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MATERIAL E INSTRUMENTOS.

No documento Download/Open (páginas 46-51)

O paciente que concordou em participar da pesquisa recebeu, leu e assinou um termo de consentimento livre esclarecido individual, um item eticamente imprescindível para a realização de pesquisas com seres humanos.

Neste, havia o título e o objetivo da presente pesquisa, bem como

pesquisadora utiliza, para coleta dos dados, dois questionários para avaliação dos

estados emocionais e aferição do peso corporal, estatura e medida da circunferência

da cintura.

Ao assinar e subscrever o RG, o participante concordou que os seus dados coletados fossem publicados para fins acadêmicos ou científicos, desde que seja

mantido o sigilo sobre a sua identidade e, declarou ainda, ter compreendido que não

sofreria nenhum tipo de prejuízo de ordem psicológica, moral ou física e que sua

privacidade seria preservada, bem como estar ciente de que poderia, a qualquer momento, comunicar sua desistência em participar deste estudo. (Anexos 1 e 2).

Para coleta e anotação dos dados de identificação dos participantes foi

elaborado um questionário abordando gênero, idade, data de nascimento, estado

civil, grau de instrução ou escolaridade, profissão, ocupação atual, renda familiar,

existência ou não de patologia associada, hipertensão, se realiza algum tratamento,

se tem diabético na família e se faz uso de algum medicamento.

Neste formulário, há um campo para anotação do peso corporal, altura, cálculo

do IMC e mensuração da Circunferência da Cintura. (Anexo3).

Para avaliação dos sintomas de ansiedade utilizou-se o Inventário de

ansiedade (IDATE) desenvolvido por Spilberger em 1970, traduzido e adaptado por Biaggio (1979) e comercializado pela Casa do Psicólogo. O IDATE é composto por

duas escalas diferentes, elaboradas para medir dois conceitos distintos sobre a ansiedade, ou seja, a Ansiedade Estado (A-estado) e Ansiedade Traço (A-traço).

Este instrumento possui vinte afirmações que requerem dos participantes a

indicação de “como se sente neste momento de teste” para A-estado e “como

geralmente se sente” para A-traço. Assim, o participante respondeu a cada item do

IDATE assinalando o número apropriado à direita de cada afirmação no formulário

do teste, assim discriminadas: para A-estado, absolutamente não, um pouco,

bastante e muitíssimo; para A-traço, quase nunca, às vezes, freqüentemente e

quase sempre.

Os escores possíveis para avaliação variam em no mínimo vinte(20) e um

máximo de oitenta(80). Os pontos de corte para se avaliar o nível de intensidade de

A-Estado e A-Traço em um participante foram estipulados em:

- Nível baixo de ansiedade com valores menores ou abaixo de 29,9;

- Nível médio ou moderado de ansiedade com valores maiores ou iguais a 30 e até

- Nível alto de ansiedade com valores maiores ou iguais a 50.

Para avaliação dos sintomas de depressão, os participantes da pesquisa

responderam o Inventário de Depressão (BDI) elaborado por Aaron T. Beck e

colegas da Universidade de Filadélfia no ano de 1961, e traduzido para o português

em 1993 e adaptado para a população brasileira em 2001 por Jurema Alcides

Cunha, sendo comercializado pela Casa do Psicólogo. Possui 21 grupos de

afirmações, em que o participante lê cuidadosamente cada afirmativa e assinala em

torno do número correspondente como ele “tem se sentido na última semana,

incluindo hoje”.

O escore total foi obtido somando os escores 0, 1, 2 ou 3 de cada um dos 21 itens. O menor escore possível é zero(0) e o maior é sessenta e três(63) e os pontos

de corte são: Depressão mínima = 0 a 11 pontos,

Depressão leve = 12 a 19 pontos,

Depressão moderada = 20 a 35 pontos,

Depressão grave = 36 a 63 pontos.

Os Inventários IDATE e BDI têm sido utilizados em diversas pesquisas, por

serem instrumentos precisos, válidos e fidedignos. Desta forma, foram escolhidos

para serem utilizados nesta pesquisa e também por atenderem as necessidades

deste estudo.

Já que as duas escalas foram fornecidas juntas para determinar níveis reais

de intensidade de sintomas de ansiedade e sintomas de depressão e, sendo o

IDATE um indicador sensível para o nível de ansiedade transitória, foi tomado o

cuidado, durante a coleta dos dados, de se aplicar o IDATE antes do BDI e de qualquer outra intervenção médica nutricional como aferição das medidas corporais.

Especial atenção foi dispensada para o item “19” do BDI, referente a perda de peso

voluntária e, sendo esta a intenção de todos os participantes eleitos para a presente

pesquisa, considerou-se o item zero(0).

Para avaliação do Sobrepeso e da Obesidade grau I e II foi aferido o peso

corporal e a altura de todos os participantes em balança antropométrica, de uso

comum em consultórios, tipo plataforma, possuindo carga máxima de 150 kg, com

graduação em quilos (kg) na primeira régua, e subdivisões em gramas (g) na

segunda régua. Posteriormente, foi realizado em calculadora de uso comum o Índice

Para aferição da medida da Circunferência da Cintura (CC) dos participantes,

foi utilizada uma fita métrica inelástica em trena, comumente utilizada e fornecida

gratuitamente a médicos por laboratórios e indústria farmacêutica, possuindo

graduação em centímetros e milímetros, com comprimento total de 150 cm.

3.4. PROCEDIMENTOS.

Como primeiro contato com o candidato, durante o período de janeiro a

outubro 2006, a pesquisadora apresentou-se e propôs a participação em uma

pesquisa envolvendo estados emocionais e excesso de peso corporal. Assim que o candidato aceitou, a pesquisadora leu o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido para o paciente e solicitou o consentimento para utilização dos dados

com finalidade acadêmica, bem como sua assinatura e subscrição do número de

documento de identificação, o Registro Geral (RG). A seguir, a pesquisadora

entrevistou o participante e preencheu um formulário padronizado de caracterização

sócio econômica.

Para se verificar os sintomas de ansiedade e depressão, os participantes

responderam individualmente o Inventário IDATE e Inventário de Beck (BDI), nesta

mesma seqüência. Quando o participante considerou como terminado, a

pesquisadora revisou cuidadosamente todo o protocolo dos dois Inventários,

verificando se algum item fora esquecido ou omitido solicitando a ele que reconsiderasse este item e no caso de dúvida entre diferentes itens, foi orientado

para escolher o de sua primeira impressão ou sentimento.

A seguir, os participantes foram convidados a dirigirem-se para a sala de pesagem onde se realizou a aferição do peso corporal, altura e circunferência da

cintura CC, conforme protocolo descrito na OMS (1995); Frisancho (1984); Lohman (1988) para se obter posteriormente o cálculo do IMC da seguinte forma:

Para a medida do Peso Corporal e Altura foi utilizada, em todos os participantes, uma balança antropométrica, de uso comum em consultórios tipo

plataforma. A balança foi calibrada e verificada se estava zerada a cada pesagem.

Peso Corporal: Os participantes estavam descalços ou apenas usando meias,

sobretudos pesados, bem como todos os objetos, como celulares, moedas, carteiras, chaves e outros que poderiam representar peso desnecessário. Solicitou-

se que este subisse ao piso da balança de costas para o marcador, portanto, voltada

de maneira a estar de frente para a pesquisadora. O participante também foi

orientado a estar relaxado, com os braços estendidos ao longo do corpo e pés

juntos. Foi aferido o peso em quilos (kg) primeiro e, após isto, foi aferido o peso em

gramas(g) e anotado, em seguida, o peso em ficha padronizada, elaborada para o estudo.

Para aferição da altura, foi utilizada a régua da mesma balança, com o

participante ainda colocado na mesma posição, descalço ou apenas usando meias,

de costas para o marcador e orientado a permanecer em pé, ereto, olhando para

frente, sem fletir ou estender a cabeça, com os braços estendidos ao longo do corpo

e pés juntos. Neste momento a régua da balança foi adaptada na parte superior da

cabeça e em seguida, o participante foi orientado a inspirar fundo, de modo a encher

os pulmões de ar. A régua foi fixada e, a seguir solicitou-se que o participante

descesse da balança, anotando-se, em seguida, a estatura do participante em

centímetros na mesma ficha padronizada para caracterização do participante do

estudo.

O cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC) é realizado com a seguinte

fórmula: IMC = Peso

Estatura²

Para tabulação final dos dados e posterior análise estatística, o IMC dos

participantes foi dividida em três(3) categorias, tomando como base a classificação

da OMS (1998) da seguinte forma:

Classificação (IMC) Índice de Massa Corporal (Kg/m²)

Sobrepeso 25 a 29,9 Kg/m²

Obesidade I 30 a 34,9 Kg/m²

Obesidade II 35 a 39,9 Kg/m²

Para a aferição da Circunferência da Cintura (CC), os participantes foram

orientados a permanecerem em pé, em ortostase, ou seja, com postura ereta e

relaxada, sem contrair a musculatura abdominal. A seguir, foram orientados a levantarem a blusa até a altura da parte baixa dos seios com as duas mãos e

e ao final da expiração. A medida foi anotada na mesma ficha padronizada para

caracterização do participante do estudo.

Como ponto de referência para a presente pesquisa foi utilizada a indicação

da OMS (1998) especificada por gênero e risco para obesidade associada a

complicações metabólicas, sendo que não existe até o momento uma classificação

final ou relação com IMC para avaliação da Obesidade.

Para tabulação final dos dados e posterior análise estatística, a CC dos

participantes foi dividida em cinco(5) categorias, tomando como base a menor e maior medida encontrada durante a coleta de dados da seguinte forma:

Circunferência da Cintura (cm) 77 a 100 cm 101 a 110 cm 111 a 120 cm 121 a 130 cm 131 a 140 cm

O ponto de corte para eliminação dos participantes desta pesquisa são as

condições de sobrepeso ou pré-obesos, e obesidade grau I e II, ou seja,

participantes em vias de se tornarem obesos de grau III. Este ponto de corte valoriza a pesquisa já que, geralmente, indicam o início da condição de Síndrome Metabólica

e a predisposição às várias patologias citadas anteriormente.

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