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Conteúdos do capítulo

» Procedimentos. » Processos.

» Operacionalização dos estoques.

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Após o estudo deste capítulo, você será capaz de: 1) identificar procedimentos e processos da gestão de materiais;

2) utilizar adequadamente seus conhecimentos para realizar processos e procedimentos com o propósito de alcançar os melhores resultados na gestão da cadeia de abastecimento.

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Na sequência,

você encontrará uma abor-

dagem contendo alguns dos mais variados procedimentos e processos de gestão de materiais, sempre com o propósito de alcançar os melhores resultados na gestão da cadeia de abastecimentos – SCM.

A movimentação de materiais, ou fluxo de materiais, pode ser definida, com base em Campos e Brasil (2007), como sen- do o deslocamento (movimentação e transporte) físico de ma- térias-primas, insumos e produtos acabados e semiacabados, no sentido do fornecedor para o cliente final, passando pela

indústria transformadora – fonte-produção-entrega, como foi

ilustrado na Figura 2.1, do capítulo anterior.

É nisso em que o processo consiste. Contudo, há questões importantes relativas aos materiais utilizados no processo de transformação para alcançarmos um produto de maior valor

agregado, como: o planejamento e a qualidade.

Destacamos o planejamento entre essas questões, pois

ele determina o direcionamento a ser tomado pela empre- sa, sendo incluídos aí os futuros resultados. Nesse contexto, encontramos três opções: planejamento estratégico, tático e operacional.

Vamos distribuir esses três tipos em um quadro para

visuali zarmos os espaços que ocupam nas organizações. Nenhuma parte desta publicação

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Quadro 3.1: Tipos de planejamento

Tipos Níveis Características

Planejamento estratégico Estratégico Objetivos e metas Planejamento tático Tático Meios para atingir obje-

tivos e metas

Planejamento operacional Operacional Métodos operacionais e alocação de recursos

Fonte: Adaptado de Valentim, 2008.

Você já deve ter percebido que “planejamento” é um assunto que vem sendo objeto de estudos por vários especia- listas ao redor do mundo. Você mesmo já deve ter estudado esse tema em várias disciplinas. Sem ele, qualquer resultado é justificado, visto não haver qualquer referencial para com- parações e análises. Logo, na cadeia de abastecimentos não poderia ser diferente; portanto, planejar, definir, os objetivos e metas faz parte dessa dinâmica, bem como os meios para atin- gi-los e os métodos de operacionalização e projeção de custos.

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Para saber mais

A assimilação de princípios de planejamento é um fator necessário para o sucesso de qualquer gestão, por isso suge- rimos que você também leia Kotler; Mintzberg, Ahlstrand e Lampel; e Porter, os quais com certeza irão contribuir para o seu aperfeiçoamento.

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KOTLER, P. Administração de marketing: análise, planejamento e controle. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2008.

MINTZBERG, H.; AHLSTRAND, B.; LAMPEL, J. Safári de

estratégia: um roteiro pela selva do planejamento estratégico.

Porto Alegre: Bookman, 1999.

PORTER, M. Competitive advantage. New York: Simon & Schuster, 2003.

A outra questão a que nos referimos, a qualidade, tam-

bém merece atenção. Ela posiciona a empresa no mercado, pois seu nível atende aos mais diferentes requisitos de públi- co consumidor. É ela que garante, juntamente com a adequa- da administração de custos, os resultados financeiros opera- cionais tão necessários para enfrentar a concorrência, seja por parte de uma organização ou, como no caso abordado, de uma cadeia de organizações.

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Para saber mais

No que se refere a conceitos e processos sobre qualidade, sugerimos que você leia:

CAMPOS, V. F. Qualidade total: padronização de empresas. Nova Lima: INDG, 2004.

JURAN, J. M. Juran na liderança pela qualidade. São Paulo: Pioneira, 1990.

PALADINI, E. P. Gestão estratégica da qualidade: teoria e prática. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2004.

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Você pode observar que, nesse panorama organizacional,

são interligados aspectos relativos às condições do sistema

produtivo, dos estoques e da eficácia operacional, sendo que esses três elementos veremos com maiores detalhes a seguir.

»

Sistema produtivo

Nesse contexto das organizações, os sistemas produti- vos e de serviços naturalmente passam por uma estrutura de transformação, em que insumos das mais variadas ordens, como matérias-primas, energia, mão de obra, informações etc., sofrem modificações por meio de métodos e processos previamente estudados e estabelecidos. O resultado de tal transformação é a geração de um bem final, quer seja um produto ou serviço, sempre com um maior valor agregado.

Máquinas, equipamentos, dispositivos, além de estrutu- ras especiais, ajudam, nessa transformação de insumos (ma- téria-prima, informações, peças, conjuntos e subconjuntos), a agregar valor de forma perceptível ao cliente final, quer seja interno ou externo à empresa.

É importante salientar a necessidade de acompanharmos os resultados intermediários por meio de uma sistemática de controle constante ao longo de todo o processo e informando tais dados em um processo de retroalimentação (feedback).

Dessa forma, o ajuste das diferenças encontradas durante o processo produtivo pode ser feito adequadamente, quer

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seja em tempo, quer seja em ações diferenciadas na resolu- ção de problemas (trouble shooting).

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Planejamento e controle da produção

Quando decidimos qual o melhor emprego dos recursos disponíveis no sistema de produção, visando aos resultados estabelecidos pela companhia, estamos fazendo uso de uma ferramenta intitulada planejamento e controle da produção. Conforme Davis, Aquilano e Chase (2001, p. 549), “é um con- ceito que casa uma filosofia subjacente de planejamento com um conjunto de ferramentas para implementar a filosofia de modo a otimizar o processo”.

Nesse caso, é obrigatório que o gerente de produção, in- dependentemente da empresa em questão, empenhe-se ao máximo para melhorar cada vez mais a performance de sua área/empresa. Por isso, Slack et al. (2002, p. 55) afirmam que:

deixar de adotar melhorias, de forma a acompanhar pelo menos os concorrentes (em organizações que visam o lucro), ou deixar de adotá-las segundo um ritmo que aten- da às expectativas crescentes dos consumidores (em todas as organizações), é condenar

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a função produção a manter- -se sempre distante das

expectativas da organização.

É necessário planejar formas de compras, pagamentos antecipados ou posteriores, com mais descontos ou mais pra- zos; além de determinar estoques de segurança, consideran- do as possíveis influências da sazonalidade, assim como de armazenagem e embalagens, movimentação, transportes e sistemas de distribuição.

Considerando essas necessidades, muitas são as discu- ssões a respeito do papel e do comportamento dos estoques existentes nas empresas, seja de matéria-prima, de conjuntos em processo ou de produtos acabados. Independentemente da empresa, a preocupação gira em torno de como manter os custos condizentes com a quantidade adequada do volume colocado à disposição.

»

Estoques

Nessa conjuntura, são questionadas nas organizações as possíveis ações a serem tomadas para diminuir o risco de desabastecimento, assim como o excesso de dinheiro preso, sem rendimento financeiro, no caso de serem mantidos gran- des volumes disponíveis em estoque.

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Por uma questão de necessidade, há ainda empresas que fazem uso de estoques de matérias-primas, justificando isso por várias razões, principalmente para garantir a indepen- dência entre etapas produtivas, permitindo uma produção constante e o uso de lotes econômicos para reduzir tanto os

lead times produtivos quanto o fator de segurança, assim

como para obter vantagens de preço (Tubino, 2000).

No entanto, as diretivas atuais consideram que a empresa deve trabalhar e fornecer itens em conformidade com o mer-

cado, com a demanda. Nesse sentido, conforme Martins e Alt

(200-, p. 40), “Os estoques têm a função de funcionar como reguladores do fluxo de negócios”.

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Para saber mais

Lead time é o espaço de tempo entre o momento em que

o pedido é feito e o momento em que é recebido. Para am- pliar seus conhecimentos sobre o assunto, uma leitura inte- ressante é a da obra:

CHOPRA, S.; MEINDL, P. Gerenciamento da cadeia de

suprimentos. São Paulo: Prentice Hall, 2003.

Entre vários pontos importantes, apresentamos na se- quência algumas considerações sobre estoques, em especial as ações focadas e interligadas: ao controle, à localização, aos custos, à eficácia e ao gerenciamentoderiscos.

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Ações estratégicas e de controle de estoques: ferramentas

Em relação às várias possibilidades de controle, tem

sido observada a atenção de vários autores relativamente a estoques, pois estes não agregam valor aos produtos. Isso significa que um sistema será mais produtivo quanto menor conseguir manter o nível de estoques.

Nesse sentido, uma empresa pode melhorar sua política de estoques se estiverem bem claras, estabelecidas e imple- mentadas algumas ações estratégicas que influenciem dire- tamente nos seguintes aspectos: melhoria rápida, gerencia- mento da qualidade, política de otimização de estoques e política de melhoria contínua.

» Melhoria rápida (kaikaku) – processo de mudança drás- tica que possa criar mais valor sobre o produto/serviço fornecido, preferencialmente com menos gastos (ou desperdícios).

» Gerenciamento da qualidade total (Total Quality

Management – TQM) – práticas estabelecidas pela orga-

nização com o propósito de primeiramente direcioná-la aos desejos dos clientes e, preferencialmente, sobrepujar tais necessidades.

» Just-in-time (JIT) – política de otimização de estoques, no limite da quantidade zero, entendida como receber “na hora” (just in time) o que se vai usar.

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» Melhoria contínua (kaizen) – ações de melhoria contínua em um processo (parcial ou total), sempre na busca de mais valor, preferencialmente perceptível pelo consumi- dor final.

» Just in case (JIC) – é um sistema de produção em que a empresa opera com sua capacidade máxima com o obje- tivo de atender a demanda futura.

Para que as ações estratégicas ocorram e, principalmente,

tenham sucesso, a empresa necessita de princípios estratégi-

cos com bases regulares em:

» concentração de atenção por parte dos dirigentes nos fa-

tores que causam necessidades de estoque;

» racionalização do uso onde tais fatores existirem;

» esforço efetivo no adequado gerenciamento de toda a ca-

deia como um sistema geral de estoques, o que necessa- riamente conduz a volumes menores.

Nesse contexto, alguns parâmetros utilizados são do sis- tema JIT, como:

» produção sem estoques (menor flexibilidade, menores

custos);

» produção enxuta (lean production);

» eliminação de desperdícios (possibilidade de redução de

custos);

» manufatura de fluxo contínuo (possibilidade de aumento

de produtividade);

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» esforço contínuo na resolução de problemas (possibilida-

de de redução de custos).

Já em relação ao sistema JIC, este contribui com orienta- ções como:

» produção com estoques (maior flexibilidade, maiores

custos);

» produção empurrada (estoques intermediários e finais); » excesso de produtos (aumento real de custos);

» manufatura de fluxo intermitente (possibilidade de au-

mento de problemas produtivos);

» maiores esforços na resolução de problemas (possibilida-

de de conviver com problemas de produção e aumento de custos).

Contudo, no quesito estoque, quando analisamos a ques- tão de capital investido*, percebemos que as empresas tra- balham com estoques de diferentes tipos, os quais são admi- nistrados de acordo com a condição de mercado de cada um dos envolvidos.

Assim, algumas empresas ainda encontram algumas ra- zões usadas para justificar o capital preso em estoques. São elas:

» tentar garantir a independência entre etapas produtivas; » permitir uma produção constante (como fator de seguran-

ça devido à pequena dependência de fornecedores);

* Tied up capital: dinheiro investido e chamado de

preso ou

vinculado, com poucas possibilidades de ser recuperado

rapidamente. Em termos logísticos, está normalmente ligado a “estoques”.

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» ter a possibilidade de usar lotes econômicos, assim como

reduzir lead times produtivos e ainda tentar obter vanta- gens de preço.

Com o objetivo de nos prepararmos para uma adequada tomada de decisão em relação aos estoques nessa dinâmica entre a fonte, a transformação e a entrega, iremos analisar a seguir algumas das possibilidades de planejamento e con- trole utilizados, visando aos melhores resultados (Material

Requirements Planning – MRP, Manufacturing Resource Planning – MRP II e Capacity Requirements Planning – CRP),

tendo como base os materiais a serem transformados e os agentes transformadores.

As ferramentas MRP, MRP II e CRP

Para a adequada gestão dos materiais envolvidos nesse

contexto de fonte-produção-entrega, até então apresentado,

é necessário que se cumpram algumas etapas diretivas: MRP, MRP II e CRP.

O planejamento dos requisitos de materiais, ou MRP, tem

como objetivo principal “melhor coordenar a necessidade de componentes com as necessidades dadas pelo plano de pro-

dução dos produtos acabados”(Corrêa, 2003, p. 96). Tais ques-

tões devem ser resolvidas por meio de planos estabelecidos com fornecedores, tendo como base as necessidades de pro- dução, com vistas ao atendimento mercadológico.

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Nesses procedimentos, juntamente com o planejamento dos requisitos de materiais, devemos atender também ao pla-

nejamento de fontes de manufatura, ou MRP II, muitas vezes

confundido com planejamento das necessidades de capaci-

dade produtiva, ou CRP, o qual é mais abrangente, visto que

leva em consideração a capacidade inerente à empresa como um todo.*

O MRP II, de acordo com Tubino (2000, p. 129), “busca, via informatização do fluxo de informações, integrar os di- versos setores da empresa, como marketing, engenharia e finanças, ao sistema de produção”.

Considerando a observação do referido autor, você pode concluir o quanto é importante existir o equilíbrio de impor-

tâncias entre componentes (MRP), máquinas (MRP II) e ins-

talações (CRP), ou seja, o efetivo e harmônico planejamento dos três fatores envolvidos na produção: requisitos de ma- teriais, fontes de manufatura e necessidades da capacidade produtiva.

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Localização

A Figura 3.1 mostra de forma esquemática uma distri- buição dos agentes envolvidos no processo de fornecimento, manufatura e distribuição no atacado e no varejo.

* O Gartner Group chamou essa nova geração de ações de

Enterprise Resource Planning

(ERP), ou seja, planejamento dos recursos corporativos (Davis; Aquilano; Chase, 2001).

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Figura 3.1: Distribuição geral em uma cadeia de abastecimento

Fornecedor 1 Fornecedor 2 Fornecedor 3 Fornecedor n Depósito Fábrica/ manufaturada Fábrica/ depósito Centro de distribuição 1 Centro de distribuição 2 Centro de distribuição 3 Centro de distribuição n

Varejista 1 Varejista 2 Varejista 3 Varejista 4 Varejista 5 Varejista n

Fonte: Adaptado de Coyle; Bardi; Langley, 2002.

Observe que a localização geográfica tem influência rela- tiva, pois é possível ter fornecedores próximos (os da região) ou distantes (de outros países) do depósito de recebimento, assim como existe a possibilidade de a empresa estabelecer centros de distribuição (CDs) em função de uma política de maior ou de menor centralização dos produtos.

Antes de chegarmos ao cliente final, é preciso contar com a participação dos agentes varejistas, distribuídos de conformi- dade com os mais variados planos de atuação mercadológica.

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Custos

Independentemente do fato de a empresa produzir um bem ou prestar um serviço, gerenciar custos é obrigatório para um adequado resultado final – numérico (lucro) e/ou mercadológico (percentual de participação).

Conforme Schier (2006, p. 13), “além da preocupação em aumentar o faturamento, o que se mostra natural e é a primeira medida que os empresários tentam explicar”, quem atua nessa área deve prestar a devida atenção a outros fato- res, como aqueles que, seja de forma isolada, seja de forma agrupada, apresentam condições de influenciar “o desem- penho das organizações no que se refere à adequação das operações para que os objetivos sejam alcançados” (Schier, 2006, p. 13).

Entre esses fatores, encontramos os custos: de armazena-

gem, de riscodoestoque, de capital, de oportunidade.

Custo de armazenagem

Esse fator de custo refere-se a gastos relativos ao espaço físico, tanto em área empresarial quanto nas questões aéreas (volumes especiais requerem tratamento especial), como:

» construção do depósito; » manutenção;

» iluminação; » aluguel; » climatização;

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» depreciação; » impostos; » taxas;

» embalagens especiais.

Além disso, obviamente também há o gasto com o pessoal envolvido no processo. O fato é que, de acordo com Lima (2009), “A elevada parcela de custos fixos na atividade de armazenagem faz com que os custos sejam proporcionais à capacidade instalada. Dessa maneira, pouco importa se o armazém está quase vazio ou se está movimentando menos produtos do que o planejado.” Isso quer dizer que tais custos ocorrem sempre, independentemente do volume estocado, ou seja, o projeto do armazém pode levar a lucros ou perdas futuros.

Custo de risco do estoque

Também conhecido como custo de obsolescência, repre- senta o risco natural de adquirir grandes volumes (estoques) para grandes entregas (produção). Caso ocorra uma mudan- ça de força maior (alteração na moda, tempo de validade para alimentos, inovação tecnológica para atualização do produto), o material disponível em estoque pode vir a ser su- cateado, implicando perdas monetárias, além de outros pro- blemas empresariais.

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Custo de capital

Quando da aquisição de estoques, há o custo do capital

preso, ou seja, não podemos utilizar aquele montante em di- nheiro, visto que está em uso naquele momento. Caso não tenhamos dinheiro para adquirir aquele material, devemos tomá-lo emprestado e, nesse caso, pagar juros (remunerar o banco).

Não devemos esquecer que essa despesa deve ser considerada no cálculo do custo do produto, exigindo, assim, um maior desempenho empresarial (competência e competitividade).

Custo de oportunidade

Em complemento ao anterior, o custo de oportunidade caracteriza-se pela situação de obrigatoriedade de escolha específica, quando há impossibilidade de que esta seja mais ampla. Por exemplo: caso haja necessidade de adquirirmos certo material e não tenhamos a disponibilidade adequada