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MÉTODO E PROCEDIMENTOS

No documento Anais do II COPEGS (páginas 36-41)

A pesquisa em questão trata-se de um estudo descritivo, que se propõe a estudar os benefícios da adesão de uma tecnologia, o computador, já que pesquisas indicam que a utilização da mesma pode trazer melhorias, singularmente, enquanto ferramenta de aprendizagem. Considera-se para tanto, que a pesquisa descritiva é aquela na qual o pesquisador busca caracterizar determinada população ou fenômeno (FREITAS; PRODANOV, 2013).

Como procedimento optou-se por realizar o estudo com um grupo focal, uma vez que este é um tipo de estudo com grupos, alicerçado na comunicação e na interação. Sua meta é agrupar dados detalhados sobre um tema específico, a partir de um grupo de participantes selecionados. Este tem como objetivo coletar informações que possam proporcionar o entendimento de conceitos, crenças, atitudes sobre um tema, produto ou serviços (SILVA et al., 2017).

Encontros Científicos FVS V.1, N.2, 2019, ISSN: 2595-959X

37 Esta define-se ainda como pesquisa de caráter quantitativo, pois é um método de estudos científicos que utiliza diferentes meios estatísticos para mensurar conceitos e informações para um determinado estudo (SILVA; LOPES; JÚNIOR, 2014).

Os participantes do estudo foram monitores e pais de indivíduos autistas, que atuam dando suporte na educação destes. Considerou-se como objeto de estudo o Modelo de Aprendizagem empregado pelos monitores, tendo como foco a utilização do computador como ferramenta de ajuda para crianças com autismo.

A coleta de dados ocorreu entre os meses de abril a maio de 2018, através da aplicação de questionário online, cujo objetivo foi proporcionar a compreensão de entes mais instruídos ou adjuntos ao sujeito que se encontra correlacionado ao objeto analisado e investigar os métodos educacionais tecnológicos usados na educação de crianças autistas.

RESULTADOS

Posteriormente a aplicação do questionário, foram recolhidos os discernimentos dos pais e instrutores da criança sobre a utilização de tecnologias na aprendizagem dos mesmos.

A pesquisa abrangeu macrorregiões do estado do Ceará, especificamente, Centro-Sul, Cariri e na Grande Fortaleza, sendo distribuída propriamente nos municípios de Cedro, Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Farias Brito e Fortaleza. Considerando os dados sociodemográficos disponibilizados pelos 25 participantes, constatou-se que 44% das crianças possuem idade de 1 a 5 anos, com uma taxa relativamente maior as que possuem de 6 a 10 anos com 48% e apenas 8% acima de 10 anos. Além de haver uma relevância considerável em relação ao sexo da criança, onde 84% são do gênero masculino e apenas e 16% do gênero feminino.

De acordo com as indagações, foi perceptível que todos os envolvidos já notaram algum interesse da criança com Espectro Autista por equipamentos eletrônicos, significativamente pelo computador.

Conforme os indivíduos foram questionados sobre os métodos educacionais instituídos na escola, no qual os 60% indicaram que a metodologia utilizada pela escola não seria conveniente para crianças autistas, de acordo como gráfico 1. O que é relevante pontuar, é que 96% dos pesquisados, consentem com a admissão de novas técnicas de aprendizagem, como revela o gráfico 2.

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38 Gráfico 2 - Concordância na adoção de novos métodos de aprendizagem

Gráfico 1 - Aceitamento dos métodos utilizados pelas escolas como algo adequado para autistas.

Fonte: Dados da Pesquisa (2018) Fonte: Dados da Pesquisa (2018)

No decorrer dos questionamentos foram apresentados aos participantes fatores que poderiam influenciar de forma negativa na aprendizagem do filho com TEA, segundo 36% dos pesquisados, o método instituído pela escola é o principal fator de influência negativa. A falta de interesse da escola em apresentar inovações, foi indicado como fator, por 20%. O preconceito e a falta de comunicação com os colegas, tiveram respectivamente 16% e 8% de indicação. Logo, os métodos aparecem como fatores mais determinantes, na percepção dos pais, do que fatores como preconceito e falta de comunicação.

Quando indagado aos participantes sobre as tecnologias, como: o computador, para auxiliar na melhoria da aprendizagem, ficou explicito que muitos acreditam que o computador fomenta avanços expressivos, ao ponto que 92% indicaram essa perspectiva conforme o gráfico 3. Desta maneira, o computador seria então uma ferramenta de auxílio a dinamicidade e entusiasmo das crianças,

Gráfico 3 - Concordância que os recursos tecnológicos possam ajudar de uma forma mais dinâmica e satisfatória no aprendizado.

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39 Fonte: Dados da Pesquisa (2018)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo constatou que o uso do computador como ferramenta de ensino pode colaborar consideravelmente no meio de aprendizagem de crianças autistas. Estes, demonstram interesse e afeições pelo aparelho, visto que o mesmo atrai a concentração dos entes por meio de seus recursos, desta maneira tornando a metodologia aplicada mais aprazível e acessível.

No entanto, analisando os resultados, observou-se não somente dificuldades em aprender, mas também na aceitação e atração de instituições por melhorias de ensino e inovações com auxílio tecnológicos, retardando cada vez mais a extinção de algumas limitações causadas pelo transtorno.

Portanto, o computador enquanto instrumento que envolve diferentes tipos de aprendizagem, aplicado de maneira coerente propicia não apenas conhecimento para aqueles que o manuseia, mas também os transforma, levando da condição de meros receptores de informação para indivíduos criadores e promovedores de informação, de maneira autônoma e criativa.

REFERÊNCIAS

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American Psychiatric Association. 2013. Diagnostic and statistical manual of mental Disorders. 5 ed. Washington, DC: American Psychiatric Publishing.

BARBOSA, D. A. Utilizando o computador como ferramenta pedagógica para vencer a resistência do professor - O caso da 38ª superintendência Regional de Ensino de Ubá-MG. 2002, 104 f.: Dissertação (Mestrado) - Pós-Graduação em Engenharia de Produção, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis-SC, 2002.

COSTA, Thais Cristina Alves. Uma abordagem construcionista da utilização dos computadores na educação. Universidade Federal de Pernambuco, p. 32, 2010.

GOMES, Marina. Biologia do Autismo. Ciência e Cultura. Vol. 66 n. 1. São Paulo, 2014. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.

PAPERT, Seymour. A máquina das crianças. Porto Alegre: Artmed, 1994.

PRODANOV, C.C.; FREITAS, E.C. Metodologia do Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico-2ª Edição. Editora Feevale, 2013.

SILVA, A. R. ANPED. A Inserção do Computador na Prática Pedagógica Professor: formação, concepções e práticas de professores- instrutores. 2007. Disponível em: <http://www.anped.org.br/reunioes/30ra/trabalhos/GT08-3667-Int.pdf>. Acesso em:

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40 SILVA, D.; LOPES, E.L.; JUNIOR, S.S.B. Pesquisa Quantitativa: Elementos, Paradigmas e Definições. Revista de Gestão e Secretariado, v. 5, n. 1, p. 01, 2014.

SILVA, S.C. et al. Desafios na operacionalização da técnica de grupo focal para coleta de dados em pesquisa qualitativa. Semana de Enfermagem (28.: 2017: Porto Alegre, RS). Enfermagem e suas dimensões: a gestão do cuidado e o impacto na saúde; anais; [recurso eletrônico]. Porto Alegre: HCPA, 2017. 1 CD-ROM, 2017.

VALENTE, José Armando. Formação de profissionais na área de informática em educação. Computadores e Conhecimento: Repensando a Educação. Primeira edição, Campinas: NIED–Unicamp, p. 114-134, 1993.

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UM ESTUDO DE CASO SOBRE AS PROVAS DIAGNÓSTICO OPERATÓRIO:

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