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QUADRO 25 – QUANTIDADE DE STORYTELLINGS OBTIDOS

ESTUDOS DE CASO

QUADRO 25 – QUANTIDADE DE STORYTELLINGS OBTIDOS

Série Quantidade de Storytellings

2º ano 22 unidades

3º ano 14 unidades

4º ano 24 unidades

Sem identificação 10 unidades

Fonte: Autora

A seguir, as categorias que foram identificadas durante a análise dos dados:

– Ludicidade

Durante a análise dos storytellings, os traços de ludicidade que buscou-se encontrar nos desenhos e nas falas das crianças apoiaram-se na presença de brin- cadeiras, jogos, propostas voltadas para o lazer e para a diversão, atividades que remetessem à fantasia e ao contato com o outro. A expressão do desejo de cores e de objetos decorativos, para além do que se está acostumado a ver em bibliotecas

escolares, também foi levada em consideração na análise dos documentos.

A figura a seguir expõem os principais aspectos lúdicos encontrados nos storytellings:

Os aspectos lúdicos apresentados na Figura 80 podem ou não ser encon- trados no mesmo storytelling, ou seja, o gráfico apenas separa os aspectos para fins de análise, não significando que eles não possam se combinar entre si. Os números no gráfico representam o número de vezes, em unidade, em que o aspecto em questão se manifestou.

Os principais motivos referentes à ludicidade que foram encontrados nos documentos levam à percepção de que em todas as séries houve forte presença de aspectos lúdicos, que se assemelham nos grupos da mesma série. Por exemplo, o palco esteve presente em um terço dos desenhos de crianças dos 4º anos, porém não apareceu em nenhum desenho ou redação de crianças em outras séries, o que leva à conclusão que este padrão pode estar relacionado a trabalhos ou pro- jetos realizados por crianças desta série, que talvez tenha levado à necessidade de expressarem o desejo de um palco na biblioteca, para representar ou para dar destaque às pessoas que estejam contando a história.

quantidade de storytellings total de storytellings em que “ludicidade” aparece” aspectos observados 0 10 20 30 40 50 60 70 palco atividades lúdicas decoração diversos 8 8 16 30 41

Figura 80 – Síntese gráfica da ludicidade nos storytellings Fonte:Autora

Motivos decorativos, como plantas, jarros e ornamentos também estiveram presentes nos desenhos das crianças dos 4º anos que estão em sua maioria com nove anos de idade, o que pode colaborar para uma capacidade de compreensão maior do entorno, em comparação com crianças de sete e de oito anos, dando ao desenho maior detalhamento e precisão em relação aos seus desejos e necessida- des.

Já as crianças dos 2º e 3º anos trouxeram a expressão da ludicidade com os jogos de tabuleiro, indicando que a biblioteca pode ser um espaço para além da leitura e do livro. Além disso, foram desenhados gibis e truques de mágica por alunos dos 2º anos, que também apontam para a visão da biblioteca como um ambiente de múltiplas capacidades de lazer e entretenimento.

– Conforto

Os aspectos referentes ao tema “Conforto” que mais se repetiram e que merecem destaque, estão evidenciados na figura a seguir:

quantidade de storytellings total de storytellings em que “conforto” aparece aspectos observados 0 10 20 30 40 50 60 70 iluminação temperatura ventilação 13 10 16 22

Figura 81– Síntese gráfica do conforto nos storytellings Fonte:Autora

Os aspectos de conforto apresentados na Figura 81 podem ou não ser en- contrados no mesmo storytelling, ou seja, o gráfico apenas separa os aspectos para fins de análise, não significando que eles não possam se combinar entre si. Os nú- meros no gráfico representam o número de vezes, em unidade, em que o aspecto em questão se manifestou.

Foram levados em consideração apenas aspectos térmicos e de ilumina- ção no que se entende por tópicos referentes ao nível de conforto do ambiente construído. Isto porque outros aspectos como acústica e conforto visual não pu- deram ser avaliados nos storytellings obtidos. Além disso, o conforto corporal que pode ser obtido por meio da análise do mobiliário será observado no subtópico “Mobiliários e Equipamentos”, que tece análises acerca deste fator.

No quesito “Iluminação”, foram considerados os storytellings que mencio- navam com palavras ou com representações gráficas: janelas, lâmpadas, lustres e abajures. Dos 13 storytellings que continham este aspecto, 7 foram realizados por crianças do 2º ano, e eram, em sua maioria, janelas. Considerando-se que 7 story- tellings significa aproximadamente um terço do total de storytellings obtidos por crianças do 2º ano, pode-se considerar que é um evento a ser levado em consi- deração na análise dos mesmos. Acredita-se que esta incidência do desenho de janelas deu-se porque é o primeiro ano destas crianças na Biblioteca Beta e, como as cortinas da Sala de Contação de Histórias desta biblioteca geralmente encon- tra-se fechada, as crianças perdem o contato com a luz natural durante as aulas de biblioteca. Além disso, muitas destas crianças tiveram aula na Biblioteca Alfa no ano anterior, onde as aulas de biblioteca se dão num ambiente em que a janela fica muito próxima do tatame onde as crianças assistem às aulas. Desta forma, é natural que fique o apelo e a lembrança da janela enquanto parte da biblioteca.

O aspecto “temperatura” está evidenciado porque observou-se a presença do ar-condicionado em 10 dos 70 storytellings. Destes, 9 foram desenhos feitos por alunos do 4º ano. As janelas não foram inseridas no aspecto “temperatura” porque as aulas de biblioteca acontecem com as janelas da Sala de Contação de História fechadas e geral- mente com a cortina fechada. Portanto, apenas os ar-condicionados foram levados em consideração neste quesito. Deve-se investigar mais profundamente as possíveis razões para o ar-condicionado se manifestar em uma quantidade significativa.

– Mobiliários e Equipamentos

Os Mobiliários e Equipamentos que mais se repetiram e merecem desta- que, estão evidenciados na figura a seguir:

quantidade de storytellings total de storytellings em

que “mobiliário e equi- pamentos ” aparecem aspectos observados 0 10 20 30 40 50 60 70 estantes acervo mesa e escrivaninhas

Figura 82– Síntese gráfica dos mobiliários e equipamentos nos storytellings. Fonte:Autora almofadas assentos computador projetor tapete outros 48 50 13 33 15 15 13 13 17 62

Os mobiliários e equipamentos apresentados na Figura 82 podem ou não ser encontrados no mesmo storytelling, ou seja, o gráfico apenas separa os aspec- tos para fins de análise, não significando que eles não possam se combinar entre si. Os números no gráfico representam o número de vezes, em unidade, em que o aspecto em questão se manifestou.

O que se pode depreender de mais significativo nas menções aos mobili- ários e equipamentos ou nas representações gráficas dos mesmo nos storytellings é a presença de livros (classificado na Figura 82 como “acervo”) na grande maioria dos storytellings. Além disso, as estantes aparentam ser a alternativa que as crian- ças conhecem para armazenamento dos livros. Em todos os storytellings em que houve a presença de estantes, exceto por um, as estantes são representadas de maneira tradicional e, em sua maioria, similares às estantes da Biblioteca Alfa.

Além disso, nota-se que a grande maioria dos objetos citados nesta cate- goria são os mesmo já presentes na Biblioteca Alfa. Exceto pelos itens “mesa e es- crivaninha”, todos os outros ítens da Figura 82 podem ser encontrados na Sala de Contação de Histórias da Biblioteca Beta, refletindo a familiaridade das crianças com o ambiente em questão.

Um aspecto identificado com a análise dos storytellings é a menção e/ou representação de mesas e assentos, que indicam que a criança sente necessidade de outros mobiliários compondo o ambiente em questão, seja para realizar ativi- dades específicas que necessitam de mesa e cadeira ou apenas porque enxergam que estes mobiliários são necessários para a biblioteca escolar.

Ainda sobre os assentos, estes foram retratados de diversas maneiras: ca- deiras, sofás, bancos e, principalmente, puffs. Acredita-se que os alunos estejam assim expressando a necessidade do assento para a contação de histórias, por se tratar do momento em que elas frequentam a biblioteca. Considerando-se que o tatame é onde elas se sentam durante as aulas de biblioteca, foi importante notar que algumas crianças inseriram adjetivos ou classificações para o tapete que de- senharam na biblioteca ideal, como “um tapete fofinho” ou “um tapete de veludo”, mais uma evidência do apelo para o conforto.

CAPÍTULO 5

CONCLUSÕES E