À Luz da Lua Mágica
MEDITAÇÕES DA LUA CHEIA
Cada vez mais, indivíduos e grupos estão participando de meditações rituais cíclicas no período da Lua Cheia. Apesar de poder ter raízes nas primitivas tradições pagãs e de Wicca, uma poderosa ênfase e um impulso renovado para tais encontros tiveram origem nos ensinamentos de Alice Bailey e no Tibetano. A concepção moderna da meditação na
época da Lua Cheia é que as pessoas podem se conectar subjetivamente através do mundo, transcendendo qualquer diferença religiosa, cultural, social e política, unindo-se em um só pensamento, aspiração, prece e meditação de grupo em benefício do mundo.
Tais encontros, ou mesmo as meditações individuais, são sinais do desenvolvimento da consciência aquariana de grupo, através da qual, trabalhando juntos como um grupo planetário, é possível abrir canais para uma invocação efetiva de energias de luz, amor e direção espiritual que são vitais para a humanidade, em seu esforço para construir um mundo caracterizado pela unidade e boa vontade, e o reconhecimento da família humana unificada. Com freqüência, os mantras da Grande Invocação são usados como foco para esta meditação receptiva, apesar de não serem essenciais para contatar as potências espirituais disponíveis para a absorção.
As meditações da Lua Cheia são uma resposta à percepção das fases cíclicas e ritmos na força da vida universal, criando um padrão anual de doze festivais da Lua, ligados ao zodíaco, planejados para constituir uma revelação contínua da divindade e estabelecer os atributos divinos na consciência da humanidade. É como se uma porta se abrisse nos períodos de Lua Cheia; a imagem é de um facho de luz dourada estendido entre o Sol e a Lua, que ilumina completamente a superfície lunar e torna possível certas percepções espirituais interiores. Esta fase de meditação mais aprofundada e a oportunidade de intensificar contatos espirituais constituem uma abordagem que pode ser utilizada pelas Irmandades Brancas ocultas e pela humanidade, e envolve a ciência mágica da invocação e evocação.
Na Lua Cheia, atingimos a visibilidade máxima na Terra e recebemos mais luz e energia do que em qualquer outro período do mês lunar. Há um alinhamento de oposição entre o Sol e a Lua, e na grande iluminação disponível na Terra, então, há potencial para a humanidade contatar e se alinhar com as energias espirituais mais elevadas. Isto é parte do ritmo universal da periodicidade, e na Lua Cheia abrimos naturalmente nossa psique às energias amplificadas que são transmitidas à Terra. Nesta lua intensificada, temos a oportunidade de tornar-nos mais conscientes de nós mesmos, de nosso universo e da inter-relação entre as partes e o todo. Assim como a luz exterior se intensifica através da reflexão da luz solar pela Lua, nossa própria Lua e Sol interiores se alinham para iluminar a alma interior. Um ou dois dias antes do horário oficial da Lua Cheia, pode-se sintonizar, purificar e preparar o consciente. No dia da Lua Cheia, se estabelece o contato através da meditação, permitindo que as energias fluam para e através da personalidade, recebendo, retendo e incorporando qualquer insight e compreensão. No dia seguinte ao da Lua Cheia, o fluxo e a expiração são liberados no cotidiano, até o início do próximo pico lunar, quatro semanas depois.
Essencialmente, adotar a meditação do ciclo da fase da Lua Cheia é um ato religioso, e como afirmou Alice Bailey: "Religião é o nome dado ao apelo invocatório da humanidade e a resposta evocativa da
Vida maior a este grito". Cada Lua Cheia é um ponto no tempo ao longo de todo o ciclo anual, quando as pessoas do mundo inteiro podem expressar sua necessidade de um relacionamento com Deus e com a dimensão espiritual da vida, assim como um relacionamento mais próximo uns com os outros. A imagem é a de uma linha vertical ascendendo ao espírito, e uma linha horizontal para o benefício e unificação da humanidade, a cruz do iniciado. O curso evocativo contínuo da energia humana concentrada telepaticamente atinge a consciência dos seres espirituais, os quais respondem liberando energias construtivas, positivas e benéficas para serem usadas na transformação da vida na Terra.
Mesmo em muitas tradições religiosas estabelecidas hoje, a maioria dos festivais são determinados ou estão relacionados com as fases da Lua e os signos do zodíaco. A técnica das meditações na Lua Cheia é um desenvolvimento desta tendência espiritual. Entre os doze festivais lunares, três são considerados muito significativos. São eles: a Lua Cheia da Primavera, associada à Páscoa Cristã, período da ascensão de Cristo e da energia do Amor; a Lua Cheia de Maio, o festival Wesak, o período de Buda e da energia da Sabedoria; e a Lua Cheia de Junho, o festival da Boa Vontade e o Dia da Invocação Mundial, quando o espírito da humanidade aspira a relacionamentos humanos corretos, à conformidade à vontade divina e ao plano de evolução. Neste dia, há oportunidade de se reconhecer a essência espiritual da humanidade.
Além dos praticantes pagãos e de Wicca, que dão a devida consideração à Deusa Lua em tais fases, há pouca ênfase aparente para a Mãe Divina nas meditações da Lua Cheia. Porém, a energia da Mãe Divina está presente e ativa, principalmente na necessidade, daquele que medita, de desenvolver a receptividade interior a fim de ser fecundado pelos potenciais espirituais descendentes. Os grupos de meditação e mediação produzem coletivamente um cálice, graal ou funil invocatório, evocando magneticamente uma resposta do foco divino de suas aspirações. Adotar conscientemente este ciclo rítmico pode auxiliar cada indivíduo a se alinhar com o fluxo natural da energia universal, oferecendo estímulo de grande sensibilidade à influência da Lua, assim como contribuindo para a consciência espiritual mundial ao participar de um ritual atemporal.