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A partir da perspectiva do saber fazer, neste capítulo você terá os seguintes objetivos de aprendizagem:

� Entender a utilização das ferramentas de comparação de preço.

� Identificar quais as vantagens e desvantagens das plataformas.

� Identificar canais ideais de marketplaces para cada tipo de negócio.

� Diferenciar ferramentas de marketplace e de comparação de preço.

COMÉRCIO ELETRÔNICO

Marketplaces e Ferramentas de Comparação de Preços Capítulo 5

Contextualização

Como visto nos capítulos anteriores, a grande quantidade de informações potencialmente disponíveis para as organizações e que está presente na internet se tornou uma estratégia vital em virtude do intercâmbio de informações entre os consumidores e fornecedores da indústria, intermediários e até mesmo para organizações que não têm experiência de estar no mercado eletrônico.

Ainda, o e-commerce e lojas virtuais não são os únicos responsáveis por alavancar os resultados dos setores. Recentemente, os marketplaces têm ocupado uma fatia importante desse mercado, gerando faturamentos de destaque. Uma série de interfaces tecnológicas diferentes, como motores de busca e intermediários, facilitam a troca de informações de marketing entre organizações on-line.

Considerando a estrutura, a evolução da Web e o perfil dos consumidores e do ambiente virtual, podemos argumentar que existe uma forte relação entre o atual mercado e a evolução das atividades de comércio eletrônico. O avanço da internet tem desempenhado um papel importante na natureza flexível dos marketplaces.

Nas páginas a seguir, poderemos verificar que as novas tecnologias e modelos utilizando a Web foram adotados para oferecer suporte a negócios de tamanho variável com diferentes capacidades tecnológicas. Hoje, os requisitos de um fornecedor requerem menos complexidade e integração tecnológica do que há poucos anos. A variação na integração tecnológica, com as novas tecnologias da Web, oferece suporte para diferentes colaborações. Os marketplaces também forneceram um canal para a adoção de tecnologia pela vasta rede de compradores e fornecedores no mercado - suportando e distribuindo rapidamente novas soluções (ou interfaces) dentro de suas plataformas.

Neste capítulo, poderemos verificar que tais tipos de flexibilidade são simultaneamente complexos (para os fornecedores de serviços) e simples (para os usuários), mas inquestionavelmente muito importantes no atual ambiente de negócios, pois as empresas se beneficiam cada vez mais com a integração de tecnologias e ambientes, seja no que diz respeito aos marketplaces, seja em relação às ferramentas de comparação de preços.

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Origens e Conceitos

Para se falar do conceito e do surgimento do marketplace, é necessário citar uma gigante do setor. Em seu início, a Amazon vendia apenas livros e alguns outros produtos. Entretanto, em meados de 2006, quando o comércio eletrônico no mundo apenas engatinhava, a Amazon surgiu com a ideia de levar o conceito de um shopping físico para o mundo digital. Assim surgiu o marketplace.

Segundo Zacho (2017), marketplace é um modelo de negócio que surgiu no Brasil em 2012. Nos últimos anos, vem ganhando muita importância no comércio eletrônico. Assim, uma loja virtual opta por vender produtos de outras lojas, ou seja, o catálogo de produtos está integrado, possibilitando que o cliente possa, em um único lugar, encontrar uma grande quantidade de produtos.

Depois de anos, chegou a vez do Brasil começar a adotar a estratégia de sucesso da Amazon. Em 2014, diversas grandes lojas virtuais transformaram suas plataformas digitais em marketplaces, integrando centenas de empresas.

Hoje, lojas virtuais de menor porte possuem mais de 80% de seu faturamento oriundo desses canais. Algumas inclusive montam suas lojas exclusivamente para vender através dos marketplaces, já que essa opção se tornou mais rentável para micro e pequenos empresários.

O marketplace é um ambiente virtual que junta vários lojistas de forma on-line, oferecendo ao cliente diferentes opções para escolher.

Também é conhecido como market place ou marketing place.

No e-commerce, o conceito se aplica a sites de grandes redes varejistas que permitem a venda de produtos por parte de lojistas parceiros, em troca do pagamento de uma comissão. Para Zacho (2017), é considerado vantajoso para o consumidor, visto que reúne diversas marcas e lojas em um só lugar, facilita a procura pelo melhor produto e melhor preço.

Os marketplaces são grandes shoppings virtuais que recebem consumidores e lojistas, e produtos e serviços de diversos vendedores são ofertados, cada um com sua própria vitrine. Outros autores fazem a mesma analogia, pois entendem que, como nos shopping centers físicos, há um maior fluxo de pessoas do que as lojas individuais, ou seja, o ponto-chave dos sites é propiciar grande visibilidade, o que é muito positivo principalmente para quem ainda não é muito conhecido.

O marketplace é

Marketplaces e Ferramentas de Comparação de Preços Capítulo 5

Nesses ambientes virtuais, as lojas podem comercializar produtos similares ou iguais por preços diferentes, permitindo que o consumidor se beneficie da concorrência ao garantir preços melhores. Assim, em um ambiente competitivo, é importante que os lojistas agreguem valor aos seus produtos e fidelizem clientes, fornecendo informações detalhadas, com fotos dos produtos e um excelente pós-venda.

Como já visto com a evolução da internet e sua popularização, cada vez mais pessoas e negócios começaram a se conectar e utilizar o canal para distribuir seus produtos. Assim, podemos dizer que um ambiente de marketplace é uma comunidade ou um local onde pessoas e/ou empresas se encontram para realizar negócios, comprar e vender alguma coisa.

Para lojistas que estão iniciando as atividades no comércio eletrônico, fazer parte de um marketplace é muito vantajoso, pois não precisará investir em um site próprio e ainda pela ampla visibilidade que terá em um shopping virtual com grande fluxo de usuários.

Lippert (2018) cita alguns exemplos de marketplaces no Brasil:

• Cissa Magazine: um dos marketplaces mais revolucionários. É apontado como o maior e-commerce de smartphones e celulares do Brasil. Busca expandir seu portfólio para outras partes de produtos eletrônicos.

• B2W: Provavelmente o maior marketplace do Brasil. A B2W Digital possui um portfólio com as marcas Americanas.com, Submarino, Shoptime, SouBarato, Digital Finance, Submarino Finance e B2W Services, que oferecem mais de 40 categorias de produtos e serviços por meio dos canais de distribuição internet, televendas, catálogos, TV e quiosques.

• Mercado Livre: Certamente o mais democrático dos marketplaces existentes no Brasil. Possui as regras mais simples do mercado e conta com muitos acessos qualificados para alavancar suas vendas.

• Via Varejo (Antiga Cnova): A Cnova Brasil, responsável pelos sites das Casas Bahia, Ponto Frio e Extra, foi recentemente incorporada pelo grupo Via Varejo. A decisão foi tomada pelo Grupo Pão de Açúcar, que é um dos atuais controladores do negócio. A mudança foi anunciada em agosto de 2016 e, com o fim do processo de unificação, toda a operação de venda on-line nos três sites passou a ser gerenciada pela Via Varejo.

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• Olist: Certamente o mais facilitador de todos. A Olist é literalmente um marketplace dentro dos maiores marketplaces. Você entrando na Olist estará vendendo com eles dentro da B2W, Cnova, Mercado Livre e Walmart.

• Outros marketplaces para você pesquisar: HP marketplace, Netshoes, Infoar, Magazine Luiza, Dafiti etc.

Fonte: Lippert (2018).

Também existem, fora do Brasil, centenas de marketplaces já consolidados que movimentam bilhões de dólares todos os anos. Recentemente, um grande volume de marketplaces de nicho têm surgido com o objetivo de atender a parcelas significativas de usuários e com maior interatividade e qualidade. Exemplos: Ebay, Amazon, Walmart.com, Airbnb, Uber, Upwork, Alibaba.

TIPOS DE MARKETPLACE

Embora tenha um conceito simples, dependendo do objetivo e da forma de atuação pretendida, os marketplaces podem ser caracterizados de duas formas:

• Gerador de pedidos: é o modelo mais simples e utilizado no Brasil e no mundo. Neste modelo, milhares de produtos de centenas de lojas se encontram na mesma loja virtual. O cliente, ao fechar um pedido, conclui a compra e o pagamento com um carrinho único, do próprio marketplace. É responsável por direcionar o tráfego para o site do vendedor funcionando como uma plataforma de divulgação para os lojistas virtuais. Vale ressaltar que é do lojista a responsabilidade de todo o processo de vendas, estando este preparado para absorver o fluxo de pedidos e atendendo os clientes de forma satisfatória.

Exemplos: Amazon, o e-Bay e o Mercado Livre.

• Gerador de leads: é o mais complexo e traz uma estrutura mais desenvolvida. Inicialmente, o processo é igual ao gerador de pedidos. A diferença está no carrinho de compras, quando o pedido é finalizado. Nesta modalidade, o item do pedido é enviado automaticamente para a plataforma do lojista, sendo dele a responsabilidade de cobrança. A plataforma não é apenas responsável por receber os pedidos, finalizar e validar as

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compras, mas realizar as funções de marketing e direcionamento de tráfego. Também cabe ao marketplace a responsabilidade por possíveis fraudes. Assim, as responsabilidades são divididas entre lojista e a plataforma. Exemplos: Extra.com, Submarino, Americanas.com e Walmart.

Assim, podemos dizer que a principal diferença dos dois modelos está na responsabilidade e na divisão dos custos de cada um deles. Para os clientes que compram os produtos, a diferença não é percebida, mas para o lojista é muito importante entender a diferença.

O chamado marketplace é uma das grandes promessas para o e-commerce brasileiro nos próximos anos. No entanto, o que muitos lojistas não perceberam ainda é que marketplace não é uma tendência, mas uma realidade. Em média, 19% das ofertas do comércio eletrônico no país são feitas via marketplace. A informação é de um estudo da Sieve, empresa especialista em inteligência de preços, realizado no mês de agosto, a partir de 60 sites, 504 sellers, analisando 305 mil URLs, mais de 1.500 marcas e mais de 53 mil produtos.

De acordo com a pesquisa, a categoria instrumentos musicais é a que possui mais ofertas no marketplace. Cerca de 56% dos produtos são oferecidos via 30 sellers (os vendedores de outras lojas). Em segundo lugar está o setor de produtos automotivos (44%), seguido por eletrônicos (39%).

Fonte: COMSCHOOL. Disponível em: <https://news.comschool.

com.br/quase-20-das-ofertas-do-e-commerce-brasileiro-ja-sao-feitas-via-marketplace/>. Acesso em: 29 jan. 2018.

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