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Lista de questões comentadas

No documento Prof. Henrique Santillo (páginas 98-105)

1.

(FCC – DPE BA – 2021)

O juiz, em seu primeiro contato com a petição inicial, percebe que a pretensão deduzida se refere à pretensão de um beneficiário contra o segurador. Ele observa, ainda, que o sinistro ocorreu no dia 06 de junho de 2018, enquanto a petição inicial foi distribuída no dia 02 de junho de 2021. A petição preencheu todos os requisitos formais exigidos em lei e não se vislumbra nenhuma contrariedade a precedente judicial. Entretanto, até a presente data ainda não houve o juízo positivo de admissibilidade ou a citação do demandado, ultrapassado o triênio prescricional previsto em lei para a hipótese entre a data do sinistro e o presente. Nessa situação, o juiz deve

a) receber a petição inicial e determinar a citação do demandado, uma vez que o juízo positivo interromperá o prazo prescricional e retroagirá à data da propositura.

b) receber a petição inicial, uma vez que a prescrição é matéria de exceção, que o juiz não pode conhecer de ofício, de modo que deve aguardar a provocação do interessado – no caso, o demandado deverá arguir tal tese defensiva.

c) indeferir a petição inicial, por falta de interesse processual, uma vez que já se operou o prazo prescricional que fulminou a pretensão deduzida nessa demanda.

d) julgar liminarmente improcedente o pedido, pois a prescrição é uma hipótese expressamente contemplada em lei que permite a improcedência liminar da pretensão, julgando extinto o processo com resolução do mérito.

e) receber a petição inicial, uma vez que a propositura da demanda tem o condão de interromper o prazo prescricional e, na hipótese, verifica-se que a ação foi ajuizada tempestivamente, antes do advento do prazo prescricional.

2.

(FCC – TRF 4ª Região – 2019)

Na fase de saneamento do processo, o juiz verificou que o conhecimento do mérito da demanda dependia da verificação de fato delituoso objeto de inquérito policial, não tendo ainda o Ministério Público ajuizado a correspondente ação penal. Nesse caso, o juiz

Alternativas

a) pode determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal; porém, se a ação penal não for proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de suspensão, deverá dar andamento ao feito e examinar incidentemente a questão prévia.

b) não pode determinar a suspensão do processo, cabendo-lhe examinar incidentemente a questão prévia, haja vista que as instâncias cível e criminal não se confundem.

c) deve determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal, podendo manter o processo suspenso por prazo indeterminado, desde que a ação penal seja proposta no prazo de 3 (três) meses, contado da intimação do ato de suspensão.

d) somente pode ordenar a suspensão do processo, pelo prazo máximo de 1 (um) ano, a partir de quando venha a ser proposta a ação penal.

e) deve determinar a suspensão do processo até que se pronuncie a justiça criminal, pelo prazo mínimo de 1 (um) ano e máximo de 2 (dois), salvo se o procedimento de investigação criminal vier a ser arquivado, sem o oferecimento de denúncia.

3.

(FCC – TRT/SP - 2018)

Tulio ajuizou ação monitória contra Edilson, que tramita regularmente em uma das varas cíveis do Foro Central da Comarca de São Paulo, Capital. Tulio e Edilson são representados em juízo, respectivamente e exclusivamente, pelos advogados Rodolfo e Julia. No curso do processo, durante o mês de Fevereiro deste ano de 2018, Rodolfo, advogado de Tulio, tornou-se pai após o parto de sua esposa. E no mês de abril deste mesmo ano Julia tornou-se mãe. Rodolfo e Julia comunicaram os seus clientes e apresentaram em juízo as respectivas certidões de nascimento. E

No caso hipotético apresentado, de acordo com o que estabelece o Código de Processo Civil, agiu corretamente o Magistrado que.

a) suspendeu o processo pelo prazo de 8 dias a partir da data do parto da esposa do advogado Rodolfo, e suspendeu o processo pelo prazo de 30 dias a partir da data do parto da advogada Julia.

b) não suspendeu o processo após o parto da esposa de Rodolfo, e suspendeu o processo pelo prazo de 60 dias a partir da data do parto da advogada Julia.

c) suspendeu o processo pelo prazo de 5 dias a partir da data do parto da esposa do advogado Rodolfo, e suspendeu o processo pelo prazo de 30 dias a partir da data do parto de Julia.

d) suspendeu o processo pelo prazo de 5 dias a partir da data do parto da esposa de Rodolfo, e suspendeu o processo pelo prazo de 60 dias a partir da data do parto de Julia.

e) suspendeu o processo pelo prazo de 20 dias a partir da data do parto da esposa de Rodolfo, e suspendeu o processo pelo prazo de 30 dias a partir da data do parto de Julia.

4.

(FCC – TRT/SP - 2018)

Em relação à formação, suspensão e extinção do processo,

a) durante a suspensão do processo é defesa a realização de qualquer ato processual, sem exceção, para proteção do princípio da isonomia.

b) considera-se proposta a ação quando a petição inicial for despachada pelo juiz, mas seus efeitos dependem quanto ao réu de sua citação válida.

c) se o conhecimento do mérito depender de verificação da existência de fato delituoso, o juiz deve determinar a suspensão do processo até que a justiça criminal se pronuncie; nesse caso, a ação penal deve ser proposta em até seis meses, sob pena de cessação dos efeitos da suspensão.

d) a extinção do processo sem resolução do mérito, por vício processual, dar-se-á de imediato; já a extinção com resolução de mérito dar-se-á somente por sentença, observados o contraditório e a ampla defesa.

e) suspende-se o processo pela admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas.

5.

(FCC – TRT/AM e RR - 2017)

Se ocorrer o falecimento do único advogado do réu, o juiz determinará que este constitua novo mandatário no prazo de 15 dias. Decorrido esse prazo sem a constituição de novo mandatário, o juiz

a) suspenderá o processo pelo prazo de 1 ano.

b) extinguirá o processo sem resolução de mérito.

c) suspenderá o processo pelo prazo de 3 meses.

d) ordenará o prosseguimento do processo à revelia do réu.

e) nomeará outro advogado para o réu, apesar de não ser beneficiário da Justiça Gratuita.

6.

(FCC – TRT/RN - 2017)

De acordo com o novo Código de Processo Civil, o processo será suspenso pela convenção das partes por prazo máximo

a) de 30 dias.

b) de 06 meses.

c) de 1 ano.

d) de 05 anos.

e) igual ao de prescrição ou decadência da pretensão ou direito em causa.

7.

(FCC – TRE/RN - 2015)

No processo "A" as partes pretendem requerer por livre e espontânea vontade a suspensão do feito. No Código de Processo Civil, a suspensão do processo por convecção das partes

a) não é prevista.

b) é permitida pelo prazo máximo de seis meses.

c) é proibida expressamente.

d) é permitida pelo prazo máximo de três meses.

e) é permitida pelo prazo máximo de trinta dias.

8.

(FCC – TRE/SE - 2015)

O processo “A” foi suspenso porque a sentença de mérito depende do julgamento de outra causa; o processo “B”

foi suspenso porque a sentença de mérito não pode ser proferida senão depois de produzida certa prova, requisitada a outro juízo. Nestes casos, de acordo com o Código de Processo Civil brasileiro,

a) o período de suspensão não poderá exceder seis meses no processo “A” e um ano no processo “B”.

b) o período de suspensão não poderá exceder seis meses em ambos os processos.

c) o período de suspensão não poderá exceder um ano em ambos os processos.

d) o período de suspensão não poderá exceder um ano no processo “A” e seis meses no processo “B”.

e) não há previsão de um prazo limite para a suspensão de ambos os processos.

9.

(FCC – AFAP – 2019)

O pedido deve ser certo e determinado. No entanto,

a) são compreendidos no principal os juros legais, a correção monetária e as verbas de sucumbência, inclusive os honorários advocatícios.

b) considera-se implícito o requerimento de multa, mesmo que não tenha sido prevista contratualmente.

c) na demanda que tenha por objeto o cumprimento de prestações sucessivas, essas serão consideradas incluídas no pedido, desde que haja pedido de declaração expresso do autor nesse sentido.

d) somente na hipótese de ações universais, se o autor não puder individuar os bens demandados, o pedido poderá ser genérico.

e) é lícita a cumulação, em um único processo, de vários pedidos contra o mesmo réu, desde que haja conexão ou continência entre eles.

10.

(FCC – PGE/AP– 2018) Quanto à petição inicial e ao pedido,

a) o autor poderá, até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido ou a causa de pedir, sem consentimento do réu, assegurado o contraditório.

b) o juiz poderá julgar liminarmente improcedente o pedido se verificar, desde logo, a ocorrência de decadência ou de prescrição, ou se considerar a parte como manifestamente ilegítima.

c) indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de quinze dias, retratar-se; não havendo a retratação, o juiz mandará citar o réu para responder ao recurso.

d) na ação que tiver por objeto cumprimento de obrigação em prestações sucessivas, essas serão consideradas incluídas no pedido, independentemente de declaração expressa do autor, e serão incluídas na condenação, enquanto durar a obrigação, se o devedor, no curso do processo, deixar de pagá-las ou de consigná-las.

e) é lícita a cumulação, em um único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, desde que haja conexão entre eles.

11.

(FCC – TRT/AM e RR – 2017)

José ajuizou procedimento comum, mas a petição inicial foi indeferida por conter pedidos incompatíveis entre si.

Nesse caso, dessa decisão a) caberá agravo de instrumento.

b) caberá apelação.

c) caberá agravo interno.

d) caberá recurso especial.

e) não caberá recurso.

12.

(FCC – TRE/SE – 2015)

Se o pedido contrariar enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, o juiz

a) mandará citar o réu e procederá ao julgamento antecipado da lide se a causa dispensar a fase instrutória. Desta decisão caberá agravo de instrumento.

b) indeferirá a petição inicial. Desta decisão não caberá recurso.

c) poderá julgar liminarmente improcedente o pedido, sem a citação do réu, desde que a causa dispense a fase instrutória. Desta decisão caberá apelação.

d) poderá julgar liminarmente improcedente o pedido, depois de citado o réu, desde que a causa dispense a fase instrutória. Desta decisão não caberá recurso.

e) poderá julgar liminarmente improcedente o pedido, depois de citado o réu, ainda que a causa não dispense a fase instrutória. Desta decisão caberá apelação...

13.

(FCC – TRT/SE – 2016)

Se o pedido contrariar enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça, o juiz

a) mandará citar o réu e procederá ao julgamento antecipado da lide se a causa dispensar a fase instrutória. Desta decisão caberá agravo de instrumento.

b) indeferirá a petição inicial. Desta decisão não caberá recurso.

c) poderá julgar liminarmente improcedente o pedido, sem a citação do réu, desde que a causa dispense a fase instrutória. Desta decisão caberá apelação.

d) poderá julgar liminarmente improcedente o pedido, depois de citado o réu, desde que a causa dispense a fase instrutória. Desta decisão não caberá recurso.

e) poderá julgar liminarmente improcedente o pedido, depois de citado o réu, ainda que a causa não dispense a fase instrutória. Desta decisão caberá apelação.

14.

(FGV – MPE/RJ – 2019)

Sobre a formação do processo, é correto afirmar que:

Alternativas

a) não é considerada válida a citação ordenada por juízo incompetente e deixa de produzir seus regulares efeitos, como induzir litispendência, tornar litigiosa a coisa e constituir em mora o devedor;

b) não é considerada válida a citação ordenada por juízo incompetente, mas produz os efeitos de induzir litispendência, tornar litigiosa a coisa e constituir em mora o devedor;

c) considera-se proposta a ação com a formalização da relação processual entre as partes, materializada pela citação;

d) considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a propositura da ação só produz efeitos quanto ao réu depois que for validamente citado;

e) considera-se proposta a ação quando a petição inicial for protocolada, todavia, a propositura da ação só produz efeitos quanto ao réu depois que apresentar a contestação.

15.

(FGV – TJ/AL – 2018)

Em uma audiência de instrução e julgamento, os procuradores do autor e do réu perceberam a possibilidade de se obter uma composição extrajudicial do feito, uma vez que esta não era possível naquele momento. Assim, convencionaram, em conjunto, pelo sobrestamento dos atos do processo pelo prazo de um ano, por considerarem que esse seria o tempo máximo necessário para que obtivessem junto aos seus clientes a solução amigável do conflito.

Nesse quadro, deverá o julgador:

a) admitir a suspensão do feito pelo prazo de um ano, pois há que se fomentar a atividade de composição dos conflitos;

b) inadmitir a suspensão do feito pelo prazo pretendido, uma vez que o prazo máximo, nessa hipótese, seria de seis meses;

c) inadmitir a suspensão do feito e designar nova data para a audiência, intimando todos os presentes desta decisão;

d) extinguir o feito, uma vez que a hipótese em tela seria equivalente à paralisação do feito por negligência das partes;

e) extinguir o feito, uma vez que a hipótese em tela é tratada como abandono da causa por parte do autor.

16.

(FGV – MP/RJ – 2016)

De acordo com a disciplina processual vigente, a hipótese que NÃO dá azo à suspensão do feito é:

a) o requerimento, formulado na petição inicial, de desconsideração da personalidade jurídica;

b) a perda da capacidade processual de qualquer das partes;

c) o vínculo de prejudicialidade externa;

d) a convenção das partes;

e) a admissão de incidente de resolução de demandas repetitivas.

17.

(FGV – TJ/AL - 2018)

Fernando, servidor público estadual, por intermédio de seu procurador, propôs ação de cobrança em face do Estado de Alagoas, pleiteando valores pecuniários decorrentes de gratificações não pagas e que são estabelecidas no estatuto do servidor.

Não havendo necessidade de fase instrutória, e com base em enunciado de súmula do próprio Tribunal de Justiça alagoano, no sentido contrário ao afirmado pelo autor, o julgador:

a) poderá julgar liminarmente improcedente o pedido, independentemente da citação do réu;

b) poderá julgar extinto o feito, por ausência de interesse processual, sem citação do réu;

c) deverá julgar liminarmente procedente o pedido, independentemente da citação do réu;

d) deverá determinar a citação do réu para, após enfrentar o mérito da causa;

e) deverá determinar a citação do réu e designar audiência de conciliação ou mediação.

18.

(FGV – TJ/RJ - 2014)

Pretensão de reconhecimento de paternidade atribuída ao réu e de que se lhe imponha o dever de prestar alimentos é uma hipótese de cumulação:

a) alternativa de pedidos;

b) eventual de pedidos;

c) simples de pedidos;

d) sucessiva de pedidos;

e) ulterior de pedidos.

19.

(FGV – MP/AL - 2018)

Uma vez proposta uma demanda, relativamente à sua modificação, o Código de Processo Civil estabelece que o autor poderá,

a) até a citação, aditar ou alterar o pedido, mediante o consentimento do réu.

b) até a citação, aditar ou alterar a causa de pedir, mediante o consentimento do réu.

c) até o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido, com consentimento do réu, assegurado o contraditório.

d) após o saneamento do processo, aditar ou alterar o pedido e a causa de pedir, com consentimento judicial.

e) até o saneamento do processo, aditar ou alterar a causa de pedir, sem o consentimento do réu.

No documento Prof. Henrique Santillo (páginas 98-105)

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