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4 ESTUDO DE CASO “PROJETO CRIANÇA FELIZ”: análise, avaliação e

4.1 HISTÓRICO DO PROJETO CRIANÇA FELIZ

4.1.1 Marco Zero

Um dos objetivos específicos desta pesquisa foi analisar os dados e relatos coletados do Estudo de Caso com o Projeto Criança Feliz, mediante instrumentos de avaliação sugeridos pelo Manual de Avaliação de Projetos Sociais, da autoria de Eduardo Marino369, Instituto Ayrton Senna.

Para Eduardo Marino o processo de avaliação como mecanismo de controle é um paradigma ou modelo antiquado que precisa ser substituído por um processo de aprendizagem que promova uma nova visão organizacional quando se trata de Projetos Sociais. A avaliação é uma oportunidade para uma ação contínua e integrada que proporciona desenvolvimento e mudanças de direção, oferecendo um ambiente de contínua transformação.370

A proposta do Manual de Avaliação de Projetos Sociais sugere que se estabeleça um Marco Zero para iniciar a avaliação de um Projeto. Para esta pesquisa entendemos que o relato do histórico inicial do Projeto Criança Feliz compõe o Marco Zero, o qual sujeito a avaliação preliminar contribuirá para uma análise situacional do início do Projeto Criança

Feliz, seu contexto histórico e os indicadores371 estabelecidos como elementos concretos para indicar os resultados coletados, segundo a metodologia indicada para esta pesquisa.

Destacamos que a coleta de dados neste Estudo de Caso permitirá uma avaliação preliminar para que possamos compreender toda a dinâmica deste Projeto. Constatamos que

O marco Zero é uma avaliação preliminar, que poderia ter outras denominações, como diagnóstico, indicadores preliminares, avaliação ex-ante, de contexto ou outras. O processo por ele desencadeado nada mais é que a análise situacional da realidade pelos diferentes atores envolvidos no início de um projeto. As informações

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Eduardo Marino é o Gerente da área de Avaliação e Pesquisa da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal. Mestre em Administração de Empresas pela USP. É avaliador de programas sociais e tem experiência em avaliação nas áreas de sustentabilidade, conservação ambiental, geração de renda, e educação para crianças e adolescentes. Marino trabalhou com instituições como a Fundação Kelogg, o Instituto Ayrton Senna, o Instituto Avon, o WWF ‒ Brasil, Banco Santander, Citibank, Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional, entre outras. Ele é autor do Manual de Avaliação de Projetos Sociais, publicado pelo Instituto Ayrton Senna, Editora Saraiva.

370

Cf. MARINO, Eduardo. Manual de avaliação de projetos sociais. São Paulo: Saraiva: Instituto Ayrton Sena, 2003. p. 18-19.

obtidas a partir daí vão orientar o planejamento das ações futuras e servir de parâmetros para as outras fases da avaliação.372

As iniciativas para criar um Projeto Social não partem apenas de indivíduos altamente capacitados com conhecimentos teóricos sobre sociedade e cultura, com treinamento técnico- pedagógico e organizacional, atualmente as iniciativas para estes projetos estão partindo de pessoas comuns, pessoas que estão entre aqueles que convivem diariamente com a complexidade das relações sociais gritantes como a extrema pobreza, a violência, a desigualdade social, a criminalidade, a prostituição, pedofilia, a instabilidade de emprego e a insuficiência de serviços sociais que garantam equidade e benefícios para os menos favorecidos.

Projetos nascem movidos por desejos e esperança de dias melhores, vidas inspiradas para o exercício do bem, da solidariedade e da cidadania se colocam a disposição para um serviço comunitário, estas ações estão presente nos mais diversos segmentos da sociedade. As ações sociais começam a apresentar uma nova perspectiva que foge ao modelo tradicionalmente conhecido do assistencialismo, que ainda tem seus traços marcantes em muitas entidades religiosas, políticas de governo e outros afins.

Entretanto, as iniciativas nesta nova perspectiva nem sempre são tomadas de forma adequada, elas apresentam em primeiro plano o sentido de agregar valores, benefícios e evitar consequências nefastas em torno de seu objeto de preocupação e cuidado. Deste modo uma avaliação em tempo poderá contribuir positivamente para a retomada de ações que porventura não foram concebidas no inicio do Projeto.

Consideramos oportuna esta pesquisa, como instrumento de referência para ajudar a organização a perseguir sua missão, para refletirem sobre as possibilidades de reorganização e uma aproximação dos objetivos de sua missão. A apresentação do estudo de caso e sua avaliação final será mais um instrumento de aprendizagem e reflexão para os interessados na transformação deste Projeto e sua operacionalização.

O Projeto Criança Feliz teve seu início no ano de 2007, nas dependências da Igreja Presbiteriana de Vila Buenos Aires.373 A referida Igreja atualmente conta com

372

Cf. MARINO, Eduardo. Manual de avaliação de projetos sociais. São Paulo: Saraiva: Instituto Ayrton Sena, 2003. p. 24.

373

Cf. PONCIANO, Levino. Bairros paulistanos de A a Z. São Paulo: SENAC, 2001. Disponível em: <http://www.guialeste.com.br/hist_cangaiba.shtm>. Acesso em: 28 ago. 2013. Vila Buenos Aires é um bairro que pertence ao distrito de Cangaíba, na região da Zona Leste na capital paulista, pertencente à subprefeitura da Penha e tendo como vizinhos bairros históricos da capital paulista como Ermelino Matarazzo, São Miguel Paulista, Ponte Rasa, Engenheiro Goulart, Vila Cisper e outros. Suas características elencam uma população de classe média- baixa, com alto índice populacional, várias escolas da rede publica municipal, estadual e

aproximadamente 180 membros, e pertence ao Presbitério Leste de São Paulo que faz parte do Sínodo Leste de São Paulo, ambos os concílios ligados à Igreja Presbiteriana do Brasil.374

O Projeto Criança Feliz foi resultado da preocupação de alguns membros desta igreja em oferecer um atendimento especial às crianças que frequentavam a igreja em seus trabalhos semanais, mas que não tinham vínculos com as famílias da igreja, as mesmas moravam no entorno desta comunidade religiosa, e tinham por hábito permanecer nas ruas até altas horas da noite.

Destas crianças, muitas estavam em situação socialmente vulnerável, alguns ficavam sozinhos por longos períodos em suas casas devido ao trabalho de seus pais, outros moravam com responsáveis como avós, tios, muitas vezes eram idosos e impossibilitados de acompanhar o processo de desenvolvimento das crianças em sua responsabilidade, outras crianças tinham o pai ou mãe cumprindo pena em presídios, ou envolvidos com o uso de drogas e até mesmo o tráfico de drogas, e outras tinham suas famílias convencionais, mas que não frequentavam a igreja em nenhum de seus trabalhos.

Neste contexto, muitas crianças circulavam nas ruas durante o dia e também até altas horas da noite, não por serem crianças de rua, mas por não terem um acolhimento direcionado e espaço lúdico adequado em seus lares. Outro fator significativo que foi observado é que estas crianças moravam em casas pequenas e aglomeradas, em terrenos de relevo íngreme e alguns na favela próxima desta comunidade. Outro fato que chamava a atenção era que muitos adentravam a igreja no período das reuniões regulares porque sabiam que era servido um pequeno lanche após o término dos encontros, desfrutando desta alimentação que era servida pelos membros da igreja.

privada, o campus da USP-LESTE. Próxima a Rodovia Ayton Senna tem fácil acesso para o Aeroporto Internacional, ao Vale do Paraíba e a cidade de Guarulhos. O bairro é servido por várias linhas de ônibus que trafegam em avenidas importantes que cortam estes bairros, pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em sua linha Coral (Brás-Calmon Viana), a linha Vermelha do Metrô de São Paulo (Palmeiras/Barra Funda-Corinthians-Itaquera).

374

IGREJA PRESBITERIANA DO BRASIL. Manual presbiteriano. São Paulo: Cultura Cristã, 1999. A Constituição da Igreja Presbiteriana do Brasil promulgada a 20 de Julho de 1950, mais conhecida como “Manual Presbiteriano” apresenta em síntese o Código de Disciplina da igreja, os princípios de liturgia e os estatutos e regimentos internos para comissões e concílios da igreja. Em seu Capítulo I apresenta-se A Natureza, o Governo e fins da Igreja, em como se constitui a Igreja Presbiteriana do Brasil. Art.1 ‒ A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de Igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamento e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve; rege-se pela Constituição; é pessoa jurídica, de acordo com as leis do Brasil, sempre representada civilmente pela sua comissão Executiva e exerce o seu governo por meio de Concílios e indivíduos, regularmente instalados. Art.2 ‒ A Igreja Presbiteriana do Brasil tem por fim prestar culto a Deus, em espírito e em verdade, pregar o Evangelho, batizar os conversos, seus filhos menores sob guarda e “ensinar os fiéis a guardar a doutrina e prática das Escrituras do Antigo e Novo Testamentos, na sua pureza e integridade, bem como promover a aplicação dos princípios de fraternidade cristã e o crescimento de sues membros na graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo”.

Ressaltamos que a Vila Buenos Aires apesar de possuir escolas públicas a partir de creches até ensino médio, e localizado em região de numerosa população não possui parques e praças para recreação e lazer. Desta forma torna-se inviável a permanência de crianças na rua devido ao forte fluxo de carros que circulam pelas avenidas e ruas principais. Mesmo situada em um bairro próximo do Parque Ecológico do Tietê375, é difícil o acesso para as crianças e adolescentes frequentarem sistematicamente o parque, devido ao risco de acidentes e a falta de responsáveis para levá-los.

A Igreja Presbiteriana de Vila Buenos Aires fica em um local estratégico no bairro, lugar de fácil acesso, e tem como referencia de lazer uma quadra de esportes, que sempre fora solicitada pelos meninos que transitavam pelas ruas para que pudessem usá-la. Isto causava constrangimentos para o zelador, nem sempre era possível permitir que os meninos e meninas usassem a quadra, criando grande desconforto para as crianças e para os líderes da igreja, por perceberem que era necessário ter pessoas responsáveis para cuidar das crianças enquanto estivessem ocupando este espaço. Outro fato que incomodava alguns líderes e membros é que estas crianças queriam apenas usar a quadra, mas não tinham vínculo com a Igreja, ou seja, não frequentavam os cultos e reuniões com seus pais ou responsáveis.

Em meados de 2006, a Professora Alcylena Silva, esposa do Pastor titular da igreja Rev. Paulo Martins Silva iniciou um trabalho de evangelismo com estas crianças. Como resultado aproximadamente 30 crianças começaram a frequentar a Escola Bíblica Dominical e cultos semanais.

Durante a passagem do ano de 2006 para 2007 houve transição pastoral nesta igreja. Quando recém-chegado à Igreja, o novo Pastor designado Rev. João Marcos Vasconcelos percebeu a presença de muitas crianças no período de férias nas reuniões semanais, dificultando a ordem dos cultos e reuniões, que tinham em sua frequência, um número reduzido de membros da igreja.

375“O Parque Ecológico do Tietê ‒ Núcleo Engenheiro Goulart, inaugurado em 1982, atende aos moradores da Zona Leste, com 4,5 milhões de habitantes. Ocupa uma área de 14 milhões de metros quadrados, que vai desde a Barragem da Penha e São Miguel Paulista ao município de Guarulhos. Ele serve de bacia de acumulação de água do Rio Tietê para que não haja enchentes na Marginal. [...] Dentro do programa de revitalização já foram concluídos: a recuperação da trilha de caminhada e dos campos de futebol; ampliação do Museu do Tietê; construção de novos quiosques com churrasqueiras, coreto, mesas com tabuleiro de xadrez, sanitários, playgrounds, áreas de ginástica; reforma do conjunto aquático, das lanchonetes, das quadras poliesportivas, do casarão para o Centro de Apoio ao Idoso, do Centro de Recepção de Animais Silvestres, que passou a se chamar Orlando Villas Boas. Prevê ainda a ampliação da área de lazer até a barragem da Penha” (PARQUE Ecológico do Tietê. Portal do Governo do Estado de São Paulo, Turismo, São Paulo. Disponível em: <http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/turismo_parques_ecologico-tiete>. Acesso em: 29 ago. 2013).

Algumas semanas se passaram e diante dos novos desafios elencados no Plano Estratégico para a Igreja apresentado pelo recém-chegado Rev. João Marcos Vasconcelos, o mesmo enfatizou o envolvimento da igreja com a ação social, como resultado muitos membros sugeriram ao Conselho da Igreja que se organizasse um Projeto Social voltado para as crianças do bairro, visando a evangelização e uma ação socioeducativa para estas.376

Com a autorização do Conselho da Igreja houve mudanças no dia dos cultos semanais e foi possível iniciar um trabalho voltado para as crianças que frequentavam a igreja e que não tinham vínculos como membros da mesma. Foi lançado um convite a todos os membros da igreja que quisessem colaborar com o Projeto, deste modo a proposta foi atendida prontamente por muitos membros. Dentre este grupo havia alguns líderes, jovens e adolescentes, pessoas de outras faixas etárias formando aproximadamente um grupo de 30 pessoas como voluntárias. A princípio o pastor da Igreja esteve à frente do trabalho e em seguida organizou-se o grupo para o funcionamento do Projeto.

A primeira intenção do grupo voluntário se deu com vistas a atender o grupo-alvo que eram as crianças do entorno da igreja local, foram realizadas reuniões de planejamento e divisão de trabalho em equipes como: equipe de recepção, cozinha, de oficinas, de música, de contação de histórias bíblicas e outras temáticas como parte de um rodízio de atividades. Houve alguns ajustes no espaço físico para o atendimento dos participantes. As crianças participantes foram divididas por faixa etária, visando o acolhimento, interação com os mesmos e a evangelização atentando para suas necessidades físicas, psicológicas, e materiais e a promoção de um trabalho voltado para a evangelização e cidadania.

Para que o Projeto funcionasse semanalmente foi disponibilizado o espaço do salão de reuniões, o salão social da igreja, a cozinha e seus utensílios, as salas de aula e reuniões da Escola Dominical, e também a secretaria da igreja. A quadra de esportes também foi usada para jogos, brincadeiras, gincanas e outros afins. Também foram usados os recursos

376

VASCONCELOS, Marisa. As possibilidades de contribuição do pedagogo na elaboração e

operacionalização de projetos sociais. 2010. Trabalho de Graduação Interdisciplinar ‒ Universidade

Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2010. p. 58. Segundo o relato desta mesma pesquisadora em seu Trabalho de Graduação Interdisciplinar, no qual seu Estudo de Caso foi sobre este mesmo Projeto: “A comunidade religiosa não tinha um trabalho voltado para as crianças do bairro, mas em suas reuniões regulares durante a semana, a freqüência de várias crianças, era assídua mesmo sendo apenas para tomar o lanche após os cultos e reuniões, ou brincarem na quadra de esportes, que existe no espaço físico da comunidade. Estas crianças não têm vínculos religiosos com a comunidade, e nem mesmo seus pais ou responsáveis, mas a freqüência com que iam à igreja exigiu uma nova postura da liderança local, que entendeu que a criação de um Projeto direcionado às crianças era emergente no sentido de oferecer uma programação específica voltada para as mesmas, de acordo com sua faixa etária e outras necessidades que surgiam a cada dia, envolvendo assim evangelização e cidadania”.

audiovisuais da igreja, material de expediente e papelaria, material esportivo, como material didático-pedagógico de educação cristã do acervo da igreja.

Para a pesquisadora que acompanhou este início de Projeto e depois o relatou em um Estudo de Caso na sua pesquisa de Conclusão da Graduação em Pedagogia,

O início deste Projeto foi um passo ousado para a comunidade que recebeu inicialmente 25 participantes com faixa etária entre 5 e 12 anos. Após quase 3 anos, participam aproximadamente 100 crianças. Foi necessário desdobrar o Projeto para atender a demanda de adolescentes que começaram a freqüentar o Projeto Infantil. Em meio a todo este movimento, membros desta comunidade religiosa se envolveram como voluntários.377

O Projeto que foi organizado por um pequeno grupo de membros voluntários da igreja junto a alguns líderes da igreja378, contando com a autorização e apoio do Conselho da igreja, teve como atividades em seus primeiros anos de funcionamento uma rotina de aberturas com musica evangélica infantil, ensino de histórias bíblicas, oficinas de cinema, teatro com peças de natal e cantatas, atividades de expressão artística e atividades lúdicas, com brincadeiras livres e dirigidas, jogos de mesa e esportes em quadra. As datas comemorativas foram bem exploradas trazendo pais e familiares ao espaço do Projeto. Em todos os encontros semanais era servido jantar ou lanche, sempre com sobremesa e preparados por voluntários na cozinha. No período de férias as crianças participavam de Escolas Bíblicas de Férias. Todos os sábados a quadra de esportes ficava disponibilizada para o grupo de meninos do Projeto para jogos de futebol com a monitoria do diácono Lucivalten e alguns colaboradores que preparavam lanche para os meninos.

O Projeto funcionava regularmente as terças e quintas-feiras a partir das 19h00m com seu término às 21h30m. Durante os três primeiros anos, o Projeto funcionou apenas como um trabalho social da igreja, mas sem vínculos ou parceria com administrações públicas. A dedicação do grupo de voluntários surpreendeu a expectativa da liderança da igreja, e houve o reconhecimento das famílias e moradores do entorno da igreja como positivo, tendo em alguns momentos a visita de pais de crianças que pessoalmente vieram agradecer a iniciativa

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VASCONCELOS, Marisa. As possibilidades de contribuição do pedagogo na elaboração e

operacionalização de projetos sociais. 2010. Trabalho de Graduação Interdisciplinar ‒ Universidade

Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2010. p. 58-59. 378

A iniciativa deste Projeto partiu de um grupo de membros que estavam diretamente envolvidos com as crianças, destacaram-se neste primeiro momento algumas professoras da Escola Dominical Rosilene Lourenço, Mirthes Martins, Patrícia Martins, Marisa de Vasconcelos, o pastor da igreja Rev. João Marcos Vasconcelos, o zelador da igreja na época Missionário Sergio Siqueira e sua esposa Elenir Siqueira, que sempre estiveram à disposição do grupo para tudo que fosse necessário, alguns diáconos e presbíteros, outros membros que se colocaram à disposição como voluntários e mantenedores.

da igreja, e a constatação de que houve mudanças significativas na vida das crianças, e destacando a presença da igreja no bairro como comunidade de apoio.

A cada semestre quando feitas as inscrições, além das crianças que já frequentavam o projeto começaram a frequentar também muitos adolescentes, fato que obrigou o grupo responsável a tomar providências para assistir de forma adequada os adolescentes. Desta forma, o grupo de participantes foi dividido em duas turmas: crianças de 4 a 12 anos teriam seus encontros às terças-feiras e o grupo de 13 a 17 anos com encontros às quintas-feiras, sempre no horário das 19h00m às 21h30m com atividades programadas e específicas.

Neste período o grupo responsável pelo Projeto começou a cogitar a ideia de elaborar um plano de trabalho mais estruturado e voltado à capacitação de voluntários, como também a participação de profissionais especializados para atender a demanda de problemas e desafios observados no convívio com as crianças e suas famílias. Percebem-se neste momento as primeiras dificuldades do Projeto que não foi contemplado em seu início com um Projeto Político Pedagógico, ou um plano de elaboração mais técnico.