Tipos de Comércio Eletrônico (E-Commerce)
MOBILE COMMERCE (M-COMMERCE)
Segundo o relatório WebShoppers sobre o mercado de e-commerce — promovido pela Ebit — em 2016, 21,5% das compras virtuais no Brasil de smartphones ou tablets dá uma ideia do crescimento das transações de mobile commerce (m-commerce), que no ano anterior representaram 12% das transações on-line no país.
Devido à popularização dos dispositivos móveis, soluções de e-commerce para esses aparelhos se tornaram mais frequentes.
Além de investirem no desenvolvimento de aplicativos próprios, as lojas virtuais passaram a dar mais atenção à adaptação de seus sites para os gadgets, principalmente em termos de design responsivo — um conjunto de técnicas que permite que as páginas web adéquem a disposição dos seus elementos de acordo com o tamanho da tela do usuário.
Aliás, os aplicativos têm a vantagem de possibilitar o envio de notificações para os consumidores, alcançando-os diretamente em seus celulares com avisos de lançamentos, ofertas e promoções.
Fonte: Disponível em: <https://meetime.com.br/blog/gestao-empresarial/o-que-e-b2b/>. 22 fev. 2018.
O Comércio Eletrônico Capítulo 2
m) Social commerce (S-commerce)
Com a popularidade das mídias e das redes sociais cada vez mais expressivas, as empresas têm buscado oportunidades para o comércio eletrônico.
Assim, novos modelos de negócio de e-commerce estão surgindo em sites como o Facebook, Twitter e Youtube.
O social commerce ou comércio social pode ser definido como um subconjunto do comércio eletrônico que envolve o uso de mídias sociais, ocorrendo nas plataformas das redes sociais para o auxílio das atividades e transações no comércio eletrônico.
Os usuários das redes compartilham informações sobre produtos e empresas e são incentivados a recomendá-los em sua rede de contatos. Podem vender e compartilhar produtos através das mídias sociais, além de consultarem a opinião de outros consumidores auxiliando sua decisão de compra. Podemos citar como exemplo o Facebook, que hoje permite lista de produtos em páginas comerciais, além de redirecionar o usuário para um site específico ou um aplicativo. Sites de serviços como o da OLX e Minha Muamba estão presentes no Facebook, permitindo o comércio entre seus usuários. Grandes marcas de carros e eletrônicos permitem que usuários conheçam novos produtos e opinem sobre eles. Recursos semelhantes são encontrados em outras redes, como no Pinterest, tendo a opção de criar galerias com produtos e os seus respectivos preços. Já o Instagram também oferece a possibilidade de incluir um botão “Comprar agora”, contudo só é possível aplicá-lo em anúncios.
Segundo Garrido (2012), o valor da recomendação da melhor opção de produto é facilitado e vai além dos canais de promoções e vendas. Outras formas que caracterizam o social commerce são as compras coletivas, comparadores de preços, clubes de descontos, entre outros, mas o mais importante é o entendimento das interações e indicações.
Assim, para as empresas, estar visível nas mídias sociais, divulgando seus produtos e serviços, é a principal estratégia do social commerce. Mas, determinado modelo de comércio eletrônico não depende apenas de canais de mídias sociais, depende de um canal de vendas que realmente entenda o consumidor e sua forma de comprar.
n) TV Commerce (T-commerce)
É o comércio eletrônico que junta entretenimento e a comercialização de produtos. Segundo Carneiro (2012, p. 265), “o T-Commerce representa um comércio via televisão”. Da mesma maneira que a internet proporciona a venda de produtos e serviços diretamente pela rede, o T-Commerce pode permitir
COMÉRCIO ELETRÔNICO
a venda de produtos diretamente pelo televisor, utilizando periféricos como o controle remoto. O autor menciona ainda que as emissoras devem se preocupar em elaborar conteúdos interativos que sejam funcionais em suas plataformas.
Assim, quando o espectador assiste a um programa ou propaganda, um filme ou uma série, as ferramentas de interatividade da TV disponibilizam informações e opções para a compra do produto ou serviço que aparece na tela. O modelo ainda é pouco explorado no Brasil devido às limitações técnicas.
o) E-learning (ensino on-line ou à distância)
O termo e-learning (eletronic learning) é o mais utilizado. Nesta modalidade de comércio eletrônico é utilizada a internet para a realização de treinamentos formais e desenvolvimento do conhecimento. Constitui-se, portanto, em uma aprendizagem na qual as tecnologias digitais estão associadas à internet e são utilizadas para o processo ensino-aprendizagem como ferramentas que se adaptam ao ritmo de cada aluno.
As organizações estão investindo significativamente no uso do e-learning para o treinamento e desenvolvimento de seus funcionários, ou seja, de seu capital intelectual. Para tanto, fazem parcerias com instituições educacionais ou com empresas especializadas em treinamentos empresariais, assegurando a formação permanente de seus colaboradores. Ainda, a forma de aprendizagem via web tem obtido destaque nas corporações por facilitarem aos colaboradores o acesso e aprendizado em uma extensão do próprio trabalho.
Assim, o e-learning (ensino on-line ou à distância), com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados apresentados em diferentes suportes tecnológicos de informação e veiculados através da internet, constitui-se como uma importante e significativa modalidade de ensino a distância que possibilita a autoaprendizagem.
Podemos citar como algumas de suas vantagens a flexibilidade de horário, economia de tempo e dinheiro, ritmo de aprendizagem definido pelo próprio aluno e treinamento de um grande número de pessoas ao mesmo tempo.
Para o aluno, o e-learning é considerado o processo pelo qual um determinado estudante consome conteúdos através de um ambiente virtual de aprendizagem mediado pela figura de um professor/tutor EAD que o auxiliará em suas tarefas e demais atividades.
Assim, podemos definir o e-learning como um grande propulsor da difusão do conhecimento e da democratização do saber, pois a informação é disponibilizada via internet e poderá ser acessada a qualquer hora e lugar do mundo.
O Comércio Eletrônico Capítulo 2
INDÚSTRIA NO MUNDO DIGITAL: VENDER DIRETO AO