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MATERIAL  Luvas

No documento E CRIMINAIS. Página 1 de 43 (páginas 38-43)

No gelo encontrarão um tubo amarelo com a Master Mix (mistura de tampão da Taq + dNTPs + primers).  

 

1. Adicione aos seus tubos 20 μl de cada DNA a 20 μl de Master Mix e misture o líquido com a ação da  pipeta. Tenha o cuidado para não contaminar as amostras com material biológico seu ou ambiental. Para  isso é necessário utilizarem luvas e pontas estéreis com filtro. Mantenha os tubinhos em gelo até os poder  colocar no aparelho de PCR. 

2. Programe o termociclador da seguinte forma:  

 

94 oC 2 minutos  35 ciclos de 3 passos:  

94 oC 30 segundos  52 oC 30 segundos  72 oC 1 minuto   

Último passo de extensão  72 oC 10 minutos   

3. Carregar num gel de agarose: 20 μl de marcador (ladder) e 20 μl de cada produto de PCR (com sample  buffer). Correr o gel durante 30 minutos a 80 mV (não deixar sair o corante amarelo do fundo do gel) e  observar no transiluminador (fotografar para registar os resultados). 

   

DISCUSSÃO 

1. Observar os padrões de bandas e comparar o padrão da CS com o de cada um dos suspeitos. 

2. Que conclusão pode retirar desta análise? Tente justificar a sua conclusão. 

   

MATERIAL  Luvas  Agarose  TBE 1x 

Pipetas (P10, P100 e P1000)  Pontas com filtros para as pipetas  Canetas de acetato 

Gelo 

Microcentrífuga  Termociclador  Transiluminador  Tinas de eletroforese  Fonte 

Erlenmeyer de 250 ml  Proveta de 250 ml 

Genética Aplicada ‐ Licenciatura em Ciências Forenses e Criminais – 2011/2012 

Página 39 de 43  Aulas práticas nº 8 e 9 

 

Análise de RFLP na investigação forense   

  CONCEITOS CHAVE 

• As enzimas de restrição clivam o DNA em sequências nucleotídicas palindrómicas específicas 

• As  enzimas  de  restrição  provavelmente  surgiram  em  bactérias  para  proteção  contra  infeções  bacteriofágicas 

• A eletroforese em gel de agarose é o processo usado na separação de fragmentos de DNA com base no  seu tamanho 

   

OBJETIVOS 

• Perceber o funcionamento das enzimas de restrição e a sua aplicação na deteção de RFLPs 

• Discutir a eletroforese em gel de agarose como uma técnica de separação de fragmentos de DNA de  diferentes tamanhos 

• Discutir as diferentes bandas de fragmentos de DNA produzidas pela digestão e interpretar os resultados  obtidos 

   

INTRODUÇÃO 

A enzimas de restrição ou endonucleases de restrição reconhecem sequências específicas de DNA, clivando‐

o nessas sequências. São conhecidas mais de 200 enzimas de restrição. As enzimas de restrição são  homodímeros, ou seja, consistem em duas subunidades proteicas idênticas unidas entre si. Esta estrutura  permite a sua ligação à sequência palindrómica específica e permite‐lhe cortar, nas duas cadeias em  simultâneo, as ligações fosfodiéster apropriadas. Uma sequência palindrómica é aquela que lida nas duas  cadeias na direção 5’‐3’ é exatamente igual (exemplo: o palíndroma 5’GAATTC3’; a cadeia complementar  seria 3’CTTAAG5’). Na Figura 22 estão representados os locais de reconhecimento das duas enzimas de  restrição utilizados neste trabalho prático. 

XmnI 

   

HincII 

Código das letras    B = C or G or T  D = A or G or T   H = A or C or T   K = G or T   M = A or C   N = A or C or G or T  R = A or G  

S = C or G   V = A or C or G   W = A or T   Y = C or T    

Figura 22. Locais de reconhecimento das enzimas de restrição Xmn I e Hinc II. 

Eletroforese em gel de agarose  

Uma vez cortado o DNA em pequenos fragmentos, os fragmentos têm que ser separados e visualizados. Tal  é efetuado por eletroforese em gel de agarose e coloração subsequente do DNA. Eletroforese significa 

“transportando eletricidade”. O DNA possui carga negativa devido aos seus grupos fosfato acídicos. Assim,  quando aplicada uma corrente elétrica ao DNA, este mover‐se‐á em direção ao elétrodo positivo. 

 

Para a separação de fragmentos com base no seu peso molecular, a amostra de DNA deve ser aplicada num  gel de agarose, um suporte matriz semi‐sólido. A agarose é uma forma purificada do agar, disponível em pó. 

Quando misturada com um tampão e aquecida até ebulição, origina uma solução homogénea, que endurece  e semi‐solidifica à temperatura ambiente. Durante a solidificação, são formados poros no gel de agarose  através dos quais os fragmentos de DNA irão ser forçados a migrar quando sujeitos a um campo elétrico. 

Quanto maior o fragmento de DNA, mais difícil e lenta será a sua migração através dos poros do gel. 

Fragmentos pequenos de DNA irão migrar mais fácil e rapidamente. Existe uma relação inversa entre o  tamanho do fragmento de DNA e a sua distância percorrida no gel de agarose. Fragmentos de DNA de  tamanhos iguais irão migrar à mesma distância no gel. Fragmentos de DNA de tamanhos diferentes irão ser  separados uns dos outros. 

 

A  alteração  da  concentração  de  agarose  altera  a  capacidade  resolvente  do  gel.  Aumentando‐se  a  concentração de agarose, diminui‐se o tamanho dos poros; neste caso, fragmentos maiores surgirão pouco  resolvidos uma vez que atravessam o gel com dificuldade. Os fragmentos pequenos também irão migrar  mais lentamente, facto que torna possível a resolução de fragmentos pequenos de DNA com tamanhos  idênticos. Diminuindo‐se a concentração de agarose, aumenta‐se a porosidade do gel; fragmentos pequenos  de  DNA  migrarão rápida  e  uniformemente  no  gel,  enquanto  fragmentos  maiores de  DNA  surgirão  eficientemente resolvidos.  

 

Uma vez terminada a eletroforese, tem que se tornar o DNA visível. O brometo de etídeo é o corante mais  comummente usado. A molécula intercala‐se entre os pares de bases, como se de um novo par de bases se  tratasse. Quando excitada com luz UV, a molécula emite luz visível e o DNA pode assim ser visualizado. 

Contudo, foi demonstrado pelo teste de Ames que o brometo de etídeo é um agente mutagénico, pelo que é  necessário extremo cuidado no seu manuseamento. 

 

% Agarose no gel  Tamanho dos fragmentos  resolvidos 

Exemplo(s) 

0.5  1 000‐30 000 pb  DNA genómico não digerido 

0.8  800‐12 000 pb  DNA genómico digerido 

1.0  500‐10 000 pb  DNA plasmídico 

1.2  400‐7 000 pb  DNA plasmídico 

1.5  200‐3 000 pb  Produtos de PCR e plasmídeos 

2.0  100‐1 500 pb  Produtos de PCR 

 

Existem outros corantes de DNA não tóxicos. Estes incluem o azul de metileno, o Carolina Blu (Carolina  Biological Supply) e o Biorad‐Safe (Bio‐Rad, Inc.). Estes corantes são seguros e não requerem excitação. 

Contudo, não são tão sensíveis como o brometo de etídeo (o brometo de etídeo consegue detetar até 10 ng  de DNA). 

 

Após a eletroforese e coloração do gel, os fragmentos de DNA irão aparecer sob a forma de bandas no gel. 

Cada banda contém milhares de moléculas de DNA, todas com o mesmo tamanho. A disposição das bandas  forma um padrão que é por vezes designado de fingerprint. 

   

Genética Aplicada ‐ Licenciatura em Ciências Forenses e Criminais – 2011/2012 

Página 41 de 43  PROTOCOLO 

1. Distribua o DNA da cena do crime (do suspeito 1 e do suspeito 2) aos alunos. 

2. Marque 9 tubos para as seguintes digestões com enzimas de restrição: 

 

Reação  Nº do tubo 

DNA da cena do crime, digestão com Hinc II  1  DNA da cena do crime, digestão com Xmn I  2  DNA da cena do crime, digestão com Hinc II/Xmn I  3  DNA do suspeito 1, digestão com Hinc II  4  DNA do suspeito 1, digestão com Xmn I  5  DNA do suspeito 1, digestão com Hinc II/Xmn I  6  DNA do suspeito 2, digestão com Hinc II  7  DNA do suspeito 2, digestão com Xmn I  8  DNA do suspeito 2, digestão com Hinc II/Xmn I  9   

3. Prepare as master mixes para as digestões com uma enzima de acordo com a seguinte tabela. Prepare  uma master mix para 8 reações para compensar erros de pipetagem. 

 

Componente  Volume para cada reação  Volume para 8 reações 

Água ultra pura  16.3 μl  130.4 μl 

Tampão B 10x  2.0 μl  16.0 μl 

BSA acetilado  0.2 μl  1.6 μl 

 

4. Para cada digestão com Hinc II (Tubos 1, 4 e 7), adicionar o seguinte: 

 

Master mix para digestão com uma enzima  18.5 μl

DNA (1 μg/ml)  1.0 μl

Hinc II (12 U/μl)  0.5 μl

 

5. Para cada digestão com Xmn I (Tubos 2, 5 e 8), adicionar o seguinte: 

 

Master mix para digestão com uma enzima  18.5 μl

DNA (1 μg/ml)  1.0 μl

Xmn I (10 U/μl)  0.5 μl

 

6. Prepare a master mix para as digestões com as duas enzimas de restrição (digestão dupla), de acordo com  a tabela em baixo indicada. Prepare master mix suficiente para 5 digestões para compensar erros de  pipetagem. 

 

Componente  Volume para cada reação  Volume para 5 reações 

Água ultra pura  15.8 μl  70.0 μl 

Tampão B 10x  2.0 μl  10.0 μl 

BSA acetilado  0.2 μl  1.0 μl 

 

7. Para os três tubos com digestão dupla (Tubos 3, 6, 9), adicione o seguinte: 

       

Master mix para digestão dupla  18.0 μl

DNA (1 μg/ml)  1.0 μl

Hinc II (12 U/μl)  0.5 μl

Xmn I (10 U/μl)  0.5 μl

 

8. Incube as digestões durante 2 horas a 37 oC. 

9. Pare as reações (inativação das enzimas) colocando os tubos a 65 oC durante 15 minutos. 

10. Prepare tampão de eletroforese TBE 1x 

11. Prepare um gel de agarose 2% em TBE 1x (2 g de agarose e 100 ml de TBE 1x) com 2.5 µl de brometo de  etídeo 20 µg/µl. 

12. Coloque em cada poço 5 μl da reação de digestão e 1 μl de corante azul/laranja (sample buffer). Coloque  no primeiro poço 5 μl do marcador de pesos moleculares (BenchTop pGEM® DNA Markers, Cat#.G7521). 

13. Corra o gel durante a 80 mV (até o corante laranja atingir a frente do gel – este corante migra à mesma  velocidade que um DNA de 50 pb). 

14. Observe o gel no transiluminador e fotografe para registar os resultados. 

   

DISCUSSÃO 

1. Porque é que se incuba os tubos a 65 oC durante 15 minutos depois da incubação com as enzimas de  restrição? 

2. Qual é a base de separação dos fragmentos de DNA no gel de agarose? 

3. Qual é a função do tampão de eletroforese? Poderia usar água como substituto? 

4. Porque é que o brometo de etídeo é utilizado para corar o DNA? 

5. Compare os resultados da sua turma com os evidenciados na figura seguinte.  

5.1. Obteve os mesmos resultados? Caso não tenha obtido, o que poderá ter acontecido? 

5.2. Têm ambos os suspeitos o mesmo padrão RFLP que a amostra do crime? 

 

pGEM® DNA Markers. Load 5µl/lane     

 

 

Genética Aplicada ‐ Licenciatura em Ciências Forenses e Criminais – 2011/2012 

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Luvas 

Canetas de acetato  Gelo 

Tinas de eletroforese e fonte  Pipetas P20 e P200 

Pontas com filtro  Tubos de 1.5 ml  Microcentrífuga  Termociclador  Agarose  Erlenmeyer  Sample buffer  Transiluminador  Banho a 37 oC  Banho a 65 o

Barquinhos para tubos de 15 ml  Água bidestilada 

Agarose  TBE 1x 

Brometo de etídeo  Kit da Promega: 

HincII restriction enzyme, 200u, 10u/ul, Cat#.R6031  XmnI restriction enzyme, 500u, 10u/ul, Cat#. R7271  Tampão B (para as enzimas de restrição) 

BSA acetilado (vem com as enzimas)  pGL4.11[luc2P] Vector, 20 ug, Cat#.E6661  pGL4.12[luc2CP] Vector, 20 ug, Cat#.E6671 

BenchTop pGEM® DNA Markers, 250 ul, Cat#.G7521  Blue/Orange Loading Dye, 6X, 3 ml, Cat#. G1881   

 

BIBLIOGRAFIA 

• Scheppler, J. A., Cassin, P. E. and Gambier, R. M.. “Biotechnology Explorations: Applying the  Fundamentals”.  ASM Press, Washington D. C. 

 

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