6.3 Papel da Lei Complementar no Sistema Tributário
6.3.2 Matérias Reservadas à Lei Complementar
Temos até o momento que a Lei Complementar requer para sua existência - validade, a aprovação nas duas Casas do Congresso Nacional, por meio de quorum qualificado de maioria absoluta e ter matéria prevista na Constituição. Em relação ao primeiro requisito não encontramos maiores dificuldades, trata-se de critério objetivo constitucional de simples verificação.
Não obstante, o mesmo não pode ser dito do segundo requisito: matéria prevista na Constituição, nesse contexto, encontramos na doutrina ampla discussão acerca de quais matérias estão inseridas no âmbito de competência da Lei Complementar.
Sobre o assunto formou-se duas correntes de pensamentos distintas, designadas: corrente dicotômica e tricotômica. A primeira como a própria nomenclatura sugere, sustenta caber a lei complementar dispor sobre dois pontos - normas gerais sobre: a) conflito de competência e b) limitações ao poder de tributar. Já a segunda corrente sustenta que a esse veículo introdutor cabe dispor sobre: a) normas gerais de direito tributário; b) conflitos de competência e c) limites ao poder de tributar.
As duas correntes são representadas por grandes doutrinadores, cabe-nos, nesse contexto, compreender a razão dessa divisão, para posteriormente definirmos uma posição visando a definição do conceito buscada nesse capítulo.
Inicialmente cabe esclarecer a origem desses dois posicionamentos. A razão de divisão e divergência entre a corrente dicotômica e a tricotômica encontra-se na
redação conferida ao artigo 18 §1º da superada Constituição de 1967, a qual deu ensejo a dois víeis de interpretação. Dispunha o dispositivo: “Lei complementar estabelecerá normas gerais de direito tributário, disporá sobre conflitos de competência nessa matéria entre União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios e regulará as limitações constitucionais”.
Deste artigo elaborou-se duas linhas de raciocínio: (i) a primeira também designada, por alguns, de tradicional (tricotômica) defendia que o supracitado artigo manifestava três funções distintas: a) emitir normas gerais de direito tributário, B) dispor sobre conflitos de competência, nessa matéria, entre a União, os Estados o Distrito Federal e os Municípios e C) Regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. (ii) Por sua vez, em via diversa, uma segunda corrente designada de dicotômica criticava a interpretação puramente literal da leitura do mencionado artigo, defendendo uma interpretação sistemática, consoante com as demais normas constitucionais de tal sorte que a compreensão do artigo fosse da seguinte maneira: “Lei complementar estabelecerá normas gerais de direito tributário para dispor sobre conflitos de competência, nessa matéria, entre as entidades tributantes, bem como regular as limitações constitucionais ao poder de tributar”.
Essa interpretação, segundo os defensores dessa corrente, permitiria assegurar a integridade dos princípios da federação e da autonomia dos Municípios, assegurando o postulado da isonomia das pessoas políticas de direito constitucional interno além de conferir conteúdo jurídico definido às normas gerais de direito tributário, elas ficariam circunscritas a dois objetivos determinados: 1-) dispor sobre conflitos de competência entre as entidades tributantes e 2-) regular as limitações constitucionais ao poder de tributar.
Além do mais, os dicotômicos criticam a corrente tricotômica por essa não ser capaz de precisar a definição de normas gerais de direito tributário, sendo um termo indefinido e vago, indo de encontro à segurança jurídica perquirida pelo nosso sistema constitucional tributário.
Cabe esclarecer que mesmo com advento da Constituição Federal de 1988 o assunto não ficou pacificado em nossa doutrina. Isso porque, nossa Carta Magna não determinou de forma taxativa a definição para normas gerais de direito tributário, enumerando de forma exemplificativa algumas delas no artigo 146 da C. F.
Art. 146. Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
II - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, especialmente sobre:
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases de cálculo e contribuintes;
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas sociedades cooperativas.
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da contribuição a que se refere o art. 239. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42, de 19.12.2003)
De toda forma, cabe observar que o nosso texto constitucional elenca em incisos diferentes: a) normas gerais; b) conflitos de competência, c) limitações ao poder de tributar e por fim d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.
Vejamos o posicionamento de alguns doutrinadores acerca do tema, iniciando pelos adeptos do posicionamento tricotômico, nesse sentido, o Professor Alcides Jorge Costa151 tecendo comentários acerca do tema, em específico do artigo 18 §1º da Constituição de 1967 sustenta:
151 O referido autor é incisivo ao criticar a corrente dicotômica, nesse sentido assevera: Sem
embargo desta posição, uma parte da doutrina ainda sustenta que leis complementares cujo conteúdo sejam normas gerais deve limitar-se a regular as limitações constitucionais ao poder de tributar e a dispor sobre conflito de competência em matéria tributária. É a chamada corrente dicotômica, que continua a defender seu ponto de vista mesmo depois de a Constituição de 1988, art. 146, ter eliminado qualquer dúvida a respeito. Para chegar a esta conclusão, basta ler-lhe o texto (... ) Esta chamada visão dicotômica de normas gerais não alcançou grande repercussão na doutrina e nenhuma na jurisprudência. Na verdade, ela está encastelada na Faculdade de Direito da PUC/SP. COSTA, Alcides Jorge. Normas Gerais como Instrumentos de Uniformização do Direito. IX
A redação deste parágrafo deixa claro que as normas gerais não se referem nem aos conflitos de competência, nem as limitações constitucionais do poder de tributar. Se assim não fosse, não haveria necessidade do legislador constitucional referir-se, em separado, às normas gerais, às limitações constitucionais do poder de tributar e aos conflitos de competência152.
Dando contornos ainda mais claro acerca de seu posicionamento o referido autor conclui:
A Constituição de 1988 deixou ainda mais expresso tudo isso. ( ... ) O texto deixa bem claro e fora de qualquer dúvida qual o âmbito de atuação das normas gerais de direito tributário. ( ... ) O texto da atual Constituição, como o art. 18, §1º, da Constituição de 1967 ( mesmo considerada a Emenda Constitucional n.1/69, que praticamente era outra Constituição) deixa claro, claríssimo diria, que as normas que dispõem sobre conflitos de competência e normas que regulam as limitações constitucionais ao poder de tributar não são normas gerais, dado que o conteúdo destas está expresso no art. 146,III153.
Adepto da mesma corrente - tricotômica, o Professor Luis Eduardo Schoueri esclarece:
É, pois, da própria dicção constitucional a leitura de que existe, sim, um papel para as normas gerais em matéria de legislação tributária, que não se confunde com as questões de conflito de competência ou de regular limitações ao poder de tributar. ( ... ) Mostrou-se acima que o artigo 146 da Constituição Federal contempla três funções genéricas para a lei complementar. Afastou-se, com isso, a teoria dicotômica, apontando-se campo para a atuação de " normas gerais " que não servem apenas para delimitação de competências e para a regulação das limitações ao poder de tributar. Isso não afasta o reconhecimento de que algumas delas acabam por servir para aquelas finalidades154.
Congresso Nacional de Estudos Tributários. Sistema Tributário Nacional e a Estabilidade da Federação Brasileira. São Paulo: Noeses, 2012, p. 12-13.
152
COSTA, Alcides Jorge. Normas Gerais como Instrumentos de Uniformização do Direito. IX Congresso Nacional de Estudos Tributários. Sistema Tributário Nacional e a Estabilidade da Federação Brasileira. São Paulo: Noeses, 2012, p. 10.
153
COSTA, Alcides Jorge. Normas Gerais como Instrumentos de Uniformização do Direito. IX Congresso Nacional de Estudos Tributários. Sistema Tributário Nacional e a Estabilidade da Federação Brasileira. São Paulo: Noeses, 2012, p. 9-10
Em via diametralmente oposta, o Professor Paulo de Barros Carvalho, compreende ser atribuição da Lei Complementar dispor sobre normas gerais de direito tributário, sendo que essas têm dupla função: a-) prevenir conflitos de competência e b-) regular as limitações constitucionais ao poder de tributar. Podemos evidenciar esse posicionamento em sua obra na seguinte passagem:
Por esse motivo, preocupado em manter o esquema federativo e autonomia dos Municípios, o constituinte atribuiu à lei complementar, com sua natureza ontológico-formal, a incumbência de servir de veículo introdutor de normas destinadas a prevenir conflitos e , consequentemente, invasões de competência ( art. 146, I, da Carta Magna). ( ... ) No que diz respeito especificamente à matéria tributária, foi-lhe atribuída a função de introduzir no ordenamento jurídico normas gerais de direito tributário, voltadas à regulação de matéria necessária para evitar conflitos de competência entre as entidades tributantes, bem como para regular as limitações constitucionais ao poder de tributar, atuando como mecanismo de ajuste que assegura o funcionamento do sistema155.
Cabe notar que no posicionamento do professor paulista, não se identifica menção à corrente dicotômica, nota-se na verdade uma compreensão no sentido de atribuir à Lei Complementar a incumbência de introduzir normas gerais de direito tributário. Nesse sentido, em relação a esse veículo normativo não se verifica dupla função, não havendo, portanto, uma coerência nesse aspecto de considerar esse posicionamento como dicotômico, mas sim atômico ou monotômico.
Em outras palavras, a função da Lei Complementar é uma: introduzir no ordenamento jurídico normas gerais de direito tributário. É, portanto, uma corrente que poderíamos designar de atômica ou monotônica. Nesse sentido, a dupla função – a designada corrente dicotômica, não se refere diretamente a atribuição da Lei Complementar, mas sim, às normas gerais de direito tributário, essas sim, que nessa concepção possuem dupla atribuição: (i) regular matéria necessária para evitar conflitos de competência entre as entidades tributantes e (ii) regular limitações constitucionais ao poder de tributar.
155 CARVALHO, Paulo de Barros. Direito Tributário - Linguagem e Método. 3. ed. São Paulo:
Compartilhando o mesmo entendimento similar ao de Paulo de Barros Carvalho, o Professor Roque Antônio Carrazza é enfático ao pontuar:
Julgamos incontroverso que a Constituição não conferiu ao legislador complementar um " cheque em branco" para, por meio da edição deste ato normativo, traçar as competências tributárias, com suas limitações, da União, dos Estados, dos Municípios e do Distrito Federal. Apenas concedeu que elem de duas uma: ou dispusesse sobre conflitos de competência entre as entidades tributantes, ou regulasse as limitações constitucionais ao exercício da competência tributária. (...) Portanto, somos de opinião que a lei complementar em exame só poderá veicular normas gerais em matéria de legislação tributária, as quais ou disporão sobre conflitos de competência, em matéria tributária, ou regularão" as limitações constitucionais ao poder de tributar. (...) A respeito, perfilhamos a denominada corrente
dicotômica, liderada por Geraldo Ataliba, e cujas linhas mestras
estão otimamente expostas em seu artigo " Normas gerais de direito financeiro e tributário156 .
Evidencia-se, portanto, nítida divisão doutrinária acerca do assunto, com posicionamento de renomados autores em ambos sentidos. A definição por uma das duas correntes de pensamentos supramencionadas é de suma importância para a construção da definição do conceito. Com efeito, reconhecer uma, duas ou três funções às leis complementares modifica consubstancialmente a compreensão acerca de vários pontos na área tributária.
Nesse sentido, adotando a corrente atômica – monotônica (também designada de dicotômica) torna-se inaceitável do ponto de vista jurídico a instituição de lei complementar que não seja para dispor sobre normas gerias do direito tributário voltada à: a) prevenir conflito de competência ou b) regular as limitações ao poder de tributar.
De outro lado, adotando a corrente tricotômica torna-se aceitável lei complementar dispondo acerca de três pontos: a) normas gerais de direito tributário; b) conflitos de competência; c) limitações ao poder de tributar. Reside aqui ponto de delicada abordagem, qual seja: a precisão semântica do conteúdo das normas gerais de direito tributário.
156 CARRAZZA, Roque Antonio. Curso de Direito Constitucional Tributário. 27. ed. São Paulo:
Se por um ângulo há severa crítica ao posicionamento da corrente atômica – monotônica (também designada de dicotômica) por "ignorar" ou não fazer a devida interpretação do artigo 146 III do nosso texto constitucional, o qual determinou de forma clara três funções para lei complementar (segundo o posicionamento tricotômico). Há também, acentuada crítica à corrente tricotômica pela razão dessa não conseguir precisar com segurança o conteúdo das normas gerais de direito tributário157.
Aliás nesse ponto, essa primeira corrente consegue conferir maior segurança ao conteúdo semântico das “normas gerais do direito tributário” ao determinar duas funções para essa: a) prevenir conflito de competência ou b) regular as limitações ao poder de tributar.
Não obstante, mesmo inserido nessa concepção - atômica, a precisão do conteúdo semântico das normas gerias de direito tributário é também tarefa árdua. Nesse sentido, há de se destacar que ao precisar as funções da norma geral, essa corrente faz menção aos “limites ao poder de tributar” expressão essa marcada nitidamente por forte vaquidade, ao ponto de indagarmo-nos: em matéria tributária, o que não está inserida na compreensão dessas limitações? prevenir conflito de competência pode ser compreendido como uma limitação ao poder de tributar? e as imunidades, as determinações de base de cálculo?
Em suma, inseridos numa concepção de Sistema Constitucional Tributário rígido e detalhado como o nosso, praticamente todas as disposições concernentes à
157 Nesse sentido é incisivo o Professor Paulo de Barros Carvalho ao pontuar: E a interpretação que
adversamos resvala, desastrosamente, em mais este obstáculo. Não lograram dizer os limites do conceito de normas gerais de direito tributário, além de incidirem no erro lógico trivial de afirmar a validade do gênero e, de sequência, confirmar o cabimento da espécie. Chegamos a pensar até que seria mais consistente, em termos de argumentação séria, que os sectários da doutrina ortodoxa se mantivessem atrelados à forma do preceito superado, menos ostensivo e mais defensável. Qual a compreensão que devemos ter do papel a ser cumprindo pelas normas gerais de direito tributário, no novo sistema? O primeiro passo é saber que são as tão faladas normas gerais de direito tributário. E a resposta vem depressa: são aquelas que dispõem sobre conflitos de competência entre as entidades tributantes e também as que regulam as limitações constitucionais ao poder de tributar. CARVALHO, Paulo de Barros. Direito Tributário - Linguagem e Método. 3. ed. São Paulo: Noeses, 2009, p. 394-395.
matéria tributária estarão inseridas nessa expressão – limitações ao poder de tributar.
De toda forma, ao que concerne a vagueza dos termos, a concepção atômica ou dicotômica, consegue ser mais precisa do que a tricotômica, isso porque, a primeira corrente faz uso de um termo vago: “limites ao poder de tributar “ao passo que a segunda faz uso de dois termos com vaguidade: “normas gerais de direito tributário” e “limites ao poder de tributar”.
Compreendemos que o artigo 146 III da C.F de 1988 estabelece em contornos mais claros a função das leis complementares, embora não esgote a problemática. Diante deste entendimento a compreensão de normas gerais de direito tributário na concepção tricotômica corresponderia a normas que estabelecem princípios, diretrizes, fundamentos, critérios básicos, conformadores das leis que complementarão a regência da matéria e que possam ser aplicadas de forma uniforme.
É inegável que o conceito de "normas gerais de direito tributário" não está devidamente definido em nosso texto constitucional, exigindo portanto, definição mais apurada por parte da doutrina. É preciso lembrar que os enunciados normativos não possuem essencialmente função descritiva voltada à definição de seus termos, pelo contrário, possuem função prescritiva, nesse contexto, a determinação do conteúdo semântico do inciso III do artigo 146 é atribuição que cabe à Ciência do Direito.
Com base nessas considerações, cabe nesse momento, a definição de um posicionamento acerca desse ponto específico: matéria reservada a Lei Complementar. Nesse sentido, consideramos que a corrente de pensamento atômica (para alguns designada dicotômica), apresenta maior coerência em sua sustentação. Compreendemos que de fato a atribuição específica da Lei Complementar é uma: dispor sobre normas gerias do direito tributário voltada a: a) prevenir conflito de competência ou b) regular as limitações ao poder de tributar.
Não obstante, penso ser necessário em relação a segunda função da Lei Complementar - regular as limitações ao poder de tributar, um melhor desenvolvimento. Nesse sentido, identificamos que essa função, em virtude da vaguidade, necessita de melhor operação denotativa, ou seja, de determinação de conteúdo. De forma que dentro dessa subclasse há outros elementos não identificados especificamente na constituição, nos permitindo falar, nesses termos, em matérias não específicas no texto constitucional da Lei Complementar.
Cabe aqui um necessário esclarecimento: quando nos referimos a matérias não específicas da Lei Complementar, isso não implica concluir a existência de matérias pertinentes à Lei Complementar dissociadas do texto constitucional, nesse sentido, ressalta-se que embora essas não sejam especificadas na Carta Magna é dela necessariamente pressuposta.
Temos, portanto, nesse contexto, dois âmbitos de incidência da Lei Complementar: (i) matérias especificadas no texto constitucional e (ii) matérias não especificadas no texto constitucional, entretanto, pressuposta à ele com base na limitação ao poder de tributar, de forma que a criação de uma lei complementar não pode dispor em sentido contrário ao estabelecido no âmbito constitucional, em específico em matéria tributária.
Nessa medida, adoto entendimento no sentido que há matérias especificadas e pressupostas em nossa carta magna, em razão de compreender que as normas gerais em matéria tributária na sua função de determinar limites ao poder de tributar não exaurem - não específica todos possíveis elementos compreendidos nessa classe, havendo portanto, qualificações que permitem a análise do enquadramento do elemento à classe.
Em outras palavras, o texto constitucional especifica a função de limite ao poder de tributar, mas não realiza processo de elucidação das matérias que se encaixam nesse conceito, havendo portanto, nítida abertura para inserção de elementos nesse conceito, desde que observados –relacionados a função aqui analisada.
Por essa razão acredito não está plenamente especificada todas as matérias pertinentes ao âmbito da Lei Complementar, uma vez que a classe da limitação ao poder de tributar pode perfeitamente constituiu subclasses destinadas a essa função. De toda forma, ressalta-se, embora não especificada no texto constitucional é dele pressuposto.