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ESTUDOS DE CASO

ESTANTES E EXPOSITORES

4.4.4 Métodos e Ferramentas

Foram aplicadas ferramentas distintas para cada um dos stakeholders, com o objetivo de extrair o maior número de informações úteis com qualidade.

4.4.4.1 – Entrevista com a bibliotecária

O papel da bibliotecária é de suma importância para a plena experiên- cia da criança na Biblioteca Monteiro Lobato. Suas funções estão relacionadas à gestão da Sala do Acervo Infantil e da Primeira Infância como organização, dis-

4.4.4.2 – Observação dos grupos escolares

O procedimento de observação não-participante por parte da pesquisa- dora se deu entre os meses de junho e setembro de 2016 e ocorreu na Sala do Acervo Infantil e da Primeira Infância. Os grupos escolares foram recebidos pela bibliotecária e faziam um breve passeio pelas dependências da biblioteca antes de entrarem na Sala do Acervo para o momento de contação de história e de lei- tura livre.

Devido a proibição por parte dos gestores da biblioteca, não foi possível documentar as imagens por fotografias ou filmagens das crianças no momento das atividades. Entretanto, foram feitas anotações e esboços de croquis para re- presentar os principais pontos observados pela pesquisadora.

Durante as observações, a pesquisadora não interagiu com as crianças e permaneceu o mais longe possível destas, visando não distraí-las com sua pre- sença no ambiente. Buscou-se notar aspectos referentes ao comportamento dos alunos durante este momento da visita, sua relação com o mobiliário e com os equipamentos ali presentes, expressões que trouxessem evidências de suas emo- ções durante as atividades; e a socialização entre as crianças e destas com as pro- fessoras e com a bibliotecária. Além disso, tomou-se o cuidado de tentar captar tribuição e empréstimo do acervo, arranjo do layout e distribuição dos moveis e materiais deste ambiente e recepção dos usuários da biblioteca que adentram nesta sala. Além disso, ela também recepciona os grupos escolares que visitam a biblioteca, apresentando as instalações da mesma e é responsável pela atividade de contação de histórias e mediação de leitura para estes grupos.

Para compreender como a bibliotecária atua, foi feita uma entrevista indi- vidual semi-estruturada orientada por roteiro previamente elaborado seguindo as etapas de preparação das perguntas, agendamento da entrevista, realização da entrevista com anotações de apontamentos e gravação de áudio autorizada pela entrevistada, transcrição da gravação e análise dos dados obtidos.

Os temas abordaram aspectos relacionados ao espaço, às atividades ali realizadas e ao papel da biblioteca pública infantil para a criança, que podem ser visualizados em sua totalidade no Apêndice Digital, disponível em CD-Room.

e compreender se o layout disponível e os equipamentos ali presentes colabora- vam para uma boa execução das atividades propostas.

4.4.4.3 – Observação das crianças com seus responsáveis

Também de caráter não-participante, estas observações foram feitas com crianças na faixa etária selecionada que frequentaram a biblioteca acompanhadas por seus responsáveis. Neste caso também as observações foram feitas apenas na Sala do Acervo Infantil, pelas mesmas razões que concernem as observações com os grupos escolares.

O único momento em que a criança foi abordada pela pesquisadora nes- te caso foi para responder a uma das perguntas do questionário aplicado com os seus respectivos responsáveis, mas não houve utilização de gravador de som ou de vídeo e nem fotografia das crianças.

Buscou-se notar aspectos referentes ao comportamento das crianças na Sala do Acervo, sua relação com o mobiliário e com os equipamentos ali presen- tes, expressões que trouxessem evidências de suas emoções e comportamentos durante a visita, sua interação com seus responsáveis e/ou com outras crianças presentes. Foram observados também aspectos relativos ao mobiliário e equipa- mentos ali presentes que corroborassem para o entendimento do papel destes objetos na vivência das crianças neste ambiente.

4.4.4.4 – Questionário com os responsáveis

Aplicado com os pais ou responsáveis que acompanharam as crianças à Monteiro Lobato, o questionário tinha como objetivo coletar dados que apontas- sem a representação da biblioteca infantil para os pais das crianças e perguntas acerca do ambiente da Sala de Acervo Infantil e seus componentes.

As perguntas tinham formato curto e de fácil resposta, que demandassem pouca elaboração em suas respostas, escolha justificada para coletar o máximo de respostas em tempo mínimo, pois em testes anteriores, os adultos se mostra- ram impacientes para responder questionamentos mais complexos visando se ajustar a disponibilidade dos adultos entrevistados.

4.4.5.1.1 – Biblioteca: dispositivo cultural

A bibliotecária em questão atua em bibliotecas públicas na cidade de São Paulo há aproximadamente 25 anos. Acredita-se que esta experiência com a roti- na de bibliotecas públicas dá à profissional credibilidade acerca de sua fala sobre a importância da biblioteca pública na formação da criança.

Para ela, quando a criança frequenta a biblioteca pública, ela entra em contato com outras crianças, o que possibilita a socialização com indivíduos que possuem outra vivência, agregando novas experiências na vida desta criança.

“E quando ela esta aqui, ela aprende a dividir com outras crianças um brin-

quedo ou ler um livro junto, ou se tem alguém contando uma historia ela pode chegar perto e ouvir com as outras crianças, em grupo e não só na casa dela, na caminha dela com os pais antes de dormir única e exclusivamente para ela. Aqui

não, é para todos. Ela vai aprendendo, fazendo amiguinhos, dividindo. Ela pode

trazer um livro dela, ela deixa outra criança ver o que é dela.”

Além disso, ao retirar livros do acervo público por empréstimo ou ler na própria biblioteca, a criança passa a compreender a existência e a importância do bem público, que pertence a ela e a todas as outras crianças. Desde cedo, é possí- vel ensinar às crianças a noção de bem público.

do no apêndice deste documento.