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Atendimento psicológico

MEDICINA PREVENTIVA

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- (Estratégia MED 2021 - Inédita - Prof. Bárbara D’Alegria - Medicina Preventiva) Bruno é um dos melhores estudantes de Medicina da sua universidade. No entanto, foi pego de surpresa durante uma aula sobre COVID-19. O professor viu que ele estava mexendo no celular e perguntou em tom debochado:

— Bruno, vejo que o “senhor” já conhece a matéria, afinal, está distraído no celular! Por isso, responda rápido: o que é virulência?

O aluno “tremeu na base”, mas respondeu de forma correta! Assinale abaixo qual foi a resposta dele:

A) Virulência é “a capacidade de um bioagente produzir casos graves ou fatais”.

B) Virulência é “a qualidade do agente infeccioso de, uma vez instalado no organismo do ser humano ou outros animais, produzir sintomas em maior ou menor proporção dentre os hospedeiros infectados”.

C) Virulência é “a capacidade que tem o parasita de se difundir através de tecidos, órgãos e sistemas anatomofisiológicos do hospedeiro”.

D) Virulência é “a capacidade de certos organismos de penetrar e desenvolver-se ou multiplicar-se no novo hospedeiro, ocasionando infecção”.

E) Virulência é “o intervalo de tempo que varia desde a exposição ao agente infeccioso até o primeiro sinal ou sintoma”.

COMENTÁRIOS

Prof. Bárbara D’Alegria - Medicina Preventiva Estrategista,

As questões sobre as propriedades dos bioagentes despencam nas provas de Residência Médica! Como estamos em período de pandemia, é provável que você encontre as definições acima na sua prova.

Tais propriedades são muito importantes para entendermos tanto a transmissão quanto o impacto da doença na população. De forma geral, os examinadores cobram seis características, que serão discutidas a seguir: (1) Infectividade, (2) Dose infectante, (3) Patogenicidade, (4) Virulência, (5) Poder invasivo e (6) Imunogenicidade.

Além disso, a referência básica utilizada para esse tema é o livro de Maria Zélia Rouquayrol. A engenharia reversa mostrou que a maioria dos examinadores retira, na íntegra, os conceitos desse livro para elaborar as questões. Então, vamos lá:

Infectividade: “é a capacidade de certos organismos de penetrar e se desenvolver ou multiplicar no novo hospedeiro, ocasionando infecção” (Rouquayrol et al, 2017). Portanto, é a característica que determina a probabilidade de o indivíduo ter a infecção a partir do contato com o bioagente.

Dose infectante: por mais que o agente etiológico tenha condições de infectar o hospedeiro, é necessária uma dose mínima. Portanto, a dose infectante é a “quantidade do agente etiológico necessária para iniciar uma infecção” (Rouquayrol et al, 2017).

Patogenicidade: “É a qualidade do agente infeccioso de, uma vez instalado no organismo do ser humano ou outros animais, produzir sintomas em maior ou menor proporção dentre os hospedeiros infectados” (Rouquayrol et al, 2017). A patogenicidade diz respeito, portanto, à capacidade que o agente infeccioso tem de produzir a doença propriamente dita.

Virulência: “é a capacidade de um bioagente produzir casos graves ou fatais” (Rouquayrol et al, 2017). Em outras palavras, podemos dizer que a virulência compreende dois atributos diferentes, pois refere-se tanto aos casos graves quanto aos casos fatais. Os casos fatais são mensurados pela letalidade.

Poder invasivo: “consiste na capacidade que tem o parasito de se difundir, através de tecidos, órgãos e sistemas anatomofisiológicos do hospedeiro” (Rouquayrol et al, 2017). Portanto, dependendo da invasibilidade do agente etiológico, teremos infecções limitadas a alguns órgãos ou infecções sistêmicas.

Imunogenicidade: “é a capacidade que o agente infeccioso tem de produzir imunidade no hospedeiro” (Rouquayrol et al, 2017). É também conhecida como “poder imunogênico”.

Portanto:

Correta a alternativa A sem ressalvas.

Incorreta a alternativa B, porque essa é a definição de patogenicidade.

Incorreta a alternativa C. Essa é a definição de poder invasivo.

Incorreta a alternativa D, porque essa é a definição de infectividade.

Incorreta a alternativa E, porque essa é a definição de período de incubação, que é um intervalo de tempo de grande importância epidemiológica, uma vez que ele é usado para identificarmos o momento da exposição. No entanto, embora cada microrganismo produza infecções com períodos próprios de incubação, esse intervalo de tempo não é uma das seis propriedades intrínsecas dos bioagentes.

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- (Estratégia MED 2021 - Inédita - Prof. Bárbara D’Alegria - Medicina Preventiva) Andrea é uma secretária de saúde muito comprometida com seu município e está preocupada com a grande carga de morbidade gerada pelo diabetes mellitus tipo 2. Sabendo que a incidência da doença é igual a 1.000 casos novos por 100.000 habitantes, e que a prevalência é igual a 40 por 100, quanto tempo, em média, vive um paciente diabético naquela localidade?

A) 5 anos.

B) 10 anos.

C) 30 anos.

D) 40 anos.

E) 50 anos.

COMENTÁRIOS

Prof. Bárbara D’Alegria - Medicina Preventiva Estrategista,

A incidência, a prevalência e o tempo de duração da doença podem ser relacionados por meio da fórmula abaixo:

Prevalência (P) = Incidência (I) x Tempo de duração da doença (D) P = I x D

A questão fala que a incidência da doença é igual a 1.000/100.000, enquanto a prevalência é igual a 40/100.

Como o diabetes mellitus não tem cura, podemos dizer que o tempo de duração da doença é o tempo médio de vida de um paciente com essa enfermidade. Portanto:

Prevalência = Incidência x Tempo de duração.

(40/100) = (1.000/100.000) x Tempo de duração.

Tempo de duração = (40/100) / (1.000/100.000).

Tempo de duração = 40 anos.

Observe que a prevalência e a incidência não precisam estar na mesma ordem de grandeza. Basta aplicar essas duas medidas diretamente na fórmula.

Além disso, a fórmula acima só pode ser utilizada para populações estáveis, isto é, cujo fluxo migratório não influencia significativamente na entrada e saída de indivíduos (Rothman et al, 2011).

Incorretas as alternativas A, B, C e E, conforme explicado acima.

Correta a alternativa D sem ressalvas.

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- (Estratégia MED 2021 - Inédita - Prof. Fernanda Lima - Medicina Preventiva) A Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, é uma das Leis Orgânicas da Saúde que regulamenta o Sistema Único de Saúde (SUS). Essa lei dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes. Além disso, ela regula, em todo o território nacional, as ações e serviços de saúde, executados isolada ou conjuntamente, em caráter permanente ou eventual, por pessoas naturais ou jurídicas de direito público ou privado. De acordo com a referida lei, não é correto afirmar que:

A) As comissões intersetoriais terão a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do SUS.

B) A direção do SUS é única, sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos: I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;

II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente; e III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.

C) As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o SUS são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas na Constituição Federal, obedecendo a princípios descritos em outros dispositivos normativos adicionais.

D) Para receberem os recursos financeiros, os Municípios, os Estados e o Distrito Federal deverão contar minimamente com: I - Fundo de Saúde;

II - Conselho de Saúde; III - Plano de saúde; IV - Relatório de gestão.

E) O SUS é constituído pelo conjunto de ações e serviços de saúde prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público.

COMENTÁRIOS

Prof. Fernanda Lima - Medicina Preventiva > SUS > Leis Orgânicas da Saúde > Lei nº 8.080, de 1990

Estrategista, essa questão é rica em informações e demonstra a importância de você estar familiarizado com o texto dos marcos legais do Sistema Único de Saúde (SUS), que envolvem a Lei nº 8.080 e a Lei nº 8.142, ambas de 1990. Observe um resumo geral do conteúdo de cada uma delas:

- regulamenta o SUS, que foi criado em 1988 pela Constituição Federal.

- dispõe basicamente sobre:

- as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde;

- a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes.

- regulamenta a participação popular e os recursos financeiros.

- dispõe basicamente sobre:

- a participação da comunidade, através dos Conselhos e Conferências de Saúde;

- o financiamento do SUS.

Lei no 8.080/1990 Lei no 8.142/1990

Então, você pode perguntar-se: “professora, o enunciado não descreve somente sobre a Lei nº 8.080/1990?” Exatamente! Se você chegou nesse ponto, já vai entender um dos erros da alternativa D, que descreve sobre uma informação prevista na Lei nº 8.142, de 1990.

A Lei nº 8.142, de 1990, define a alocação dos recursos do Fundo Nacional de Saúde e o repasse de forma regular e automática para os Municípios, Estados e Distrito Federal. Para o recebimento desses recursos, os Municípios, Estados e Distrito Federal devem contar com:

Fundo de Saúde; Conselho de Saúde;

Relatório de Gestão; Contrapartida de recursos para a súde no respectivo

Note que o segundo erro da alternativa D é que faltariam dois itens: a contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento e a Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS). De qualquer forma, essa lista não está prevista na Lei nº 8.080, de 1990.

Observe que, por um lado, a Lei nº 8.142, de 1990, prevê o que é necessário para o recebimento dos recursos do Fundo Nacional de Saúde.

Por outro lado, você poderia acabar confundindo essa lista com outra que descreve os critérios estabelecidos no artigo 35 da Lei nº 8.080, de 1990, para o estabelecimento de valores a serem transferidos a Estados, Distrito Federal e Municípios.

Atenção! São duas listas diferentes! A primeira lista define o que é preciso, obrigatoriamente, para recebimento destes recursos financeiros.

A segunda lista define os critérios que podem alterar o valor dos recursos recebidos.

Vamos colocar ambas as listas lado a lado na tabela a seguir:

Lei no 8.080/1990 (art. 35) Lei no 8.142/1990 (art. 4º) Define os critérios que podem alterar o valor dos recursos

financeiros recebidos.

Define o que é preciso obrigatoriamente para receber os recursos financeiros.

Será utilizada a combinação dos seguintes critérios, segundo análise técnica de programas e projetos:

• perfil demográfico da região;

• perfil epidemiológico da população a ser coberta;

• características quantitativas e qualitativas da rede de saúde na área;

• desempenho técnico, econômico e financeiro no período anterior;

• níveis de participação do setor saúde nos orçamentos estaduais e municipais;

• previsão do plano quinquenal de investimentos da rede;

• ressarcimento do atendimento a serviços prestados para outras esferas de governo.

Municípios, Estados e Distrito Federal devem contar com:

• Fundo de Saúde;

• Conselho de Saúde;

• Plano de Saúde;

• Relatório de Gestão;

• Contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento;

• Comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).

Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios: (...)

Agora que aprendemos um pouco mais sobre esse tema, podemos avaliar as alternativas e conhecer alguns trechos normativos, já que as perguntas de prova de Residência sobre as leis orgânicas costumam replicar esses textos de forma literal.

Correta a alternativa A, por descrever o conteúdo do parágrafo único do artigo 12 da Lei nº 8.080, de 1990, conforme podemos ver a seguir:

Parágrafo único. As comissões intersetoriais terão a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde, cuja execução envolva áreas não compreendidas no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

Essas comissões intersetoriais são subordinadas ao Conselho Nacional de Saúde e abrangem, em especial, as seguintes atividades: I - alimentação e nutrição; II - saneamento e meio ambiente; III - vigilância sanitária e farmacoepidemiologia; IV - recursos humanos; V - ciência e tecnologia; e VI - saúde do trabalhador.

Correta a alternativa B, por descrever uma informação prevista no artigo 9º da Lei nº 8.080, de 1990, conforme o trecho a seguir:

Art. 9º A direção do Sistema Único de Saúde (SUS) é única, de acordo com o inciso I do art. 198 da Constituição Federal, sendo exercida em cada esfera de governo pelos seguintes órgãos:

I - no âmbito da União, pelo Ministério da Saúde;

II - no âmbito dos Estados e do Distrito Federal, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente; e III - no âmbito dos Municípios, pela respectiva Secretaria de Saúde ou órgão equivalente.

O comando único em cada esfera de governo pressupõe o entendimento constitucional do “mando único”, ou seja, cada esfera de governo tem autonomia e soberania em suas decisões e atividades desde que respeitados os princípios e diretrizes gerais do SUS e a participação da sociedade.

Correta a alternativa C, por descrever parte do texto do artigo 7º da Lei nº 8.080, de 1990, exposto a seguir:

O SUS obedece a princípios e diretrizes definidos legalmente pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei nº 8.080, de 1990, além de outras normativas mais específicas, como a Política Nacional da Atenção Básica.

Incorreta a alternativa D por listar algumas condições necessárias para o repasse dos recursos financeiros previstos na Lei nº 8.142, de 1990. Ademais, os pontos enumerados ainda estão incompletos por não incluir a contrapartida de recursos para a saúde no respectivo orçamento e a comissão de elaboração do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS).

Correta a alternativa E, por contemplar o texto de um dos artigos iniciais da Lei nº 8.080 , que já foi alvo de questões de prova por definir legalmente o SUS. Observe a seguir o artigo 4º da Lei nº 8.080, de 1990:

Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração

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- (Estratégia MED 2021 - Inédita - Prof. Fernanda Lima - Medicina Preventiva) “O Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é alimentado, principalmente, pela notificação e investigação de casos de doenças e agravos que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória.” Esse sistema é uma importante ferramenta da Vigilância em Saúde, sendo essencial para o diagnóstico dinâmico da ocorrência de determinados eventos na população. Sobre o SINAN, avalie as assertivas abaixo:

I – O SINAN é um instrumento relevante para auxiliar o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção, além de permitir a avaliação do impacto das intervenções.

II – A Portaria GM/MS n° 1.061, de 18 de maio de 2020, incluiu a doença de Chagas aguda no rol de situações que são de notificação compulsória.

III – A notificação compulsória imediata deve ocorrer em situações específicas previstas na Lista Nacional de Notificação Compulsória. Nesses casos, o registro deve ser feito até o primeiro dia útil seguinte contado a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública.

Está(ão) correta(s):

A) apenas a afirmativa I.

B) apenas a afirmativa II.

C) apenas a afirmativa III.

D) duas afirmativas.

E) todas as afirmativas.

COMENTÁRIOS

Prof. Fernanda Lima - Medicina Preventiva - Epidemiologia > Vigilância em Saúde > Vigilância Epidemiológica > Aspectos gerais da Vigilância Epidemiológica > SINAN

Estrategista, o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) é um dos Sistemas de Informação em Saúde mais questionados em provas de Residência Médica em todo o Brasil. Portanto, vamos fazer um breve apanhado sobre esse sistema e partir para as afirmativas.

O SINAN engloba, principalmente, os registros orientados pela Lista Nacional de Notificação Compulsória, que prevê a notificação obrigatória de doenças, agravos e eventos de saúde pública nos serviços de saúde públicos e privados em todo o território nacional. Essa lista pode ser consultada no anexo 1 do anexo V da Portaria de consolidação GM/MS nº 4, de 2017. Porém, os estados e municípios gozam de toda a liberdade para a inclusão de outros problemas de saúde que forem relevantes em sua localidade.

De acordo com o Ministério da Saúde, o SINAN objetiva “coletar, transmitir e disseminar dados gerados rotineiramente pelo Sistema de Vigilância Epidemiológica das três esferas de governo, por intermédio de uma rede informatizada, para apoiar o processo de investigação e dar subsídios à análise das informações de vigilância epidemiológica das doenças de notificação compulsória, a priori.”

Vamos compreender cada uma das assertivas sinalizando ao lado da frase se ela é verdadeira (V) ou falsa (F) e explicando em seguida.

I – O SINAN é um instrumento relevante para auxiliar o planejamento da saúde, definir prioridades de intervenção, além de permitir a avaliação do impacto das intervenções. (V)

A afirmativa está correta. É preciso informação para ação, ou seja, é preciso conhecer um problema para propor soluções para ele.

Trazendo isso para o contexto da saúde, pense em uma pergunta hipotética: como podemos planejar ações de saúde voltadas para prevenir a ocorrência de novos casos de doenças de Chagas e investir em uma rede assistencial para esses doentes se não sabemos se há casos da doença na região? Exatamente, não faria sentido viabilizar essas ações sem buscar a informação no SINAN sobre o registro de doenças de Chagas na região.

Portanto, o SINAN colabora com o planejamento de saúde e também permite o seguimento das intervenções implementadas, observando se houver aumento ou queda do número de casos.

II – A Portaria GM/MS n° 1.061, de 18 de maio de 2020, incluiu a doença de Chagas aguda no rol de situações que são de notificação compulsória. (F)

A novidade sugerida pela Portaria GM/MS n° 1.061, de 2020, foi a inclusão da doença de Chagas crônica. A forma aguda dessa doença já estava prevista em listas anteriores.

III – A notificação compulsória imediata deve ocorrer em situações específicas previstas na Lista Nacional de Notificação Compulsória.

Nesses casos, o registro deve ser feito até o primeiro dia útil seguinte contado a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública. (F)

A notificação compulsória imediata deve ser realizada em até 24 horas, a partir do conhecimento da ocorrência de doença, agravo ou evento de saúde pública, pelo meio de comunicação mais rápido disponível. (Origem: PRT MS/GM 204/2016, Art. 2º, VII)

Correta a alternativa A Portanto, ficamos com a alternativa A, considerando que apenas a primeira afirmativa está correta.

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- (Estratégia MED 2021 - Inédita - Prof. Bruno Ferraz - Cardiologia) Sobre o tratamento não-medicamentoso da hipertensão arterial, assinale a alternativa CORRETA:

A) Não existem estudos mostrando benefício direto da cessação de tabagismo na redução da pressão arterial.

B) Recomenda-se a dieta do mediterrâneo para redução da pressão arterial.

C) Qualquer atividade física deve ser estimulada no paciente hipertenso, mas a musculação apresenta maior redução da pressão arterial.

D) A restrição de sódio é a medida não-farmacológica de maior impacto na redução da pressão arterial.

E) O consumo moderado de bebidas alcóolicas demonstrou importante redução dos níveis tensionais, inclusive em indivíduos abstêmios.

COMENTÁRIOS

Prof. Bruno Ferraz - Cardiologia

Todos os pacientes, em todos os estágios de hipertensão, devem ser estimulados a implementar o tratamento não medicamentoso. Por isso, é importante conhecer o impacto dessas medidas, que estão sumarizadas na tabela abaixo:

Recomendação Orientação Redução média da PA

Interrupção do tabagismo

Orientar a interrupção completa do tabagismo, incluindo a prescrição de fármacos que auxiliarão

nessa meta.

Sem evidências

Dieta

Dieta DASH: consumo de frutas, hortaliças e laticínios com baixo teor de gordura; cereais integrais, frango,

peixe e frutas oleaginosas. Rica em potássio, cálcio, magnésio e fibras. Quantidades reduzidas de

colesterol, gordura total e saturada.

PAS: 11mmHg PAD: 7 mmHg

(em associação com restrição de sódio)

Restrição de sódio 2g de sódio por dia ou 5g de cloreto de sódio PAS: 5mmHg

Aumento da ingesta de

potássio

Substituir o cloreto de sódio por cloreto de potássio.

Os alimentos ricos em potássio são: damasco, abacate, melão, iogurte desnatado, folhas verdes,

feijão, laranja, entre outros.

PAS: 5mmHg PAD: 4mmHg (substituir NaCl por KCl)

Perda de peso

Manter IMC < 25kg/m² (adultos) ou entre 22 e 27 (idosos)

Circunferência da cintura < 90cm em homens e

<80cm em mulheres.

30g de álcool/dia, equivalente a uma garrafa de cerveja (600mL), duas taças de vinho ou uma dose de destilados. Esse limite deve ser reduzido à metade em homens de baixo peso, mulheres, indivíduos com sobrepeso e/ou hipertrigliceridemia. Os pacientes abstêmios não devem ser estimulados ao consumo de

bebidas alcoólicas.

PAS: 5mmHg PAD: 4mmHg

Exercício físico

Preferir atividades aeróbicas: 150 minutos de atividade moderada por semana (30 minutos por 5

dias)

PAS: 12mmHg PAD: 6mmHg

(aeróbico)

Vamos analisar as afirmativas:

Correta a alternativa A Sabemos que o tabagismo é capaz de elevar a pressão arterial em torno de 5 a 10mmHg, mas realmente não existem estudos mostrando benefício direto da cessação de tabagismo e redução da pressão arterial. No entanto, os malefícios do cigarro são tão claros que nem precisamos desse estudo para recomendar a interrupção do tabagismo.

Incorreta a alternativa B: A dieta recomendada para o paciente hipertenso é a dieta DASH (Dietary Approaches to Stop Hypertension; em português, abordagens dietéticas para parar a hipertensão). Trata-se de uma alimentação rica em frutas, hortaliças, laticínios com baixo teor de gordura e cereais integrais, além de consumo moderado de oleaginosas (castanha de caju, macadâmia, nozes e amêndoas) e redução no consumo de gorduras, doces e bebidas com açúcar e carne vermelha. Apesar de reduzir o risco cardiovascular, a dieta do mediterrâneo reduz muito pouco a pressão arterial.

Incorreta a alternativa C: a atividade aeróbica possui mais benefícios comprovados na redução da pressão arterial, além de maior redução na PAS e PAD.

Incorreta a alternativa D: Existe uma relação direta entre o consumo de sódio e a hipertensão arterial. Com isso, qualquer redução no

Incorreta a alternativa D: Existe uma relação direta entre o consumo de sódio e a hipertensão arterial. Com isso, qualquer redução no

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