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Método

No documento MARILENE TAVARES CORTEZ (páginas 110-114)

Anexo 8 – Repetição de Pseudopalavras

5. ESTUDO 2: O DESEMPENHO ESCOLAR DA CRIANÇA COM O TDAH

5.5. Método

A amostra é composta pelos grupos de crianças constituídos no Estudo 1 (n=71):

- Grupo 1: crianças sem transtorno (ST) (n=45);

- Grupo 2: crianças com o TDAH (n=9);

- Grupo 3: crianças com sinais de dislexia (n=6); e

- Grupo 4: crianças com o TDAH+sinais de dislexia (n=11).

5.5.2. Instrumentos

Os seguintes Testes e tarefas foram utilizados:

- Prova de Leitura de Palavras – PLP (Pinheiro, 2013). (Anexo 1).

- Prova de Leitura de Pseudopalavras – PLPP (Pinheiro, 2013). (Anexo 2).

- Triagem do Desempenho da Leitura (TDL) (Vilhena & Pinheiro, submetido; Vilhena, 2015). (Anexo 3).

- Teste de Cloze (Santos, 2005a, 2005b). (Anexos 4 e 5).

- Subteste de Matemática do Teste de Desempenho Escolar (TDE) (Stein, 1994).

5.5.2.1. Testes e tarefas para avaliar o desempenho escolar

As medidas foram empregadas para a avaliação do desempenho escolar das crianças com TDAH e para a confirmação do diagnóstico de dislexia. A tarefa de supressão de fonemas aplicada no Estudo 1 foi retomada aqui, uma vez que a consciência fonêmica é a base para a leitura, foco principal do presente estudo. O baixo desempenho nessa tarefa observado no Grupo 2 está em desacordo com Gooch, Snowling e Hulme (2011), que com base na mesma tarefa e na leitura de pseudopalavra, sugeriram que a consciência fonêmica está intacta na criança com TDAH.

5.5.2.1.1. Prova de Leitura de Palavras (PLP)

A PLP (Pinheiro, 2013) avalia a fluência de leitura de palavras em crianças do 2º. ao 5º. ano do EF. É composta por 88 palavras, que variam em nível de frequência de ocorrência (alta e baixa frequência), em regularidade grafema/fonema e fonema/grafema e em comprimento (curta, média e longa palavra, quanto ao número de letras), distribuídas em nove fileiras. As crianças são orientadas a ler as palavras da direita para a esquerda, em voz alta, o mais rápido possível sem prejudicar a precisão, após a leitura de cinco palavras para treino. O tempo de realização da tarefa foi cronometrado, os erros foram registrados e a leitura foi gravada. O escore máximo de acertos é 88. A alocação de crianças para os diferentes grupos foi feita com base nas normas temporárias criadas para a prova para alunos do 2º. ao 8º. ano por Vilhena e Pinheiro (trabalho em preparação). Essas normas tomaram como base a acurácia de leitura de palavras, ou seja: o número de palavras lidas corretamente por minuto.

5.5.2.1.2. Prova de Leitura de Pseudopalavras (PLPP)

A PLPP (Pinheiro, 2013) avalia a fluência de leitura de pseudopalavras em crianças do 2º. ao 5º. ano do EF. É composta por 88 pseudopalavras, construídas com a mesma estrutura

ortográfica e comprimento das palavras da PLP, distribuídas em nove fileiras e com mais quatro itens para treino. O procedimento de aplicação da PLPP é igual ao da PLP, assim como a classificação dos alunos quanto ao desempenho. O escore máximo de acertos é 88.

5.5.2.1.3. Teste Triagem do Desempenho da Leitura (TDL)

O teste TDL, para escolares do 2º. ao 5º. ano do EF, avalia a capacidade global de leitura, abarcando, assim, as habilidades de reconhecimento de palavras, vocabulário, velocidade de leitura, sintaxe e compreensão. É composto de 36 frases que devem ser completadas ao final com uma palavra, dentre cinco, apresentadas na linha abaixo da frase (ex., “o meu tio, depois de muito estudar, tornou-se um (jacaré, ninho, médico, senhor, comércio)”. Contém quatro frases de treino (nesse estágio, a resposta correta é explicitamente indicada para a criança). Durante o teste, que pode ser aplicado em grupo ou individualmente, a criança é informada que caso ela se engane na escolha da palavra, ela pode marcar a segunda opção com um X, mas que deve indicar com uma seta a sua preferência.

O tempo de realização do teste é de 5 minutos e o escore é o número de palavras marcadas corretamente, sendo escore máximo de acertos 36 pontos. A avaliação do desempenho da criança é feita a partir da normatização realizada por Vilhena e Pinheiro (submetido) e Vilhena (2015). Considerou-se que crianças, que se encontram abaixo do percentil 30 apresentam dislexia.

5.5.2.1.4. Cloze

O Cloze (Santos, 2005a, 2005b) é um teste de avaliação da compreensão da leitura, que depende de e demanda o uso de MT e de memória de longo prazo (Santos, Boruchovitch,

& Oliveira, 2009). Consiste na apresentação de um texto no qual se omitem várias palavras. A lacuna deixada para cada uma delas deve ser preenchida com uma palavra que se ajuste ao contexto para que se consiga atribuir sentido ao texto. Há textos diferentes para diferentes de graus de habilidade de leitura. Assim, foram apresentadas as histórias “A Princesa e o Fantasma”, para alunos do 3º. ao 5º. ano, a qual apresenta 15 lacunas, e “Coisas da Natureza”, para os alunos do 6º. e 7º. ano (40 lacunas).

Escore máximo para “A Princesa e o Fantasma”: 15 pontos. Escore máximo para

“Coisas da Natureza”: 40 pontos. A avaliação do desempenho da criança nessa tarefa é feita a partir da normatização realizada por Santos (2005a, 2005b). A criança para ser considerada leitora típica deve enquadrar-se acima do percentil 50.

5.5.2.1.5. Subteste de Matemática do Teste de Desempenho Escolar (TDE)

O TDE é um instrumento psicométrico que avalia de forma objetiva as capacidades fundamentais para o desempenho escolar, mais especificamente a leitura, escrita e matemática. Possibilita a avaliação dos escolares do 2º ano ao 7º ano do EF, tendo os seus critérios elaborados a partir da realidade escolar brasileira, com base nos conteúdos ministrados do 2º ao 7º ano do EF. O subteste de aritmética avalia a capacidade da criança de resolver problemas matemáticos, oralmente, e realizar cálculos de operações aritméticas por escrito.

É composto por itens, apresentados em grau de dificuldade crescente, divididos em itens de aplicação e de escrita. Não dispõe de uma parte de treino. A parte oral, aplicada apenas em alunos do 2º e 3º ano, consiste na resolução de três tarefas. A primeira aborda o reconhecimento de grandeza numérica (ex., pergunta-se para a criança qual número é maior:

32 ou 45?). As outras duas consistem da solução de problemas aritméticos de adição e subtração. As respostas são registradas em um formulário que acompanha o teste.

A parte escrita do subteste é composta por 35 questões que demandam resolução de cálculos de operações aritméticas de adição, subtração, multiplicação e divisão, cálculo com fração, potenciação e expressão numéricas. Não há limite de tempo para execução dessa tarefa. A criança é instruída a resolver quantos problemas conseguir. A parte escrita do subteste é aplicada em escolares a partir do 4º ano. A avaliação do desempenho da criança nesse subteste é feita a partir do manual deste teste. O escore máximo é 38 pontos brutos.

5.5.3. Procedimentos para a coleta de dados sobre o desempenho escolar dos grupos de pesquisa

A coleta foi efetuada após a aplicação dos testes na fase 2 do Estudo 1. No primeiro contato com as crianças foi explicado a elas, aos seus pais e às professoras, que as avaliações seriam realizadas em duas etapas. Antes do início dessa segunda etapa todas as 71 crianças e

seus pais foram convidados a continuarem a participar da pesquisa e todas as crianças retornaram. Assim, os TCLE e os TAI (das escolas) já estavam assinados. Os horários e os locais de coleta de dados com as crianças eram organizados pelas escolas, com o conhecimento dos pais. A criança não podia estar medicada no dia da avaliação.

Também como na primeira etapa, a criança jamais foi forçada a realizar uma tarefa se não estivesse disposta a colaborar. Como essa parte da avaliação envolveu basicamente a leitura, as crianças disléxicas apresentaram dificuldades. Assim, era sempre negociado com elas até onde conseguiam fazer a tarefa e não havia qualquer tipo de pressão para que concluíssem a tarefa. Houve o caso de uma criança disléxica que não conseguiu fazer a PLPP;

esse limite da criança foi respeitado. Todas as tarefas foram aplicadas individualmente.

5.5.4. Procedimentos de análise de dados

Os dados gerados pelos testes e tarefas (aplicados pela mesma equipe de alunas que participou do Estudo 1) foram analisados com base nos critérios indicados em seus manuais, nos casos aplicáveis. Na análise dos dados, a verificação da associação entre os instrumentos aplicados no Estudo 1 e os do presente estudo foi feita por meio Coeficiente de correlação momento-produto de Pearson (Pearson product-moment correlation coefficient) ou do Coeficiente de Correlação Posto-Ordem de Spearman (Spearman rank correlation coefficient), quando apropriado. Igualmente, para a comparação dos resultados de crianças das escolas municipal e particular nas variáveis selecionadas, foi utilizado o teste t para amostras independentes ou o teste não paramétrico de Mann-Whitney, quando pertinente. Como no Estudo 1, o conceito de significância prática foi usado na discussão dos resultados.

No documento MARILENE TAVARES CORTEZ (páginas 110-114)