No decorrer do atendimento, o orientador percebeu a urgência e importância de se realizar um atendimento psicoterápico em paralelo com a OP e propôs encaminha-lo para a psicote- rapia. O atendimento psicoterápico realizado concomitantemente com a OP surtiu efeitos positivos, na medida em que houve uma nítida evolução do cliente em termos de disponibilidade e aproveitamento das técnicas e ins- trumentos propostos pelo orientador. Este resultado confirma a percepção expressa por Oliveira-Cardoso et al. (2010) acerca dos benefícios oriundos do atendimento concomitante das duas abordagens.

No caso C (Eduardo), a OP representou a porta de entrada para um atendimento psicoterápico mais amplo, cuja demanda já existente, incluía dificuldades em questões de carreira. Ao mesmo tempo em que a OP abor- dava questões típicas de indecisão e dificuldades em realizar escolhas, o orientador abria espaço para acolher as questões pessoais e psicopatoló- gicas, com o intuito de fortalecer a aliança terapêutica necessária para o seguimento do processo psicoterápico propriamente dito. Concordantes com esta postura estão Nascimento e Coimbra (2005a) quando ressaltam a importância do estabelecimento de um vínculo de confiança para garantir continuidade do atendimento em psicoterapia.

Considerações finais

O presente trabalho buscou apresentar os limites e as interfaces entre a OP e a psicoterapia. Percebe-se na prática de orientação o quanto as questões de ordem pessoal estão imbricadas com aspectos vocacionais, colocando o orientador num dilema acerca do caminho a seguir. Cabe a este avaliar caso a caso, usando critérios diagnósticos, e escolher a melhor forma de condução do atendimento.

Questões como limites institucionais, recursos do cliente e competências do orientador são aspectos presentes que influenciam na tomada de decisão sobre as dimensões do enquadre da orientação.

Os exemplos apresentados demonstram a interface entre OP e Psicoterapia, abordagens que, longe de serem excludentes, são complementares. Conclui-se que deverá prevalecer o entendimento do cliente de forma global, contemplan- do as diferentes dimensões e problemáticas que dificultam não só aspectos

profissionais, mas também a qualidade de vida do sujeito. 

REFERÊNCIAS

Bohoslavsky, R. (2003). Orientação Vocacional: a estratégia clínica. São Paulo: Martins Fontes.

Lassance, M. C. P. (2005). Adultos com dificuldades de ajustamento ao trabalho: ampliando o enquadre da orientação vocacional de abordagem evolutiva. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 6(1), 41-51.

Lima, R. & Fraga, S. (2010). Intervir para ajudar e ajudar para construir: um modelo de intervenção psicológica com estudantes do ensino superior.

Revista Brasileira de Orientação Profissional, 11(2).

Magalhães, M. (1999). Orientação vocacional/ocupacional e psicoterapia. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 3(1).

Nascimento, I. & Coimbra, J. L. (2005a). Pedido, problemas e processos: alguns dilemas da intervenção em consulta psicológica vocacional.

Revista Brasileira de Orientação Profissional, 6(2), 1-14.

Nascimento, I. & Coimbra, J. L. (2005b). A escolha do foco de intervenção em consulta psicológica vocacional: contributos para uma perspectiva integradora de intervenção. Revista Brasileira de Orientação Profissional, 6(1), 15-24.

Nevo, O. & Wiseman, H. (2002). Incorporanting short term dynamic psychotherapy principles into career counseling: a theoretical and practical approach. Journal of Career Development, 28(4).

Oliveira-Cardoso, E.A., Melo-Silva, L. L., Piovesani, F. P. & Santos, M. A. (2010). Orientação vocacional/profissional e psicoterapia: alternativas mutuamente excludentes ou complementares? Psico-USF, 41(2), 214-221.

Santos, M. A., Oliveira-Cardoso, E. & Melo-Silva, L. L. (2009). Orientador profissional como porta de entrada para psicoterapia: um estudo retrospectivo. Psico-USF, 14(2), 143-156.

DESAFIOS E LIMITES DA

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