1. MATRÍCULA E FREQUÊNCIA
A matrícula é o ato formal que vincula o educando a uma escola, devidamente credenciada e autorizada, conferindo-lhe todos os direitos e deveres inerentes à escolarização, devendo ser renovada em cada ano letivo.
A matrícula é direito público subjetivo em consonância como Direito à Educação e obrigatoriedade do ensino, devendo a escola dar e garantir acesso a toda(o)s que a procurarem, independentemente da data, do período letivo ou de escolaridade anterior.
A negação da matrícula só poderá ocorrer nos casos previstos pelas disposições legais que regem a matéria.
No ato da matrícula a escola dará ciência ao educando e sua família do Projeto Político Pedagógico e do Regimento Escolar.
33 A matrícula pode ser feita, nos seguintes casos:
I – Para ingresso, considerada inicial, respeitando a idade, a escolaridade anterior e a legislação pertinente.
II – Por transferência, quando o educando se desvincula de uma escola e vincula-se, ato contínuo, a outra, para prosseguimento de estudos.
III – Para progressão parcial, é aquela matrícula por meio da qual o educando não obtendo êxito final em até 02 (dois) componentes curriculares da BNCC, em regime seriado, poderá cursá-los de forma contínua e concomitante, garantido a continuidade de estudos na série subseqüente.
Os registros escolares referentes à aprovação ou não, ao aproveitamento e à assiduidade do educando é de responsabilidade da escola onde estiver matriculado.
A responsabilidade de apresentação e entrega de documentos, pessoais e escolares, do educando no ato da matrícula ou no prazo de até 60 (sessenta) dias, em casos excepcionais, é da família e/ ou do responsável legal.
Os registros escolares referentes ao educando em transferência são de responsabilidade da escola de origem até a data de transferência, devendo a instituição de destino transpor os dados, sem modificações, para a nova documentação escolar, considerando o princípio da segurança jurídica e o Regimento Escolar da instituição anterior.
Ao educando em processo de transferência, cuja matrícula ainda não tenha concretizado por falta de documentação é permitida a freqüência, momento em que a escola de destino envidará esforços para solucionar o fato junto a escola de origem; não havendo a apresentação dos documentos, em prazo razoável, a escola de destino deverá estabelecer procedimentos pedagógicos adequados, nos termos da legislação, para regularizar a vida escolar do educando.
Case se apure irregularidade na documentação do aluno matriculado por transferência após concretizada a matrícula na escola de destino, e não se apurando má fé do estudante ou de seu(s) responsável(is) legal(is), cabe à nova escola o ônus da regularização da vida escolar em questão, o que constituirá, sempre, de processo de avaliação do aluno, seguido de aproveitamento de estudos, de classificação ou reclassificação, para fins de regularização, sendo obrigatório o registro e o arquivamento das avaliações feitas, conforme o previsto no Regimento Escolar e na legislação pertinente.
A matrícula em regime de progressão parcial deverá estar prevista no Regimento Escolar, preservada a sequência do currículo, integrando o PPP e o Regimento quanto a seu plano especial de ensino, a sua duração e carga horária.
A família, na matrícula, de alunos com deficiência, com transtornos globais de desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação tem que notificar oficialmente a escola, apresentando laudos médicos e/ ou orientações psicopedagógicas que exijam acompanhamento individualizado ou atendimento educacional especializado.
34 Consideram-se informações que, obrigatoriamente, devem constar nos registros administrativos das instituições de ensino referentes aos seus educandos:
I – Nome completo, data de nascimento, filiação e demais dados da certidão de nascimento ou documento de identidade (RG), no que couber;
II – Cor/ raça e etnia nos termos estabelecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística);
III – Nacionalidade e/ ou país de origem, Unidade da Federação e Município de nascimento, no que couber;
IV – Tipo de deficiência, transtorno global do desenvolvimento ou altas habilidades/ superdotação, se possuir;
V – Localização/ zona de residência (urbana ou rural);
VI – Nome social, quando for o caso;
VII – CPF, se possuir;
Ao incluir a informação de deficiência, transtorno global de desenvolvimento ou altas habilidades/
superdotação, adotamos as categorias do Decreto nº 6.949/2009 que promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e o seu protocolo facultativo.
A inclusão das informações da certidão de nascimento e CPF nos cadastros deverão observar que a não declaração dessas informações referentes ao educando, não impedirá a realização da matrícula dos estudantes.
É direito subjetivo do aluno o acesso ao espaço escolar para freqüentar as aulas e demais ações pedagógicas, definidas, ministradas e supervisionadas pela unidade escolar como atividades curriculares, observando o Regimento Interno.
Escola e Família, em articulação e parceria constante, deverão garantir e fiscalizar a freqüência e a permanência do educando na escola, bem como a efetiva ministração do ensino por parte da unidade escolar.
Exige-se freqüência de 75% do total de horas aulas ministradas no período e, em caso de faltas e atrasos constantes, a família deve ser convocada para conhecimento e acompanhamento dos atos pedagógicos e/ ou disciplinares que garantam a permanência e o êxito do educando no processo de aprendizagem.
Ao educando que deixou de freqüentar uma determinada aula deve ser assegurada, se estiver presente, a freqüência normal às demais aulas.
Os casos de reincidência previstos no parágrafo anterior devem ser formalmente comunicados aos responsáveis pelo educando.
35 As faltas decorrentes de licença-maternidade, durante o período contemplado pela legislação, serão compensadas pela realização de atividades escolares alternativas, assegurado o direito ao acompanhamento escolar e à avaliação.
2. AVALIAÇÃO
A escola estabelece de forma circunstanciada, no Projeto Político Pedagógico e no Regimento, as condições adequadas e possíveis para que o aluno alcance êxito nos estudos na idade própria.
Em todas as etapas da educação básica o processo avaliativo tem dupla função:
a) Diagnóstica: quando a escola avalia a si mesma, revelando os principais fatores que facilitam ou dificultam a aprendizagem do aluno, tais como deficiência do educando ou da instituição, limitações dos docentes, inobservância das diretrizes curriculares, precariedade dos recursos físicos, metodológicos ou laboratoriais;
b) Formativa: levando necessariamente o Conselho de Classe a uma constante revisão do planejamento e execução das atividades pedagógicas.
É meta da escola de qualidade procurar que todo educando seja matriculado na série de acordo com sua idade e obtenha êxito na aprendizagem, sendo a retenção ou reprovação consideradas exceções e não regra.
Índices altos de retenção, evasão, faltas e transferências constituem-se em indicadores não somente do fracasso do aluno, mas de fragilidades nas ações pedagógicas adotadas pela escola: no desempenho dos docentes, na elaboração ou execução do PPP e Regimento Escolar, nos processos de recuperação imediata ou em outros fatores que exigem do Conselho de Classe e da Coordenação Pedagógica imediato diagnóstico e intervenção que atualizem o planejamento, a execução e a avaliação da prática pedagógica.
São critérios comuns às formas de avaliação da educação básica, quando aplicáveis na etapa:
I – A avaliação discente é ação diagnóstica que visa à melhoria da aprendizagem do aluno e do ato docente, bem como à atualização constante dos processos educacionais da escola;
II – A avaliação do desempenho do aluno deve ser contínua, cumulativa, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos;
III – A verificação da aprendizagem é instrumento decisivo para aceleração de estudos dos alunos com atraso escolar ou para aplicação do processo de classificação/ reclassificação;
IV – O aproveitamento dos estudos, dos conhecimentos e das experiências adquiridas no trabalho e na vida, de maneira formal e informal, deve ser conseqüência de processo avaliativo da escola;
V – A avaliação deve ser adaptada às capacidades e limitações físicas ou psicossociais de cada aluno, a prova escrita não sendo a única modalidade de avaliação de desempenho, tendo a escola total liberdade de optar por instrumentos que valorizem a oralidade, a criatividade, o protagonismo e modalidades de comunicação mais adequadas às condições do educando;
VI – A recuperação da aprendizagem deve ser efetuada de imediato no momento em que for detectada, de preferência no Conselho de Classe realizado a cada trimestre, e exige acompanhamento individual do
36 desempenho do aluno, recorrendo a processos de recuperação personalizado, especial, durante todo o período letivo, em sala, no turno e/ ou no contraturno ou com programas especiais;
VII – A avaliação dos alunos submetidos a tratamento de saúde física e psicológica deve ser personalizada, adequada às limitações que apresentam, observadas as prescrições e recomendações dos profissionais de saúde que lhes prestam atendimento e devendo a escola alertar a família quando for necessária a orientação destes profissionais;
VIII – O aluno, em caso de retenção,terá assegurado o aproveitamento de componentes curriculares em que houve aprovação, lembrando que as modalidades de avaliação do rendimento escolar dependem dos objetivos específicos de cada etapa da educação básica, conforme previsto nos documentos legais das instituições governamentais responsáveis pela regulação da educação.
São metas da educação básica sua universalização, a permanência do aluno no processo de escolarização e o sucesso nos estudos.
3. SISTEMÁTICA DA AVALIAÇÃO
A Avaliação será contínua – processual – formativa, isso quer dizer que avaliamos sempre, levando em consideração o ponto de vista de quem está sendo avaliado. A avaliação é um elemento fundamental para considerar o autoconceito e a autoestima da criança / aluno, nesse sentido a avaliação terá como finalidades:
I - Acompanhar o aproveitamento da criança / do aluno, ajudando-o a superar as dificuldades;
II - Identificar interesses e dificuldades específicas e individuais das crianças / dos alunos para auxiliá-los;
III- Informar o (a) professor (a) sobre o seu próprio desempenho diante dos resultados recebidos para rever, analisar e buscar soluções;
IV - Propiciar à criança / ao aluno momento de auto avaliação que lhe possibilite situar-se dentro do processo educativo;
V - Disponibilizar a criança / ao aluno a oportunidade de avaliar o professor, dando seu ponto de vista, sugestões de temas e maneiras de trabalhar.
A avaliação do professor e a avaliação da criança e do aluno serão planejadas, preparadas e compreendidas por todos os envolvidos no processo.
A criança / o aluno terá clareza de como está acontecendo à avaliação participando ativamente do processo, entendendo o que se está sendo avaliado, possibilitando, assim, que ele tenha um bom desempenho.
3.1.INSTRUMENTOS DE AVALIAÇÃO
Concebemos uma avaliação que seja:
a) Contínua: permanente no processo de aprendizagem da criança/aluno (a), levantando seu desenvolvimento através de avanços, dificuldades e possibilidades;
37 b) Processual: utilizando diferentes instrumentos, por exemplo: provas criativas e diversificadas, escritas e orais, debates, auto avaliação, produções, relatórios, dramatizações, etc. Considerando o início, o meio e o fim no processo de aprendizagem;
c) Formativa: levantamento e mapeamento de dados para compreensão do processo de aprendizagem do aluno e oferecimento de subsídios para os profissionais refletirem sobre a prática pedagógica que realizam.
O último estágio da avaliação será feito como determina o CME e CEE: O registro através de relatórios para a Educação Infantil e de notas para a 1ª e 2ª Fases do Ensino Fundamental (2º ao 9º ano), ressaltando que no 1º ano a avaliação é descritiva e qualitativa, assim como na Educação Infantil.
No que diz respeito, as fichas pré-estabelecidas pela Escola serão preenchidas trimestralmente.
Avaliação no Plano Educacional Individualizado no Orientar - A avaliação educacional, enquanto um processo dinâmico que considera tanto o nível atual de desenvolvimento do aluno quanto às possibilidades de aprendizagem futura, configura-se em uma ação pedagógica processual, prevalecendo nessa avaliação os aspectos qualitativos que indiquem as intervenções pedagógicas do professor. A avaliação do aluno será elaborada por meio de parecer descritivo pela professora, levando em conta aspectos de sua aprendizagem e desenvolvimento.
Modelo de Registro Avaliativo do PEI – O processo avaliativo é feito por intermédio dos registros considerados significativos por parte dos professores, no momento da realização das atividades propostas.
Durante avaliação é importante considerar os objetivos atingidos e os momentos mais produtivos durante a realização das atividades. Quando a criança adquire um novo conhecimento o professor a conduz para novos desafios, pois isso impede de insistir em uma habilidade já aprendida.
A atribuição de nota emerge justamente dos fenômenos observados no cotidiano da aprendizagem, em contextos que tornam visíveis os novos conhecimentos e as novas execuções. A avaliação é realizada na observação, no relatório do aluno e registrada nos critérios qualitativos de (PCT) participação, comportamento, tarefas, apresentação dos materiais, bem como quantitativamente em escores de zero (0) a cinco (5,0) pontos, somados aos trabalhos em sala que podem ser realizados em grupo ou individual, valendo em escores de zero (0) a cinco (5,0) pontos. A realização da avaliação por escrita/oral – verbal (prova) é feita com o auxílio do (a) professor (a) tanto na leitura de questão por questão como na resolução das mesmas nos escores de zero (0) a dez (10,0) pontos.
3.2.COMPOSIÇÃO DA MÉDIA TRIMESTRAL E ANUAL
A escola estabeleceu média trimestral com valor mínimo 7,0 (sete) e valor máximo 10,0 (dez). A fórmula da média trimestral (MT) é composta pela soma dos seguintes critérios divididos por 02 (dois):
a) N1 – trabalho – valor ≤ 5,0 (cinco) pontos;
38 Quanto à média anual, o valor mínimo exigido é de 28,0 (vinte e oito) e máximo de 40,0 (quarenta).
O cálculo da média anual é realizado a partir da soma das 04 (quatro) médias trimestrais (MT) dividido por 4 (quatro), isto é, a quantidade de trimestres conforme o calendário/ cronograma escolar:
(MT1 + MT2+ MT3+ MT4) ÷ 4 ≥ 28
Por critério deliberado pela Escola, o registro no boletim do Ensino Fundamental durante o ano letivo conterá o relatório descritivo e as notas trimestrais por disciplina. Com exceção, do 1º ano do Ensino Fundamental, no qual o boletim contém apenas o relatório descritivo, pois entendemos que os educandos estão em pleno processo de alfabetização e letramento, tal decisão encontra-se em conformidade com os seguintes documentos legais: Lei nº 11.114/05, Lei nº 11.574/06 e o artigo 1º da Resolução C.E.E – GO nº 258/05.
4. PROMOÇÃO/ FREQUÊNCIA
Conforme previsto no artigo 206, da Constituição Federal Brasileira (1988), um dos princípios primordiais refere à igualdade de condições para o acesso e permanência das crianças e alunos na escola.
Assim, como no artigo 208, do mesmo documento, é dever do Estado, através de seus agentes, efetivar as diversas garantias de acessibilidade à escola, bem como zelar, junto aos pais e/ ou responsáveis, pela freqüência à escola. Compromisso endossado também na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), cujo §3º do artigo 208 da CF (1988) é reproduzido no artigo 5º, aplicável, especificamente na LDB, para diretores, coordenadores e professores, incluso pais e/ou responsáveis.
A infrenquência dos alunos aos estabelecimentos de ensino, aqui entendida como falta de freqüência às horas-aula ou a baixa freqüência aos dias letivo, fere, portanto, os ditames legais da Constituição Federal e da sua legislação correlata, a LDB.
Ainda tratando da LDB, no artigo 12,inciso VII, fica determinado que cabe aos estabelecimentos de ensino informar aos pais, responsáveis ou, mesmo aos alunos, quando na maioridade, sobre sua freqüência e seu rendimento acadêmico, bem como sobre a execução da proposta pedagógica ou projeto pedagógico do estabelecimento de ensino. O referido artigo 12, inciso III, diz ainda que cabe as instituições assegurarem o cumprimento dos dias letivos e horas-aula estabelecidas. É consenso entre os estabelecimentos de educação escolar, a existência de duas formas distintas de contabilizar a freqüência: que pode ser contada dias letivos ou por horas letivas ou horas-aula, duas categorias importantes do chamado período letivo.
I - Por hora-aula, devemos entender o espaço de tempo estipulado para o desenvolvimento de uma aula, isto é, o período em que o professor desempenha atividade docente com os alunos, em grupo ou individualmente. Em geral, a duração de cada Hora-aula é de 50 minutos.
II - No âmbito da jornada escolar, o dia letivo pode ser tomado como em duas acepções:
a) Como de trabalho escolar efetivo. Isto quer dizer, como prescreve a LDB, que o dia letivo não compreende aqueles reservados às provas finais ou resultados de recuperação.
b) Outra acepção compreende que o dia letivo é aquele em que os alunos ocupam seu tempo em atividades relativas ao desenvolvimento do currículo, na escola ou fora dela (visitas, excursões ou viagens, desde que devidamente planejadas. Assim, quando o professor vai à escola, mesmo não
39 ministrando horas-aulas, está ministrando (a repetição do verbo no gerúndio dá a tônica da continuidade no cálculo da temporalidade) seus dias letivos.
A freqüência mínima anual exigida para a promoção, por faixa de ensino da educação básica, é de:
I – Educação Infantil ≥ 65% ao ano;
II – Ensino Fundamental ≥ 75% ao ano;
III – Ensino Médio ≥ 75% ao ano.
5. RECUPERAÇÃO
A recuperação é parte integrante do processo de aprendizagem e de construção do conhecimento e deve ser entendida como intervenção contínua e imediata por parte do professor e da escola das atividades efetuadas nas aulas e sua avaliação, monitorando se a aprendizagem aconteceu individualmente e criando novas e diferenciadas situações de aprendizagem, a serem avaliadas.
A recuperação ocorre no ambiente pedagógico, cabendo ao docente criar novas situações desafiadoras e dar atendimento individualizado ao educando que dele necessitar, por meio de atividades diversificadas, sendo prevista no cronograma de atividades dessa instituição escolar, bem como no PPP e regulamentada pelo Regimento Escolar.
A recuperação acontecerá num processo paralelo e contínuo, em todo momento que os professores estiverem fazendo revisão de conteúdos, estarão recuperando na memória, os arquivos ou conteúdos trabalhados no processo ensino e aprendizagem. Uma vez que a avaliação é diagnóstica não permitirá o prosseguimento de um novo conteúdo, exigindo, pois do professor a retomada do conteúdo trabalhado. Desta forma o professor estará garantindo a aprendizagem de todos os alunos e não somente parte deles, principalmente daqueles que demonstram certo grau de dificuldade. Vale ressaltar que a Escola estará preocupada com o conteúdo no processo de aprendizagem da criança e do aluno e não com notas.
A recuperação abrange os conteúdos curriculares do módulo/ etapa/ ano em que o aluno estiver matriculado. O objetivo da recuperação é avaliar individualmente cada aluno, a fim de verificar se a recuperação dos conteúdos e a aprendizagem de fato aconteceram.
6. PROGRESSÃO PARCIAL
A progressão parcial é o procedimento que permite a promoção do educando nos conteúdos curriculares em que demonstrou domínio adequado, e a sua retenção naqueles em que ficou evidenciada deficiência ou lacuna de aprendizagem.
A progressão parcial é um instrumento de ensino/ aprendizagem, a ser necessariamente utilizado a partir da conclusão do ciclo de alfabetização da Educação Básica, com exceção da Educação Infantil e, conforme
40 citado anteriormente, do Ciclo de Alfabetização, que compreende os dois primeiros anos do Ensino Fundamental.
A freqüência da progressão parcial não se vincula aos dias do período letivo regular, podendo ser desenvolvida em encontros periódicos por meio de estudo orientado, em dias e horários compatíveis para a unidade escolar e para o educando.
A progressão parcial só pode ser efetuada em no máximo dois componentes curriculares da BNCC, sendo que esse limite não se aplica a parte diversificada.
A forma e as regras de aplicação da progressão parcial é decisão devidamente motivada e fundamentada do Conselho de Classe a que o educando pertence, cabendo à escola definir os conteúdos a serem recuperados, o programa de estudos, os tempos de execução, a escolha dos professores, a forma de acompanhamento do aluno, a homologação do resultado final e seu lançamento no histórico escolar do aluno.
No ato da matrícula do aluno, a escola deve dar ciência à família de que a progressão parcial deve ser realizada durante o ano letivo. Sua realização deve ser precedida de uma proposta oficial de programa de estudo, com ciência ao aluno e à família, a eles apresentada pela unidade escolar, definindo metodologia, prazo de execução e acompanhamento, e formas de avaliação, com documentação em ata.
O regime de progressão parcial pode ser realizado a partir da conclusão do período letivo em que o aluno ficou de progressão, devendo ser concluído antes ou durante o período letivo imediatamente posterior, preferencialmente na escola onde estiver matriculado.
A escola afirma que não medirá esforços para que o aluno que cursar o 9º ano do Ensino Fundamental acesso o Ensino Médio sem dever componentes curriculares em progressão parcial.
No cumprimento do programa de estudos podemos exigir do aluno momentos de acompanhamento individual da freqüência obrigatória, a ser registrada pelo professor que o orientará presencialmente.
A carga horária da progressão parcial deverá ser cumprida presencialmente na escola, em acordo com as necessidades apontadas no programa de estudos, não estando atrelada à mesma carga horária regular da disciplina. O acompanhamento presencial destinado à progressão parcial pode ser ofertado para um aluno ou para grupos de alunos, sendo que cabe à escola considerar o melhor atendimento e a organização administrativa e pedagógica da unidade escolar.
A etapa de progressão parcial termina quando houver avaliação positiva da aprendizagem do aluno nos componentes curriculares em que estava reprovado.
Ainda que não ofereçamos a etapa da progressão parcial em nossa instituição de ensino, ao recebermos
Ainda que não ofereçamos a etapa da progressão parcial em nossa instituição de ensino, ao recebermos