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Lista de questões comentadas

No documento Prof. Henrique Santillo (páginas 85-94)

II. A propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados.

III. Na pendência de ação possessória é possível ao réu, como meio de defesa, propor ação de reconhecimento de domínio, sendo defeso porém ao autor o ajuizamento da ação dominial.

IV. Quando a ação for proposta dentro de ano e dia da turbação ou do esbulho, seu procedimento admite liminar;

após esse prazo o procedimento será ordinário, perdendo a ação seu caráter possessório.

V. Se o réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de idoneidade financeira para, no caso de sucumbência, responder por perdas e danos, o juiz designar-lhe-á o prazo de cinco dias para requerer caução, real ou fidejussória, sob pena de ser depositada a coisa litigiosa, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente.

Está correto o que se afirma APENAS em a) I, II e V.

b) II, III e IV.

c) I, II, IV e V.

d) III, IV e V.

e) I, III e IV.

5. (FCC – PGM de Caruaru/PE – 2018)

João Melo propõe ação de manutenção de posse em razão de turbação em área imobiliária de sua propriedade.

Antes mesmo da citação do réu esbulhador, seu vizinho, Antonio Pereira, este consuma o esbulho, invadindo a área que pertence a João Melo. Nesse caso:

a) o juiz poderá conhecer do pedido como ação reintegratória de posse, sem necessidade de ajuizamento de nova ação, outorgando a proteção correspondente, se provados os fatos, tudo com fundamento no princípio da fungibilidade processual.

b) o autor, João Melo, precisará ajuizar nova ação, uma vez que os fundamentos fáticos da ação reintegratória de posse são diversos dos da ação de manutenção, vigorando a respeito o princípio da congruência ou vinculação.

c) o autor necessitará propor nova demanda porque o pedido é diverso nas duas ações, em respeito ao princípio da congruência ou adstrição.

d) a ação inicial deverá ser aproveitada, mas o juiz precisará designar audiência de justificação, necessariamente, antes da concessão de eventual liminar, vigorando o princípio da eventualidade.

e) na hipótese não é possível o aproveitamento dos atos processuais, o que só acontece quando a ação originária

é de interdito proibitório e na evolução dos fatos passa a ser de manutenção possessória, com base na natureza

dúplice das demandas dessa natureza.

6. (FCC – TRT/SP – 2018)

Fábio Henrique ajuíza demanda possessória contra Gabriel, seu vizinho. Pede reintegração na posse de seu imóvel, sem que, no entanto, tenha se consumado esbulho, havendo apenas receio de ser molestado na posse de seu imóvel. Em razão disso,

a) o juiz deverá determinar emenda à inicial, em dez dias, para que Fábio Henrique regularize o pedido, sob pena de indeferimento e extinção do feito sem resolução de mérito.

b) haverá extinção imediata da ação, pois o pedido reintegratório possui procedimento incompatível com a ação adequada, que seria a de interdito proibitório.

c) haverá aproveitamento do pedido, pois a propositura de uma ação possessória em vez de outra não obstará a que o juiz conheça do pedido e outorgue a proteção legal correspondente àquela cujos pressupostos estejam provados.

d) o pedido não poderá ser aproveitado, por ser mais gravoso ao réu, o que só ocorreria na situação inversa, em que se pedisse o interdito proibitório e já houvesse acontecido o esbulho.

e) haverá extinção do processo, sem resolução do mérito, pois o aproveitamento de uma ação possessória por outra só se dá entre reintegração e manutenção de posse, mas não entre reintegração e interdito proibitório.

7. (FCC – ALESE – 2018)

Em relação às ações de manutenção e reintegração de posse, a legislação vigente estabelece:

a) Desde que concedido o mandado liminar de manutenção ou de reintegração, o autor promoverá, nos dez dias subsequentes, a citação do réu para, querendo, contestar a ação no prazo de quinze dias.

b) Estando a petição inicial respectiva devidamente instruída, o juiz deferirá, apenas após ouvido o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, intimando-se o réu para comparecer à audiência que for designada.

c) Estando a petição inicial devidamente instruída, o juiz deferirá, sem ouvir o réu, a expedição do mandado liminar de manutenção ou de reintegração, caso contrário, determinará que o autor justifique previamente o alegado, citando-se o réu para comparecer à audiência que for designada.

d) No litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho ou a turbação houver ocorrido há menos de ano e dia, o juiz, antes de apreciar o pedido de concessão liminar, designará audiência de mediação, a realizar-se em até 60 dias.

e) É lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de indenização dos frutos, mas não o de perdas e danos, que deve ser pleiteado por ação autônoma por exigir o procedimento ordinário.

8. (FCC – DPE/AP – 2018)

Os limites legais da lide são determinados pelo pedido e pela causa de pedir formulados pelo autor. Essa afirmação

e sua aplicação ou não às ações possessórias, corresponde ao princípio da

a) eventualidade ou especificidade do pedido, que não excepciona as situações ocorridas nas ações possessórias, pois não é mais prevista a fungibilidade no sistema processual civil atual.

b) adstrição ou da congruência, excepcionado em relação às ações possessórias, ao autorizar a fungibilidade, ou seja, a conversão de uma ação possessória em outra nas hipóteses legalmente previstas no CPC.

c) correlação, que não excepciona as ações possessórias pela inexistência de fungibilidade no atual sistema processual civil.

d) conexidade ou de determinação do pedido, que excepciona as ações possessórias pela ocorrência de fungibilidade, ou seja, a conversão de uma ação possessória em petitória nas situações estabelecidas processualmente.

e) estabilidade processual, que excepciona somente a conversão de ações de manutenção em reintegratórias, se houver a maior intensidade na agressão à posse, isto é, em seu esbulho.

9. (FCC – TRT/MS – 2017)

Sobre as ações possessórias, à luz do Código de Processo Civil, é correto afirmar:

a) Na pendência de ação possessória o autor e o réu poderão, em regra, propor ação de reconhecimento de domínio.

b) O prazo para o réu apresentar contestação na ação de reintegração de posse é de cinco dias.

c) O juiz deverá designar audiência de mediação antes de apreciar a medida liminar em caso de litígio coletivo pela posse de imóvel, quando o esbulho houver ocorrido há mais de ano e dia.

d) O possuidor indireto que tenha justo receio de ser molestado na posse não poderá se valer do interdito proibitório.

e) A alegação de propriedade ou de outro direito sobre a coisa obsta a manutenção ou a reintegração de posse.

10. (FCC – PGM de São Luís/MA – 2016)

Carolina ajuizou ação de manutenção de posse contra o Município alegando ter sofrido esbulho há menos de ano e dia. Formulou, além da pretensão possessória, pedido de condenação em perdas e danos. De acordo com o Código de Processo Civil,

a) a propositura de manutenção de posse, ao invés de reintegração, não obsta que o juiz conheça desta e outorgue a respectiva proteção legal, se provados os seus requisitos, podendo deferir liminar depois de ouvido o poder público.

b) o pedido de condenação em perdas e danos é incompatível com o pedido possessório.

c) não cabe ação de reintegração de posse contra o poder público.

d) intentada manutenção de posse, ao invés de reintegração, deve o juiz determinar a emenda da petição inicial,

sob pena de indeferimento.

e) intentada manutenção de posse, ao invés de reintegração, deve o juiz indeferir de plano a petição inicial..

11. (FCC – Câmara Municipal de São Paulo/SP – 2014)

Fernando propõe ação de manutenção de posse contra Luiz, por esbulho possessório já ocorrido há sete meses;

cumula ao pedido de desocupação da área requerimento de perdas e danos, pleiteando a manutenção liminarmente. Deverá o juiz, ao examinar a inicial

a) conhecer do pedido como reintegração de posse, por fungibilidade processual, admitir a cumulação com perdas e danos mas não admitir o pedido liminar de reintegração, só possível quando o esbulho tenha ocorrido há menos de 180 dias.

b) determinar a emenda da inicial para que o pedido seja formulado corretamente como reintegração de posse, em dez dias, sob pena de indeferimento da inicial.

c) conhecer do pedido como reintegração de posse, por ser indiferente o nome dado à ação, mas excluir o pedido cumulativo de perdas e danos, por ser incabível com a proteção possessória liminar, cujos requisitos examinará.

d) conhecer do pedido como reintegração de posse, por fungibilidade processual, admitir a cumulação com perdas e danos e examinar se estão presentes os requisitos para concessão liminar da reintegração, já que o esbulho ocorreu há menos de ano e dia.

e) indeferir desde logo a inicial, pela formulação de pedido inadequado e cumulação incabível, caracterizando dois defeitos processuais simultâneos, não passíveis de regularização nos autos..

12. (FCC – TRF4 – 2014)

A respeito das ações possessórias, é INCORRETO afirmar que

a) o interdito proibitório é uma tutela possessória destinada a inibir atos de turbação ou de esbulho.

b) é lícito ao autor cumular ao pedido possessório o de desfazimento de construção ou plantação feita em detrimento de sua posse.

c) na pendência do processo possessório é defeso, assim ao autor como ao réu, intentar ação de reconhecimento do domínio.

d) contra as pessoas jurídicas de direito público não será deferida a reintegração liminar sem prévia audiência dos respectivos representantes judiciais.

e) o réu só pode demandar a proteção possessória e a indenização pelos prejuízos resultantes da turbação ou do esbulho cometido pelo autor através de reconvenção.

13. (FCC – TRT/RS – 2015)

Joana firmou contrato escrito com Maria comprometendo-se a pagar R$ 1.000,00 que confessou dever a ela. O

contrato não foi assinado por testemunhas. Não cumprida a obrigação, poderá Maria ajuizar ação,

a) monitória, que, se devidamente instruída, acarretará a expedição de mandado para pagamento no prazo de 15 dias, durante o qual Joana poderá, desde que garantido o juízo, opor embargos, os quais não suspenderão a eficácia do mandado inicial.

b) monitória, que, se devidamente instruída, acarretará a expedição de mandado para pagamento no prazo de 15 dias, durante o qual Joana poderá, desde que garantido o juízo, opor embargos, os quais suspenderão a eficácia do mandado inicial.

c) de cobrança, necessariamente, não podendo se valer de ação monitória.

d) monitória, que, se devidamente instruída, acarretará a expedição de mandado para pagamento no prazo de 15 dias, durante o qual Joana poderá, independentemente de prévia segurança do juízo, opor embargos, os quais suspenderão a eficácia do mandado inicial.

e) monitória, que, se devidamente instruída, acarretará a expedição de mandado para pagamento no prazo de 3 dias, durante o qual Joana poderá, independentemente de prévia segurança do juízo, opor embargos, os quais não suspenderão a eficácia do mandado inicial.

14. (FCC – DPE/RS – 2013 - Adaptada) Quanto à ação monitória,

a) admite-se prova exclusivamente testemunhal.

b) os embargos não suspenderão a eficácia do mandado inicial.

c) cumprindo espontaneamente o mandado, o réu fica isento de metade dos honorários advocatícios.

d) os embargos são processados nos próprios autos, independentemente da prestação de caução.

e) rejeitados os embargos, deve a parte ajuizar ação constitutiva de título executivo judicial.

15. (FCC – TRT/GO – 2013) A ação monitória

a) segue o mesmo rito da ação de execução.

b) admite prova exclusivamente testemunhal.

c) demanda a existência de prova escrita sem eficácia de título executivo e pode ter como objeto a entrega de bem fungível.

d) permite que o réu ofereça embargos ao mandado monitório, desde que deposite o valor integral do débito ou preste caução idônea.

e) leva, quando da rejeição dos embargos, à constituição de título executivo extrajudicial.

16. (FCC – TRT/PE – 2012 – Adaptada) A ação monitória compete

a) somente a quem possui título executivo.

b) a quem pretender, com base em depoimentos de testemunhas, receber quantia certa que reputa devida.

c) a quem pretender, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, pagamento de soma em dinheiro, entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel.

d) a quem não possuir prova escrita de seu crédito e deseja fazer essa prova mediante outros meios permitidos no processo.

17. (FCC – TRT/AM e RR – 2012)

Sobre a ação monitória, é correto afirmar que NÃO

a) pode a inicial fundar-se em mais de uma prova escrita sem eficácia de título executivo.

b) pode a inicial ter por base nem fax, nem mensagem eletrônica (e-mail).

c) cabe citação por edital.

d) é admissível a citação por hora certa.

e) depende de prévia segurança do juízo a oposição de embargos pelo réu.

18. (FCC – Prefeitura de Caruaru/PE – 2018) Nos inventários:

a) até que o inventariante preste o compromisso, o espólio continuará na posse do administrador provisório, que só representa ativamente o espólio, pois no polo passivo os herdeiros devem integrar pessoalmente o processo de inventário.

b) a legitimidade para requerê-los será sempre, exclusivamente, de quem estiver na posse e na administração do espólio.

c) o juiz decidirá todas as questões de direito desde que os fatos relevantes estejam provados por documento, só remetendo para as vias ordinárias as questões que dependerem de outras provas.

d) o processo correspondente, e de partilha, deve ser instaurado dentro de trinta dias, a contar da abertura da sucessão, ultimando- se em 180 dias, prorrogáveis por igual prazo.

e) a ordem de nomeação do inventariante é alternativa e discricionária ao juiz, citando-se da nomeação do inventariante nomeado, para prestar compromisso em cinco dias.

19. (FCC – TJ/PE – 2013 - Adaptada)

O processo de inventário e partilha deve ser aberto dentro de

a) 1 (um) mês a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar tais prazos, de ofício ou a requerimento de parte.

b) 2 (dois) meses a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar tais prazos, de ofício ou a requerimento de parte.

c) 2 (dois) meses a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 6 (seis) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar tais prazos, de ofício ou a requerimento de parte.

d) 1 (um) mês a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 6 (seis) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar tais prazos, de ofício ou a requerimento de parte.

e) 3 (três) meses a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, não podendo o juiz prorrogar tais prazos de ofício.

20. (FCC – MP TCE/SP – 2011)

Sobre os inventários e partilhas, de acordo com o Código de Processo Civil, é correto afirmar que

a) o processo de inventário e partilha deve ser aberto no prazo máximo de 1 (um) mês a contar da abertura da sucessão, ultimando-se nos 12 (doze) meses subsequentes, podendo o juiz prorrogar tais prazos, de ofício ou a requerimento de parte.

b) o juiz decidirá todas as questões de direito e também as questões de fato, quando este se achar provado por documento, só remetendo para os meios ordinários as que demandarem alta indagação ou dependerem de outras provas.

c) havendo testamento, se todos os interessados forem capazes e concordes poderá fazer-se o inventário e a partilha por escritura pública, a qual constituirá título hábil para o registro imobiliário.

d) o Ministério Público, independentemente da qualificação dos herdeiros, sempre tem legitimidade concorrente para requerer o inventário e a partilha.

e) para o tabelião lavrar a escritura pública do inventário, não é necessário que as partes estejam assistidas por advogado, desde que todas sejam maiores, capazes e concordes.

21. (FCC – TRF4– 2014)

Maria Clara é proprietária de um imóvel localizado na cidade de Curitiba. Na data de hoje descobriu que seu imóvel foi arrematado em leilão judicial que aconteceu há três dias em processo de execução judicial da qual não é parte.

Indignada, Maria Clara pretende interpor Embargos de Terceiro. Neste caso, no tocante ao prazo judicial para interposição dos referidos Embargos é certo que Maria

a) poderá, interpor os referidos Embargos até dez dias após a assinatura da respectiva carta de arrematação.

b) poderá, ainda, interpor os referidos Embargos, independentemente da assinatura da respectiva carta de

arrematação, uma vez que o prazo processual é de dez dias após a arrematação do bem.

c) não poderá mais interpor os referidos Embargos em razão da preclusão temporal, devendo ajuizar outra medida processual.

d) poderá, interpor os referidos Embargos até cinco dias após a assinatura da respectiva carta de arrematação.

e) poderá, ainda, interpor os referidos Embargos, desde que não tenha sido assinada a respectiva carta de arrematação.

22. (FCC – TRT/PI – 2010 - Adaptada) Os embargos de terceiro podem ser

a) opostos por terceiro que é senhor e possuidor, mas não por terceiro que é apenas possuidor do bem a que diz respeito.

b) opostos por quem vier a sofrer turbação na posse de seus bens em razão de penhora no processo em que é parte.

c) opostos no processo de execução, mesmo após a assinatura e expedição da carta de adjudicação.

d) opostos no processo de conhecimento enquanto não transitada em julgado a sentença.

No documento Prof. Henrique Santillo (páginas 85-94)