abaixa a do seu.
LONGA PAUSA, SOB SILÊNCIO PROFUNDO.
VEN∴ - Já refletirdes, Senhor F..., nas conseqüências de vossas pretensões? Pela última vez, dizei-me: quereis voltar para o mundo profano ou persistis conquistar um lugar entre os Maçons?
PROFANO - ...
VEN∴ - Ir∴ Terrível, apoderai-vos do profano e fazei- o praticar sua primeira viagem. Empregai todos os esforços para livrá-lo dos perigos. E vós, Senhor, concentrai vossa atenção nas provas a que ides vos submeter, para que possais apreender seu caráter misterioso e emblemático. Procurai penetrar em sua significação oculta, porque a venda material que cobre vossos olhos não pode interceptar vossa visão intelectual. Na Maçonaria nada se faz que não tenha razão de ser. Esforçai-vos por compreender, porque do resultado desses esforços dependerá toda a extensão dos conhecimentos que, como Maçom, deveis adquirir.
O Ir∴ Exp∴, segurando o profano pela mão esquerda, leva-o a percorrer um caminho cheio de obstáculos. Durante essa viagem, o silêncio é quebrado por sons imitando o trovão, os quais cessarão quando o profano chegar ao Altar do 2º Vig∴, pelo lado esquerdo, onde o Ir∴ Exp∴ o faz bater, com a mão direita, três pancadas.
2º VIG∴ - (Levantando-se precipitadamente e
colocando o malhete no peito do profano) Quem vem lá?
EXP∴ - É um profano que deseja iniciar-se em nossos Augustos Mistérios.
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EXP∴ - Porque é livre e de bons costumes; porque quer contribuir para a realização da solidariedade humana e porque, estando nas trevas, deseja a Luz.
2º VIG∴ - Se assim é, passe.
EXP∴ - (Depois de reconduzir o profano para entre
Colunas) Ven∴ Mestre, o profano terminou com coragem a
sua primeira viagem.
O profano senta-se.
VEN∴ - Esta primeira viagem, com seus ruídos e obstáculos, representa o segundo elemento - o Ar -, símbolo da vitalidade, emblema da vida humana, com seus tumultos de paixões, suas dificuldades, os ódios, as traições, as desgraças que ferem o homem virtuoso, a vida humana na luta dos interesses e das ambições, cheia de embargos aos nossos intentos. Vendado como vos achais, representais a ignorância, incapaz de dirigir seus esforços, sem um guia esclarecido. Este símbolo, porém, se adapta a uma série de grandes concepções.
-É o símbolo da Família, onde a criança, incapaz de dirigir, necessita de amparo e guia de seus pais; da Sociedade, aonde a inteligência de um pequeno grupo conduz as massas ignorantes que não podem se governar; da Humanidade, aonde os povos mais inteligentes conduzem e dominam os mais atrasados.
-Se quiserdes, ainda, um símbolo mais elevado, vede os mundos, no seu caminhar interessante através do éter, girando com velocidade vertiginosa sem o mínimo rumor. Esses mundos, infinitos em número, pesando milhões e milhões de toneladas, estão sujeitos a Leis fixas e imutáveis, às quais obedecem cegamente, qual vós ao vosso guia. Mas, Senhor, a
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expressão simbólica de vossa cegueira e da necessidade que tendes de quem vos conduza representa o domínio que vosso espírito, esclarecido pelos nossos sãos ensinamentos, deve exercer sobre a cegueira das vossas paixões, transformando a materialidade dos sentimentos profanos, que acaso existam em vós, em puros sentimentos maçônicos, criando em vós mesmo outro ser, pela espiritualização e elevação de vossos sentimentos. Tereis então retirado a venda material que prende vossa alma e não mais precisareis de guia em vosso caminho. Foi para isso que aqui batestes pedindo para ver a Luz.
-São estes os ensinamentos desta primeira viagem. A Maçonaria, porém, ensina-nos a suportar todos os reveses da sorte, proporcionando-nos consolações salutares e grandes compensações.
Pausa
VEN∴ - Estais dispostos a vos expor aos riscos de uma segunda viagem, Sr. F...?
PROFANO - ....
VEN∴ - Ir∴ Terrível, fazei o profano praticar a segunda viagem, livrando-o dos abismos e enchendo-o de coragem.
O Ir∴ Exp∴, segurando o profano pela mão esquerda, leva-o a percorrer um caminho mais suave. Durante essa viagem, ouvem-se o tinir descompassado de espadas e música apropriada, que cessarão quando o profano chegar ao Altar do 1º Vig∴, pelo lado esquerdo, onde o Ir∴ Exp∴ o faz bater com a mão direita, três vezes.
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1º VIG∴ - (Levantando-se precipitadamente e
colocando o Malhete no peito do profano) Quem vem lá?
EXP∴- É um profano que, pretendendo nascer de novo, deseja iniciar-se Maçom.
1º VIG∴ - E como pôde ele conceber tal esperança? EXP∴- Porque deseja instruir-se e aperfeiçoar-se e, estando nas trevas, deseja a luz.
1º VIG∴ - Se assim é, seja purificado pela Água.
O Ir∴ Exp∴ conduz o profano para junto do Mar de Bronze, em cujas águas o M∴ de CCer∴ mergulha suas mãos, enxugando-as, em seguida. O Experto reconduz o profano para entre CCol∴, e anuncia:
EXP∴ Ven∴ Mestre, está terminada a segunda viagem. VEN∴ - Senhor F..., passastes pela terceira prova - a da Água -. A Água, em que mergulharam vossas mãos, é o símbolo da pureza da vida maçônica. Vossas mãos não devem ser, jamais, instrumento de ações desonestas. Purificadas, conservai-as limpas. Nas antigas iniciações, a purificação da alma fazia-se pelas águas, imagem também do oceano da vida, com as furiosas vagas das ilusões.
-Ouvistes, nesta viagem, o entrechocar de armas brancas em combate. Eles simbolizam o perigo que encontrais para sairdes vitoriosos no combate às vossas paixões,
no aperfeiçoamento de vossos costumes. Guiado como estáveis, representáveis o discípulo vivendo harmônica e fraternalmente com o Mestre. Um ministrando, com desvelo, a experiência e as virtudes que adquiriu; o outro, solícito, deixando-se conduzir. O amparo que vos foi prestado
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nessa viagem é a segunda manifestação da solidariedade humana, sem a qual as atuais gerações, não fortalecidas, deixam de concorrer para o progresso das gerações futuras. Menos penosa que a primeira, essa viagem também significa que a constância e a perseverança nas lutas contra os vícios do mundo profano têm por termo a paz de consciência.
Pausa
VEN∴ - Ir∴ Terrível, fazei o profano praticar a terceira viagem.
Nesse momento, o M∴ de CCer∴ prepara o turíbulo com incenso no altar dos perfumes, e as chamas do fogo sagrado, junto à grade sul do Oriente, para cumprir o ritual da terceira viagem.
O Exp∴, com as mesmas formalidades, faz o profano percorrer o caminho livre de obstáculos, conduzindo-o ao Altar do Venerável Mestre, do lado esquerdo, onde o profano baterá três vezes com a mão direita. Durante a viagem deverá reinar silêncio profundo, apenas ouvindo-se música suave.
VEN∴ - (Encostando o Malhete no peito do profano) Quem vem lá?
EXP∴ - É um profano que aspira a ser nosso Irmão e nosso amigo.
VEN∴ - E como pôde ele conceber tal esperança? EXP∴ - Porque presta culto à Virtude e, detestando a ociosidade, promete contribuir com o seu trabalho para a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade Social, e porque, estando nas trevas, deseja a luz.
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VEN∴ - Pois que assim é, passe pelas chamas do FOGO SAGRADO, para que de profano nada lhe reste.
O Ir∴ Exp∴ conduz o profano ao Altar dos Perfumes, onde o M∴ de CCer∴ o incensa por três vezes. Voltando para entre CCol∴, em caminho entre o Or∴ e Oc∴, deve passar três vezes pelas chamas do Fogo Sagrado.
VEN∴ - (!) As chamas que vos envolveram simbolizam o batismo da purificação. Purificado pela Água e pelo Fogo, eliminaram-se as nódoas do vício. Estais, simbolicamente, limpo. Esse fogo, cujas chamas simbolizam também aspiração, fervor e zelo, lembrar-vos-á de que deveis aspirar à verdadeira glória, trabalhando ininterruptamente pela causa em que nos empenhamos e que é a causa do povo e da felicidade humana. Tudo até aqui passou sem perigo. Antes, porém, de serdes iniciado em nossos Mistérios, deveis passar pelo batismo de sangue. Se vos sentis cheio de valor para vos sacrificardes pelos serviços da Pátria, da Ordem e da Humanidade, com risco da própria vida, deveis selar vossa profissão de fé com o vosso sangue. Estais dispostos a isso, Sr. F...?
PROFANO - ...
VEN∴ - A vossa resignação nos basta. O batismo de sangue não é um símbolo de purificação, mas o batismo do heroísmo e da dedicação do soldado e do mártir. Vossa resignação é o penhor solene de que jamais faltareis ao cumprimento de vossos deveres maçônicos, por medo ou terror do perseguidor ou do tirano. Lembrando-vos do sangue
derramado em todas as épocas de perseguição, aumentareis vossa tolerância. Vosso valor e vossa dedicação já vos dão direito a serdes recebidos entre nós. Antes,
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porém, devo mandar imprimir em vosso peito o cunho inextinguível que vos tornará reconhecido por todos os Maçons do Universo.
VEN∴ - Ir∴ Chanceler, cumpri vosso dever.
O Ir∴ Chanc∴ irá aproximar do peito do profano um objeto aquecido, que lhe transmita a impressão de calor.
1º VIG∴- (!) GRAÇA! GRAÇA!, VEN∴ MESTRE. VEN∴ - Graça lhes seja concedida, pois um sinal dessa natureza é inútil, porque não penetra no coração, onde a mão de Deus imprimiu o selo da Caridade.
Pausa
-Sr. F..., agora, queremos experimentar vossos sentimentos, antes de realizarmos vossos desejos. Há Maçons necessitados, viúvas e órfãos a socorrer, sem ostentação nem publicidade, pois a beneficência maçônica não se traduz por atos de vaidade, próprios aos que dão com orgulho, humilhando quem recebe. Por isso, atendei ao apelo que nosso Ir∴ Hosp∴ vai fazer à bondade de vosso coração.
-Fazei-o, porém, sem que ninguém veja o que depositardes na bolsa que ele vos apresentará.
HOSP∴ − (Apresentando a bolsa para o Tronco de
Solidariedade) Peço-vos um pequeno auxílio para os
desgraçados que devemos socorrer. PROFANO ...
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para o Tronco de Solidariedade, faltando, assim, aos princípios de caridade de nossa Instituição.
VEN∴ - Senhor, não foi nosso intuito colocar-vos em situação embaraçosa e, muito menos, humilhar-vos. Quisemos, com o pedido que vos fez o Irmão Hospitaleiro, lembrar-vos duas coisas:
Primeiro, que estais desprovido de tudo quanto representa valor monetário, a que chamamos metais. Despojado de metais, estais, simbolicamente, despido das vaidades e do luxo da sociedade profana.
Segundo, a angústia que deve sentir um coração bem formado, quando se encontra na impossibilidade de socorrer a miséria e as necessidades suportadas pelos deserdados da fortuna.
Estas duas interpretações simbólicas, de vossa privação de metais, servem, ainda, para demonstrar-vos que só damos valor às qualidades morais, servindo os metais apenas para socorrer nossos semelhantes.
Pausa
VEN∴ - Deveis, como final de vossa iniciação, prestar um compromisso solene, que só deve ser contraído livremente. Ouvi com atenção a fórmula desse compromisso, que deveis assumir sob juramento e que não é incompatível com os deveres morais, cívicos e religiosos. Se notardes alguma coisa que seja contrária à vossa consciência, o que não creio, declarai-o com franqueza, porque, sendo ele tão solene, só deve ser prestado livremente. Prestai atenção e refleti bem, antes de vos decidirdes.
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ORAD∴ - (Lendo a fórmula) Juro e prometo, de minha livre vontade e por minha honra, em presença do Grande Arquiteto do Universo e dos membros desta Loja, que são os representantes de todos os Maçons espalhados pelo Universo, nunca revelar os Mistérios da Maçonaria que me vão ser confiados, se não em Loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possa divulgá-los.
-Comprometo-me a defender e proteger meus
IIr∴ esparsos pelo mundo, em tudo o que puder e for necessário e justo.
-Prometo, também, conservar-me sempre cidadão honesto, nunca atentando contra a honra de ninguém, juro digno, submisso às leis do País, amigo de minha família e Maçom sincero e especialmente contra a de meus Irmãos e de suas famílias.
-Juro e prometo, ainda, reconhecer como autoridade maçônica legal e legítima, nesta jurisdição, a Grande Loja Maçônica Mista do Estado do RS, da qual esta Loja é obediente; seguir suas leis e regulamentos, bem como todas as ordens legais e legítimas dos que vierem a ser meus superiores maçônicos, procurando aumentar e aperfeiçoar meus conhecimentos, de acordo com os Landmarks, as Leis da Ordem e do Rito Escocês Antigo e Aceito.
-Procurarei tornar-me sempre um elemento de paz, de concórdia e de harmonia no seio da Maçonaria. Repelirei toda e qualquer associação ou seita que, por juramento, prive o homem dos direitos e deveres de cidadão e de sua liberdade de consciência.
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-Tudo isso, prometo cumprir sem sofisma, equívoco ou reserva mental e, se eu faltar à minha palavra, consinto em ser excluído de toda a sociedade de homens de bem, que, então, deverão ver em mim um ente sem honra nem dignidade.
VEN∴ - Senhor, ouvistes a fórmula do juramento que vos exigimos. Agora, refleti sobre a gravidade do ato que ides praticar e das obrigações que deveis assumir.
VEN∴ - Respondei com toda franqueza: consentis em prestar este juramento, Sr. F...?
PROFANO - ....
VEN∴ - Ir∴ Terrível, conduzi o profano para fora do Templo, porque vamos deliberar sobre a sua definitiva admissão.
O profano é conduzido ao Átrio, e o 1º Exp∴ retorna ao Templo.
VEN∴ - (Depois de fechada a porta) Meus IIr∴, se já formastes vossas conclusões sobre a iniciação do candidato F..., e se o julgais digno de permanecer entre nós, e consentis em sua admissão definitiva, manifestai-vos pelo sinal.
Se houver objeção, a Loja, sem discuti-la, resolverá por maioria de votos. Em caso desfavorável, o fato será comunicado ao profano, que, em seguida, deixará o edifício acompanhado pelo padrinho ou seu substituto. Em caso favorável:
VEN∴ - Ir∴ M∴ de CCer∴, ide buscar o profano.
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VEN∴ - Senhor F..., chegou o momento de receberdes o prêmio de vossa firmeza e constância.
VEN∴ - Ir∴ M∴ de CCer∴ fazei o candidato ajoelhar-se diante ao Altar dos juramentos para prestar seu solene compromisso.
VEN∴ - (!) - De pé e à ordem, meus IIr∴ O iniciando vai prestar seu solene juramento.
VEN∴ - (Ao profano) Já ouvistes o juramento que ides prestar e sobre ele meditastes. Vou lê-lo novamente, e a cada uma de minhas perguntas respondereis: Eu juro!
VEN∴ - (Lendo pausadamente) Senhor, jurais e prometeis, por vossa livre vontade, por vossa honra e vossa fé, em presença do G∴A∴D∴U∴ e de todos os Maçons espalhados pela superfície da Terra, dos quais somos aqui os legítimos representantes, nunca revelar os Mistérios da Maçonaria que vos forem confiados, a não ser em Loja regularmente constituída; nunca os escrever, gravar, traçar, imprimir ou empregar outros meios pelos quais possam divulgá-los?
PROFANO - Eu juro!
VEN∴ - Jurais defender e proteger vossos
IIr∴ esparsos pelo mundo em tudo que puderdes e for necessário e justo?
PROFANO - Eu juro!
VEN∴ - Jurais, também, conservar-vos sempre cidadão honesto e digno, submisso às leis do País, amigo de vossas famílias e Maçons sinceros, nunca atentando contra a honra de ninguém, principalmente contra a de vossos IIr∴ e de suas famílias?
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PROFANO - Eu juro!
VEN∴ - Jurais e prometeis reconhecer, como autoridade maçônica legal e legítima, nesta Jurisdição, ..., da qual depende esta Loja; seguir suas leis e regulamentos, bem como todas as decisões ou ordens legais e legítimas dos que vierem a ser vossos superiores maçônicos, procurando aumentar e aperfeiçoar os vossos conhecimentos de acordo com os Landmarks e as Leis da Ordem; procurar ser um elemento de paz, de concórdia e de harmonia no seio da Maçonaria, repelindo toda e qualquer associação, seita ou partido que, por juramento, prive o homem de seus direitos e deveres de cidadão?
PROFANO - Eu juro!
VEN∴ - Agora, Senhor, repeti as palavras que vou ditar e que são o complemento de vosso juramento:
VEN∴ - Tudo isso eu prometo / cumprir sem sofisma, / equívoco ou reserva mental / e se violar esta promessa, / que faço sem a mínima coação, / seja-me A∴ a L∴, / meu
P∴C∴ / e meu C∴ E∴ / em lugar ignorado, / onde fique em
perpétuo esquecimento, / sendo eu declarado / sacrílego para com Deus / e desonrado para com os homens.
TODOS - Assim seja! VEN∴ - Sentemo-nos.
O M∴ de CCer∴ levanta o profano e o conduz para entre CCol∴
________________________________________________________________________ Nesse momento, o Ir∴ Exp∴ vai ao Átrio e organiza a cena de São João.
VEN∴- Senhor, prestastes vosso juramento solene. De hoje em diante, estais ligado para sempre à nossa Ordem. Jurastes obediência aos Governos da Ordem e aos seus chefes. Estais ainda dispostos a permanecer entre nós?
Profano - ...
VEN∴ - (Sendo a resposta afirmativa) Pois se continuais firme em vosso propósito de ingressar em nossa Associação Fraternal, ides ver, agora, o martírio e a perversidade a que submeteram um dos nossos maiores Mestres e Protetores. Escolhemos este modo de martirizarão para com ele castigarmos os perjúrios.
VEN∴ - Ir. 1º Exp∴, conduzi o iniciando ao Átrio, para mostrardes o que lhe poderá suceder, doravante, quer permanecendo entre nós e expondo-se, assim, aos botes da ignorância e da perversidade dos que ainda tateiam nas trevas, quer tornando-se perjuro e expondo-se, por isso, à nossa terrível vingança.
O iniciando é conduzido ao Átrio, onde estará colocada uma figura representando São João Batista degolado. Uma Luz fraca de uma chama iluminará a cena. Os demais Irmãos ficam de pé, sem insígnias, com o rosto oculto por capuz e armados de espada, que apontam para o profano. Nesse momento, apagam-se as luzes do Templo, e a porta fica entreaberta. O Venerável Mestre dará, lentamente, a bateria do grau. Em seguida, o M∴ de CCer∴ desvenda o profano. Todos se conservam em profundo silêncio.
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aí vedes representa nosso Mestre e Protetor, São João Batista, friamente assassinado para satisfação dos caprichos de uma mulher fácil e vingativa, depois de encarcerado em uma masmorra, por ter proclamado, publicamente, as faltas e os erros cometidos pelos ricos e poderosos; pelos que
martirizavam o povo, pelos que usavam da violência e arbitrariedade, abusando do poder; pelos que juravam em falso, para melhor exercer suas vinganças.
-Ele representa o verdadeiro Maçom, sacrificando-se pelos supremos ideais, imolando-se às arbitrariedades dos poderosos e dos tiranos. Esse clarão pálido e lúgubre da chama que vedes é o emblema do fogo sombrio que há de iluminar a vingança que os perjuros e traidores prepararam para o próprio castigo. Essas espadas vos dizem que não haverá recanto na Terra em que os perjuros possam encontrar refúgio, sem que sejam precedidos pela vergonha do crime.
O iniciando é novamente vendado, acende-se as luzes, e o conduz, ao Templo, onde fica entre CCol∴. Todos, revestindo suas insígnias, retornam ao Templo, onde permanecem com a ESPADA NA MÃO ESQUERDA, cujas pontas estarão voltadas na direção do iniciando. Todos estarão de pé e à ordem e com o rosto oculto por um capuz.
VEN∴ - (!) De pé e à ordem, meus Ir∴
VEN∴ - (!) - Ir∴1º Vig∴, sobre quem se apóia uma das CCol∴ deste Templo, agora que a coragem e a perseverança desse profano fizeram-no sair vitorioso do porfiado combate entre o homem profano e o homem Maçom; que pedis em seu favor?
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